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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Portas, combustíveis, ontem e hoje???

Entretanto, mudaram as moscas, mas o que melhorou???

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Concorrência ou cooperação nos combustíveis?

Na sua crónica no JN, Paulo Martins faz-nos pensar no que se passa com os preços dos combustíveis apesar de haver uma denominada «Autoridade da Concorrência». Lança a dúvida de, em vez de os operadores concorrerem, poderem estar a cooperar. Nada de especial, está tudo nos conformas, apenas com uns discretos "acordos tácitos" entre operadores e eventual ligeiro "alinhamento de preços", além de um monopoliozito da Galp na refinação!!!

Enfim, perante os olhos fechados da tal «Alta Autoridade», os operadores são mesmo "refinados". E o consumidor continua a ser lixado e relixado, sem a mínima protecção daqueles a quem deu o voto após a pedinchice lamurienta da propaganda eleitoral.

Imagem da Net

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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Preços abusivos dos combustíveis

«Os preços do petróleo caíram 17% em Maio, a maior descida desde o final de 2008, mas os combustíveis não acompanharam a descida e baixaram apenas 2%, alerta o Automóvel Club de Portugal. Entre 3 e 31 de Maio o barril de crude passou de 84,36 para 71,88 dólares enquanto o litro de gasolina sem chumbo baixou três cêntimos (de 1,4 para 1,37 euros a de 95 octanas e de 1,47 para 1,44 euros a 98) e o gasóleo passou de 1,17 para 1,15 euros.» conforme notícia do Diário de Notícias.

Há tempos, devido a polémica semelhante, vi na TV um senhor com aspecto de professor doutor, ou de «criativo não praticante» a explicar que quando o petróleo sobe é preciso uma subida imediata dos combustíveis, mas quando o petróleo desce os combustíveis não podem descer de imediato, porque são feitos de petróleo comprado em data muito anterior quando era mais caro. Embora aquele senhor de gravata tivesse idade para nele se acreditar, nunca compreendi que tal desfasamento dos preços e datas aplicado na descida não fosse também aplicado na subida dos preços. Enfim, o aspecto exterior das pessoas, a forma como se exprimem, a sua idade e a gravata, não são sinais suficientes para nos convencerem de não serem charlatães ou vendedores do vigésimo premiado por conta de altos poderes financeiros.

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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A crise podia não ter existido

Em conversa com uma bancária, ouvi repetidamente a palavra calma. Os depositantes devem ter calma, os investidores devem ter calma… Porém, nenhum responsável credível emite afirmações coerentes e sustentadas que inspirem tal calma. O que dizem hoje não confirma o que disseram ontem e não será confirmado amanhã.

Não sabem, não adivinham a evolução que ocorrerá. Os economistas não tiveram capacidade para proceder de forma correcta por forma a evitar a crise ou, pelo menos, evitar que ela fosse tão grave. Houve erros sucessivos na busca de mais lucros, contrariando os mais elementares valores éticos, morais e sociais. Ninguém sabe nada e, agora, não falam claro, em condições de serem compreendidos e de inspirarem a tal calma que todos sugerem.

Fica-se com a impressão de que existe um desleixo generalizado, uma grave falta de dedicação às tarefas de que são encarregados. E esta moléstia parece ter alastrado por todos os países. A humanidade está em crise profunda, os valores morais estão a fazer muita falta e não são substituíveis por um materialismo fiduciário selvagem.

E os casos concretos sucedem-se com aspectos anedóticos. Por exemplo, a Alta Autoridade da Concorrência deveria seguir em permanência todos os casos mais ou menos suspeitos e actuar em conformidade e com a oportunidade adequada. Deveria ter estudos, em actualização dia-a-dia. Mas não. Colocada, agora, perante a suspeita de cartelização dos preços dos combustíveis, promete ter um estudo pronto EM FINS DE MARÇO, daqui a quase SEIS MESES, meio ano!!! Nem na época dos computadores conseguem em menos tempo analisar os dados que deviam ter em permanência e que têm dado tanto que falar, há vários meses? Será que ainda fazem contas pelos dedos? Qual é afinal o papel de tal organismo, além de receberem bons ordenados? Qual o benefício para os cidadãos portugueses resultante da sua existência?

