domingo, 12 de agosto de 2012

Fundações e manigâncias

Transcrição, para ajudar a compreender a complexidade do problema:

Fundações e o futuro
Por: João Vaz, Redactor Principal

As fundações não podem servir para gastar o dinheiro dos contribuintes, sem controlo.

A artimanha de Armando Vara, que num executivo de Guterres inventou a Fundação para a Prevenção da Segurança Rodoviária para dispor de um saco azul, tornou-se, contudo, exemplo seguido por outros manhosos. De nada serviu que o presidente Sampaio exigisse, na altura, o seu afastamento do governo. Com ou sem cursos na extinta Universidade Independente, Vara e correlativos transformaram uma boa ideia numa manigância.

A fundação e, de forma ampla, a ONG (Organização Não Governamental) têm, no entanto, um grande futuro. Está já desenhado no dia-a-dia das sociedades mais avançadas. O que se vê não é um Estado superpotente, tipo União Soviética, já levado pela carroça do lixo da história. O que se constata é o despontar de novos interlocutores sem os quais os Estados não fazem nada. E isto funciona em muito mais do que na luta pelos Direitos do Homem, a defesa da Mulher contra a violência, as campanhas ambientais ou a protecção dos animais. Tal não significa que o Estado desapareça. Não pode é ser o principal infractor das leis com que era suposto servir as sociedades.

Imagem do Correio da Manhã

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A crise não justifica tudo

Uma frase em que os políticos devem meditar (faça clic para ler todo o artigo):

A crise grave que vivemos não pode servir de justificação para tudo

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Inocentes? Quem?

Há textos que merecem ser guardados para mais tarde recordar. É o caso do artigo de Miguel Sousa Tavares no Expresso (recebido por e-mails de dois amigos) que estimula a reflexão de pontos de vista sobre a actual situação sem se preocupar com o «politicamente correcto» ou com subserviências, por vezes cáustico e duro, mas com sugestões lógicas e práticas, assim haja coragem dos governantes para as implementarem. Brevemente sentiremos vontade de o voltar a ler.

HÁ ALGUNS INCOMPETENTES, MAS POUCOS INOCENTES
por Miguel Sousa Tavares – no Semanário Expresso.

Como caixa de ressonância daqueles que de quem é porta-voz (tendo há muito deixado de ter voz própria), o presidente da Comissão Europeia, o português Durão Barroso, veio alinhar-se com os conselhos da troika sobre Portugal: não há outro caminho que não o de seguir a “solução” da austeridade e acelerar as “reformas estruturais” — descer os custos salariais, liberalizar mais ainda os despedimentos e diminuir o alcance do subsídio de desemprego.

Que o trio formado pelo careca, o etíope e o alemão ignorem que em Portugal se está a oferecer 650 euros de ordenado a um engenheiro electrotécnico falando três línguas estrangeiras ou 580 euros a um dentista em horário completo, é mais ou menos compreensível para quem os portugueses são uma abstracção matemática. Mas que um português, colocado nos altos círculos europeus e instalado nos seus hábitos, também ache que um dos nossos problemas principais são os ordenados elevados, já não é admissível. Lembremo-nos disto quando ele por aí vier candidatar-se a Presidente da República.

