sábado, 30 de novembro de 2013

CONVIVÊNCIA DE ESTILOS DIFERENTES


Almocei na tasquinha do Sr Luís e, como a crise com a austeridade provoca redução da clientela, ele prestou-se a conversar um pouco. Saí com a perspicácia mais afinada e, no regresso a casa, recordei o tema da «peste grisalha» do deputado Carlos Peixoto e reparei que na vida real, na arquitectura urbanística coexistem harmoniosamente estilos antigos e modernos.

Na conversa referida achei de grande interesse a abertura com que pessoas maduras analisam os factos reais com isenção e muito saber enquadrando os factores da modernidade com a experiência adquirida pela observação directa durante décadas, pela leitura e pelo estudo interessado. Movido por tal raciocínio fiz as seguintes fotografias:






Para os leitores que já não se lembrem da frase avacalhada do deputado, juntam-se os seguintes links:

Sabedoria de grisalhos ou peste de jotinhas ??? 
VEJAM O FEDELHO QUE NOS INSULTOU COMO PESTE GRISALHA....A NÃO PERDER DE VISTA.... 
Resposta ao Deputado CARLOS PEIXOTO do PSD, sobre a “Peste Grisalha”
A PESTE GRISALHA (Carta aberta a deputado do PSD) 
A peste grisalha... 
Peste parlamentar 

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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

PORTUGUESES ESTÃO A DESPERTAR


Seria bom que a crise servisse de lição não apenas aos políticos (que têm mais dificuldade em aprender), mas principalmente a todos os portugueses, para que despertássemos da sonolência em que temos vivido e pensássemos mais seriamente no futuro e nas estratégias a praticar para passarmos a tirar mais resultado do nosso trabalho, por este ser melhor orientado.

E, pelos vistos, há muita gente válida que está a orientar os seus passos na melhor direcção. A notícia «número de empresas novas aumenta em 15,5% em Outubro» constitui um óptimo sinal de que a lição está a ser aprendida por muita gente.

Desejo-lhes o maior êxito e que as suas actividades se dirijam principalmente aos produtos e serviços que possam ser comercializados e exportados a fim de substituírem importações e servirem para o equilíbrio das balanças comercial e de pagamentos. Esse será o melhor caminho para reduzir a dívida.

A mesma notícia diz que nas insolvências se verificou uma quebra de 15,1% em relação a período homólogo do anos anterior. «Os dados indicam que este crescimento é geograficamente transversal, com todos os distritos a apresentar dados positivos, e com a grande maioria destes distritos a registar crescimentos de dois dígitos"».

Embora o País esteja com pouca capacidade de ajuda financeira aos ousados novos empresários, será bom que os serviços oficiais lhes proporcionem conselho técnico e informação útil para a sua actividade.

O mundo será dos ousados e felicito os jovens que se arriscam no empreendedorismo, com seriedade, dedicação e permanente avaliação da situação a fim de o êxito lhes sorrir a cada momento.

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PORTUGAL SERÁ PAÍS EM ESBOÇO


A notícia Justiça admite negociar mapa judiciário com os juízes e procuradores suscita uma preocupante meditação sobra as malhas que a política tece.

Será que, ao fim de 30 meses de governo, se aproxima a aprovação do «mapa judiciário»? Será que será aprovado a tempo de entrar em funcionamento durante o actual mandato?

Com tal lentidão e governos de 4 anos, Portugal nunca se modernizará nem haverá Reforma do Estado. Como os partidos não colaboraram nos estudos para as mudanças, o próximo Governo poderá anular aquilo que este tem estado a esboçar e começar a fazer os seus próprios esboços.

E com estes «belos» exemplos de eficiência, Portugal será sempre um país em esboço!!!

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EMENDAS NO OE PARA AS UNIVERSIDADES


Os reitores das universidades notam «espírito de cooperação» em reunião com Passos Coelho. Este «mostrou abertura para, no início de 2014, repor os valores que os reitores entendem ter sido cortados em excesso.»

O facto de as decisões serem tomadas sem base em estudos correctos com a colaboração dos mais interessados, e sem serem analisados todos os factores do problema com vista a evitar resultados indesejados, conduz a posteriores remendos com os respectivos inconvenientes para os serviços e para a imagem de imponderação que recai sobre os decisores. A táctica de avanços e recuos, de erros e tentativas, de avanços e recuos, sem ESTRATÉGIA bem definida, não honra nem prestigia líderes e dirigentes.

É, pois, fundamental pensar antes de decidir, como se sugeriu no post de 4 de Dezembro de 2008. Depois de tomadas as decisões, poderão ser feitos pequenos ajustamentos pontuais, de acordo com o controlo da sua aplicação, mas devem reduzir-se ao mínimo indispensável, se os estudos que conduziram à decisão foram efectuados com competência e honestidade.

