Deparei, há pouco, com a notícia com o título aumento do consumo ajudou Espanha a deixar a recessão
Veio reforçar o texto publicado em 12 de Junho de 201, a propósito do então ministro das Finanças Gaspar confessar a sua incapacidade de prever a derrapagem do défice orçamental, dizendo que o comportamento das receitas fiscais "não era positivo" e que os valores estavam abaixo do esperado".
Mas antes dessa data, já tinham surgido em público opiniões de que a austeridade, da forma como foi conduzida, resultaria na quebra do poder de compra dos cidadãos, de onde adviria menos consumo, menor negócio da economia, falências, despedimentos, e, portanto, menos impostos a pagar ao fisco. Essa previsão estava correcta como Gaspar reconhecia tardiamente. Foi pena ele não a ter levado em consideração. Ficava-se na dúvida do que viria a seguir. Mas agora vemos o que aconteceu.
Qual o papel do Governo para evitar a derrapagem do défice orçamental? Qual o papel do ministro das Finanças? Porque não foram tomadas medidas mais adequadas à situação real?
Não houve perspicácia nem coragem para corrigir a austeridade. Mas, entretanto a Espanha adoptou remédio diferente para combater a crise, como se vê em notícias dessa data: Orçamento espanhol vai cortar 15% nas despesas dos ministérios;e também Governo espanhol prevê fecho de 450 empresas públicas
Agora a Espanha colhe os benefícios de, em relação a Portugal, ter preservado o poder de compra dos seus cidadãos e de, desta forma, aumentar o consumo com os benefícios daí resultantes.
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013
CONSUMO, RECESSÃO, DÉFICE
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A. João Soares
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quinta-feira, 21 de março de 2013
Solução para vencer a recessão
Têm surgido alertas para o perigo da austeridade excessiva, que reduz o poder de compra da população, a diminuição do consumo, o encerramento de empresas e o consequente aumento do desemprego e, por outro lado, desde há anos que têm sido advogadas outras soluções para normalizar a dívida sem onerar demasiado a capacidade de crescimento e o bem-estar das pessoas.
Agora Manuel Maria Carrilho recorda os anos entre 1928 e 1932, em que a austeridade, a recessão e o desemprego na Alemanha atingiram valores galopantes que acabaram por favorecer a ascensão de Adolfo Hitler. Isto deve constituir um alerta a respeitar pelos governantes europeus, principalmente dos países que estão em plena crise.
Mas, como os grandes problemas não se resolvem olhando apenas para os aspectos negativos, é conveniente referir também a solução apontada hoje por Cavaco Silva que, para vencer a recessão, considera necessária u utilização das seguintes alavancas: investimento, turismo, exportações e queda menos drástica do consumo. Este é um conselho sensato para conseguir o crescimento da economia e o bem-estar das populações.
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
Prefira nacional, que seja bom
Transcrição de artigo, seguida de NOTA:
Não basta ser nacional, tem de ser bom...
08 | 06 | 2011 19.33H. ISABEL STILWELL | EDITORIAL@DESTAK.PT
Se a crise servir para corrigir o provincianismo com que tantas vezes, e ao longo de tantos anos (melhor dito, séculos!), achamos que «estrangeiro é que vale a pena», terá pelo menos uma vantagem. Se, ainda por cima, nos levar a ter consciência de todas as coisas fantásticas que nos pertencem, que inventámos e produzimos, melhor ainda.
Mas é preciso que esse apelo patriótico a consumir nacional, reduzindo assim o peso das importações, e a valorizar o que é nosso, venha acompanhado de uma enorme exigência com a qualidade do nosso trabalho, do brio investido naquilo que fazemos e na capacidade de potenciar o talento, o nosso e o de com quem nos vamos cruzando. Não é falta de horas no local de trabalho, nem tão pouco o excesso de férias ou feriados, que explica a situação económica, mas, tantas vezes, a ineficácia da gestão desse tempo e a acomodação a uma rotina pouco criativa.
Foi para vencer essa inércia e para valorizar os bons exemplos e o que temos de melhor, que decidimos celebrar o Dia de Portugal com uma edição Especial Made in Portugal, pensada e produzida pela equipa do Destak, afinal o primeiro jornal gratuito português que este ano faz 10 anos, a única marca de imprensa portuguesa exportada e que conta já com três ‘irmãos’ no Brasil: o Destak S. Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Queremos fugir à bipolaridade, a doença nacional que nos leva a oscilar entre a euforia do «somos os maiores», destinada habitualmente a consumo externo(estilo vídeo ‘para finlandês ver’, para mais cheio de erros), e a depressão, traduzida na maledicência permanente, no deita abaixo movido pela inveja. Queremos ter orgulho no que fomos, mas acima de tudo no que somos e vamos ser.
NOTA: Este artigo veio em sintonia com reflexões de longa data. O consumidor, principalmente em período de crise, deve aprender a gerir a sua vida, as suas compras respeitando o valor do dinheiro, sempre escasso, comparando os produtos de que necessita nos aspectos de preço e qualidade. Por isso, sempre que tenho oportunidade de conversar sobre a campanha «prefira produtos nacionais», digo que o consumidor é responsável pelas suas decisões e deve comprar o que mais lhe convém. Não será moral exigir que um consumidor compre um produto nacional, que seja fabricado por empresa de capital estrangeiro ou que o empresário não produza com qualidade e rigor, pague mal aos empregados, demore a pagar aos fornecedores, e procure aumentar os lucros que utiliza em despesas de ostentação. Haja moralidade.