Durão Barroso é uma espécie de cata-vento da impotência e incompetência dos dirigentes europeus. Todas as semanas ele cheira o vento e vira-se para o lado de onde ele sopra: se os srs. Monti, Draghi, Van Rompuy se mostram vagamente preocupados com o crescimento e o emprego, lá, no alto do edifício europeu, o cata-vento aponta a direcção; se, porém, na semana seguinte, os mesmos senhores mais a srª Merkel repetem que não há vida sem austeridade, recessão e desemprego, o cata-vento vira 180 graus e passa a indicar a direcção oposta. Quando um dia se fizer a triste história destes anos de suicídio europeu, haveremos de perguntar como é que a Europa foi governada e destruída por um clube fechado de irresponsáveis, sem uma direcção, uma ideia, um projecto lógico. Como é que se começou por brincar ao directório castigador para com a Grécia para acabar a fazer implodir tudo em volta. Como é que se conseguiu levar a Lei de Murphy até ao absoluto, fazendo com que tudo o que podia correr mal tivesse corrido mal: o contágio do subprime americano na banca europeia, que era afirmadamente inviável e que estoirou com a Islândia e a Irlanda e colocou a Inglaterra de joelhos; a falência final da Grécia, submetida a um castigo tão exemplar e tão inteligente que só lhe restou a alternativa de negociar com as máfias russas e as Three Gorges chinesas; como é que a tão longamente prevista explosão da bolha imobiliária espanhola acabou por rebentar na cara dos que juravam que a Espanha aguentaria isso e muito mais; como é que as agências de notação, os mercados e a Goldman Sachs puderam livremente atacar a dívida soberana de todos os Estados europeus, excepto a Alemanha, numa estratégia concertada de cerco ao euro, que finalmente tornou toda a Europa insolvente. Ou como é que um pequeno país, como Portugal, experimentou uma receita jamais vista — a de tentar salvar as finanças públicas através da ruína da economia — e que, oh, espanto, produziu o resultado mais provável: arruinou uma coisa e outra. E como é que, no final de tudo isto, as periferias implodiram e só o centro — isto é, a Alemanha e seus satélites — se viu coberto de mercadorias que os seus parceiros europeus não tinham como comprar e atulhado em triliões de euros depositados pelos pobres e desesperados e que lhes puderam servir para comprar tudo, desde as ilhas gregas à água que os portugueses bebiam.

Deixemos os grandes senhores da Europa entregues à sua irrecuperável estupidez e detenhamo-nos sobre o nosso pequeno e infeliz exemplo, que nos serve para perceber que nada aconteceu por acaso, mas sim porque umas vezes a incompetência foi demasiada e outras a inocência foi de menos.

O que podemos nós pensar quando o ex-ministro Teixeira dos Santos ainda consegue jurar que havia um risco sistémico de contágio se não se nacionalizasse aquele covil de bandidos do BPN? Será que todo o restante sistema bancário também assentava na fraude, na evasão fiscal, nos negócios inconfessáveis para amigos, nos bancos-fantasmas em Cabo Verde para esconder dinheiro e toda a restante série de traficâncias que de há muito — de há muito! — se sabia existirem no BPN? E como, com que fundamento, com que ciência, pode continuar a sustentar que a alternativa de encerrar, pura e simplesmente, aquele vão de escada “faria recuar a economia 4%”? Ou que era previsível que a conta da nacionalização para os contribuintes não fosse além dos 700 milhões de euros?

O que poderemos nós pensar quando descobrimos que à despesa declarada e à dívida ocultada pelo dr. Jardim ainda há a somar as facturas escondidas debaixo do tapete, emitidas pelos empreiteiros amigos da “autonomia” e a quem ele prometia conseguir pagar, assim que os ventos de Lisboa lhe soprassem mais favoravelmente?

O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda iria conseguir sair mais caro ao Estado? Como poderíamos adivinhar que havia uns contratos secretos, escondidos do Tribunal de Contas, em que o Estado garantia aos concessionários das PPP que ganhariam sempre X sem portagens e X+Y com portagens? Mas como poderíamos adivinhá-lo se nos dizem sempre que o Estado tem de recorrer aos serviços de escritórios privados de advocacia (sempre os mesmos), porque, entre os milhares de juristas dos quadros públicos, não há uma meia dúzia que consiga redigir um contrato em que o Estado não seja sempre comido por parvo?

A troika quer reformas estruturais? Ora, imponha ao Governo que faça uma lei retroactiva — sim, retroactiva — que declare a nulidade e renegociação de todos os contratos celebrados pelo Estado com privados em que seja manifesto e reconhecido pelo Tribunal de Contas que só o Estado assumiu riscos, encaixou prejuízos sem correspondência com o negócio e fez figura de anjinho. A Constituição não deixa? Ok, estabeleça-se um imposto extraordinário de 99,9% sobre os lucros excessivos dos contratos de PPP ou outros celebrados com o Estado. Eu conheço vários.

Quer outra reforma, não sei se estrutural ou conjuntural, mas, pelo menos, moral? Obrigue os bancos a aplicarem todo o dinheiro que vão buscar ao BCE a 1% de juros no financiamento da economia e das empresas viáveis e não em autocapitalização, para taparem os buracos dos negócios de favor e de influência que andaram a financiar aos grupos amigos.