Outro caso é o negócio do «Magalhães» anunciado com tanta pompa e circunstância, sem nenhum dos inúmeros assessores ter levado à ministra da Educação e ao PM a informação da situação suspeita da empresa fornecedora em relação ao fisco. E o caso foi muito duvidoso duvidoso, pois nem sequer houve concurso público entre os vários tipos de computadores semelhantes, em uso pelo mundo fora. Será que tal pressa e tal decisão urgente tinha por finalidade o amortecimento do processo fiscal contra a firma? Será que houve influência (mesmo que por distracção ou omissão) de elementos dos gabinetes ministeriais, como é lógico duvidar? E ninguém vai ser chamado à pedra? Não haverá responsáveis?

É um sinal dos tempos. Exigem-se direitos e mais direitos de toda a espécie, mas não se fala de deveres, de responsabilidades, de definição de tarefas, de controlos, de avaliação de desempenho. Depois, em consequências de muitas «habilidades» sucessivas, surgem as crises que ninguém soube ou quis evitar ou minorizar e os «sábios», em voz pouco convincente, acabam por dizer que é preciso calma!!!

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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Cotação de mercado de combustíveis

Na sequência do post «Combustíveis. Gostava de ser esclarecido» deparei com o seguinte artigo da SIC Online, de ontem, que vem lançar alguma luz sobre a exploração dos consumidores pelas gasolineiras.

Gasolineiras cobram mais 5 cêntimos do que deviam

A SIC analisou as cotações de mercado que as gasolineiras dizem usar para definir os preços de venda ao público e descobriu que os consumidores estão a pagar pelo menos mais cinco cêntimos acima dos praticados quando, no primeiro semestre do ano, a gasolina e o gasóleo refinados estavam a preços iguais aos da semana passada.

Preço dos combustíveis. Gasolineiras não descem preços ao mesmo ritmo da descida das cotações de mercado

Lucros das gasolineiras: 1 milhão e 50 mil euros por dia

As gasolineiras garantem que os preços de venda ao público não resultam directamente do preço do barril de petróleo, mas das cotações no mercado europeu de produtos refinados - o chamado Platt´z.

Dizem também que o impacto chega aos postos de abastecimento portugueses uma semana depois.

Isto significa que, o preço do combustível que esta semana está a ser vendido ao público é uma consequência das cotações no mercado de Platt´z na semana passada.
Para avaliar o comportamento das gasolineiras, basta usar os argumentos das gasolineiras e ver quando é que as cotações no mercado de Platt´z estavam iguais à semana passada.

Em relação ao gasóleo refinado, na semana passada estava com uma cotação igual à praticada no fim de Fevereiro, que permitiu que uma semana depois o preço médio de venda ao público fosse de 1 euro e 23 cêntimos.
Mas agora tem estado a ser vendido ao preço médio arredondado de 1 euro e 31cêntimos, quase oito cêntimos mais caro, apesar de ter o mesmo valor de mercado.

Para a gasolina sem chumbo 95 é quase a mesma coisa.
Na semana passada estava no mercado de refinados ao mesmo preço da segunda semana de Abril.
Nessa altura, foi vendida a 1 euro e 40 cêntimos por litro. Mas agora os consumidores têm de pagar mais quase 6 cêntimos.

As gasolineiras argumentam que o preço não pode ser igual porque o dólar está mais caro.
E é verdade. A SIC fez as contas, conferiu com especialistas e pode garantir que o impacto da valorização do dólar aumenta o preço de venda ao público da gasolina e do gasóleo em cerca de um cêntimo.

O que quer dizer que as gasolineiras estão agora a ganhar pelo menos mais cinco cêntimos por litro na gasolina e quase seis cêntimos por litro no gasóleo.

NOTA: parece que não está a haver verdade, sinceridade, lisura, da parte das gasolineiras. Quanto às autoridades que deviam defender os interesses dos portugueses, não se vê capacidade ou vontade de actuar.

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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Combustíveis. Gostava de ser esclarecido

O jornalista Silva Pires, Director do Jornal gratuito Global Notícias escreveu hoje um artigo com o título «Alguma coisa está errada aqui...» em que, com simplicidade e muita clareza, mostra o seu espanto perante as variadas explicações acerca da relação entre os preços do petróleo e dos combustíveis. Nele me apoio para esboçar as seguintes reflexões. Os «entendidos», pretendendo ocultar as razões do fenómeno, certamente inconfessáveis, misturam argumentos como o valor do dólar, o preço dos refinados, os impostos, isto-e-aquilo, falam muito e não esclarecem nada.

