Deve ter havido ineficiência na manutenção do avião e houve informação infantil por funcionária da TAP
Quem vai ao mar avia-se em terra. Quem vai de viagem verifica o funcionamento do carro antes de partir (níveis de combustível, de lubrificante e de refrigerante, estado das luzes, dos travões e escuta do trabalhar do motor a ver se não há falhas audíveis). Com um avião, os cuidados devem ser maiores e há equipas de técnicos responsáveis por isso. O avião não pode encostar à berma se houver avaria. Portanto, a falha do motor que semeou peças sobre zona urbana, talvez pudesse ter sido evitada se tivesse havido uma manutenção e verificação rigorosa.
Mas o caso estimula a mais reflexões. O avião, para poder aterrar sem perigo maior, andou a perder peso, queimando combustível às voltas sobre a zona densamente urbanizada de Lisboa, em vez de o fazer sobre o mar ou zona menos densamente urbanizada. O motor restante podia falhar e os habitantes sofreriam as consequências.
Sobre tudo isto ouviu-se uma vos de representante da TAP a dizer que os passageiros não correram perigo. Ora isso era uma infantilidade ou golpe de mágica, para enganar os ouvintes. Os passageiros de avião correm sempre risco que, felizmente, raramente se concretiza. Estes não puderam continuar a viagem que tinham iniciado e, se o avião tivesse caído, haveria mortes e, se o motor restante tivesse falhado, as baixas seriam graves entre os passageiros e os habitantes da área da queda. Felizmente, não houve danos pessoais, mas isso não equivale a ser dito que não estiveram em perigo.
Tais riscos estiveram na intenção de deslocar o aeroporto para fora da área densamente urbanizada de Lisboa, para a OTA e depois para ALCOCHETE. Estranhamente, o ministro da altura (Jamé), que defendia la localização na OTA e era contra a de Alcochete, disse que esta fica na outra banda, região desértica onde só há camelos. Mas o facto de ser deserto dá vantagem para reduzir os danos em caso de acidente na descolagem ou na aterragem ou nos sobrevoos para queimar combustível. Não houve lógica em tal argumento.
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domingo, 13 de julho de 2014
FALHA DE MANUTENÇÃO E DE LÓGICA NA INFORMAÇÃO
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A. João Soares
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
O essencial e o secundário
Se é certo que cada pormenor deve merecer a atenção devida e proporcionada, é indiscutível que deve ser sempre analisado dentro de um conjunto mais vasto. A táctica só tem interesse se contribuir para a consecução do objectivo estratégico.
A notícia «Assunção Cristas garante ajudas para vitivinicultores afectados pela quebra de produção», mostra o seu interesse em não recusar ajudas pontuais, isoladas, muitas vezes como reacção a apelos de pessoas lesadas por efeitos de riscos inerentes à sua actividade. Porém, não deve esquecer-se que toda a actividade tem riscos e aqueles que as praticam devem ter consciência disso. Não podem colher benefícios e, quando os não há, irem exigir que os seus riscos sejam suportados pelos outros contribuintes.
Neste momento, em questão de ajuda á Agricultura parece de maior prioridade e urgência reestruturar o actual sistema complexo de distribuição por forma a reduzir o número de intermediários, desde o produtor agrícola até ao consumidor final, que nada acrescentam ao real valor dos produtos alimentares e apenas lhes aumentam o preço. Valerá a pena comparar o preço médio de venda pelo produtor com o preço de compra pelos consumidores. O factor de multiplicação é espantoso.
E para reactivar a agricultura que tem estado adormecida há décadas, será conveniente difundir, em contacto directo e na área, noções de agricultura moderna e de escolha dos produtos a criar em cada zona, conforma as características dos terrenos e das condições climáticas. Os técnicos dependentes do ministério devem perder o receio de sujar as botas com pó e lama.
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A. João Soares
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