segunda-feira, 5 de abril de 2010

Saramago disse

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo… e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»
José Saramago – Cadernos de Lanzarote - Diário III – pag. 148

NOTA: Os políticos não privatizarão o Estado, não por pensarem nos cidadãos, mas apenas para benefício dos 'boys' com lugares de assessores, deputados, secretários de Estado, ministros, etc. E as outras privatizações não são completas para lá poderem colocar os meninos das jotas como o Rui Pedro e outros de competência familiar semelhante. A privatização é apenas parcial para garantir dinheiro para pagar os salários, prémios e mordomias aos parasitas do sistema.

2 comentários:

Fernanda disse...

Querido amigo João,

Adorei!

Admiro-o cada vez mais, por tudo, mas especialmente pela sua coragem.
Sou fã de Saramago, nunca o escondi.

As verdades são para ser ditas.

Beijos

A. João Soares disse...

Querida Amiga Ná,

José Saramago é realmente corajoso. Não aprecio a sua forma de escrever, mas as ideias e as palavras valem por si e não olho à mente de onde brotaram. Neste espaço procuro ser totalmente isento e imparcial e reconheço valor às ideias, palavras e obras que me pareça terem-no.
Por vezes há verdades que só saltam à vista de muita gente se forem ditas em tom forte e polémico.

Beijos
João