domingo, 31 de outubro de 2010

Despesismo. Será verdade!!!???

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Portugal e a UE

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Para o Bem Comum

No seu artigo de hoje no Jornal de Notícias, Zita Seabra refere a criação pela ACEGE, Associação de Empresários e Gestores Cristãos, do Fundo Bem Comum, um fundo que visa promover e apoiar projectos empresariais de desempregados ou pré-reformados com mais de 40 anos.

Para ler tudo faça clic aqui. Esta iniciativa surge da sociedade e não da máquina do Estado correspondendo à ideia do PR de que os problemas nacionais são de todos os portugueses e ninguém deve abster-se de dar o seu contributo. Se a ideia surge com uma referência religiosa, será de bom senso que outras iniciativas se sigam, não apenas para ajudar quem precisa, mas também para eliminar os «vendilhões do templo», os que querem explorar o povo em nome da democracia, que não cumprem, e que impunemente sugam o dinheiro público para um enriquecimento ilegítimo, imoral e contra toda a ética.

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

FUNDAÇÃO Cidade de Guimarães

Guimarães será a Capital Europeia da Cultura de 2012 e para gerir todas as festividades e eventos foi criada a Fundação Cidade de Guimarães (FCG).

Curiosamente, em vez de ser nomeado um indivíduo para chefiar a equipa que ele próprio proporia e que não precisaria de mais de dois pares de colaboradores com conhecimentos técnicos adequados às tarefas que lhe iriam ser atribuídas, foi seguida uma artimanha já conhecida e que se adequa ao compadrio e ao «emprego» para boys amigos do Bando do Poder e foi criada uma FUNDAÇÂO.

A notícia Guimarães 2012 gasta 1,3 milhões de euros por ano em salários diz que esta FUNDAÇÂO, à imagem de muitas outras recentemente criadas vai gastar uma pipa de dinheiro, prevendo 8000000 (oito milhões) de euros até ao final do seu mandato, se não houver as habituais derrapagens. Só o Conselho de Administração, presidido por Cristina Azevedo, custa à instituição 600 mil euros por ano.

O Ministério da Cultura (MC) admite que não tem qualquer controlo sobre a decisão da política de vencimentos daquela entidade que foi definida por despacho do presidente da Câmara.

Com base naquela decisão, o conselho geral votou há duas semanas o orçamento da FCG, para o próximo ano, que prevê despesas anuais com pessoal de 1,285 milhões de euros. Como a FUNDAÇÃO vai manter-se em funções até ao final de 2015, a factura dos vencimentos dos responsáveis pela Guimarães 2012 vai chegar quase aos oito milhões de euros.

«A maior fatia desta verba destina-se à administração, que custa 600 mil euros por ano à fundação de capitais maioritariamente públicos. A presidente do CA, Cristina Azevedo, aufere 14.300 euros mensais, enquanto os dois vogais executivos, Carla Martins e João B. Serra, recebem 12.500 euros por mês. No mesmo órgão tem ainda assento Manuel Alves Monteiro, vogal não executivo, que recebe dois mil euros mensais pelo cargo.»

Vale a pena ler toda a notícia que pode ser aberta fazendo clic sobre o seu título citado atrás.

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Centro de inovações visa o futuro

Se procurarmos fazer uma lista dos instrumentos de trabalho e de lazer agora existentes e que não eram sequer imaginados há 50 anos corremos o risco de encher várias folhas A4. E outros já eram previsíveis mas tomaram formas novas, mais funcionais e práticas. Tais inovações mostram que será difícil imaginarmos o que existirá dentro de 10 anos, porque a inovação está a surgir a um ritmo cada vez mais veloz.

E um País que se preza de pertencera a uma área das mais desenvolvidas do planeta não pode ficar á espera das ofertas de centros mais evoluídos que nos invadem com um marketing em constante actualização, nas suas tácticas de convencimento e nos novos produtos que apresentam. É preciso inovar, criar e exportar, para se sobreviver num mundo de trocas constantes.

Integrado neste conceito, nasce um Centro de inovação nasce na Asprela, do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, destinado ao desenvolvimento de novos produtos por investigadores, em articulação com grandes empresas.

Espera que seja uma semente de um crescimento promissor para o País. Oxalá o Estado, com as suas burocracias não lhe tolha a criatividade e não o transforme num «instituto» apenas destinado a albergar «boys». Da forma como o País tem andado tudo é de temer, mas temos que acreditar na eficiência de organismos que incentivem as pessoas bem intencionadas e com ideias positivas com potencialidade de aproveitamento prático. Precisamos de crescimento saudável e tudo leva a crer que este germe o vai produzir. Estas esperanças são fundamentadas nos vários exemplos de estudantes que têm sobressaído com valor acima da média e têm conquistado prémios muito significativos em concursos no estrangeiro.

Há motivos para sermos vaidosos das potencialidades dos nossos compatriotas, que poderão ser autores de grandes feitos, assim os políticos os saibam compreender e apoiar na proporção do seu mérito e dos seus projectos.


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Jovem Português ganha medalha de ouro da Física

A notícia Paixão pela física dá medalha de ouro a João Carlos Moreira diz-nos o jovem leiriense João Carlos Moreira, de 18 anos trouxe uma medalha de ouro da XV Olimpíada Ibero-americana de Física, que decorreu entre os dias 26 de Setembro e 2 de Outubro, no Panamá. O premiado, que é motivo de orgulho para Portugal e exemplo para os estudantes, assume uma autêntica "paixão" pela Física. Agora está a focar o seu interesse na electrónica, que desde o início deste ano lectivo cursa na Universidade de Aveiro.

