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domingo, 25 de agosto de 2013

REALIZAR O SONHO DE LUTHER KING


Há sonhos ou utopias que não devem deixar-se morrer, para que a luta pelos direitos das pessoas se sobreponha ao «culto dos ídolos efémeros» e se recuperem as «periferias sociais». E isso será possível se «cada um de nós fizer a sua pequena parte». Para isso transcreve-se o artigo:

Filho de Luther King apela para a continuação da luta iniciada pelo pai
Diário de Notícias 25-08-2013

 Martin Luther King III pediu ontem perante dezenas de milhares de pessoas a continuação da luta que a geração do seu pai iniciou há 50 anos, exactamente no mesmo local em que proferiu o discurso "I have a dream".

Luther King III, que seguiu exemplo do seu pai na defesa dos direitos civis, pediu aos manifestantes reunidos em Washington para não darem "sequer um passo atrás" na luta pelos seus direitos e disse que o sonho que Martin Luther King disse ter tido há 50 anos ainda está por realizar nos Estados Unidos.

"Estou aqui neste lugar sagrado sobre as pegadas do meu pai, comovido pela história intensa, mas mais do que isso gosto de saber que vocês continuam a sentir a sua presença, que continuam a ouvir a sua voz [de desejo de alcançar um sonho]. (...) Mas este não é o tempo para as comemorações nostálgicas, (...) é tempo para continuar a tarefa", afirmou.

Luther King III fez a defesa da reforma das leis da imigração, que se encontra atualmente no centro da discussão política nos Estados Unidos, sustentando que "deve ser adotada para que acabe o assédio que sofrem os irmãos e irmãs [sobretudo hispânicos] e para garantir-lhes o caminho da cidadania".

"Da mesma forma que estamos a recuperar da pior crise económica desde a Grande Depressão, os Estados Unidos precisam de um novo Plano Marshall para gerar empregos nas suas cidades, melhorar as infraestruturas e criar um estímulo económico", acrescentou.

Luther King III invocou também o "imperativo fundamental do amor", um poder a que se referiu o seu pai no célebre discurso há meio século, para apelar ao fim da violência traduzida por episódios como os tiroteios de Columbine ou Newtown.

"Se cada um de nós fizer a sua pequena parte, nas nossas casas, nas nossas igrejas, nas nossas escolas, nos nossos empregos, nas nossas organizações, se em cada um dos aspetos da vida tentarmos alcançar a causa da liberdade, de certeza que a alcançaremos. Seremos então todos livres", concluiu.

Imagem do Google

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Luther King sempre vivo

Transcrição seguida de NOTA:

Martin Luther King faria amanhã 79 anos
Isabel Stilwell, Destak 080114

Não somos todos iguais. Há quem se conforme ao mundo tal e qual o herdou, e há quem o transforme num sítio melhor, normalmente pagando a ousadia com a morte.

Morte que só reforça a sua força, sendo então capazes de mover mesmo aqueles que se mantinham de braços cruzados, porque sabemos bem que, quem consegue dar a vida por uma causa, já passou para um patamar bem mais alto do que o nosso.

Martin Luther King Jr. foi um desses heróis, e amanhã faria 79 anos, se não tivesse sido assassinado a 4 de Abril de 1968, há precisamente 40 anos. Pastor baptista, Luther King defendia a "não-violência" como forma de lutar contra as injustiças, e através dela conseguiu acabar com muitas das desigualdades de direitos que atingiam, de forma gritante, os negros e as mulheres. A sua primeira intervenção pública aconteceu em 1955, quando organizou o boicote ao sistema de transportes públicos que obrigavam os negros a viajar apenas nos lugares de trás dos autocarros. O boicote durou 382 dias, e a empresa acabou por mudar a sua política, até porque o Supremo Tribunal declarou esta segregação racial anticonstitucional.

Seguiram-se-lhe centenas de outras, sem que os manifestantes levantassem um dedo contra ninguém, apesar da violência com que a polícia os tratava, e King ter sido preso por várias vezes. Os media noticiaram sem tréguas esta luta e, em 1964, Luther King é galardoado com o Nobel da Paz, o mais novo até hoje a receber a distinção. O seu "poder" estava afirmado, e um ano depois boicotavam as eleições, levando o Congresso a conceder o voto à população negra.

Com a popularidade, cresceu o ódio. O FBI procurou associá-lo ao comunismo, que nunca conseguiu, suspeitando-se do seu envolvimento no homicídio, que ocorreu, a tiro, em plena rua. Horas antes, ao saber que recebera «mais uma» ameaça, disse: «Gostava de viver muito tempo, mas, se não puder ser, paciência. Agora já sei que vamos chegar à Terra Prometida, e é isso que importa.»

NOTA: Luther King, na sua imortalidade nas memórias das pessoas, é um modelo de Homem que merece muita reflexão. A sua tolerância, defesa da igualdade de direitos, repulsa pela discriminação de qualquer tipo, são uma bandeira que cada pessoa de boa vontade gostaria de desfraldar. Mas muitas pessoas, agarradas a interesses inconfessados, ou compromissos pouco claros e sem terem capacidade de raciocínio e discernimento, não aceitam que haja pessoas independentes de partidos, de clubes, isentas e imparciais que ousem pensar livremente, pela própria cabeça. A intolerância, a tacanhez e a insensatez de pessoas de vista muito curta, leva-as a imitar os agentes do FBI que associaram Luther King à ideologia mais repudiada pela América.
Recorda-se que, quando se fala de Direitos Humanos, o que hoje está na moda, não se devem fazer discriminações baseadas em diferenças de cor, de aspecto físico, de porte mais ou menos atlético, de idade, de religião, de ideias sócio-políticas, origem social, região de nascimento, clube ou partido. O respeito pelos direitos do outro, pelas suas legítimas liberdades, constitui o limite das nossas liberdades.

Porém, infelizmente, há quem faça muito alarido em defesa dos diferentes, o que é muito correcto e louvável, mas que alimente um ódio visceral àqueles que não concordam consigo em pormenores, por vezes insignificantes mas intencionalmente sobrevalorizados, em estilo nazista, pidesco ou coisa parecida.

Seria bom para o Mundo, para toda a humanidade, que o exemplo de Martin Luther King Jr. frutificasse, sendo interiorizado nos corações de todo o ser humano digno de o ser.

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