Independentemente da proveniência das afirmações, devemos respeitar a lógica e apenas darmos crédito às afirmações que passem no teste do nosso raciocínio. E, se usarmos essa testagem com independência, podemos dar apreço ou evitar afirmações vindas de qualquer sector ou pessoa.
A notícia «PS evita acordo a médio prazo no IRC e só reduz imposto se baixar IVA e IRS» apresenta uma visão muito coerente com a justiça social e a multidão que , com o seu trabalho e o seu consumo faz funcionar a economia.
O aumento do IVA tem sido uma ferramenta de resultado imediato, tal como roubar a carteira ao passageiro ao nosso lado, principalmente se for um idosos ou deficiente sem facilidades de defesa. Ao passo que o IRC afecta os poderosos, aqueles com quem os políticos querem ter «empatias» por daí advir a corrupção, o tráfico de influências, as negociatas, o enriquecimento ilícito e a garantia de tacho depois de receberem a subvenção de reinserção e iniciarem o recebimento da subvenção vitalícia.
O ataque ao IVA já ficou bem salientado na notícia de 01-09-2010 «Soares dos Santos defende redução do IRS e IRC e aumento do IVA» que serviu de mote ao post do mesmo dia «Justiça Social ???» em que se procurou analisar a grande injustiça do IVA Começa por ser flagrante que, o contrário dos outros impostos, este não está organizado em escalões conforme aos rendimentos do contribuinte.
E, pior do que isto, incide sobre a totalidade dos rendimentos dos mais pobres que consomem tudo o que recebem e, mesmo assim passam carências. Mas os mais ricos só sofrem o peso do IVA numa pequena parte do seu rendimento porque o restante é destinado a poupança, investimento, depósito em «offhore», etc.
Seguindo tal raciocínio consta ta no referido «post» que o milionário da notícia «defende os seus interesses e os dos seus pares do topo da lista dos mais ricos e não tem escrúpulos de agravar tragicamente a vida dos mais pobres. Efectivamente, quer aliviar o IRS e o IRC que afectam mais os que têm rendimentos mais altos e não beneficiam os que pouco têm. Pelo contrário, quer agravar o IVA que afecta, por igual (aparentemente), todos os consumidores desde o mais pobre que apenas compra um pão para enganar a fome. Se tal ideia fosse aceite, aumentaria de forma trágica o fosso, já demasiado acentuado, entre os mais ricos e os mais pobres!!!»
Mas a «podridão dos hábitos políticos» (Rui Machete) encarreirou a favor do milionário e desprezou o alerta do autor do post e, hoje vemos os mais pobres a serem saqueados de quase um quarto seu rendimento, enquanto este dura, raramente até ao dia 30, enquanto os mais poderosos apenas recebem uma meiga beliscadela na pequena parte do rendimento que destinam a consumo.
António José Seguro, mantenha-se firme na defesa dos que mais precisam ser defendidos.!!!
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
A LÓGICA NÃO DEVE SER ATROPELADA
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quinta-feira, 18 de julho de 2013
PROFUSÃO DE INTERESSES OCULTOS
Transcreve-se o texto de José Gabriel Pereira Bastos datado de 7 do corrente, por trazer dados interessantes para se ter ideia dos interesses inconfessados que estão na génese de acontecimentos de que acabamos por sofrer as consequências. Inseri links para ajudar a compreender que o autor nada está a inventar e muitos e mais pormenorizados dados podem ser encontrados na Internet.
Dicas para a compreensão dos jogos de poder que nos atingem
(uma leitura alternativa ao que podem ouvir na rádio e na televisão)
Por José Gabriel Pereira Bastos 7/7 às 13:33 perto de Lisboa.
1. As macro-jogadas sobre a política europeia são decididas há décadas nas reuniões anuais do Grupo Bilderberg (fundado em 1954), uma rede oligárquica anglo-americana que se posiciona como o embrião do GOVERNO MUNDIAL ANGLÓFILO, reunindo os magnates do petróleo e da mega-banca (Rockfellers, Rostchilds, etc.) com os magnates das maiores corporações industriais, militares da NATO e da CIA, delegações políticas dos países europeus, dos USA e do Canadá e os grandes donos dos media, que durante décadas criaram uma muralha de não-informação sobre o GOVERNO BILDERBERG DA COLÓNIA-EUROPA NÃO-ANGLÓFILA (clivada em 'antiga' Europa e 'nova' Europa), constantemente espiada pela CIA e pelo M-16 britânico.
2. O decisor português, que convida quem de Portugal participa, é, desde finais dos anos 70, Francisco Balsemão.
3. Foram convidados sistematicamente, ano após ano, os líderes do PSD e do PS, candidatos a primeiro-ministro e a dirigente da oposição. No caso deste governo, Balsemão falhou: convidou Manuela Ferreira Leite e não PP Coelho, o que mostra bem quais eram as suas preferências.
4. Em plena crise de resgate, pela primeira vez. há semanas, foram convidados António José Seguro e, pela primeira vez, o líder do CDS, Paulo Portas.
5. Significado político: no PSD, a linha social-democrata anteriormente hegemónica, há décadas (Cavaco e seus aliados, de Manuela Ferreira Leite, a António Capucho e outros 'barões') está fortemente descontente com o consulado neo-liberal de Passos Coelho, que é rígido, não ouve ninguém e está a cortar nas reformas de Cavaco e nos grandes negócios dos barões, colocando contra si as Associações de Empresários, que pretendem o relançamento urgente da economia.
6. Significado estratégico: a linha hegemónica (com contradições internas) Cavaco - Balsemão decidiu fazer cair este governo e transferir o poder para um governo fraco liderado pelo A. J Inseguro, apoiado pelo Paulo Portas, e impedir que o PS chegue lá numa Frente de Esquerda com o BE e outros grupúsculos e 'independentes' de esquerda, o que seria inaceitável pelo Governo Bilderberg da Colónia-Europa.
