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sábado, 30 de junho de 2012

Imaturidade perante manifestantes

O cronista do JN, Paulo Ferreira no seu artigo Álvaro, o ministro tenrinho, aborda aspectos da situação actual que merecem reflexão e para os quais já aqui, por diversas ocasiões, foi chamada a atenção de governantes e políticos em geral.

«A democracia não legitima o insulto e a arruaça. Convinha que o ministro percebesse isso e dissesse isso, sob pena de um destes dias sofrer na pele os feitos de uma manifestação maior e mais descontrolada do que aquela.»

O ministro «foi de encontro a alguns manifestantes, à espera de com eles entabular uma frutífera conversa com explicações … (mas) esqueceu-se de algo essencial: o que tinha à frente já não era um grupo insuflado por palavras de ordem, mas sim pessoas desesperadas com o presente e receosas do futuro. O indivíduo que se estendeu em cima do carro que transportava o ministro não o fez por a ação estar prevista no cardápio da manifestação. Fê-lo com os olhos carregados de raiva, muito provavelmente por não conseguir, como milhares de outros portugueses, viver um dia sem fazer contas ao que sobra até ao final do mês.»

O autor atribui ao ministro sobranceria disfarçada de timidez, algo de narcisismo, a convicção de ser salvador de Portugal, e imaturidade política na abordagem de multidão enraivecida, sem noção de «que para acalmar a ira dos desesperos não bastam falinhas mansas».

A austeridade produziu os efeitos indesejados de acordar o povo que verifica que o sacrifício ainda não lhe trouxe compensação, antes pelo contrário, e que não vislumbra medidas concretas que lhe dêem esperança de melhores dias. Este pequeno sinal de despertar, pode ser prenúncio de maior violência, o que deve servir de meditação para o Poder usar melhores medidas a pensar nas pessoas e nos problemas que as preocupam.

Para ler todo o artigo deve fazer clic no link da notícia. Também podem ser lidas as seguintes notícias:

- Ministro da Economia assobiado e travado por manifestantes na Covilhã
- Ministro da Economia insultado e vaiado na Covilhã
- Ministro da Economia desvaloriza contestação na Covilhã

Imagem de arquivo

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quinta-feira, 30 de julho de 2009

O suposto valor da palavra

Não vão longe os tempos em que se faziam grandes negócios assentes apenas na palavra dada, sem recurso a declarações em papel ou actos efectuados no notário, etc. Mas hoje a palavra já não inspira confiança mesmo quando escrita e/0u tornada pública de forma solene, perante a Comunicação Social.

Além das promessas não cumpridas aqui várias vezes referidas e que continuam a ser repetidas e seguidas por outras, ditas com a mesma convicção aparente mas sem a mínima credibilidade, até porque os seus autores no momento espectacular em que as enunciam mostram algumas vezes não saber minimamente do que estão a falar (como no caso das bolsas de estudo – duplo ou triplo!), surge agora a polémica do «convite» a Joana Amaral Dias, em que alguém está a dizer «inverdades».

No DN depara-se com vários títulos «Paulo Campos desmente convite a Joana Amaral», «Paulo Campos terá feito o convite a Joana Amaral Dias», «Lugar de Joana tinha 'dono' no PS/Coimbra», «Sócrates desmente convite a Joana Amaral Dias».

No JN encontra-se o artigo «A bem da democracia a Joana deve falar» e um outro simplesmente intitulado «Joana».

NO Público, vemos «Paulo Campos desmente convite a Joana Amaral Dias para listas do PS»

É certo que, sendo esta apenas mais uma «inverdade» e pouco representando para os portugueses e para o futuro de Portugal, está a receber demasiada atenção da Comunicação Social, o que poderá significar que já existe grande saturação de ver os mais altos representantes de partidos a perderem o seu tempo com tricas insignificantes deixando assim de dar a devida atenção aos graves problemas que preocupam as pessoas: insegurança de pessoas e bens, Justiça lenta e pouco eficiente (com implicações no aumento da criminalidade violenta), saúde, estrutura fiscal, Educação (que origina ignorâncias em pontos básicos da cultura geral), etc. etc.