Isto cansa e desilude e não devemos daí concluir que eles não têm saber e inteligência para nos esclarecer, pois eles sabem os interesses que estão a defender e, baseados nos seus currículos e pergaminhos, procuram, com ares de convicção e com a linearidade do discurso, levar-nos a pensar que as coisas podem não ser tão simples como parecem.

Porém, ontem, o professor do Instituto Superior Técnico, António Costa e Silva, especialista em combustíveis e energia, veio falar naquela linguagem que todos percebemos. Segundo ele, o petróleo já baixou 35 por cento desde que atingiu o seu máximo de 147 dólares, mas em Portugal apenas se registaram baixas de 6 (seis) por cento na gasolina e (10) por cento no gasóleo.

Perante esta evidência, todos estamos de acordo com aquilo que António Costa e Silva disse aos microfones da TSF «alguma coisa está errada aqui».

Sobre este assunto, o ministro da Economia e Inovação afirmou na SIC que a política domina a economia e não o contrário, mas em Sines disse que considera que, se não houver uma baixa no preço dos combustíveis nos próximos tempos (não referiu se horas ou meses!), esta será uma situação «anormal», tendo em conta a descida que o petróleo já fez. «Mais tarde ou mais cedo esta descida do petróleo terá um efeito positivo, no preço final dos combustíveis» dada a «relação bastante próxima» entre um facto e outro. Mais preciso nesta previsão tão profética seria certamente o vidente Mamadu Chabi … «mais tarde ou mais cedo»!!!

O Sr. ministro está a precisar de umas lições do professor António Costa e Silva, a fim de poder ser mais democraticamente esclarecedor, isto é, com um mínimo de respeito pelos cidadãos eleitores.

Acrescento mais informação entretanto obtida: Apesar do preço do barril de petróleo continuar a descer nos mercados internacionais, a BP decidiu ontem subir um cêntimo na gasolina. Segundo a DECO, os consumidores «não conseguem compreender» a ausência de descidas nos combustíveis já que em meses anteriores os operadores justificaram as «sucessivas» subidas imediatas à alta do petróleo. «As empresas estão a deixar cair a máscara junto dos consumidores». A fixação dos preços dos combustíveis «não é transparente».

E isto apesar de o ministro dizer que a política controla a economia! Ela nem sequer defende os cidadãos contribuintes contra os abusos das grandes empresas.

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domingo, 8 de junho de 2008

Consumidores aprendem a gerir-se

Perante a subida abrupta dos preços dos combustíveis, os consumidores estão a fazer contas e a racionalizar a utilização da viatura. Os aumentos médios do preço de venda ao público da gasolina sem chumbo 95 foi de 11,9% e do gasóleo chegou a 19,7% mais caro. Isto no primeiro trimestre, porque estes números não contemplam ainda os aumentos mais recentes.

Da racionalização dos consumos feita espontaneamente por cada um, resultou que, durante o primeiro trimestre, as vendas de gasolina diminuíram 7% e, agora, também as de gasóleo estão a baixar. Segundo os dados divulgados pela Autoridade da Concorrência, no primeiro trimestre de 2008, em comparação com igual período de 2007, o consumo total de combustíveis rodoviários diminuiu 1,9%. Como os preços têm vindo a aumentar ainda mais, é de esperar uma melhoria desta tendência.

O consumo de gasóleo rodoviário caiu 0,2% e o de gasolina baixou 7%, o que significa que os portugueses, face aos elevados preços dos combustíveis, estão a racionalizar o consumo, o que é uma prova de maturidade. Será bom que se criem hábitos de reduzir os desperdícios, evitando gastos desnecessários. Esta racionalização nos transportes é muito importante porque 49% da procura nacional de produtos derivados do petróleo dirigiu-se ao consumo de gasóleo e gasolina para fins rodoviários.

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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Fome, combustíveis, agricultura

Estão reunidos em Roma 191 representantes dos países membros das Nações Unidas durante três dias para discutir a subida dos preços dos alimentos e as dramáticas consequências que afectarão mais violentamente os países mais pobres.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, sublinhou aos participantes da reunião extraordinária da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) que a solução mais simples para responder ao previsível aumento da procura será o aumento da produção mundial de alimentos de 50% até 2030. E salientou que estamos perante uma "oportunidade histórica para revitalizar a agricultura". É a forma mais positiva de reagir à escalada dos preços das matérias-primas agrícolas e ao aumento dos custos de produção - em especial devido aos recordes dos combustíveis. E é a prova de um grande erro cometido pela EU, ao ter reduzido e condicionado a nossa agricultura. Será desejável que a Europa aprenda a trabalhar com coerência e boa estratégia para conquistar uma posição de liderança e de exemplo no mundo.