O promissor estudante revela o segredo de ter sido bem-sucedido, o qual talvez resida no "trabalho contínuo e na capacidade de raciocínio", sendo com estas alavancas que planeia continuar a fazer mexer o seu futuro.

Conta: "Quando era pequeno ajudava o meu pai e já via física no acto de mover uma pedra, usar uma alavanca, uma roldana... em todo o lado. Também gostava de desmontar electrodomésticos e outros aparelhos para saber como funcionavam ou tentar consertar". Por vezes, confessa, "sobrava um ou dois parafusos", mas nada que o desmotivasse.

Enfim, trata-se de mais um jovem português que se distingue e que junto à lista dos que aqui têm sido enfatizados. Não devemos limitarmo-nos a críticas negativas, pois Portugal dispõe de potencialidades que, se forem devidamente encorajadas e apoiadas, poderão fazer desenvolver o País e tirá-lo do marasmo em que temos vivido por os governos terem sido constituídos por gente que está muito afastada da escala de valores que norteia este escol de jovens promissores.

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A Austeridade e as Pessoas

Transcrição de artigo de interesse pelo alerta e os conselhos que transmite:

A maré baixa deixa ver quem anda nu
ISABEL STILWELL | EDITORIAL DESTAK 28 | 10 | 2010

O dinheiro faz falta. O dinheiro vai fazer-nos muita falta no próximo ano. Mas aprender a viver com menos, desde que esse menos seja digno, não é necessariamente mau. A verdade é que valorizamos mais as coisas quando são bens escassos, e fazer omoletes sem ovos até nos pode obrigar a ser mais criativos e a alocar recursos com mais inteligência.

Por tudo isso, não são orçamentos mais apertados que me metem medo, mas sim a irracionalidade e a falta de visão que alguns cortes revelam, a falta de carácter e a incompetência que as dificuldades deixam mais evidente, porque como disse um político britânico há dias, «Quando a maré baixa deixa ver quem nada sem fato de banho». De facto, quando há dinheiro, a desorganização interna do Estado, das empresas, e mesmo a das famílias, passa despercebida.

Mas, no dia em que é preciso definir prioridades, decidir qual é, afinal, o negócio principal da empresa, ou os valores que regem uma família, fica claro que os elementos daquela equipa, que aparentemente trabalhavam por um objectivo comum, têm afinal “agendas” muito particulares. E se não houver a capacidade de traçar um plano claro, e de consenso, a estrutura que parecia tão sólida vai partir-se aos bocadinhos, para não deixar nada. Nessa altura, vão culpar os bancos, as bolsas, o político do dia, mas a verdade é que a culpa é interna, é só delas.

E é esse o lado mais sinistro da crise que vivemos e aquele que, de um dia para o outro, nos pode deixar sem chão, realmente perdidos. E é contra este perigo que devemos lutar. Até porque a instabilidade que a mudança provoca, a incerteza que deixa, torna o clima emocional explosivo. Mais do que nunca é preciso que as relações sejam leais, que os amuos e os rancores fiquem no quarto de brinquedos, e que as injustiças dos actos e das palavras não sirvam de rastilho. Essa é a crise que me assusta.

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Perigo Nuclear

Num mundo de ambições e de falta de senso, é difícil compreender a existência de grandes arsenais de armas nucleares e a apetência de outros países para as possuírem, embora para isso tenham de desviar recursos que fazem falta à população. Mas como se tornou moda, embora haja a intenção de evitar a sua disseminação ou proliferação, cada País tem o direito de ter a sua, pois são todos iguais em direitos.

Por outro lado, a estratégia nuclear, numa época em que o domínio do mundo se faz pela economia e desde há mais de 65 anos não foi utilizada nenhuma AN em conflito, tornou-se carente de lógica que a sustente. A dissuasão, só por si não a justifica, principalmente quando se teme o seu emprego indevido por grupos menos idóneos e incapazes de serenidade reflectida. Os poderosos com milhares de armas em stock carecem de autoridade moral e democrática para impedir a proliferação, para evitar que outros de as possuírem, como o Irão ou a Coreia do Norte.

Como se pode acabar com tal perigo para a humanidade? Não é pelas limitações à proliferação porque não pode ser apenas meia dúzia de Estados a possuir tais «venenos», quando outros os quererão ter. Só resta uma solução: os que as possuem devem decidir-se a destruir o seu arsenal até ao mínimo exemplar porque, só depois, têm autoridade para decretar sanções a qualquer prevaricador. E, para não haver malandrice contra os mais ingénuos, a eliminação das armas deve ser feita de forma controlada por uma agência da ONU, cujos relatórios devem servir de base para sanções económicas ou de outro tipo.

Estas reflexões vêm na sequência da notícia de que os «EUA perderam contacto com 50 mísseis nucleares». Parece que os 50 mísseis, d e entre os 450 do mesmo tipo, que estavam incontactáveis se encontravam obedientemente estacionados nos seus silos, mas uma avaria informática, não permitia a ligação entre a central de controlo e eles. Mas até podia ter-se dado a hipótese de terem ido dar uma volta e serem utilizados contra alvos do tipo Torres Gémeas. Trata-se de um caso estranho que mesmo as autoridades americanas ficaram perplexas, dadas as medidas de segurança sobrepostas. Mas pelos vistos nada é infalível, mesmo na América em relação aos seus milhares de armas nucleares. Daí ser mais racional os detentores de AN concordarem em eliminar tal tipo de armas.

