Parece que o maior partido da coligação governamental se sente desconfortável, como que encurralado e perseguido por todos os lados. A notícia em que o porta-voz do PSD, Marco António Costa, acusou hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI) de "hipocrisia institucional", não aparece isoladamente, pois ainda não foram esquecidas as hostilidades contra o Tribunal Constitucional e agora além da agressividade ao FMI, Passos critica PS por propor défice de 5%. Vai longe o tempo, cerca de dois 2 anos, em que Passos se ufanava da sua valentia de decretar uma austeridade superior ao que a «troika» aconselhava.
Com tal austeridade excessiva Passos reduziu gravemente o poder de compra da maior parte dos portugueses, o que diminuiu o consumo, colocou o comércio em dificuldade, levando ao encerramento de empresas e ao desemprego, o que despoletou o agravamento da recessão que, apesar do sentido de cerco, já não pode atribuir ao governo anterior porque, em mais de dois anos, não só não melhorou a situação herdada, mas, pelo contrário, a agravou dramaticamente.
E, para dourar a pílula, não deixa de fantasiar o amaciamento da crise dizendo que, apesar de a «troika ser evasiva», «não está nenhuma porta fechada». Será que não está mesmo? Podem não estar todas fechadas, mas ninguém vislumbra a luz ao fundo do túnel!!!
Porque é que quando se fala de despesas públicas se referem apenas as que são lesivas dos deveres e direitos fiscais e sociais dos portugueses, mais carentes em termos de saúde, pensões, ensino, etc e se mantêm os altos salários, as mordomias e subvenções de altos funcionários públicos mais ligados aos elementos do Governo? Parece que não são apenas as matas que estão arder, mas todo o País, a começar pelos mais responsáveis pela continuação da crise.
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013
PSD SENTE-SE ENCURRALADO ???
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sábado, 15 de junho de 2013
SEM RAZÃO PARA ESPERANÇA NO FUTURO PRÓXIMO
Segundo notícia de hoje, neste ano de 2013, desapareceram 1100 empregos por dia até Março. «Considerando os dados até Março, ontem avançados pelo Eurostat, Portugal já conta com 21 meses consecutivos de destruição de emprego».
E, apesar desta miséria nacional, o PM está orgulhoso do seu trabalho e ameaça candidatar-se a novo mandato. Veja os seguintes artigos linkados, Se não tiver tempo para ler tudo, veja ao menos, os títulos das notícias.
Passos Coelho: “Tenho muito orgulho no trabalho que estou a fazer”
Passos quer dar a cara em 2015
ELEIÇÕES DE 2015 SÃO OBJETIVO PARA PASSOS
Embora não evidencie capacidade minimamente credível para esclarecer os cidadãos e para lhes captar o voto em próxima oportunidade, diz com sobranceira arrogância que não tem medo de eleições nem dos portugueses], mas como, normalmente, apenas diz que não tem medo quem está tolhido e condicionado por ele, vejamos e comparemos as notícias seguintes:
Passos Coelho não tem medo de eleições nem dos portugueses
Passos sem medo dos portugueses e do seu julgamento
Segurança reforçada à chegada de Passos Coelho à Amadora
Governo precisou de protecção da polícia espanhola no 10 de Junho
10 de Junho. Polícia espanhola garantiu segurança de Passos e Cavaco
E, como Passos atende mais aos alertas do exterior do que aos desabafos e manifestações dos seus concidadãos e eleitores, o FMI faz-lhe o favor de o alertar para perda de apoio político e social ao programa de ajustamento.
Perante isto, se o seu partido não o substituir na liderança, resta-nos a angústia de recear o pior para o seu partido nas próximas eleições em que, segundo promete, quer impor a sua presença.
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Reforma do Estado sugerida em 2006
No artigo de opinião Lições da história, o conselheiro de Estado Luís Marques Mendes sugere reflexões de interesse para conhecermos as realidades do Portugal actual.
Recorda que, em 2006, como líder do PSD, para reduzir a despesa do Estado e o tornar sustentável, propôs:
- a rescisão amigável de contratos na função pública,
- a extinção de várias empresas e institutos públicos,
- a passagem para o sector privado e social da gestão de estabelecimentos de saúde e de educação,
- a concessão das principais empresas públicas de transportes e
- a mudança de modelo no regime de segurança social.