Segundo os números da FAO, a actual crise provocou situações de fome em perto de 100 milhões de pessoas em todo o mundo. A emergência do actual contexto foi de tal maneira traumatizante e resultou em que a maior parte dos principais responsáveis políticos fizesse questão de estar em Roma durante o encontro.

A FAO avançou com algumas sugestões para aliviar o peso da crise actual. E o seu director, Jacques Diouf, numa chamada ao bom senso e ao realismo, declarou que "se os países em vias de desenvolvimento tivessem investido na agricultura o que gastaram em armas, o problema alimentar estaria neste momento resolvido". Ban Ki-Moon, no discurso de abertura, não hesitou em criticar os presentes, dizendo que "os governos puseram de lado decisões muito difíceis, nestes últimos tempos, e subestimaram a necessidade de investimentos na agricultura. Hoje, o mundo inteiro paga um preço demasiado alto". Mais claro não pode ser quanto à falta de capacidade e ao mau desempenho dos políticos actuais que não sabem sintonizar-se com a construção de um bom futuro para os seus cidadãos e para o mundo.

O presidente do Brasil, Lula da Silva, referindo-se aos mais de 800 milhões de pessoas que em todo o mundo, em cada noite, se deitam sem jantar, propôs encontros anuais entre países desenvolvidos e outros em vias de desenvolvimento como forma de arranjar novas fontes de recursos de financiamentos. Seria bom que tal intenção se tornasse realidade, para evitar uma catástrofe humanitária e social

Apontando o dedo aos subsídios agrícolas nos países industrializados, o presidente brasileiro solicitou a sua eliminação total, acrescentando que "é preciso evitar que a culpa do preço dos alimentos recaia e afecte os mais pobres". "Subsídios provocam dependência, quebram sistemas inteiros de produção, e provocam fome e pobreza onde poderia existir prosperidade. A verdadeira segurança alimentar deve ser global e baseada na cooperação". Os subsídios impedem o comércio internacional e a livre concorrência, fechando a exportação de países pobres que disporiam de excesso. Mas, na realidade a produção nesses países, mercê desses apoios, torna-se impossível por os Países ricos ali colocarem produtos mais baratos do que custaria a produção local. O ideal seria apoiar esta, para as populações locais deixarem de ter carências graves.

Segundo Jacques Diouf, director-geral da FAO, o momento é de acção rápida, pois "não há mais tempo para conversas, a instabilidade climática e os desastres dos últimos anos, provocam anualmente 262 milhões de vítimas de calamidades naturais, dos quais 98% vive em países em desenvolvimento".

O director geral da FAO, indicou que o mundo, em 2006, gastou 1,2 mil de dólares em armamento, enquanto se estragou comida no valor de 100 mil milhões de dólares. E o excesso de consumo por pessoas obesas chegou a 20 mil milhões a nível mundial. Isto denuncia incapacidade e incoerência dos responsáveis mundiais.

Também José Luís Zapatero, chefe do Governo espanhol, afirmou que "as instituições internacionais não têm sabido dar resposta às emergências económicas e sociais destes últimos anos". E considerou fundamental para a defesa da agricultura, "ajudar os pequenos agricultores criando condições que hoje não existem".

José Luís Zapatero, referiu que "as instituições internacionais não têm sabido dar resposta às emergências económicas e sociais destes últimos anos". E considerou fundamental para a defesa da agricultura, "ajudar os pequenos agricultores criando condições que hoje não existem".

Enfim, não parece ser necessário dizer muito mais para definir a doença. É, agora, imperioso que seja decidida a terapia e que os políticos de todo o mundo sejam capazes de a aplicar com eficiência, para bem da humanidade. E as grandes empresas económicas devem não esquecer que, sem essa humanidade com boas condições de vida e poder de compra, não conseguem fazer um nível de negócio suficiente para continuarem a operar. O desenvolvimento equilibrado com a justiça social será proveitoso para todos.

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domingo, 4 de maio de 2008

Preço dos combustíveis

Transcrição de uma carta enviada aos jornais, por um leitor identificado, e que não foi publicada

Portugueses pagam combustíveis em dólares ou em euros?