Este tema já aqui foi abordado nos posts

Falta coragem para eliminar o perigo nuclear
Nuclear. Insanidade globalizada

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O mérito de Daniel Bessa

O professor, com os conhecimentos técnicos e a sabedoria da idade e experiência da «política» que há décadas tem arrastado o País para posições pouco lisonjeiras na escala dos Estados Mundiais (32º em corrupção e 26º no índice de prosperidade) tem o mérito de nos fazer pensar sobre o desrespeito dos políticos pela verdade quando afirma o desejo de «Que o acordo não seja uma mentira». Todos sabemos que a condição que coloca a propósito do acordo para aprovação do Orçamento do Estado, pode ser aplicada a todas as afirmações dos políticos que, ao falarem aos portugueses, usam sempre a falácia vulgarizada nas campanhas eleitorais.

Todos os cidadãos que usem livremente a capacidade de raciocínio, sabem que há ausência de credibilidade nos políticos, mesmo nos que se dizem não profissionais, mas a dúvida do professor Bessa, que é uma forma subtil de ocultar a sua convicção, tem o mérito de vir confirmar a opinião geral.

Estabilidade, continuidade, desenvolvimento, são palavras bonitas que não traduzem vontade de reestruturar, reformar, sanear, moralizar, simplificar sectores da máquina do Estado que constituem sorvedouro do dinheiro dos impostos sem contrapartida proporcional para o bem público (ver os números referidos no primeiro parágrafo)

Quanto a «Portugal estar na 32.ª posição entre 178 países», o que dizem os meritíssimos juízes? Como explicam os resultados dos vários «casos» que passaram pelos tribunais? Se a culpa é da legislação, porque não propõem ou sugerem alterações no corpo a legislativo, dado que dos políticos pouco ou nada de bom se espera neste tema?

Quanto a «Portugal descer para 26º lugar no Índice de Prosperidade», o que dizem os governantes da última década? O que diz a isto o candidato Cavaco Silva? Porque pretendem a continuidade política? Porque se recandidatam depois do fracasso da actividade anterior? Mas o povo está embrutecido pela propaganda falaciosa e continua indiferente às armadilhas do seu destino e dos seus descendentes e vai voltar a votar na continuidade da descida para o abismo. Quem nos tirará do fundo da mina? Nem sequer temos capacidade como a do salvamento dos mineiros chilenos. Água parada dá pântano pestilento.

O estado em que nos encontramos, por incúria, incompetência ou falta de sentido de Estado e de responsabilidade dos políticos, mostra ser imperiosa uma mudança estrutural, uma substituição de pessoas, dando lugar a gerações mais jovens e menos infectadas pelos vícios de que hoje enfermamos.

Nos mais jovens há gente muito válida e com dedicação a causas e valores, evidenciando-se na arte, na ciência, no pensamento, na gestão. Procure-se entre eles os substitutos dos actuais parasitas que nada mais aprenderam na sua vida prática, além de enriquecerem à custa do dinheiro dos impostos.

E não vale a pena dar ouvidos a pessoas que prometem milagres que estão a anos luz da capacidade que mostram ao não adoptarem soluções válidas em missões anteriores. Como acreditar neles.
Mesmo agora vi a notícia de que o ministro das Finanças disse "Continuamos disponíveis para ultrapassar o impasse", quando talvez fosse mais sincero se dissesse estamos disponíveis para aceitar a rendição incondicional do adversário.

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Hugo Santos, Presente !

Transcrição de artigo que considero um óptimo texto:

Um homem exemplar
Inês Pedrosa (www.expresso.pt). Quarta feira, 20 de Outubro de 2010

Memória de um major de Abril que soube honrar a liberdade.

Para a Ju

O general Hugo dos Santos, um dos jovens militares responsáveis pela revolução de Abril de 1974, morreu no dia em que a República completou 100 anos. Nos dias anteriores, dissera à mulher que o acompanhou a vida inteira como queria que fosse o seu funeral: preocupava-o sobretudo não dar trabalho e desaparecer com discrição e simplicidade, qualidades que sempre cultivou. Pediu para ir vestido à civil, porque decidiu ser cremado - mais uma vez, a vontade de não incomodar a família - e, nas suas palavras, "a farda das Forças Armadas não é para queimar".

A sua morte passou quase despercebida, no meio da atmosfera desconcertantemente comemorativa deste centenário. Hugo não se importaria: gostava da paz, do riso, da música e do silêncio. Era um homem do convívio e da solidariedade, mas nunca de pompa e circunstância. Nunca foi tocado pela doença do narcisismo.

Tive a sorte de partilhar com ele um terno afilhado (no sentido filial do termo) e de contar com ele como um segundo pai, que me foi de extrema utilidade nos arroubos e inquietações da adolescência. Tinha uma disponibilidade imensa para os mais novos, que ouvia genuinamente, procurando entender, amparar, animar e estimular. Dava a camisa pelos amigos, e não exigia que os amigos tivessem as mesmas ideias que ele. Nunca o ouvi levantar a voz, mesmo quando lhe levantavam a voz a ele. Dizia o que tinha a dizer com uma urbanidade rara. Não suportava oportunistas, e tinha um faro infalível para os detectar.