7. Resultado: percebendo que ia ser despejado, com a queda programada do governo de Passos, Gaspar antecipou a jogada e pôs-se a salvo (irá reaparecer num qualquer alto cargo da Banca Central), deixando a muleta no seu lugar, e eximindo-se ao julgamento de dois anos de sucessivos falhanços tecnofinanceiros.
8. Portas percebeu a jogada e como não conseguiu colocar Paulo Macedo no lugar de Gaspar, e aparecer como o 'relançador da economia', pôs-se de fora para deixar de estar associado a este governo e estar disponível, depois de eleições, para voltar ao governo, com maior margem de manobra, em aliança com o PS de Seguro.
9. Entre vê-lo partir já para uma futura aliança com o PS de Seguro e ganhar poder neste governo, o Triunvirato (Cavaco, Coelho, Portas) decide dar a Portas todo o poder que ele exige, retirando as principais funções a Passos Coelho, um PM esvaziado e à deriva, para que Portas não parta o Governo já.
10. O desequilíbrio desta solução é evidente. A tutela de Portas sobre a "menina gaspar 2" e sobre os contactos com a Troika vai rebentar-lhes na boca muito em breve.
11. Mas falta ainda muita informação e uma tomada de (in)decisões...
12. Seguem-se as cenas dos próximos capítulos...
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segunda-feira, 29 de abril de 2013
ALTERNATIVAS PARA A AUSTERIDADE
Ao contrário da teimosia obsessiva de Passos e de Gaspar, parece haver alternativas para evitar o agravamento repetitivo e demolidor da austeridade. Podem continuar as lutas partidárias e chamar demagogo a Seguro, mas para o crescimento de Portugal e para bem dos portugueses, não deixem de prestar atenção a soluções que aliviem o sofrimento que, há quase dois anos, nos vêm infligindo.
Eis o artigo do Económico:
Seguro propõe medidas para libertar 12,5 milhões
Económico. 29/04/13 00:06 Por Márcia Galrão
São 12,5 mil milhões de euros libertados para a economia com redução do rácio da solvabilidade dos bancos, contratos do BEI e fundos da recapitalização da banca.
Para aqueles que nos últimos dois anos o acusaram de não ter propostas concretas, António José Seguro saiu do XIX Congresso do PS em Santa Maria da Feira com um programa de Governo recheado de medidas com uma única prioridade: "Emprego, emprego, emprego". Porque é "possível" renegociar o programa de ajustamento e sair da "espiral recessiva", Seguro tem um pacote que só em três medidas vale 12,5 mil milhões de euros, dinheiro que quer ver injectado na economia.
O líder do PS deixa assim claro qual é o caderno de encargos que exigirá ao Governo em matéria de crescimento e que em alguns aspectos é coincidente com o "memorando para o crescimento" apresentado a semana passada pelo ministro da Economia Álvaro Santos Pereira. Esta é uma das áreas para as quais Passos Coelho quer consenso com Seguro tendo já avançado com um novo convite para se reunirem esta semana sobre esta matéria. Seguro prometeu uma resposta para esta semana.
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Seguro tem sentido de Estado
António José Seguro afirmou que "o PS está vinculado e quer contribuir para que o país possa cumprir todos os seus compromissos internacionais" e dará contributos "para que o país chegue ao final do ano com um défice de 5,9%, tal como está negociado e estabelecido com a 'troika'".
Com esta intenção, evidencia sentido de responsabilidade e sentido de Estado, colocando os interesses nacionais acima das rivalidades interpartidárias, que desgastam energias que devem ser empregues de forma convergente para se ultrapassar a crise actual e retomar a vida nacional, com vista ao desenvolvimento da economia para bem das famílias, principalmente as mais carentes de apoios.
Para essa intenção patriótica de fazer convergir todas as energias para objectivos nacionais é, sem dúvida, preciso estar atento às decisões e às promessas dos governantes, criticar o que não estiver correcto e indicar, sugerir, propor, melhores soluções e exigir que estas sejam tomadas em consideração nos procedimentos de preparação das decisões.
Neste sentido, constitui uma boa colaboração a sugestão apresentada quanto à redução de freguesias no interior do país, em que não deve adoptar-se o único critério da quantidade do número de pessoas", pois são estas e não os números que devem estar em primeiro lugar. As pessoas não devem ser obrigadas, para contactar a autoridade administrativa mais próxima, a deslocar-se a grandes distâncias com perca de tempo e despesas de transporte.
Este exemplo, se for sensatamente adaptado e seguido por todos os partidos, resultará num bom trabalho de equipa em que todos ficaremos beneficiados, mesmo os menores partidos da oposição porque poderão sempre orgulhar-se das suas propostas e da forma como as explicam aos portugueses. Como alguém um dia disse: todos seremos poucos para desenvolver Portugal.
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Seguro e Alegre em sintonia ?
Parece desenhar-se um plano para o futuro próximo do PS.
Vejamos os títulos:
Alegre alerta para risco de recessão com congelamento de salários
António José Seguro: portugueses “estão fartos de fazerem sacrifícios sem ver resultados"
Seguro quer resultados do Governo para justificar sacrifícios
Entretanto o habitualmente palavroso e balofo Francisco Assis, mostra-se prudente e evita colocar em risco a sua posição dentro do partido:
Assis só não fala de Seguro para não “abrir um conflito”
Aguardemos os próximos capítulos da telenovela. Oxalá seja para melhor do País que está exausto e intoxicado com tanta banha de cobra.
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A. João Soares
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