Mais uma? Escrevam uma lei que estabeleça que todas as empresas de construção civil, que estão paradas por falta de obras e a despedir às dezenas de milhares, se possam dedicar à recuperação e remodelação do património urbano, público ou privado, pagando 0% de IRC nessas obras. Bruxelas não deixa? Deixa a Holanda ter um IRC que atrai para lá a sede das nossas empresas do PSI-20, mas não nos deixa baixar parte dos impostos às nossas empresas, numa situação de emergência? OK, Bruxelas que mande então fechar as empresas e despedir os trabalhadores. Cumpra-se a lei!

Outra? Proíbam as privatizações feitas segundo o modelo em moda, que consiste em privatizar a parte das empresas que dá lucro e deixar as “imparidades” a cargo do Estado: quem quiser comprar leva tudo ou não leva nada. E, já agora, que a operação financeira seja obrigatoriamente conduzida pela Caixa Geral de Depósitos (não é para isso que temos um banco público, por enquanto?). O quê, a Caixa não tem vocação ou aptidão para isso? Não me digam! Então, os administradores são pagos como privados, fazem negócios com os grandes grupos privados, até compram acções dos bancos privados e não são capazes de fazer o que os privados fazem? E, quanto à engenharia jurídica, atenta a reiterada falta de vocação e de aptidão dos serviços contratados em outsourcing para defenderem os interesses do cliente Estado, a troika que nos mande uma equipa de juristas para ensinar como se faz.

Tenho muitas mais ideias, algumas tão ingénuas como estas, mas nenhumas tão prejudiciais como aquelas com que nos têm governado. A próxima vez que o careca, o etíope e o alemão cá vierem, estou disponível para tomar um cafezinho com eles no Ritz. Pago eu, porque não tenho dinheiro para os juros que eles cobram se lhes ficar a dever.


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sábado, 11 de agosto de 2012

Amiguismo na estrutura da saúde ?

Quando, em meado de Julho, surgiu a notícia Administrador dá emprego à família parecia que se tratava de uma distracção de um alto quadro da estrutura de saúde recentemente nomeado e o caso foi referido no post Mais obesidade para empregar família como um alerta para o ministro controlar melhor os aumentos de despesa e a moralização de um sector de tanta responsabilidade para manter uma boa imagem junto da população e merecer dela a maior confiança.

Agora, aparece a notícia que se transcreve que faz recear que o sistema de clientelismo, compadrio e amiguismo esteja a infectar, de forma mais grave do que era de recear, a estrutura da saúde. Eis a transcrição da notícia do PÚBLICO:

Sindicato dos Médicos do Norte acusa ministro de "tráfico de influência”
Público. 10.08.2012 - 19:45 Por Lusa

Sindicato diz que está em causa a democracia

O Sindicato de Médicos do Norte acusou nesta sexta-feira o ministro da Saúde, Paulo Macedo, de cometer “tráfico de influências” a propósito da nomeação de novos directores nos Centros de Saúde da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte.

Em comunicado, o Sindicato de Médicos do Norte (SMN) diz que “nunca” a “promiscuidade” e “apropriação dum serviço público pelo clientelismo partidário” foi tão longe.

O sindicato refere-se às três primeiras nomeações de novos directores dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) da ARS do Norte, publicadas em Diário da República na passada quarta-feira.

“O despudor, a irresponsabilidade e os inequívocos sinais de tráfico de influências que agridem e minam o Estado de Direito bateram no fundo”, acrescenta o sindicato, acusando os dirigentes de estarem a transformar “os serviços públicos pelos quais são transitoriamente responsáveis em agências dos seus próprios interesses e do seu grupo de influência”.

“São indignos dos cargos que ocupam e da confiança que neles foi depositada para gerirem um património precioso que é de todos os cidadãos”, lamenta o SMN. O sindicato classifica de “escandalosas” e “levianas” as propostas do presidente da ARS do Norte, que dizem vir “quase exclusivamente de estruturas partidárias, de gente estranha ao sector, sem experiência, currículo e perfil para o cargo”.