O silêncio que acompanhou o desaparecimento deste exemplar major de abril foi ferido por declarações de Otelo Saraiva de Carvalho, que apareceu na TSF a acusar Hugo dos Santos de se ter "dessolidarizado" do Movimento das Forças Armadas, por se ter "desviado da perspectiva revolucionária", defendendo que, feita a revolução, os militares deviam "regressar aos quartéis".

Sim, a ideia de Hugo dos Santos era a de que a revolução pela qual arriscou a carreira, a vida e o grande amor - a mulher, Maria Júlia dos Santos - deveria ser entregue ao povo português, para que decidisse o seu futuro, através de eleições democráticas. Envolveu-se na conquista da liberdade sem nenhum objectivo de poder - rejeitaria qualquer ímpeto ditatorial como aquele que levou Otelo a assinar mandatos de captura em branco. Na hora da morte deste seu camarada de armas que estava de relações cortadas com ele, Otelo permitiu-se ainda acrescentar: "Sempre que era solicitado para entrevistas com outros oficiais que tivessem estado comigo no Posto de Comando, ele recusou sempre."

Sim, o Hugo não gostava de dar entrevistas, nem usava a primeira pessoa do singular majestático, pela boa e simples razão de que abominava o heroísmo autopublicitado. Ninguém o ouviu queixar-se quando, na sequência do 11 de Março de 1975, foi deportado para a Roménia de Ceausescu, como adido militar, talvez com o objectivo de que se convertesse aos esplendores do socialismo real.
Muitas e muitas vezes lhe perguntei quem tinha feito o quê na revolução, e o Hugo respondia-me que o que importava era que ela tivesse sido feita. Perante a minha insistência, explicou-me que todos se tinham comprometido a guardar segredo sobre as suas respectivas responsabilidades, pelo menos durante 25 anos, para que ninguém pudesse ser beneficiado ou prejudicado por causa disso.

Como escreveu Agustina, "o tempo é um fragor de multidão", e Hugo dos Santos tinha a lucidez de o compreender. Volvidos os tais 25 anos, voltei a perguntar-lhe, e o Hugo disse-me que continuava a ser cedo - já bastava o que bastava. Por isso se empenhou tanto naquele que foi o seu último serviço público, o de presidente da Comissão de Avaliação e Reconstituição das Carreiras Militares, para procurar corrigir as injustiças criadas pelos humores da política. Ao contrário de Otelo Saraiva de Carvalho, Hugo dos Santos nunca enjeitou nem sacudiu responsabilidades, mas sempre dispensou protagonismos.

Ao Hugo devo o exemplo muito concreto de valores fundamentais: rectidão, coragem, lealdade, frontalidade. Os fundamentos da liberdade. E a fé no amor: a relação de ternura cúmplice que a Ju e o Hugo mantiveram ao longo de quase 51 anos de casamento é qualquer coisa de inesquecível. Passei muitas e felizes temporadas de férias com eles, e nunca os ouvi discutir, uma vez que fosse. Os seus olhos conversavam e riam mutuamente; olhar para o modo como eles se entreolhavam, numa sala cheia de gente, era descobrir o amor como jóia verdadeira e eterna. E isso não tem preço, nem fim.

Inês Pedrosa escreve de acordo com a antiga ortografia
Texto publicado na revista Única de 16 de Outubro de 2010

Imagem de A. João Soares

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Pobreza. Realidade a transformar

Apesar das promessas e afirmações bombásticas de propagandistas alheios às realidades do País, chegam, de origem oficial, informações dramáticas que denunciam um estado catastrófico na vida de cerca de metade dos cidadãos. Segundo o artigo do JN «504 096», o relatório apresentado, há uns dias, pelo Conselho Nacional de Educação indica que mais de meio milhão de crianças (504.096) são abrangidas pela Acção Social Escolar. Isto significa que estas crianças, que correspondem a quase metade das crianças portuguesas que frequentam as nossas escolas, dependem do apoio financeiro do Estado para comprar livros e material escolar. E dependem das cantinas escolares para comer. Numa palavra, são 504 096 crianças pobres. O facto de representarem quase metade das crianças das escolas faz meditar na dimensão da catástrofe social existente, apesar de tantas palavras falsamente optimistas de governantes.

Outro aspecto que contradiz a propaganda sobre a obrigatoriedade do ensino até ao 12º ano, é que apenas 30% dos alunos chegam ao 12º ano.

O estado de penúria da população também se torna visível nos cerca de 460 mil portugueses que passam fome ou, eufemisticamente,"sérias perturbações no acesso a alimentos", na linguagem técnica do nosso Instituto Nacional de Estatística; ficámos também a saber que cerca de 2,14 milhões de portugueses são pobres ou segundo o INE, em "privação material".

No entanto, no momento da elaboração do OE, esse problema é esquecido e, entretanto, enterra-se no BPN o que faltava para somar 5000 milhões de euros saídos do bolso dos contribuintes e passa-se ao lado, sem as fechar, das torneiras de saída de dinheiro público sem utilidade nem racionalidade aparente como ficou dito em Onde se cortam as despesas públicas??? e em Dezenas de institutos públicos a extinguir.

Mas a Comunicação Social continua a encher espaço e tempo com o espectáculo tosco de pugilismo feito por actores que não querem machucar-se, como se deduz de OE. Haja sentido de Estado.

