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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Marcelo e os valores nacionais !!!

Transcrição de textos recebidos por e-mail:

Aos meus Amigos, (eu queria mandar isto era para o Sr. Dr. Marcelo Rebelo de Sousa).

Peço-lhe que desculpe o atrevimento de lhe escrever estas linhas.
Ouvi ontem o seu comentário e apreciação enaltecida à nossa selecção. Acho que foi justa e estão todos de parabéns, e nós também, por eles.

Mas, permita-me esta crítica: acho-a desmesurada aos jogadores do futebol e até um certo "endeusamento", claro que eles estavam a representar as cores Portuguesas e a eles especialmente, pois pelo que me parece ganham para isso e não ganham nada mal. Em contra partida, nunca o vi a defender tão acerrimamente aqueles, que desde 61 a74, vestiram uma farda, esses sim, largaram tudo o que de mais querido tinham no seu torrão natal, largaram as alfaias agrícolas, mães e pais, mulher e filhos, avós namoradas e amigos e foram p'ró lado de lá do mundo, para os três T.O. cumprir, com coragem, abnegação e sacrifício da própria vida, de armas na mão cumprir com devoção honradez galhardia o seu dever de defender as terras Portuguesas do lado de lá do mundo.

Cumpriram e cumpriram bem, e muitos deixaram lá as suas jovens vidas, outros vieram estropiados.

Não foram ganhar "balúrdios", mas sim ordenados de miséria, mas vieram muito ricos com o sublime sentimento e vaidade de missão cumprida.

Desses não vejo os nossos doutos doutores, referirem meia dúzia de palavras de endeusamento a esses gigantes, que realmente o foram.

Esses, não ostentam, jaguares, ferraris, bentleis e outros brinquedos de topo de gama...

E nos 13 anos já longínquos, passaram por lá, nessa senda, 1.300.000 Homens, e aqui nesta Pátria, que "mudou de camisola", só os tem desconsiderado... e muito mais haveria para dizer... hoje fico-me por aqui.

Respeitosamente, sou
Firmino Magro.


Comentários que acmpenharam:

Caro senhor
Também considero o texto, agora por ti divulgado, um escrito sereno, sensato e oportuno.
Sem desprimor para o bom comportamento da nossa selecção de futebol neste Campeonato Europeu, acho que se torna sempre conveniente e oportuno não esquecer aqueles heróis anónimos, quais «soldados desconhecidos» que suportaram os enormes sacrifícios da chamada «Guerra do Ultramar» em 3 Teatros de Operações durante 13 anos e que tão menosprezados têm sido pelo poder político (e não só) do Portugal Democrático.
Heróis desconhecidos e humildes que tiveram sempre Portugal dentro de seus corações, mas sem ostentarem a bandeira nacional na lapela!

Abraço,
AMF.


Prezado Camarada:
Embora aplauda a sua iniciativa de escrever ao sempre "esclarecido" Prof. Dr. Marcello Rebelo de Sousa, não posso deixar de lhe lembrar que fomos nós militares, os grandes culpados deste "pântano" em que se transformou a nossa querida Pátria, outrora PORTUGAL e depois República Portuguesa. Só a alteração do nome, sem que alguém se tenha preocupado e procurado saber se era essa a vontade do povo, das gentes, foi um pronúncio de que a anarquia ia prevalecer sobre a Ordem, o Nacionalismo. Por outro lado, quando do 25A, os "generosos" militares, depois de garantirem as prebendas de que se julgavam credores, entregaram o poder a quem? Aos apátridas (alguns considerados traidores), aos desertores e aos refractários!!! Que esperava acontecesse?

Além do mais, cada dia que passa se tem conhecimento que, apesar de militarem em partidos políticos diferentes, a grande maioria são "irmãos"!!! Usem ou não o avental! Que se esperava desta "irmandade" em que se transformou a República?

Resumindo e concluindo. Só nos resta procurar um buraco onde morrer tranquilamente porque, a meu ver, esta República de Irmãos, nada tem a ver com um país que nos foi legado e que se chamou PORTUGAL.

Um abraço do camarada
Z Moniz


Concordo plenamente com o texto.