Nessa altura, a aplicação destas medidas poderia ter sido feita de forma relativamente tranquila, pois não estávamos na crise em que hoje nos encontramos, nem tínhamos o desemprego que hoje temos. Mas o governo de José Sócrates e vários líderes de opinião consideraram tais propostas quase um crime de lesa-pátria.
Agora, anos depois, tais propostas vão ter de ser aplicadas, em dose reforçada porque a situação se agravou devido à degradação económica e social. Conclui que «se ter razão antes de tempo não resolve problema algum, governar sem sentido estratégico acarreta, normalmente, uma factura bem pesada para os cidadãos.»
Retira outra conclusão que tem a ver com a coerência e com a necessidade de coragem de fazer os cortes que se impõem, pois «o sol na eira e a chuva no nabal» não joga bem com a realidade. O tempo que vivemos recomenda coragem e sensibilidade. A coragem de fazer o que há anos devia ter sido feito. A sensibilidade de perceber que adiar é penalizar novamente os mais carenciados.
Diz que, decididamente, o ciclo que atravessamos não é para aqueles que só sabem prometer a facilidade e a ilusão. Como diz o nosso povo, «quando a esmola é grande, o pobre desconfia.»
A parte final do artigo faz pensar: O Governo mudou de partido há menos de dois anos e a austeridade fez aumentar a miséria, com encerramento de empresas e explosão do desemprego. Os actuais governantes dizem que a culpa pertence aos anteriores mas parece que o mal vem de longe, de erros sucessivos continuados.
Como foi aqui referido em Carreira política, é lógico perguntar
Quem são os políticos? Que preparação têm? que experiência da vida possuem? O que leva as pessoas a votarem neles?
Há quem diga que eles têm duas características marcantes: ambiciosos e sem coragem. Isto é: Querem ser ricos por qualquer forma e subordinam-se como rafeiros fieis aos donos do dinheiro, os do polvo, os do feudalismo dos grupos económicos. Isso viu-se no caso referido em Justiça Social ??? , em 1-09-2010, e na sequência que a ideia veio a ter até aos dias mais recentes. Também o caso dos BPN, BCP,e BPP e Banif mostram que os mais carentes são espoliados daquilo que lhes faz falta para irem sobrevivendo a fim de recapitalizarem o «feudalismo dos grupos económicos.
Porque não foi ainda criado um tecto das reformas e mesmo salarial?
Porque não acabam com fundações, observatórios, empresa públicas e autárquicas, e com grande parte dos lugares de assessores e de «especialistas»?
Porque não eliminam a lei que permite a autarcas e outros a reformarem-se com pouco tempo de serviço?, etc, etc,
Não o fazem para não lesarem os interesses dos poderosos e, por tal razão, certamente, não acabarão com a ADSE nem com as regalias dos juízes, etc.
Também é expressiva a confissão manifesta de falta de coragem e de competência que ficou bem patente no desprezo das capacidades nacionais e no pedido de opinião a técnicos estrangeiros, teóricos e ignorantes das realidades nacionais, para darem lições de estratégia na «refundação» de Portugal. Seria mais adequado que se tivesse recorrido a «uma comissão com um texto inicial, composta por todos os partidos, sem lugar a votações finais, e onde os partidos da coligação e o PS apresentassem medidas concretas», como propõe Marcelo.
E aparece agora a exigência das Finanças a querer usar os cidadãos como fiscais do fisco exigindo facturas, e servem-se de uma infantilidade irracional ao dizer que as facturas apresentadas com a declaração do IRS dão 5% do IVA pago desde que o volume de despesas específicas indicadas ultrapasse muito mais de 2.000 euros por mês, o que só poderá convir aos que recebem salários muito superiores à média nacional, os ricaços.
O cidadão normal hesita em pedir facturas, porque elas não o beneficiam directamente... Embora, por outro lado, se não lhe derem a factura, fogem ao fisco e, depois, quem paga a crise é ele e outros pelintras como ele, pois as despesas do Estado não mostram tendência para serem reduzidas.