Com este panorama, indícios e sintomas, é preciso ter muita fé para augurarmos melhores dias!!!

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domingo, 24 de outubro de 2010

OE. Haja sentido de Estado

Frases do Dia para meditar

«O candidato à presidência da República Fernando Nobre considera que as negociações entre o Governo e o PSD para a viabilização do Orçamento do Estado (OE) visam apenas "salvar a face" e "continuam os tacitismos políticos no seu pior". "O que importa é salvar as aparências, não é salvar Portugal".»

Em «Um Orçamento para "salvar a face"»


«Enfim, espero bem que as conversas prévias dos estados-maiores dos dois partidos com os seus negociadores não tenham terminado, como no futebol antes da entrada em campo, com um grito de "Vamos a eles!" Afinal de contas, como ontem muito bem se acentuava neste espaço, estão em causa 10 milhões de pessoas que ainda não desistiram de ser portugueses.»

José Leite Pereira em «Política e Justiça lembram o futebol»


«Foi por este caminho de falsidades que os portugueses foram conduzidos ao maior suplício dos tempos modernos. Aprovem lá o Orçamento, abram as portas ao FMI - mas não deixem sem castigo (político e não só) os responsáveis por estes crimes. É que já basta!»

António Freitas Cruz em «De mentira em mentira até chegar o FMI»


«Agravamento de impostos, cortes nos salários da Função Pública, nas políticas sociais, nas áreas da saúde e da educação, numa só palavra, está em negociação o mais duro Orçamento imposto em Portugal após o 25 de Abril. As aberturas dos telejornais, as vozes da rádio, os títulos dos jornais e a blogosfera vão derramando sobre nós, gota a gota, o pacote da austeridade. O paralelo com os anos 80 não colhe. Mário Soares disse, nesses tempos, que "já se começava a ver luz ao fundo do túnel". Aludia aos efeitos da adesão à actual União Europeia e aos fundos comunitários que chegariam de Bruxelas. Em 2010, porém, o cenário é mais grave. Temos o túnel, mas ninguém vislumbra luz ao fundo.»

Mário Mesquita em «O túnel sem luz ao fundo»

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sábado, 23 de outubro de 2010

Abate de automóveis

Segundo a notícia «Fim do incentivo ao abate ameaça sector automóvel», a partir de Janeiro, o incentivo de abate de carros velhos só será possível para quem comprar um eléctrico. As associações de comércio de automóveis dizem que é a medida mais gravosa para o automóvel prevista no Orçamento para 2011, ainda mais do que a subida de impostos.

Curiosamente, há pouco mais de um ano, o mesmo jornal trazia a notícia «Só isenção fiscal iria aumentar as vendas de automóveis», acerca de reivindicação das associações. Ela foi transcrita no post «Depois do BPN, o sector automóvel à mama» em que se reflectia sobre o sentido de gestão individual quanto ao momento da substituição do carro em função das suas condições de funcionamento em termos de segurança e de economia. Num momento de crise geral não se deve continuar com a tendência consumista e de ostentação de vender um carro ainda em boas condições de funcionamento.

Os lucros do sector automóvel não constituem um objectivo nacional que se sobreponha aos interesses gerais dos cidadãos que estão a sofrer sucessivos apertos de cinto.

No citado post consta entre muitas outras considerações o seguinte: o abate prematuro só serve para aumentar o negócio dos grandes grupos de importadores e vendedores. A pretensão das associações não pode ser um objectivo nacional, mas apenas um proteccionismo aos importadores e vendedores de automóveis novos.

Dos apoios a esses magnatas resulta prejuízo para o País por aumentar a dívida externa com mais importações, prejuízo para as pessoas que deixam de utilizar o carro enquanto pode funcionar com segurança e rentabilidade, prejuízo para os vendedores de peças e para as oficinas de manutenção e reparação, com o desemprego de muitos mecânicos de pequenas oficinas, por todo o país.

O bom povo deve ser ensinado a gerir os seus interesses e resistir aos apelos de vozes exploradoras das suas poupanças e dos dinheiros dos impostos.

Os governantes devem conhecer melhor as realidades dos portugueses em geral e não se limitarem a dar ouvidos às pressões de detentores do capital, ávidos de lucros à custa da exploração do povo menos informado.

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Pobres não. Estúpidos e mansos

Transcrição de e-mail de remetente identificado:

Há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal, dizia-lhe eu à boa maneira do "coitadinho" português:

Sabes, nós os portugueses somos pobres ...

E respondeu-me assim:


Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu?

Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços e cartas de crédito ao triplo que nós pagamos EUA?

Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.

Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 20%, pagais ainda impostos municipais.

Além disso, são vocês que têm " impostos de luxo" como são os impostos na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos, etc, que faz com que esses produtos cheguem em certos casos até cerca de 300 % do valor original., e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários, impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado. E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.

Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2.080 euros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.

Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.

Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.

Vocês, portugueses ou são uns estúpidos ou uns mansos.

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Bom conselho aos portugueses


Quando estava a generalizar-se a ideia de que seria oportuna a emigração em massa para fugir às medidas de austeridade que empobrecem mais os já pobres e mantêm os privilégios dos «boys», surge este conselho oportuno para os patriotas que recusam abandonar o rectângulo.
Espero ter à porta da caverna um pequeno colector de energia solar para accionar o PC a fim de manter o contacto com os amigos da aldeia global!!!