Convinha que o bom senso passasse a ter um lugar de mais elevada prioridade na escala de valores dos políticos. E não seria difícil, pois bastava não esquecerem a sua principal função de governar Portugal com vista à melhoria da vida dos portugueses.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Alerta para clima de revolta

O alerta não vem dos bloguistas, tão mal vistos pelos governantes. Vem do pai do PS, do ex-primeiro–ministro e ex-Presidente da República, Dr. Mário Soares.

No âmbito de uma conferência sobre Novas Políticas, organizada pelo Inatel, ontem à noite no Teatro da Trindade, fez declarações muito significativas e que devem ser tidas em boa conta pelos governantes que não se cansam de falar em defesa obstinada de medidas mal fundamentadas e que são objecto de crítica generalizada. Transcrevem-se algumas das suas palavras

“As pessoas tiram as conclusões das coisas. Como podem as pessoas aguentar que o Estado vá salvar um banco onde se sabe que há roubalheiras absolutas e fique tudo na mesma depois do Estado lá meter o dinheiro dos contribuintes. Não é possível”.

“Espero que se saiba o que se passou no BPP e no BPN. Tudo tem de ser esclarecido. É preciso transparência no País, senão é impossível haver confiança. Isso gera revolta e não estamos imunes que isso aconteça em Portugal”.

«Oiçam-se as pessoas na rua, tome-se o pulso do que se passa nas universidades, nos bairros populares, nos transportes públicos, no pequeno comércio, nas fábricas e empresas que ameaçam falir, por toda a parte do País, e compreender-se-á que estamos perante um ingrediente que tem demasiadas componentes prestes a explodir”.

“Com as desigualdades sociais sempre a crescer, o aumento do desemprego que previsivelmente vai subir imenso, em 2009, a impunidade dos banqueiros delinquentes, o bloqueio na Justiça, e em especial, do Ministério Público e das polícias, estão a criar um clima de desconfiança - e de revolta - que não augura nada de bom».

“Há investigações e há fugas da justiça que não se sabe de onde vieram. Tudo isto são questões importantes que devem ser esclarecidas. Acho que tudo deve ser rapidamente esclarecido, mas quem sou eu para pedir isso?”

NOTA: Mais uma vez se sugere que as decisões sejam preparadas segundo um método semelhante ao constante do post Pensar antes de decidir e que os estudos de base tenham sempre em mente o desenvolvimento do bem-estar dos portugueses, nomeadamente os mais carentes de recursos e não, como parece ser normal nos governantes, os dos banqueiros e outros ex-políticos. Segundo o compadre alentejano, «Dá até a impressão que os membros do governo estão a precaver-se, para no futuro, seguirem a carreira bancária...Será?»

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Mais um modelo para o Governo

Aquilo que estudamos nas escolas de qualquer nível de ensino é resultado de trabalho de cientistas de não importa que nacionalidade. Cada um de nós não tem necessidade de ignorar o que já foi inventado e não é obrigado a descobrir, por si a lei da gravidade, e a energia cinética.

Da mesma forma, os governantes não precisam de se meter em aventuras e fazer experiências caras e provavelmente nocivas, devem aproveitar as lições que vêm de países que dão provas de eficiência nos vários sectores da governação. Devem estudar nos melhores manuais das experiências bem sucedidas e adaptar as soluções às circunstâncias do seu País.

Agora a notícia «Barack Obama congela salários de colaboradores» é mais uma lição a seguir, porque se neste momento de dificuldades económicas, as famílias são obrigadas a apertar o cinto, é também o que os governantes e a sua corte devem fazer.

Mas, infelizmente, os nossos políticos (salvo eventuais honrosas excepções) preferem pensar no bem-estar daqueles que os envolvem, esquecendo a maioria da população que não só não beneficia do bem-estar deles como é vítima disso porque tem de pagar para luxos injustificáveis e despesas exageradas. Preferem seguir exemplos estranhos que não se adaptam ao nosso modo de vida como a peregrina ideia de ir buscar ao Chile o modelo para a avaliação dos professores.