O Sindicato avisou que a “qualidade de vida em sociedade e da própria democracia” está a ser posta “em causa”, recordando que o Serviço Nacional de Saúde ainda há “poucos anos foi classificado como um dos melhores do mundo”, atingindo níveis de desempenho extraordinários.

Em declarações à Lusa, fonte da ARS do Norte disse que “não têm mais nada a acrescentar” ao que já foi dito no passado.

Há alguns dias, o presidente da ARS, Castanheira Nunes, já havia dito que respeitava a “opinião institucional do Sindicato dos Médicos do Norte”, mas que era certo que a “adequação da gestão dos Agrupamentos de Centros de Saúde à prestação dos cuidados de Saúde” era garantida pelos Conselhos Clínicos de cada um, "presididos obrigatoriamente por um médico e com vogais representantes das demais categorias de profissionais de saúde”.

Sobre as críticas feitas ao facto de não serem médicos, a ARS recorda que de um total de “21 directores dos Agrupamentos dos Centros de Saúde da ARS Norte, há seis que não são médicos ou não estavam área da saúde.

A Ordem dos Médicos do Norte já tinha manifestado a sua “preocupação” com as recentes nomeações dos directores executivos dos ACES, alertando serem pessoas com “total ausência de experiência” na área.


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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Próxima Guerra Mundial. Sinais de perigo

A situação na Síria, além do grande número de vítimas e do elevado grau de destruições e das condições de vida de muita gente – Três milhões de sírios precisam de ajuda alimentar imediata - está a assumir proporções internacionais que podem configurar um conflito de notáveis alterações no equilíbrio de poderes ao mais alto nível da estratégia mundial. No ponto em que se encontram as discordâncias entre os membros do Conselho de Segurança da ONU – Assembleia Geral da ONU condena impotência do Conselho de Segurança - e as notícias das posições explícitas e as dúvidas quanto a outras ainda ocultas, fica-se com a noção de que tudo pode acontecer, bastando uma centelha que «faça arder a seara».

A gravidade da situação interna levou a Cruz Vermelha Internacional a dizer que Síria está em guerra civil.

Embora o regime tenha o apoio confessado de grandes potências – Rússia e China vetam resolução sobre a Síria na ONU, Rússia garante que não discute planos para Síria pós-Assad - e o vizinho relativamente próximo Teerão diz que não deixa cair Assad, os rebeldes continuam a levar a cabo acções de grande efeito como a quantidade de militares sírios mortos num só dia e o ataque que em meados de Julho visou a célula de comando de crise de Assad e abateu várias figuras gradas da equipa de Assad.

Por outro lado, há figuras sírias proeminentes que estão a desertar, o que contribui para colocar mais esperanças de vitória do lado dos revoltosos - Primeiro-ministro sírio desertou para ser "um soldado da oposição", Mais um general e outros oficiais sírios desertaram para a Turquia, Primeiro cosmonauta sírio refugia-se na Turquia – e Diplomata sírio desertor diz que Assad não hesitará em usar armas químicas.

Tendo sido declarados os apoios ao regime por Rússia, China e Irão, estão por esclarecer os apoios aos rebeldes. Qual será a posição dos Estados Unidos, e de Israel? Qualquer Governo, para não criar antecedentes indesejados, é tentado a defender as entidades que estão legitimamente no poder e, portanto, não é cómodo confessar o apoio a revoltosos a não ser em casos demasiado escandalosos em termos de interesses internacionais, da estratégia de poderes mundiais.

Mas mesmo ocultos, tais poderes não estão distraídos e quando surgir um sinal mais significativo será ultrapassado o ponto de não retorno. E, então, será mais uma Guerra Mundial, com mais crise, mais sacrifícios em vidas e património e, a seguir, surgirá uma nova estrutura e hierarquia do poder mundial. Incógnitas, dúvidas, incertezas, angústias, que seriam evitadas se o Conselho de Segurança conseguisse funcionar pelo diálogo, pelas conversações e negociações entre os que fazem parte de mal entendidos, de atritos, que podem levar a conflito mais musculado.