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Bons Gestores precisam-se


Transcrição de texto recebido por e-mail do amigo DRF seguido de um seu comentário e de uma NOTA:

A fuga das galinhas
Por Joana Amaral Dias em Abril de 2010

Um gestor vale mais do que quem salva vidas e cria (vários tipos) de riqueza como um médico ou um cientista? Qual é o dom especial que possuem para que ganhem muito mais que todos os outros? Não se sabe. Mas essa ignorância não altera os rendimentos.

Mesmo que os resultados empresariais derivem de uma extensa cadeia. Mesmo que todas as empresas devam ter um papel social. Pois é. Os nossos trabalhadores são dos mais mal pagos da Europa, mas os gestores são dos mais bem pagos.

Um gestor alemão recebe dez vezes mais que o trabalhador com o salário mais baixo na sua empresa. O britânico 14. O português 32.

Mas, segundo um estudo da Mckinsey, Portugal tem dos piores gestores. Logo, quando se fala em reduzir direitos e salários, a quem nos devemos referir? Lógico? Não. Dizem que os bons gestores escasseiam e é necessário recompensá-los. Senão, fogem do país. Ok. Então, é simples. Se são assim tão poucos, ide. Não serão significativos na crescente percentagem de fuga dos cérebros que estavam desempregados/explorados.

Depois, contratem-se gestores alemães ou ingleses. Por lá, não rareia tanto a qualidade. Estão habituados a discutir não só ordenados mínimos como ordenados máximos. E sempre são mais baratinhos.

Joana Amaral Dias, Docente universitária

Comentário:
(…) Infelizmente não vejo que seja possível, no momento actual em Portugal, repôr justiça nos ganhos dos gestores, sem recurso à violência.


Particularmente no caso daqueles que estão lá, não por mérito ou competência, mas apenas por amizades e cumplicidades políticas. E tudo leva a crer que são muitos...


Um "bravo" ao texto da Joana Amaral Dias. E um forte desejo de que apareçam as pessoas certas para, exclusivamente por via democrática, salvarem Portugal que está tão mal entregue e a atravessar uma fase tão difícil.
DRF

NOTA: O ideal será que tudo decorra de forma pacífica, o que se apresenta pouco provável e, nesse caso, seria preferível pequenas operações cirúrgicas individuais do tipo Indira Gandhi para que os outros mudem de rumo, seguindo normas mais consentâneas com a ética da cidadania em benefício dos interesses nacionais. Oxalá tudo se resolva depressa para bem de Portugal a caminho do desenvolvimento em todos os aspectos.


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Deputados a mais, eficiência a menos

Na actual crise, encontramo-nos numa fase em que devemos olhar mais atentamente para todos os indícios das despesas públicas que, sem nada as justificar aos olhos dos contribuintes, apresentam-se exageradas e com crescimento preocupante.

Fala-se de cortes e aponta-se o dedo para muitos furos por onde se esgota o nosso dinheiro de forma algumas vezes aparentando ser escandalosa. É conhecida a lista tornada pública por um ex-deputado (ver em (1) e em (2), em que não deixa de se referis à Assembleia da República, como uma das fugas onde se pode cortar o esvaziamento. Mas, devido ao estilo académico que usa, não refere as comparações com o Parlamento Sueco (3) ou o britânico.

Por e-mail chega uma referência à Resolução da Assembleia da República nº 11/2010, publicada no Diário da República nº 28 – I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010, em que depois de indicar os custos da AR por cada alínea conclui que o total da despesa orçamentada para o ano de 2010, foi: €
191 405 356,61 (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos) – Ver Folha 372 do citado Diário da República nº 28 – 1ª Série, de 10 de Fevereiro de 2010. Este valor traduz que cada deputado, em vencimentos e encargos directos e indirectos custa ao País, cerca de 700.000 Euros por ano, ou seja cerca de 60.000 Euros por mês.

Este valor só por si até poderia não ser grave (esquecendo a comparação com os Suecos e Britânicos), porque poderia tratar-se de despesas necessárias, indispensáveis, úteis. Porém do próprio Parlamento chegam provas de que não são totalmente justificáveis.

Agora chega a notícia de que estão em vias de ser revogados mais de 400 diplomas «desnecessários» (4), o que mostra que, além de os deputados, nos plenários, perderem muito tempo com tricas inter-partidárias, a insultarem-se mutuamente (no mínimo, são mentirosos, palhaços, etc), passam algum tempo a produzir legislação «desnecessária», isto é, a «trabalhar» para passar tempo, para o boneco! E na elaboração dos diplomas não seguem a regra de pensar antes de decidir (5).

E assim se confirma a ideia de que há deputados a mais (nem convém comparar com países civilizados e desenvolvidos). Mas não é novidade e só espanta que ainda não fossem tomadas medidas correctivas da estrutura parlamentar e da legislação que regula o seu funcionamento, avaliação do desempenho, e controlo de qualidade dos diplomas antes de serem aprovados. Já aqui foi, por várias vezes, abordado este tema na sequência de notícias saídas do Parlamento, como se pode ver nos seguintes posts de (6) a (11):

(1)Dezenas de institutos públicos a extinguir
(2)Onde se cortam as despesas públicas???
(3)Em Portugal não é assim !!! Somos um País «rico» !!!
(4)Parlamento discute proposta de revogação de mais de 400 diplomas "desnecessários"
(5)Pensar antes de decidir
(6)- Deputados conscientes da sua quantidade excessiva
(7)- Redução do número de deputados
(8)- Há deputados a mais, sem dúvida!!!
(9)- Disciplina de voto, deputados a mais?
(10)- Presentes menos de 50 dos 230 deputados
(11)- Há deputados a mais
 

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Pedir desculpa a Portugal

O líder do maior partido da oposição disse que “O país inteiro sabe quem devia estar a pedir desculpa a Portugal”. Ora, se o País inteiro sabe, eu também tenho obrigação de saber e penso que quem deve pedir desculpa são os políticos que têm feito parte dos Governos, da AR, das autarquias e os que ocuparam e ocupam cargos por nomeação política sem concurso público. Foram esses os predadores do dinheiro público e das potencialidades de desenvolvimento de Portugal.