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Consumidor responsável
Há algum tempo, a propósito da crise e da redução do poder de compra, inseri entre outros estes dois posts «Defesa do Consumidor» e «Assédio ao consumidor» achei, por isso, interessante fazer aqui referência ao artigo do Público de hoje «Escola devia ensinar alunos a serem consumidores responsáveis».
Luciana Almeida, da Rede Nacional de Consumo Responsável defendeu hoje que aprender a ser um consumidor responsável devia fazer parte do currículo dos alunos, e lembrou que os portugueses continuam a agir de forma compulsiva sem noção dos impactos dos seus actos.
Segundo ela, o consumidor não dispõe de informação adequada pelo que age de forma compulsiva sem reflectir sobre os efeitos dos seus actos: levanta-se de manhã e consome água e electricidade sem reflectir sobre esses gestos". Não há consciência dos problemas ambientais ligados ao consumo, nem na produção dos produtos consumíveis nem nos resultados do consumo, em termos de poluição da água, do solo e do ar. As próprias autarquias não estão cientes do problema, como se depreende do facto de, apesar da crise, as ruas continuarem a ser profusamente iluminadas
Um outro aspecto não directamente abordado pelo artigo é a parte económica, das finanças pessoais e familiares, afectada pelo consumismo compulsivo, de ostentação, de imitação, de competição com os vizinhos e conhecidos e de incapacidade para resistirem aos apelos da publicidade e das promoções. Muitas vezes as pessoas entram em situação de insolvência, sem darem por isso, por não terem preparação para as contas aritméticas mais rudimentares e a sua aplicação à vida corrente. Este facto é traduzido muitas vezes pela frase «o mês tem mais dias do que ordenado».
Impõe-se, por isso, dar ao ensino uma feição mais prática para ser mais útil em todas as situações da vida real desde as mais rudimentares às mais complexas.
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sábado, 8 de agosto de 2009
Distribuição com exploração imoral
Por ter sido repetido tantas vezes, ninguém ignora que os produtos agrícolas e piscícolas são vendidos aos consumidores a preços que são por vezes mais de dez vezes superiores aos de saída da mão do produtor. Isso deve-se a cadeias de sucessivos distribuidores em que cada um insere uma margem de lucro excessivamente alta e traduz-se na exploração do trabalhador na produção e do consumidor que paga preços exorbitantes elevados e injustos.
Estes inconvenientes poderiam combater-se por diversas formas, sendo uma delas a de os produtores se organizarem (ao exemplo das cooperativas vitivinícolas) e criarem um esquema próprio de colocação dos produtos mais próximos dos consumidores, fazendo assim concorrência aos exploradores da distribuição que obtêm riqueza pessoal à custa de quem produz e de quem consome, sem aumentarem qualidade ao produto. Para esta solução, seria necessário apoio das autarquias, tal como acontece em Sever do Vouga com o mirtilo.
Chega agora dos Açores a notícia de que «Carlos César acusa vendedores de ficarem com o lucro dos pescadores» em que salienta a necessidade de "um maior sentido de justiça" na remuneração dos homens do mar, e critica as "graves distorções" verificadas na venda do pescado, que acabam por retirar grande parte do lucro "a quem trabalha".
Afirma que "temos assistido a situações em que o preço da primeira venda do pescado acaba por ser quatro ou cinco vezes menor do que aquele que representa a sua venda ao consumidor" e frisa que "alguém fica indevidamente, ou de forma exagerada, com essa remuneração acessória nos bolsos, em detrimento daqueles que trabalham na actividade da pesca".
Apesar da forma negativa como este político tem sido criticado no referente ao Estatuto dos Açores, temos que sublinhar esta atitude corajoso e muito pouco frequente no resto do País com que enfrenta os poderosos da economia que, sem oferecerem benefício aos produtos que exploram, obtêm injustificados lucros.
Portugal beneficiaria se todos os autarcas e demais autoridades seguissem este exemplo do chefe do Governo açoriano e tomassem medidas práticas em defesa de quem trabalha na produção. É pena que os pomares tenham muita fruta não aproveitada e os portugueses estejam a consumir estrangeira. O mesmo se passa com a batata e outros produtos.
Portugal tem direito a políticos que defendam a sua população e não apenas os seus próprios interesses. Temos que acabar com a mentalidade do «Super-gajo modelo nacional».
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domingo, 8 de junho de 2008
Consumidores aprendem a gerir-se
Perante a subida abrupta dos preços dos combustíveis, os consumidores estão a fazer contas e a racionalizar a utilização da viatura. Os aumentos médios do preço de venda ao público da gasolina sem chumbo 95 foi de 11,9% e do gasóleo chegou a 19,7% mais caro. Isto no primeiro trimestre, porque estes números não contemplam ainda os aumentos mais recentes.
Da racionalização dos consumos feita espontaneamente por cada um, resultou que, durante o primeiro trimestre, as vendas de gasolina diminuíram 7% e, agora, também as de gasóleo estão a baixar. Segundo os dados divulgados pela Autoridade da Concorrência, no primeiro trimestre de 2008, em comparação com igual período de 2007, o consumo total de combustíveis rodoviários diminuiu 1,9%. Como os preços têm vindo a aumentar ainda mais, é de esperar uma melhoria desta tendência.
O consumo de gasóleo rodoviário caiu 0,2% e o de gasolina baixou 7%, o que significa que os portugueses, face aos elevados preços dos combustíveis, estão a racionalizar o consumo, o que é uma prova de maturidade. Será bom que se criem hábitos de reduzir os desperdícios, evitando gastos desnecessários. Esta racionalização nos transportes é muito importante porque 49% da procura nacional de produtos derivados do petróleo dirigiu-se ao consumo de gasóleo e gasolina para fins rodoviários.
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A. João Soares
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Labels: combustíveis, consumo, desperdício