E, neste caso actual, não pode ser negligenciado o facto de esta ebulição estar a ocorrer no Médio Oriente, próximo do Golfo Pérsico, a área geográfica de maior produção de petróleo, produto que tem estado, desde há muitas décadas, ligado aos maiores problemas mundiais.

O que é dramático e desumano é que o sofrimento da população síria não constitui grande preocupação para as potências mundiais. Nenhum jogador de futebol pensa na dor da relva que por ele é pisada, mas sim na vitória desejada.

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

GNR foi anjo da guarda

O pessoal da Guarda Nacional Republicana através do seu programa «Idosos em Segurança», sabe ser o anjo da Guarda de pessoas em condições extremas, como se pode verificar na notícia que se transcreve.

GNR ajuda idoso que vivia na miséria
Correio da Manhã. 08-08-2012. 1h00 Por: P.G.

Um idoso de 79 anos que vivia num monte devoluto, em Vales Mortes, Serpa, em "condições de higiene e saúde degradantes" há mais de dez anos, foi ajudado pelos militares da GNR, no âmbito do programa ‘Idosos em Segurança’, que o acolheram no próprio posto, no passado dia 31 de Julho e cuidaram da sua higiene e alimentação no posto de Serpa até haver vaga num lar.

Antes, a patrulha levou o homem ao hospital de Serpa para receber tratamento a algumas escoriações, e, por solicitação da autoridade, foi pedido apoio a um lar de Serpa para a alimentação e vestuário. Mas a falta de disponibilidade para acolher o homem levou os militares a optarem por alimentar e cuidar da higiene do idoso no próprio posto.

"Através dos contactos desenvolvidos pela GNR com a Segurança Social foi possível obter uma vaga no lar de Amareleja, em Moura, para onde foi conduzido e onde permanece", disse fonte da autoridade.

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domingo, 5 de agosto de 2012

Os bancos e a sociedade

Horta Osório, o banqueiro português mais internacional, em entrevista ao Diário de Notícias diz que "Há um contrato mútuo entre a sociedade e a banca, porque a sociedade apoiou a banca e a banca agora deve apoiar a sociedade e as empresas através da concessão de crédito às empresas saudáveis e aos projetos viáveis, de maneira a estimular a economia."

Afirma que "os bancos têm que ter à frente as pessoas mais capazes, com altos valores éticos e que liderem pelo exemplo" e que, para "uma economia ser forte, tem que ter um sistema bancário que apoie com crédito as empresas e proteja os depositantes, transferindo as poupanças para bons projetos de investimento".

Imagem do DN

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sábado, 4 de agosto de 2012

Poema para o PM

CARTA ABERTA AO PRIMEIRO-MINISTRO (DO QUE RESTA) DE PORTUGAL

Oh Senhor “Nosso” PRIMEIRO!
Diz-se agora à boca cheia
Que um “tal” de engenheiro,
Que deu o “salto” p´ra França,
Lhe deixou como HERANÇA,
Um País qu´é um vespeiro,
Na mais completa astenia
E só preso por um triz!

Enquanto ele, em Paris,
Caçoando da pobreza
E de toda a tropelia
Feita à gente portuguesa,
Vive à “grande e à francesa”
Entregue à Filosofia
Do…”manso é a tua tia”….
Com champagne sobre a mesa!

E agora oh “Nosso” PRIMEIRO,
P´ró Senhor poder limpar
O esterco qu´ele deixou,
Vai ter que “OS TER NO LUGAR” Para cortar a direito
E levar tudo a eito,
Sem poder tergiversar
Nem contemplar excepções,
Muito menos compadrios.
É tempo de decisões:
Inflexíveis! Sem desvios!
QUE SE LIXEM AS ELEIÇÕES !!!

Sem DINHEIRO NÃO HÁ VÍCIOS.
Outrossim há sacrifícios
E os que forem pedidos,
Terão que ser repartidos.

O Senhor é o timoneiro!
Mas porque NÃO TEM DINHEIRO
E o que tem FOI-LHE EMPRESTADO,
A primeira obrigação
É cumprir com devoção
O que ficou acordado
Por escrito e assinado.
Isso não tem discussão:
POBREZINHO, MAS HONRADO!