E democracia, os governos devem evitar impor ao povo condicionalismos desnecessários, mas podem e devem impor aos que estão nos seus gabinetes limites que permitam servir de bom exemplo ao comum dos cidadãos.

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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O ensino é mais complexo do que os políticos pensam

Depois do post «Reagir pela positiva» e de outros anteriores, deparei hoje, dia da abertura das aulas, com dois textos interessantes que ajudam a melhor compreender o problema e a forma como este está a ser encarado pelos políticos.

O milagre socrático na educação

Sofia Barrocas
Em Global Notícias 080915. Editora-executiva da ‘Notícias Magazine’

Milhares de estudantes e professores começam hoje um novo ano escolar que o Governo gostaria que deixasse uma imagem de idílico: alunos “de ponta” especializados em informática graças à distribuição dos Magalhães a custo reduzido, crianças bilingues devido à introdução do Inglês curricular nos primeiros anos, adolescentes esclarecidos mercê das novas aulas de Saúde agora com a componente de Educação Sexual, melhoras espectaculares nos resultados dos exames nacionais de Português e Matemática convenientemente “almofadados” pelas provas intercalares que dão a medida do saber (?) dos alunos e permitem a elaboração de enunciados finais “à medida” para o sucesso escolar que se pretende.
Um verdadeiro “milagre socrático” na Educação que, infelizmente, deixa a sensação de não ter tradução na vida real das escolas.

Políticos inspiram-se na 3.ª classe

Isabel Stilwell
Destak . Editorial 15 | 09 | 2008

Esta mania de inventar o que já foi inventado, pondo-lhe um nome novo é um tique nacional insuportável. Com a agravante de que a recriação é geralmente pior do que o original. Foi a conclusão a que cheguei ao (re)ler o Livro de Leitura da 3.ª Classe, agora reeditado. Nele existe matéria-prima para todos os discursos e declarações dos nossos políticos. Não resisto a dar algumas sugestões.
Cavaco Silva, por exemplo, tinha poupado esforço se, na visita ao Douro, se tivesse limitado a citar o texto da pág. 5: «É nossa Pátria todo o território sagrado que D. Afonso Henriques começou a talhar para a Nação Portuguesa, que tantos heróis defenderam com o seu sangue ou alagaram com sacrifício de suas vidas (...) Na Pátria estão os campos de ricas searas, os prados verdejantes, os bosques sombreados, as vinhas de cachos negros, os montes com as suas capelinhas votativas.»
José Sócrates, por seu lado, só tinha vantagem em usar o texto da pág. 161; «Com o Estado Novo (alterar para "o Governo socialista") abriu-se uma época de prosperidade e de grandeza. Começámos a ter dinheiro para todas as despesas do Estado (...) Os nossos campos foram mais bem cultivados. A nossa indústria tornou-se próspera, desenvolveu-se o comércio. Repararam-se as estradas. (...) Levou-se o telégrafo e o telefone (substituir por "o Magalhães") a muitas localidades (...). Construíram-se escolas, e hão-de construir-se as que forem precisas (...).» Depois de uma pausa, deixar cair a bomba: «agora os patrões e os operários entraram em boas relações e passaram a estimar-se e a auxiliar-se uns aos outros.»
Santana Lopes, que pondera candidatar-se a Lisboa, devia fazer uso do programa eleitoral descrito na pág. 130: «Os benefícios de que precisamos, tais como a protecção à escola, o arranjo das estradas e caminhos, a abertura de fontes e a construção de lavadouros, só podem conseguir-se (...) por pessoas aqui nascidas e criadas que tenham amor a tudo o que é nosso (...).» Convém que termine dizendo que, como o pai do Rui, o menino da história, todos os bons cidadãos «aceitam com a maior boa vontade os incómodos e sacrifícios, para que o País possa ser bem administrado». Esta, aliás, dava jeito a todos!

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