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

CONSUMO, RECESSÃO, DÉFICE


Deparei, há pouco, com a notícia com o título aumento do consumo ajudou Espanha a deixar a recessão

Veio reforçar o texto publicado em 12 de Junho de 201, a propósito do então ministro das Finanças Gaspar confessar a sua incapacidade de prever a derrapagem do défice orçamental, dizendo que o comportamento das receitas fiscais "não era positivo" e que os valores estavam abaixo do esperado".

Mas antes dessa data, já tinham surgido em público opiniões de que a austeridade, da forma como foi conduzida, resultaria na quebra do poder de compra dos cidadãos, de onde adviria menos consumo, menor negócio da economia, falências, despedimentos, e, portanto, menos impostos a pagar ao fisco. Essa previsão estava correcta como Gaspar reconhecia tardiamente. Foi pena ele não a ter levado em consideração. Ficava-se na dúvida do que viria a seguir. Mas agora vemos o que aconteceu.

Qual o papel do Governo para evitar a derrapagem do défice orçamental? Qual o papel do ministro das Finanças? Porque não foram tomadas medidas mais adequadas à situação real?

Não houve perspicácia nem coragem para corrigir a austeridade. Mas, entretanto a Espanha adoptou remédio diferente para combater a crise, como se vê em notícias dessa data: Orçamento espanhol vai cortar 15% nas despesas dos ministérios;e também Governo espanhol prevê fecho de 450 empresas públicas

Agora a Espanha colhe os benefícios de, em relação a Portugal, ter preservado o poder de compra dos seus cidadãos e de, desta forma, aumentar o consumo com os benefícios daí resultantes.

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MINISTRO DA DEFESA E O VELHO DO RESTELO


Na estrofe 95 do Canto Quarto de Os Lusíadas de Luís de Camões, constam as primeiras palavras de «um velho de aspecto venerando»:

«Ó glória de mandar. Ó vá cobiça
Desta vaidade a quem chamamos fama!
Ó fraudulento gosto que se atiça
Cüa aura popular que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peio vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas! (…)»

Palavras de sensatez que sugerem a meditação que deve preceder a aventura E medir as consequências de cada passo. Mas alheio a apelos de estudo, planeamento, organização e programação Ministro da Defesa critica «velhos do Restelo».

No seu entusiasmo caprichoso e obstinado, esquece que se deve pensar antes de decidir. O interesse nacional aconselha que nem devemos obedecer cegamente aos conselhos conservadores do Velho do Restelo, nem seguir inconscientemente as loucuras de jovens imponderados e de de «fraudulento gosto» ambiciosos de «glória de mandar», de «cobiça», de «vaidade» e de «fama»

Em vez de impulsos imponderado e caprichosos de «custe o que custar», há que procurar o que há de positivo nas opiniões de uns e de outros para definir a bissectriz e a estratégia mais adequada a seguir para um futuro melhor.

Portugal não dispõe de «musculatura» para se meter em aventuras de alto risco, ao sabor de jovens incompetentes, impreparados e arrogantes que pretendem avançar antes de procurar prever os riscos e inconvenientes dos passos que querem dar.

Ao mesmo tempo que deparei com a notícia atrás referida encontrei outras referidas ao negócio dos estaleiros de Viana do Castelo de que cito os títulos (basta fazer clic sobre eles para os abrir): Ministro pode comunicar despedimento de trabalhadores de estaleiros, Trabalhadores convidam ministro da Defesa a conhecer estaleiros, e Autarca de Viana do Castelo indignado com ministro da Defesa.

As opiniões dos portugueses não devem ser ignoradas, principalmente as dos trabalhadores dos estaleiros e da autarquia local, segundo aquilo de que tanto se fala quando se argumenta com a autoridade democrática.

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VERDADE REDUNDANTE E AMEAÇADORA


O PM Passos Coelho disse «País não vai parar» mesmo com decisão negativa de TC, o que é uma verdade redundante, dado que nada impede o país, os portugueses, de continuar a existir, como se viu ao longo da sua história de 870 anos. Mas, no momento actual, em que vimos sofrendo os efeitos de uma austeridade galopante e que promete continuar por 2014 e seguintes , não é tranquilizador, antes é ameaçador e preocupante, a afirmação de que não vamos parar.

Depois dos erros do PREC, temos vindo a regredir e a situação actual é o resultado dessa marcha orientada para a desgraça. E, nos dois últimos anos, a velocidade aumentou contra toda a lógica e contra a própria Constituição. A promessa «irrevogável» de que o País não vai parar nesta corrida degradante, é sinal de que, em breve, estaremos no fundo do abismo sem possibilidade de um regresso à dignidade nacional. Será que perderemos a pouca soberania ainda existente e passaremos a ser um protectorado da Europa ou de Angola?

Certamente que a intenção do orador não seria lançar o pânico mas, para o evitar, deveria usar o sistema de pensar antes de falar e deixar de falar tanto para ter tempo de preparar melhor os discursos.