Depois é seguir em frente,
Sem qualquer hesitação.
Quem é JUSTO E COMPETENTE
Não dá ouvido às vozes
Que nunca bradam ao Céu,
- apesar do escarcéu –
Pois que não passam do chão…

E p´ra que nad´o deprima,
Comece logo a colheita
- à esquerda e à direita –
MAS COMECE-A POR CIMA.
Corte sem vacilação
Seguindo à risca o rifão:
“MAIS PRIMA? MAIS SE LH´ARRIMA”.

Já só se resolve a crise
Causando-lhe hemoptise.

E olhe que o tempo urge
E o Povo nunca s´insurge
Quando lhe falam verdade
E lhe mostram que há justiça.
Qu´a gente é BOA E SUBMISSA!

Caso contrário reclama,
Nem aceita falsidade
Disfarçada d´equidade,
Que o engana e o trama
À pala da Liberdade.

ACABOU-SE O REGABOFE!
Por mais que se filosofe,
Só nos resta UMA SAÍDA:
TEMOS QUE MUDAR DE VIDA!

EIS A 1ª MEDIDA:

1ª - ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

O número de Deputados
É largamente excessivo
E isso não faz sentido.
Então, se NÃO HÁ DINHEIRO,
Reduzam-se a metade
Ou cortem-se os ordenados
Na mesmíssima proporção.
Tal como está é que não!

Representantes (?) do Povo
A viverem ricamente,
Enquanto os Representados
Passam fome?! É INDECENTE!
Por isso oh “Nosso” PRIMEIRO,
Faça favor, NÃO ESQUEÇA:
É POR AQUI QUE COMEÇA!
E já, antes que arrefeça.

2ª – CÂMARAS MUNICIPAIS JUNTAS DE FREGUESIA

Deixe-as ficar como estão
E acaba a contestação.
Mas porque NÃO HÁ DINHEIRO,
Ser autarca, d´ora avante,
Deixa de ser profissão.
Só pode exercer o cargo
Quem tem outro ganha-pão.
Do Governo só terão
Verba pré-estabelecida
Para representação,
Na devida proporção
Do tamanho da autarquia
E sua população.

Enfrente-as de peito aberto!
É que por cá, na autarquia,
Tem sido uma tontaria
A estragação do dinheiro
Em gasóleo e transportes
E demais quinquilharia
P´ra levar ao PREÇO CERTO.
Por falar em Preço Certo…
Ora aqui está um programa
Paupérrimo de conteúdo
E que passa pelo drama
De ter de continuar
Até voltar…. O ESCUDO!

3ª – ASSEMBLEIAS MUNICIPAIS

Se há vereadores nas Câmaras
P´ra resolver os problemas,
P´ra quê aqui deputados?
Dinheiros malbaratados
Fazem falta noutros lados…
Menos um estratagema!...

4ª _ EMPRESAS MUNICIPAIS

Só podem continuar
As que se gerem por si,
Com seus próprios capitais.
As outras estão a mais!

5ª – COMO A MAIS HÁ ACESSORES,
DELEGADOS, CONSULTORES,
INSTITUTOS, FUNDAÇÕES,
AUTOMÓVEIS, TELEMÓVEIS,
VIAGENS E REFEIÇÕES,
MAIS O ALUGUER D´IMÓVEIS,
MOTORISTAS, SECRETÁRIAS
E NOMEAÇÕES SECTÁRIAS

Só para satisfazer
As cliques partidárias?!...

Oh Senhor “Nosso” PRIMEIRO:
Fale lá com o seu Parceiro,
Depois “puxe” p´los galões
P´ra acabar co´este atoleiro
Que sorve muitos milhões,
Qu´o “está porreiro, pá”
Nos deixou ficar por cá.
E sem comiserações
QUE SE LIXEM AS ELEIÇÕES !!!

6ª – CONTRATOS COM AS PPP
São para “limpar” de vez

7ª – TAP, METRO, RTP,
CARRIS, TRANSTEJO, CP



Empresas com prejuízo Sempre, sempre acumular,
Deveriam era fechar.
Em vez de pagar “balúrdios”
A gajos, q´inda p´ra mais
Estão sempre a reivindicar.

