O poder económico e financeiro dá recados ao poder político e este acomoda-se e cumpre as directivas recebidas, sem dar explicação aos eleitores, àqueles «que mais ordenam», segundo o slogan da democracia.
Notícia de hoje diz que Soares dos Santos gostava de um acordo entre PS e PSD com duração de 10 anos. O mesmo milionário (um dos três maiores do País) deu aos governantes em 01-09-2010 um recado que não parecia ajustado a intenções de justiça social e que, resumidamente, dizia Soares dos Santos defende redução do IRS e IRC e aumento do IVA. Houve reacções a esta directiva, mas ela foi obedecida pelo governo de então e pelo actual.
A directiva de hoje irá sem dúvida ser aceite pelo Governo embora o PS tenha legítimas dúvidas e seja problemática a sua concretização.
Vejamos antecedentes desta ideia:
- Em 19-11-2008, Manuela Ferreira Leite, Líder do PSD sugeria 6 meses sem democracia, o que está muito abaixo do agora proposto, quanto à duração da «ditadura», 6 meses contra os 10 anos de agora.
- Também em 10-07-2013, o PR resolveu não marcar para já eleições antecipadas e pedir um "compromisso de salvação nacional", mas este desejo de compromisso foi gorado por teimosias e e falta de verdadeira vontade e de sentido de Estado de negociar os pontos de divergência.
- Curiosamente, o Governo, de forma pouco convincente e sem interpretar devidamente o processo de obter consenso, isto é, a disposição para haver cedências de uma e outra parte, com vista a uma solução de apoio alargado para o bem comum, pediu em 17-04-2013, para o consenso entre Governo e PS e. em 26-11-2013 o PS afirmou que Governo falou de consenso mas só negociou consigo próprio, Situação idêntica à já referida para o que ocorreu no início de Julho.
- Em 27-07-2013, o PM não hesitou em apelar a acordo com PS para “clima de união nacional” Este termo foi na altura criticado mas agora, embora por outras palavras , Soares dos Santos reitera tal solução, o que faz lembrar o «partido único» do Estado Novo
No ponto em que o país de encontra, o Governo dos próximos anos deve, efectivamente, procurar consensos sérios e eficazes para os grandes problemas nacionais, a fim de evitar desperdícios de recursos em obras inúteis e em actos falhados com custos das tentativas, erros, avanços e recuos, e para garantir a cabal realização de projectos que precisem de continuidade por mais do que um mandato. Para isso deve haver um compromisso aceite honestamente a fim de salvaguardar os interesses nacionais, sem perigo de se cair numa nova ditadura.
E, para concluir, fica o desejo de os eleitos pelos cidadãos se compenetrem de que são mandatários pelo voto dos eleitores para defender os interesses nacionais que devem estar sempre acima dos interesses de políticos, e outros privilegiados, encobertos ou não por leis de sigilo ou outra «podridão dos hábitos políticos», como lhe chamou Rui Machete.
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domingo, 8 de dezembro de 2013
PODER REAL DÁ RECADO AO PODER POLÍTICO
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A. João Soares
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quarta-feira, 6 de novembro de 2013
MAIS UM PARTIDO? PROPORCIONA MAIS COLIGAÇÃO E MAIS CONSENSO
É opinião generalizada entre os cidadãos que os partidos são a maior praga do actual regime, pelas manobras anti-patrióticas, a favor do tráfico de influências, do compadrio, da corrupção, da obesidade da máquina do Estado, com os tachos para os «boys», etc. Mas a notícia de que [Rui Tavares recusa listas do PS e avança com partido], pode ser um raio de esperança, porque torna mais difícil um partido obter a maioria absoluta, com uma espécie de ditadura de «custe o que custar, doa a quem doer» e isso obrigar a coligações de dois ou três partidos em que, se os seus líderes tiverem sentido Estado, os problemas serão abordados, tendo mais em vista os interesses nacionais e não como tem acontecido nos últimos anos.
Eis a transcrição do artigo:
Rui Tavares recusa listas do PS e avança com partido
Ionline. Por Catarina Falcão. publicado em 6 Nov 2013 - 05:00
Francisco Assis desafiou o eurodeputado, eleito em 2009 pelo BE, a integrar as listas do PS. Rui Tavares diz que as "diferenças em matéria europeia" impedem acordo.
Rui Tavares agradece a "alusão simpática" do socialista Francisco Assis para integrar as listas do PS às eleições europeias, mas recusa terminantemente juntar-se aos socialistas. "Não me reconheço no PS, não votaria no PS e não entraria nas listas do partido nem com eleições primárias abertas a independentes", garantiu ao i o eurodeputado. O caminho de Rui Tavares é outro e passa por promover contactos para captar apoios com vista a um projecto que mude "o que tem sido imutável à esquerda". "Se tiver de ser um partido, que seja um partido", acrescenta.
Após voltar a admitir em entrevista ao "Expresso" que está empenhado na criação de um novo espaço de debate à esquerda, Rui Tavares recebeu ontem um convite de Francisco Assis, membro do secretariado nacional do PS e possível cabeça-de-lista às europeias, para fazer parte das listas do PS em Maio do próximo ano. O eurodeputado afirma ter registado a "vontade de diálogo do PS", defendendo que o debate se devia abrir a toda a esquerda, mas diz recusar fazer parte de um partido com quem tem tantas divergências, especialmente no que diz a assuntos europeus. "Tenho diferenças em matéria europeia com o PS. Fui dos mais acérrimos opositores do Tratado Orçamental, que o PS, em conjunto com o PSD, fizeram questão de aprovar", apontou o historiador.