Continua a mesma injustiça social com os benefícios a irem sempre para os milionários do polvo que nos suga as energias, vivendo à sombra do erário público e, pelo contrário, os sacrifícios e a austeridade são suportados pelos pelintras, os eternos pagadores das mordomias dos senhores feudais.
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
FMI já stá por cá
Técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE) estiveram desde o início da manhã de hoje no Banco de Portugal.
Oxalá tomem conhecimento da lista com dezenas de institutos públicos que podem ser extintos e do vídeo onde se cortam as despesas públicas e muitas listas de «sugadores do erário» que andam a circular por e-mails.
Será bom que Portugal retome uma estrutura equilibrada que exista para servir os cidadãos e não para o enriquecimento ilícito dos políticos.
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quarta-feira, 9 de março de 2011
FMI. Há alternativas
O cronista do Jornal de Notícias Álvaro Castro, no seu artigo de hoje, procurando prever as medidas que o PR, hoje empossado no seu segundo mandato, irá adoptar, apoiar ou aconselhar aos portugueses para sairmos da crise económica, financeira e social, coloca interrogações, quanto a soluções que assentem na continuidade do regime, com os partidos a defenderem mais os seus interesses próprios e dos seus clãs do que os interesses nacionais, dos portugueses em geral, e acaba por concluir que a última tábua de salvação será a celebração de um pacto político e social.
Tal pacto não constitui ideia nova e já aqui foi sugerido desde o post «Reforma do regime é necessária e urgente», com data de 30-08-2008, seguido de vários outros que, com um ou outro título, se centram numa mesma ideia que permite o consenso e a eficiência pragmática nas decisões mais necessárias à recuperação de Portugal. Citam-se alguns dos posts referidos:
- Código de bem governar, em 23-04-2009,
- Ética na Política, em 15-05-2009,
- Para um código de conduta dos políticos, em 12-03-2010,
- Código de conduta, em 05-04-2010,
- Código ou compromisso alargado e duradouro, em 27-05-2010,
- Concurso público e honestidade, em 15-08-2010
Poderá argumentar-se que tal solução impede soluções mais arrojadas e inovadoras, mas isso será vantajoso se, por arrojo e inovação, se pretende significar decisões com elevado risco e pouca probabilidade de sucesso. Em crise não pode decidir-se de ânimo leve por capricho, instinto ou voluntarismo.
Sem dúvida que, com tal pacto, não haverá rejeição de medidas que parecem eficazes e que até já tenham dado bons resultados em Estados evoluídos com características sócio-económicas semelhantes às do nosso.
Num aspecto haverá, certamente, convergência de opinião: a redução de despesa da máquina administrativa, simplificando-a e seleccionando o pessoal indispensável, a todos os níveis por concurso público e sujeitos a pareceres de todos os partidos do pacto e de instituições económicas e sociais, para efeito de rejeição de candidatos por carência de qualidades positivas ou por existência de antecedentes não recomendáveis.
O combate à corrupção, ao enriquecimento ilícito e aos contratos por negociação directa bem como o funcionamento da Justiça, com eficácia e rapidez, aplicável a todos os portugueses sem excepção, sem excluir os próprios políticos, penalizando qualquer acto lesivo dos interesses nacionais por incúria, desmazelo ou por intenção menos correcta.
Também não devem deixar de ser tidos em consideração textos publicados como os atrás referidos e os posts Onde se cortam as despesas públicas??? e Dezenas de institutos públicos a extinguir. E não pode haver dúvidas que tal pacto é praticamente impossível devido ao espírito competitivo dos partidos que se sobrepõe aos interesses nacionais, pelo que se torna indispensável a iniciativa e o estímulo do PR, afim de conciliar as vontades que, sem essa intervenção se manterão divergentes. O País exige e agradece esse esforço.
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terça-feira, 8 de março de 2011
FMI. Interesses nacionais e outros
Quando intervinha em Viseu, em actividade de propaganda partidária, José Sócrates disse que a «intervenção do FMI seria perda de prestígio e dignidade» e que "entre vir ou não vir o FMI há dez milhõe s de portugueses que sofreriam" com isso. Considera que é preciso, "no momento certo, saber de que lado está o interesse nacional".