Qualquer Governo com siso
Terá que os enfrentar
E não ficar indeciso
Quando lhes COMUNICAR
Que ONDE NÃO HÁ DINHEIRO
Não adianta reclamar.
….ou terão qu´ir “bugiar”….

8ª – PARTIDOS

É a hora da verdade!
Deixemo-nos de pruridos.
S´o STADO NÃO TEM DINHEIRO
P´ra pagar os subsídios
Aos seus próprios funcionários;
Nem sequer aos Reformados,
Que são os menos culpados;
Ir depois meter milhões
Nos alforges dos partidos?
! Seria deslealdade!
Até desonestidade!
QUE SE LIXEM AS ELEIÇÕES!!!

9ª – BANCO DE PORTUGAL

Activos e Reformados
Com soberbos ordenados?!
Alguns a ganharem mais
Do qu´a Reserva Federal,

Lá nos Estados Unidos,
Paga aos seus empregados…
Então se NÃO HÁ DINHEIROS
E os que há são emprestados,
Como é que isto é possível?
Serão dinheiros roubados?!...

10ª - REFORMAS

Reformulem-se as NORMAS:
- Só aos 67 anos
Ou TOTAL INVALIDEZ –
E só para quem trabalhou
E p´ra elas descontou
Tempo que as justificou.
Fica o tecto em 3 MIL EUROS,
Nunca mais qu´isso POR MÊS.
Seja uma ou sejam três
E seja lá p´ra quem for:
- Diplomata, operário
Engenheiro ou lavrador.

Autarcas e deputados,
Ao cabo dos três mandatos,
Regressam á profissão
E desta se reformarão
Nos prazos reformulados.

Ás malvas as excepções!
Foi por essa e por outras
Qu´o País foi p´ró “galheiro”
E AGORA NÃO TEM DINHEIRO
QUE SE LIXEM AS ELEIÇÕES!!!

11ª – DIREITOS (ADQUIRIDOS ?)

Num País qu´stá falido
E pior, hipotecado;
Com um endividamento
Nunca antes igualado;
Que o pão que come à mesa
É com dinheiro emprestado;
Ouvir falar de direitos,
Às greves e às “manifes”
E a outras mandriices,
Deixa-me agoniado!

S´há tanto desempregado…
Gent´a passar privações…
Num País co´s pés p´ra cova,
Esses “democratas” pedem
É qu´ALGUÉM LHES FAÇA A PODA
Sem contemporizações!...
QUE SE LIXEM AS ELEIÇÕES!!!

12ª – JÁ´GORA…ENTÃO E DEVERES?!
E QUANTO ÀS OBRIGAÇÕES?!


Isso era antigamente.
Vocifera o sindicato!
Isso eram imposições
Do explorador patronato.

Posto isto, oh “Nosso” PRIMEIRO,
Concatenando e em suma:
- A QUESTÃO É APENAS UMA:
- OU HÁ OU NÃO HÀ DINHEIRO
O resto é coisa nenhuma!

13ª – CRESCIMENTO
Avançar co´este argumento,
Neste preciso momento,
É conversa de jumento
Ou então cavalgadura.
Num País sem contextura,
Que vive na dependura
Da esmola e compaixão;
A um passo da sepultura
Sem dinheiro p´ro caixão;
É mesmo uma aberração!

Na actual conjuntura
Ninguém cá invest´um tostão…
Por fim oh, Senhor PRIMEIRO!
É com toda a humildade,
Que deixo à sua bondade,
Ler as minhas sugestões,
Para que as ajuíze
E, se quiser, utilize.

Como e quando lh´aprouver
E se assim o entender.
Se não todas, uma parte.
Com elas liquida a crise.

Precisa é d´engenho e arte
E da ajuda do PARCEIRO,
Que também é BOM GUERREIRO,
P´ra “CORTAREM” TODO O MAL,
Que nos enleia e gangrena.
É que “TUDO VALE A PENA
SE A ALMA NÃO É PEQUENA”.
ESTÁ EM CAUSA PORTUGAL!

Viçoso Caetano
(O poeta de Fornos de Algodres)
27.07.2012
Exactamente no dia
em que fez 42 anos

Que a OLIVEIRA secou
E o SAL deixou de temperar.
Só o AZAR cá ficou,
Mas esse está para durar!...