L Carvalho


NOTA: É certo que um comentador está pressionado pelas notícias da actualidade, da oportunidade. Mas, para ter credibilidade, não pode deixar de assumir a dignidade de tratar com proporcionalidade os diversos temas que aborda, em função do seu interesse para as soluções dos maiores problemas que os portugueses enfrentam. É prioritário ajudar os portugueses a compreender as realidades e dar-lhes pistas para encontrar soluções, visto ser dito que a solução da crise cabe a todos e a cada um de nós. E o cidadão mais humilde tem de obter resposta para a pergunta «e o que posso eu fazer para sairmos dar crise?». Ora falar dos heróis da bola nada contribui para isso, a não ser lançar «fumaça» para aumentar a serenidade com que se alheam dos problemas, à tolerância, à indiferença plácida e à sonolência sonâmbula de votar «porque sim», tal como lhes é ordenado pelos arautos da campanha eleitoral.

Imagem de arquivo

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sábado, 2 de agosto de 2008

Futebol e interesse público

Interesse Público
João Marques dos Santos, Advogado, Correio da Manhã de 080802

“Os ataques ao interesse público agridem uma forma de pensar e de estar na vida da generalidade dos cidadãos”.

Durante as próximas semanas o interesse público vai levar uns valentes pontapés. Confirma-se, mais uma vez, que os "grandes senhores" do futebol profissional (esse mundo de interesses onde tudo está em causa menos o interesse público) têm o condão de conspurcar tudo aquilo em que tocam. Os tribunais deram-lhes trela e agora vão ter que os aturar. A eles e a todas as suas tropelias e devaneios. Quando alguma coisa corre mal e já não sabem como descalçar a bota, os dirigentes desportivos encomendam (e pagam) pareceres e vão a correr agarrar-se às saias da mamã Justiça, que mostra um desvelo inexplicável em aturar as birras dos pequenos. Mas agora a questão agrava-se.

O interesse público é um conceito sério de mais para que se permitam quaisquer tentativas de o desvirtuar. A violação do interesse público verdadeiro (que é, afinal, o único) afecta-nos a todos. Directa ou indirectamente, todos o sentimos e sabemos quando periga. Não necessitamos de ler grandes tratados ou que nenhum jurista nos venha, acrobaticamente, tentar "explicar" quando foi ou poderá ser violado. O interesse público resulta de um sentimento comum (e quase instintivo) de que um determinado valor deve ser defendido. É como o direito natural. Os ataques ao interesse público agridem uma forma de pensar e de estar na vida da generalidade dos cidadãos.

Ora, o mundo do futebol profissional é, por excelência, de alto a baixo, contrário a tudo isto.
Ao pretender invocá-lo, a FPF confunde os seus interesses de grupo com os da generalidade dos cidadãos e insulta os Tribunais e os Portugueses. E até, e sobretudo, os que gostam de futebol e o desejam limpo de todos os truques, golpadas, arranjinhos e formas singulares e pacóvias de corrupção, com prendas e prostitutas à mistura. Se o campeonato começa hoje ou amanhã, se o Boavista ou o Paços de Ferreira vão disputar, ou não, a 1ª Liga, se Pinto da Costa vai ou não manter-se suspenso, são questões absolutamente menores neste país onde tanta coisa séria periga. E pretender-se que têm qualquer conexão com o interesse público é transformar este país num corso carnavalesco. O interesse público é alheio a tricas clubísticas. Não é o interesse de nenhum organismo, clube, associação, grupo de adeptos mais exaltados ou, muito menos, o analgésico para as dores da FPF.

No caso, o interesse público, que começa a estar em causa e importa defender, consiste na salvaguarda da honra e bom nome dos Tribunais, contra todos os que pretendem servir-se deles para mascarar e adiar os seus problemas.

NOTA: Mesmo que nos custe acreditar, apesar dos direitos fundamentais «garantidos» pela Constituição da República, existem forças mal definidas, ou ocultas, que procuram anestesiar o espírito da população, desviando-a dos interesses nacionais, daquilo que a pode afectar profundamente. Para criar esse estado de modorra e sonolência servem-se de questões absolutamente menores como o futebol, os jogos olímpicos, a volta a Portugal em bicicleta, as feiras e romarias, os festivais pimba e as fofoquices com que os noticiários nos mimoseiam. Quem estará a puxar os cordelinhos? Serão os galardoados pelo Bilderberg? Os candidatos a governantes? Ou os que já o são?

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