Alberto João Jardim, cinco dias antes, tinha reiterado a necessidade da entrada do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal: "Era duro, mais rápido e mais eficiente na resolução dos problemas do país". Realçou que "o FMI não se agarra apenas ao défice, monta sempre uma estratégia de retoma da economia". E acrescentou: "Se calhar há coisas que eles [Governo] não querem que o FMI descubra".
Dada a confiança e a credibilidade que as palavras de um e de outro têm merecido ao longo dos anos e observando a eficácia da acção governativa de um e do outro nas funções públicas que vêem desempenhando, este confronto de opiniões e os «interesses» que possam estar na sua base, merecem ser bem ponderados.
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Silva Lopes tem medo do FMI
Transcrevo do post «Orçamento ou gestão competente?» a seguinte passagem que afinal não era tão arrojada como poderia parecer:
«Há economistas e gestores que consideram vantajosa a vinda de estrangeiros para sanar todos os vícios e manhas que se foram desenvolvendo nas décadas mais recentes. É lógico que políticos e outros parasitas do dinheiro público detestem a vinda do FMI, mas os portugueses que trabalham e produzem têm grande motivos para o desejarem a fim de verem o País limpo das pestes que o arrastaram para a desgraça.»
Silva Lopes veio confirmar a referida presunção ao dizer “Desta vez tenho medo do FMI”. Os argumentos que aponta, como velha raposa que é, não correspondem obrigatoriamente aos seus sentimentos e pensamentos. A hipotética vinda do FMI iria reduzir os seus privilégios de pertencente ao grupo dos beneficiados pelo Poder . Tem razão para ter medo, porque será natural que se o FMI vier acabará com acumulações de reformas, de tachos para reformados, de benefícios imorais aos cúmplices do descalabro de que estamos a ser vítimas, etc. e que meta na prisão muitas sanguessugas do dinheiro público.
Segundo texto que circula por e-mail,
«SILVA LOPES, com 77 (setenta e sete) anos de idade, ex-Administrador do Montepio Geral, de onde saiu há pouco tempo com uma indemnização de mais de 400.000 euros, acrescidos de várias reformas que tem, uma das quais do Banco de Portugal como ex-governador, logo que saiu do Montepio foi nomeado Administrador da EDP RENOVÁVEIS, empresa do Grupo EDP.
Com mais este tacho dourado, lá vai sacar mais umas centenas de milhar de euros num emprego dado pelos seus amigos do governo, que continua a distribuir milhões pelos seus cúmplices e coniventes.
Entretanto, o povp vai empobrecendo cada vez mais, num país com 20% de pobres, onde o desemprego caminha para níveis assustadores, onde os salários da maioria dos portugueses estão cada vez mais ao nível da subsistência.
Silva Lopes foi o tal que afirmou ser necessário o congelamento de salários e o não aumento do salário mínimo nacional, por causa da competitividade da economia portuguesa. Claro que, para este senhor, o congelamento dos salários deve ser uma atitude a tomar (desde que não congelem o dele, claro).»
Mandaria o bom senso que os «sábios» do grupo etário deste senhor deviam estar calados porque já mostraram que não souberam governar o País e evitar esta crise escandalosa que nos está a massacrar. As decisões que agora têm que ser tomadas vão afectar os mais jovens. E não os já bem instalados, viciados em maus actos contra a nação. Por isso, devia dar-se aos mais jovens a responsabilidade de gerir o seu futuro. Venha o FMI e, depois, dê-se as rédeas do poder a uma geração mais jovem e active-se a Justiça para condenar os prevaricadores. Não se compreende que os gerontes teimem em estar convencidos de que os ligeiramente menos velhos assumam responsabilidades, como a de administrador da EDP RENOVÁVEIS. Se os reformados fossem mandados repousar, libertariam muitos postos de trabalho para gente na idade activa reduzindo a taxa de desemprego.
Este caso é paradigmático e merece que estejamos atentos às contradições entre as palavras e as realidades da vida destes vendedores de «sábias verdades».
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A. João Soares
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