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

AO CORRER DA (COM) PENA - POEMA DE VIÇOSO CAETANO

As nossas televisões,
(Seja qual for o canal)
Serão d´um modo geral
Um perfeito chavascal, Salvo raras excepções.

Transpiram idiotice
Pela voz duns "sabichões",
complexados d´esquerda,
A fazer politiquice,
P´ra não dizer bajulice,
Vai daí só dizem merda !!

Não s´enxergam ao espelho,
Sempre a meter o bedelho
E a foice em seara alheia,
Não respeitando ninguém
E onda a educação rareia.

Cada grupo, uma alcateia
! Gente banal, sem valores
(Fazendo disso primores)
Só aprenderam rancores,
Vá se lá saber com quem !

Mesquinhos, gananciosos,
Uns dos outros invejosos,
Sempre à caça da desgraça
P´ra lhe comerem a carne, P´rós outros sobr´à carcaça.

Na política é tal qual:
(abres os olhos Zé Povinho)
Não sejas tão inocente,
P´ra não dizer tão anjinho!

São Judas, que por dinheiro
Te vão cantar o "fadinho",
Par chegar ao poleiro.

Farão tudo p´ra que votes
Mas depois, sem que tu notes,
Passam logo a sacudir
A água dos seus capotes...
Vira o disco e toca a mesma,
Devagar, do tipo lesma.

.....................................
Eu tenho um grande Amigo,
( Dos muitos que Deus me deu)
Valoroso, inteligente,
Muitíssimo competente,

Para o qual só um partido
Resolveria as questões:
- A sigla é PCO
(P. Contra Oposições)

Demorei a lá chegar
E a ver as suas razões
Concluindo por fim
Que as poucas excepções
Selam a regra geral.

Em PORTUGAL é assim:
FICA SEMPRE TUDO IGUAL
Não adianta dizer mal

E com tal Democracia
Não tarda voltamos todos
Às velas e almotolia.

E adeus que me vou embora,
Valha-nos Nossa Senhora!
Qu´amanhã é outro dia...

Por Viçoso Caetano
O Poeta de Fornos de Algodres
18 de Outubro de 2013


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sábado, 23 de novembro de 2013

POEMA DE VIÇOSO CAETANO - NA HORA


S´é certo: - viver não custa,
Custa é saber viver.
É o mesmo co´a velhice,
No saber envelhecer.

Se não é uma chatice !

Vai se perdendo a noção,
Do que foste e já não és,
Vai-se esquecendo a lição
Dois pontos e travessão:
- os Homens passam e andam,
o que fica é a Nação.
E acabam mesmos xé-xés.

É triste vê-los penar,
Vê-los arrastar os pés.

Mas já é indecorosa,
Direi mesmo detestável,
Qu´uma velhice raivosa,
P´ra não dizer execrável,
Venha instigar as ralés
à desordem e ao tumulto.
E aí, os tais xé-xés
já não merecem respeito
e muito menos indulto.

Este, o exemplo perfeito
qu´os pais da Democracia,
pais da Pátria, em agonia,
vieram agora nos dar.

Uns democratas da treta,
que assim por este andar
vão acabar na sargeta,
que esse é o seu lugar.

Viçoso Caetano
O Poeta de Fornos de Algodres
22 Novembro de 2013

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PORTAS «REPROVA SOARES» E «REPROVO» PORTAS


Compreendo e concordo com Portas quando «reprova» Mário Soares por «legitimar a violência». As suas palavras são sensatas quando diz: "As declarações de um antigo Presidente da República [Mário Soares] são graves porque elas significam, mesmo que involuntariamente, a legitimação da violência e em democracia a violência nunca é a forma adequada de manifestar uma opinião".

Mas quando diz "em democracia e em liberdade, a forma adequada de expressar uma opinião é o voto", não se pode deixar de as «reprovar», porque infringem os direitos constitucionais de liberdade de pensamento, de expressão, de associação, de manifestação etc. A liberdade não pode ser circunscrita ao «voto». Curiosamente, essa lei da rolha que defende, contraria o apelo do PM aos portugueses que se aliem independentemente do partido   Ora, aliar-se significa trocar opiniões, expressar-se, para uma finalidade que entretanto for esboçada e consentida pelos aliados.

Se o apelo do PM não parece muito saudável e pode acarretar os mesmos perigos que se podem subentender das palavras de Mário Soares, as palavras de Portas são um atentado intolerável à liberdade da democracia, uma mordaça aplicada a cada cidadão que até fica impossibilitado de obter informação, através dos seus amigos e conhecidos, que lhe permita tomar conscientemente a decisão do voto, que Portas considera ser a «forma adequada de expressar uma opinião».

Parece que, em democracia, não é curial aplicar tal mordaça e não convém contrariar o povo que, na sua sabedoria milenar, diz que «da discussão nasce a luz».

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