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Euromilhões e a insensatez nacional

Notícia de relevo de hoje diz que no sorteio do Euromilhões de ontem os portugueses arriscaram mais de 15,5 milhões, o que faz pensar na mentalidade de quem quer resolver a crise queimando o pouco de que dispõe.

Isto demonstra a falta de conhecimentos e de racionalidade dos portugueses. Há poucos anos na TV, o administrador do Casino do Estoril dizia com toda a franqueza e honestidade, ultrapassando o esperado das suas funções, que as pessoas não devem jogar, com doentia esperança de que vão ganhar, pois o ganhador é sempre o Casino. Jogar para diversão com quantidades moderadas que não fazem falta ao essencial da vida, desportivamente, pode ser compreendido, mas jogar com o desejo de enriquecer não é sensato. O cálculo das probabilidades mostra que a possibilidade de se ganhar é muito pequena e aconselha a não se arriscar demasiado.

É certo que uma vez, entre muitas, há um jogador que ganha elevada quantia. Mas, mesmo esse, por falta de preparação e de sensibilidade para analisar a dimensão a gerir, só raramente altera a sua vida. Isto foi demonstrado numa pesquisa feita há anos por um órgão da Comunicação Social em que foi evidenciado que alguns bafejados pela «sorte» passaram a ter uma vida mais preocupada, menos feliz do que anteriormente e houve quem fizesse desaparecer todo o «bolo» rapidamente em futilidades acabando por ficar como antes com o inconveniente de ter de abandonar hábitos de consumo entretanto adquiridos. Não foram encontrados casos de significativas melhorias de vida, de forma sustentada. Faz lembrar o ditado popular «dinheiro mal ganho, a água o dá, a água o leva».

E com tal doentia fé na riqueza (o dinheiro é uma droga) Portugal empobreceu ontem de muitos milhões que foram parar à organização do Euromilhões.

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Fundações e outros cancros sugam os impostos

Segundo notícias de hoje, Governo quer extinguir até ao final do mês "dezenas de fundações".Tal vontade já tinha sido manifestada há muitos meses. Também agora saiu a notícia de que Há remunerações "chocantes" nas administrações de fundações e também uma outra a dizer que Metade das 190 fundações avaliadas estão abaixo do meio da escala.

È lamentável que depois de mais um ano de Governo ainda não tenha sido feito nada para racionalizar esta situação. Isto mostra a dependência dos governantes em relação aos poderes e interesses pessoais de amigos, coniventes, cúmplices e usurpadores do dinheiro público.

Recordo que Helena Sanches Osório, já falecida, quando directora do jornal A Capital, disse na Televisão que a forma como os governos abusam do nosso dinheiro é um dever fugir aos impostos. Pessoalmente aceito que tenhamos de pagar impostos porque há serviços públicos indispensáveis, cujos custos todos devemos suportar. Mas cada um de nós e todos em conjunto devemos exigir, por qualquer forma, que não haja abusos e que as despesas públicas sejam controladas de forma rigorosa, com honestidade e parcimónia e qualquer erro seja punido e, se a Justiça não funciona para os políticos, então terá de o povo agir como puder em defesa dos interesses nacionais.

A corrupção não se resume a entregar um maço de notas em troca de um favor, mas na troca de favores ou de influências de que pode resultar não haver entre os ex-governantes aqueles que tenham estado ligados ao clã, bando ou matilha alguém que não esteja rico. Já aqui foi referido o ex-Presidente Manuel de Arriaga que não enriqueceu à custa do erário público e pagava do seu bolso despesas que hoje são consideradas encargo público. E não pode deixar de ser referido, no mesmo sentido, o chefe de Governo que esteve em funções cerca de quatro décadas a quem podem ser atribuídos erros, mas não esse.

De que tem estado o Governo à espera para moralizar e racionalizar as despesas do estado cortando as gorduras e reduzindo as burocracias exageradas geradoras de corrupção? Pelo contrário tem criado «observatórios» e comissões onde coloca sem concurso público os «boys» do regime. Parece que, nesse sentido e noutros, temos que concordar com Alberto João Jardim nas suas sugestões de mudança.

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