Finalmente, ao 14.º aumento dos combustíveis em 2008 (em 122 dias, um em cada nove dias!) alguém começou a reagir. Desde os revendedores até ao ministro da Economia, passando por toda a comunicação social, com relevo para as televisões.

Mas, em meu entender, raros foram os que tocaram no âmago da questão. Que reside, muito simplesmente nisto: os portugueses pagam os combustíveis em euros - e não em dólares.

Por isso, estamos a ser duplamente penalizados: primeiro pelo aumento do custo do petróleo (que é negociado em dólares); e depois pela valorização do Euro. Um exemplo: em 2002, o barril de petróleo custava 63 dólares (USD), equivalente então a 70 € (1.00 € = 0.90 USD) e o litro de gasóleo custou-me (na bomba, no dia 3 de Março de 2002) 0,648 €.

Recentemente, no dia 3 de Março de 2008, o barril custava 100 USD, ou seja, agora, 66,6 €. Então porque é que paguei na bomba 1,234 € - praticamente o dobro de 2002?
Por isso, será importante centrar a discussão no câmbio das moedas e não noutros quaisquer parâmetros que, como é óbvio, não justificam tal evolução.

Diz-se que uma das razões do aumento do preço do petróleo é a desvalorização do dólar. Que culpa têm os Portugueses disso, se estão a pagar em moeda forte, neste caso o Euro?

Há que denunciar as gasolineiras pelo aproveitamento da situação, se é que não foram elas que a provocaram. E também que censurar o Governo, que se está a aproveitar de tudo isto para aumentar as suas receitas - e até teve a ousadia de alterar a fórmula de cálculo. E porque é que o Presidente da República, que se mantém estranhamente calado?

Espero que a Comunicação Social não cale a profunda indignação que começa a grassar, a avaliar pelos mails trocados nas últimas semanas."

Alberto RS (omito a identificação completa)

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domingo, 6 de maio de 2007

Energia e Combustíveis para automóveis

Há comentários a que, pelo seu valor, merecem ter mais visibilidade. Por isso aqui se transcreve o comentário que Carlos Portugal, colocou no post Um passo para a inovação, Caravana ecológica percorre o país, no blog «Democracia em Portugal?».

Concordo plenamente com as suas preocupações, mas há alguns pequenos reparos a fazer.

Em primeiro lugar, o petróleo não está a esgotar-se, longe disso. O que acontece é que as jazidas onde é mais BARATO explorá-lo pelas petrolíferas já estão a escassear - essas sim estão a diminuir. Daí as guerras absurdas para as grandes petrolíferas (Exxon, Gulf, Texaco, Mobil, etc.) se apropriarem das terras onde elas se encontram (a exploração on-shore é muitíssimo mais barata do que a off-shore).

Em segundo lugar, mesmo que as jazidas petrolíferas se estivessem a esgotar, há um processo, datado, segundo creio, de 1936, o processo Fischer-Tropsch, que permite o fabrico industrial de gasolina, gasóleo e óleos lubrificantes a partir do carvão e do lixo orgânico doméstico e industrial. Tal processo foi posto em prática em larga escala pela Alemanha nazi durante a 2ª Guerra Mundial, devido às carências em matérias-primas que este país atravessava. Contudo, este processo - para além de reciclar o lixo - é altamente lesivo para os interesses das petrolíferas (como é óbvio), para além de fazer perigar os interesses geo-estratégicos do lobby militar-industrial do Eisenhower. O único país que recentemente o utilizou foi a África do Sul, durante o regime do Apartheid.

Em terceiro lugar, embora concorde com o aproveitamento dos óleos alimentares (de restaurantes, etc.) para combustível, não posso, de forma alguma, pactuar com o bio-diesel, pela simples razão de a sua utilização em grande escala ir inutilizar milhões de hectares de terra arável para produção de colza - para fabricar o dito bio-diesel. Numa época em que há fome no mundo e que os terrenos férteis e com água começam a ser insuficientes, uma prática destas é, simplesmente, criminosa.

Por fim, quanto aos automóveis híbridos, a sua complexidade mecânica e electrónica leva-os a terem uma fiabilidade muito baixa, e o seu peso (por causa das baterias) implica uma perda de rendimento que os coloca ao nível de carros de baixa cilindrada com consumos porventura ainda menores. Com a agravante de os motores a gasolina desses híbridos terem uma vida curta, pois são solicitados A FRIO sempre que é preciso uma maior aceleração. Isso irá fazer com que eles se desgastem anormalmente e que os óleos lubrificantes utilizados passem para as câmaras de combustão e daí para a atmosfera, poluindo-a (os catalizadores de nada servem, neste caso).