E para fazer uma referência a dados mais actuais, o caso é mais grave para aqueles que, de Janeiro a Setembro (nos primeiros nove meses do ano) aumentaram o défice do Estado em 208 milhões de euros. E no mesmo período aumentaram a despesa pública em dois por cento, segundo o relatório de execução orçamental divulgado pelo Ministério das Finanças. E isto apesar de estarmos em crise.

Por tudo isto, não há motivo para espanto de termos chegado à actual crise e, mantendo-se a mesma estratégia de gestão de pessoal político, iremos ter agravamentos imprevisíveis, principalmente porque a Justiça, além de se mostrar lenta e pouco activa, não foca a sua atenção nos crimes contra o Estado, contra os interesses nacionais, deixando os políticos à solta com inteira imunidade e impunidade, para fazerem os abusos que vierem às suas mentes perturbadas.

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Silva Lopes tem medo do FMI

Transcrevo do post «Orçamento ou gestão competente?» a seguinte passagem que afinal não era tão arrojada como poderia parecer:

«Há economistas e gestores que consideram vantajosa a vinda de estrangeiros para sanar todos os vícios e manhas que se foram desenvolvendo nas décadas mais recentes. É lógico que políticos e outros parasitas do dinheiro público detestem a vinda do FMI, mas os portugueses que trabalham e produzem têm grande motivos para o desejarem a fim de verem o País limpo das pestes que o arrastaram para a desgraça.»

Silva Lopes veio confirmar a referida presunção ao dizer “Desta vez tenho medo do FMI”. Os argumentos que aponta, como velha raposa que é, não correspondem obrigatoriamente aos seus sentimentos e pensamentos. A hipotética vinda do FMI iria reduzir os seus privilégios de pertencente ao grupo dos beneficiados pelo Poder . Tem razão para ter medo, porque será natural que se o FMI vier acabará com acumulações de reformas, de tachos para reformados, de benefícios imorais aos cúmplices do descalabro de que estamos a ser vítimas, etc. e que meta na prisão muitas sanguessugas do dinheiro público.

Segundo texto que circula por e-mail,
«SILVA LOPES, com 77 (setenta e sete) anos de idade, ex-Administrador do Montepio Geral, de onde saiu há pouco tempo com uma indemnização de mais de 400.000 euros, acrescidos de várias reformas que tem, uma das quais do Banco de Portugal como ex-governador, logo que saiu do Montepio foi nomeado Administrador da EDP RENOVÁVEIS, empresa do Grupo EDP.

Com mais este tacho dourado, lá vai sacar mais umas centenas de milhar de euros num emprego dado pelos seus amigos do governo, que continua a distribuir milhões pelos seus cúmplices e coniventes.

Entretanto, o povp vai empobrecendo cada vez mais, num país com 20% de pobres, onde o desemprego caminha para níveis assustadores, onde os salários da maioria dos portugueses estão cada vez mais ao nível da subsistência.

Silva Lopes foi o tal que afirmou ser necessário o congelamento de salários e o não aumento do salário mínimo nacional, por causa da competitividade da economia portuguesa. Claro que, para este senhor, o congelamento dos salários deve ser uma atitude a tomar (desde que não congelem o dele, claro).»


Mandaria o bom senso que os «sábios» do grupo etário deste senhor deviam estar calados porque já mostraram que não souberam governar o País e evitar esta crise escandalosa que nos está a massacrar. As decisões que agora têm que ser tomadas vão afectar os mais jovens. E não os já bem instalados, viciados em maus actos contra a nação. Por isso, devia dar-se aos mais jovens a responsabilidade de gerir o seu futuro. Venha o FMI e, depois, dê-se as rédeas do poder a uma geração mais jovem e active-se a Justiça para condenar os prevaricadores. Não se compreende que os gerontes teimem em estar convencidos de que os ligeiramente menos velhos assumam responsabilidades, como a de administrador da EDP RENOVÁVEIS. Se os reformados fossem mandados repousar, libertariam muitos postos de trabalho para gente na idade activa reduzindo a taxa de desemprego.

Este caso é paradigmático e merece que estejamos atentos às contradições entre as palavras e as realidades da vida destes vendedores de «sábias verdades».

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Denúncia e cidadania

Há muitos abusos contra os interesses nacionais, de má utilização do dinheiro e de bens públicos, que são de todos os cidadãos, que passarão impunes se não houver denúncia de alguém que deles tenha conhecimento. Denunciar é preciso, em tais casos.

O vereador do PSD na Câmara de Vinhais, Carlos Costa, denunciou a vogal executiva do conselho de administração do Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE), Cláudia Costa, por abusos no uso de viaturas viaturas do Estado do Centro numa deslocação em férias ao Algarve e em fins-de-semana em Aveiro. A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde está a investigar o caso.