O debate para Tavares deveria ser mais alargado e incluir toda a esquerda, fazendo com que os partidos de esquerda se coligassem contra a já anunciada coligação entre o PSD e o CDS nas eleições europeias.
EXPERIÊNCIA DO PASSADO
Francisco Assis disse ao "Diário de Notícias" que "veria com interesse" a inclusão de Rui Tavares entre os candidatos socialistas ao Parlamento Europeu. Na sua opinião, o eurodeputado encaixa-se "perfeitamente" na esquerda democrática e por isso "o PS não deveria perder a oportunidade de contar com ele". Também Ana Gomes, eurodeputada socialista, apoia esta sugestão, dizendo ao i que "há muito tempo" considera pertinente um convite deste tipo.
Rui Tavares, que foi inicialmente eleito em 2009 e que após a ruptura com o BE em 2011 passou a integrar o Grupo dos Verdes no Parlamento Europeu, diz não ter recebido qualquer convite formal da direcção do PS, assegurando que mesmo que recebesse "não teria nada a acrescentar" ao partido.
Para o eurodeputado, que foi convidado por Miguel Portas a integrar as listas do BE em 2009 apesar de nunca se ter filiado, os partidos "em geral" exigem aos independentes convidados para as listas que sejam "mais disciplinados que os militantes", não aceitando críticas à actuação do partido. "Sei por experiência própria que os partidos esperam gratidão e disciplina em troca desses convites", sublinha Tavares.
NOVO PARTIDO À ESQUERDA
Após a entrevista de Junho ao i, em que o eurodeputado disse fazer sentido repensar um espaço à esquerda "que transcenda as fronteiras dos partidos", o debate sobre a criação do novo partido à esquerda generalizou-se.
Segundo Rui Tavares tem havido muitas pessoas a dizer que "não há espaço ou não há mercado, mas ninguém disse que não havia necessidade". "É preciso, nesta altura, contribuir com algumas respostas, pois não temos todo o tempo do mundo para mudar, e à primeira oportunidade de entendimento entre o PS e o PSD nas eleições de 2015 a Constituição vai estar em jogo", apontou o eurodeputado, que promete empenhar-se na criação de uma nova força política a tempo das próximas eleições europeias.
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Marques Mendes aconselha
O ex-presidente do PSD, conselheiro de Estado e comentador político alerta para que o país vive numa “situação pantanosa” devido à crise aberta na coligação governamental. Eis alguns dos seus conselhos:
A crise política na coligação é desastrosa “para as pessoas que fazem sacrifícios, para as empresas que querem investir” e para “o ambiente de confiança de que o país precisa para sair da crise”.
“O país não pode viver nesta situação de pântano político. Isto não é próprio de pessoas maduras e responsáveis. O crédito político que têm já não é grande. Se não param com estes arrufos arriscam-se a não serem respeitados por ninguém”
Os governantes têm de garantir “maturidade e sentido de responsabilidade”. “Governar não é compatível com amuos, estados de alma.”
E seria de acrescentar que, para se entenderem, não pode ser exigido a um que se submeta aos caprichos que o outro quer levar para a frente «custe o que custar» e «doa a quem doer». Se são patriotas têm que se sacrificar para bem da Pátria, para encontrar em consenso as melhores soluções de que esta necessita.
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A. João Soares
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domingo, 2 de setembro de 2012
Coligação, cooperação, colaboração, corresponsabilização
A coligação exteriormente, pelos resultados, tem sido um falhanço, e alguns observadores referem a sua "disfuncionalidade" ou dizem que a coligação faz lembrar fábula do “lacrau e do sapo”. Isto não pode ser interpretado à letra, porque poderá haver exagero ou aspectos de luta interpartidária.
Mas notícias com aspecto de maior isenção alertam que RTP e Orçamento do Estado para 2013 abrem crise entre CDS e PSD ou dizem que Portas descontente com caso RTP quer renegociar planos com PSD ou que Portas fala em "esforço para recuperar sentido de compromisso" com PSD. Ninguém pode ser obrigado em estar coligado se não lhe é permitido pronunciar-se para se procurar consensos, sem imposições que violem maneiras de ver viáveis e patrióticas.
Tudo isto, ligado ao falhanço de um ano de sacrifícios e à perspectiva de se continuar em maré de sacrifícios, faz aumentar a ansiedade quanto ao futuro e abalar a confiança nos políticos e a credibilidade das sua palavras que, muitas vezes, soam mal.
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domingo, 8 de maio de 2011
Facetas do poliedro nacional
A vida nacional está confusa, constituindo um poliedro irregular com múltiplas faces todas diferentes, eivadas de interesses próprios de cada facção, embora entre elas haja pontos comuns.
Vale a pena ver as seguintes notícias que referem afirmações de pessoas notáveis na vida nacional, por pensarem e saberem emitir as suas opiniões, sobre as diversas situações nacionais:
BE e PSD excluem coligação com PS de Sócrates:
- Louçã aceita integrar governo de coligação de esquerda sem Sócrates
- Passos Coelho reitera que "não será possível" governo que junte PSD e PS
BE e MRPP motram muitos receios acerca da intervenção da «troika»:
- Miguel Portas: Programa da "troika" trata pobres como lixo
- Garcia Pereira: Plano da "troika" é "declaração de guerra"
No entanto, apesar destas opiniões de pessoas que pensam, surgem, ocasionalmente, os anónimos ao serviço de alguém como o caso dos Comentários de anónimo Leandro-Bernardo. Vale a pena ler até ao último comentário deste «senhor» para ver até onde chega o amor ao «querido líder».
Como estamos em vésperas de eleições, há que estar com atenção aos pequenos sinais e reflectir sobre o contributo lógico, racional e patriótico, a dar no acto de votar.
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A. João Soares
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