Enfim, creio que a solução estará no desenvolvimento de novas baterias para carros totalmente eléctricos, desde que a produção da energia para carregamento dessas baterias seja de uma fonte limpa.

E de motores a gasolina e a diesel mais eficientes, que permitam consumos mais baixos e menores graus de poluição (a nível de hidrocarbonetos e de CO, pois quanto ao CO2 este NÃO É poluente, digam os promotores do «efeito de estufa» o que disserem. Sobre isto referir-me-ei noutra altura).

Por último, resta referir que a poluição automóvel ronda os 6 a 8% da poluição total devida a derivados do petróleo. A grande fatia cabe à indústria e à aviação comercial e militar (um Boeing 747 queima 60.000 litros de querosene por hora, e os Airbus A340 não são melhores).

Mas, tal como o meu Amigo diz, se voltássemos a manufacturar artesanalmente muitos dos artigos e alimentos que utilizamos e consumimos, a fatia da poluição industrial diminuiria, a nossa saúde agradeceria e a nossa carteira também, retirando poder aos ditos lobbies.

NOTA: Esta lição de Carlos Portugal é altamente qualificada assentando num sólido conhecimento do tema. Textos deste valor contribuem para que o nosso saber se desenvolva e se iniciem debates interessantes.
Mas, independentemente de a experiência que originou estas palavras poder não dar resultados práticos, ela demonstra vontade de investigar e de se preocupar com a aplicação prática dos conhecimentos teóricos. A ausência de ligação da teoria à aplicação prática tem sido uma crítica ao ensino português. Oxalá esta experiência estimule outras semelhantes noutros sectores, para dar uma feição técnica e prática aos novos licenciados.
Espero que apareçam mais comentários a esmiuçar outros pormenores, como por exemplo, a energia da fusão nuclear ou a combustão de hidrogénio.

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sábado, 5 de maio de 2007

Um passo para a inovação

Caravana ecológica percorre o país

Automóveis movidos com combustíveis ecológicos - óleo usado em restaurantes, biodiesel e híbridos - vão percorrer o país nos dias 11, 12 e 13, numa acção de sensibilização para as alternativas aos combustíveis fósseis.

A iniciativa "Portugal de lés a lés 2007 Travessia de Norte a Sul" é de um fórum de discussão sobre energias alternativas e renováveis, criado na Universidade de Aveiro. E, segundo um dos organizadores, Luís Miguel Oliveira, conta já com inscrições de utilizadores de todo o país.

A caravana ecológica parte de Bragança, com destino à Quarteira, onde termina com a participação numa exposição sobre veículos "amigos do Ambiente" e cozinhas solares. Para o reabastecimento ao longo do percurso, conta com pontos de apoio de utilizadores de combustíveis alternativos.

Custos reduzidos

De acordo com Luís Oliveira, estudante de Química da Universidade de Aveiro, a maior parte dos carros inscritos são movidos a biodiesel, mas há também alguns a "óleo directo" vegetal. Trata-se de um combustível alternativo que não afecta o rendimento do automóvel, já que tem um poder calórico semelhante ao gasóleo.

Quanto ao custo, comprando o óleo novo em supermercados, o preço por litro pode ficar a menos de 75 cêntimos. Mas muitos dos utilizadores recorrem mesmo a óleos usados, oferecidos por restaurantes e particulares.

NOTA: Os portugueses temos que inovar, pesquisar novas soluções para sobreviver na economia mundial em época de globalização. A solução do futuro não pode assentar nas actividades tradicionais. O artesanato é lindo e não deve ser esquecido, mas não basta para a competitividade internacional, para equilibrar a balança comercial. Há que investigar, descobrindo actividades em que possamos enfrentar a concorrência e sobreviver na arena internacional de amanhã, que não dará hipóteses a dorminhocos conformistas.
Felizmente, a juventude não está toda adormecida e resignada, havendo grupos de estudantes e académicos que se dedicam a perspectivar o futuro com vontade de vencer. Esta divulgação da utilização de novas energias não poluentes é de estimular, quando o petróleo ameaça esgotar-se e quando crescem as preocupações com a preservação do ambiente e as alterações climáticas.
É agora indispensável que avancem investidores e industriais a iniciarem a produção em massa e não deixem que estrangeiros se antecipem.

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