Há notícias preocupantes como a de que Passos Coelho quer seguir rumo traçado, mas admite que caminho é difícil. Traçar um rumo, escolher uma solução para alcançar um objectivo e admitir dificuldade é, à partida, confessar-se descrente do êxito, é admitir o fracasso.
Começando por admitir que o caminho é difícil o prognóstico é de que não conseguirá. Certifique-se de que é possível. Se tiver dúvidas, escolha outro rumo, use uma metodologia correcta como, por exemplo, Pensar antes de decidir.
Se achar que qualquer rumo é difícil, será melhor desistir e dar o cargo a outro que seja mais realista e corajoso, com mais competência e capacidade de realização e sem receio das dificuldades, levando-as em conta sem se deixar amedrontado por elas. Para erros que arrasam os cidadãos, bastam os sacrifícios exagerados exigidos nos últimos dois anos, que não evitaram a espiral recessiva e que, pelos vistos, se vai prolongar em 2014 e…
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sábado, 21 de setembro de 2013
CAMINHO DIFÍCIL NÃO LEVA LONGE
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A. João Soares
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Enigmas ou distrações ou... ???
No encerramento da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, Pedro Passos Coelho afirmou que «o défice está a cair» o que, mesmo sendo afirmado perante o ambiente restrito dos elementos do partido, não pode deixar de ter repercussões nacionais, pelo que só pode explicar-se por demasiada astúcia ou… distração, pois, na realidade, é sabido que o défice está a ultrapassar as piores previsões e já atingiu 6,9%.
Dizer que está a cair quando a realidade dos números (tão do agrado dos governantes) mostra que está a subir só pode ser tolerado, se for utilizado o idioma «economês» a que se referiu Miguel Frasquilho como referido a propósito de «crescimento positivo» e de «crescimento negativo» o que, no entanto, não parece adequado ao nível de conhecimentos dos nossos concidadãos.
Por outro lado, querer alijar responsabilidades dos falhanços governamentais para a troika como já fez o PR (ver posts de 21-05.2012 e de 02-09-2012), é truque que não convence, até porque a troika esclarece que plano de ajustamento é do Governo, não da troika Com efeito, o Governo tem que assumir o sentido de responsabilidade por tudo o que faz ou deixa de fazer, isto é «por acções e omissões», como diz o catecismo!!!
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A. João Soares
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domingo, 2 de setembro de 2012
Sabedoria Salomónica !!!
O objectivo para o défice orçamental de 2012 era de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB), mas no primeiro semestre atingiu 6,9%, quase 7%, o que revela "falhanço colossal" do Governo e deixa país a "afundar-se".
Perante este quadro negro, a sabedoria salomónica de Cavaco Silva leva-o a afirmar que a Troika deve rever "previsões que falharam", como se coubesse à Troika o acompanhamento diário e o controlo das parcelas das despesas e receitas do Estado.
Afinal quem tem a responsabilidade de gerir as contas do País, de o governar, de corresponder ao juramento feito na tomada de posse. Qual é a missão assumida pelos órgãos de soberania? Em quem deve o povo depositar confiança e esperança? A quem deve o povo atribuir as culpas deste «falhanço colossal»?
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A. João Soares
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