Segundo a notícia, de acordo com o relatório de contas do CHNE, em 2009 - ano em que o hospital apresentou um prejuízo superior a dez milhões de euros - foram gastos 19 237,35 euros em combustível, relativos aos sete carros atribuídos à administração. Só Cláudia Costa apresentou gastos de 2 280,89 euros.

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terça-feira, 19 de outubro de 2010

«Boys», ostentação, despesas

Transcrição de um caso credível recebido por e-mail. Deve haver muitos casos como este, pois pelos vistos há cerca de 30.000 carros e milhares de «boys».

Ele é vogal de uma dessas entidades reguladoras portuguesas - insisto, não é ministro de país rico, é um vogal de entidade reguladora de país pobre - e foi de Lisboa ao Porto a uma reunião.

Foi de avião, o que nem me parece um exagero, embora seja pago pelos meus impostos.

Se ele tem uma função pública é bom que gaste o que é eficaz para a exercer bem: ir de avião é rápido e pode ser económico. Chegado ao Aeroporto de Sá Carneiro, o homem telefonou: "Onde está, sr. Martins?" O Martins é o motorista, saiu mais cedo de Lisboa para estar a horas em Pedras Rubras.

O vogal da entidade reguladora não suporta a auto-estrada A1.

O Martins foi levar o senhor doutor à reunião, esperou por ele, levou-o às compras porque a Baixa portuense é complicada, e foi depositá-lo de volta a Pedras Rubras.

O Martins e o nosso carro regressaram pela auto-estrada a Lisboa. O vogal fez contas pelo relógio e concluiu que o Martins não estaria a tempo na Portela.

Encolheu os ombros e regressou a casa de táxi, o que também detestava, mas há dias em que se tem de fazer sacrifícios.

Na sua crónica nesta edição do DN, o meu camarada Jorge Fiel diz que o Estado tem 28 793 automóveis.

Nunca perceberei por que razão os políticos não sabem apresentar medidas duras. Sócrates, ontem, ter-me-ia convencido se tivesse também anunciado que o Estado passou a ter 28 792 automóveis.

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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Nação e imigração

Segundo a Wikipédia, o vocábulo Nação vem do latim natio, de natus (nascido), e significa a reunião de pessoas, geralmente do mesmo grupo étnico, falando o mesmo idioma e tendo os mesmos costumes, formando, assim, um povo, cujos elementos componentes trazem consigo as mesmas características étnicas e se mantêm unidos pelos hábitos, tradições, religião, língua e consciência nacional.

Mas, a rigor, os elementos território, língua, religião, costumes e tradição, por si sós, não constituem o carácter da nação. São requisitos secundários, que se integram na sua formação. O elemento dominante, que se mostra condição subjectiva para a evidência de uma nação assenta no vínculo que une estes indivíduos, determinando entre eles a convicção de um querer viver colectivo. É, assim, a consciência da sua nacionalidade, em virtude da qual se sentem constituindo um organismo ou um agrupamento, distinto de qualquer outro, com vida própria, interesses especiais e necessidades peculiares.

Por outro lado, segundo a mesma fonte, considera-se como imigração o movimento de entrada, com ânimo permanente ou temporário e com a intenção de trabalho e/ou residência, de pessoas ou populações, de um país para outro. Imigrante não é uma profissão. Não se deve confundir a figura do imigrante com a do turista, que ingressa em um país apenas com o intuito de visitá-lo e depois retornar ao seu país natal.

Grandes países, como os EUA, o Canadá, a Austrália, o Brasil, etc, devem o seu desenvolvimento aos imigrantes de diversas origens, alimentando por isso um respeito mútuo em que a generalidade dos emigrantes se foram integrando na Nação que encontraram e assimilaram os seus usos, costumes e idioma (com a dificuldade inerente ao seu nível cultural e preparação escolar. Para a boa inserção dos imigrantes torna-se indispensável o seu desejo de se ambientarem e se tornarem o mais semelhantes possível aos naturais e residentes mais antigos. É próprio da Natureza humana que os naturais não aceitem espontaneamente e sem receios os que são diferentes, o que torna aconselhável o esforço de ambientação dos que chegam.

As atitudes de ostentação da diferença e de vontade de impor as suas próprias tradições e costumes, não são definidoras de imigração, mas de domínio do tipo conquista, colonização, ou outra modalidade semelhante.

A França tem sido palco de rejeições e hostilidades entre naturais e imigrantes que nada favorece os interesses de uns e outros: os franceses precisam do trabalho dos imigrantes e estes precisam de ganhar a sua vida com o seu trabalho, mas há normas que não podem deixar de ser tidas em atenção.

Agora surgem também sinais de que a Alemanha está a sentir um problema parecido.. A chanceler alemã, Merkel diz que a sociedade multicultural falhou na Alemanha. O conceito de “multikulti” e a vivência harmoniosa “lado a lado” com pessoas oriundas de contextos culturais diferentes não está a funcionar no país, que possui uma vasta comunidade de quase quatro milhões de muçulmanos. Os imigrantes não levaram a peito a necessidade de aprender alemão de maneira a terem melhores oportunidades de escolaridade e no mercado de trabalho. Por um lado deve haver uma mais profunda integração dos imigrantes na forma de vivência alemã, por forma a não baixarem a «inteligência média» da sociedade nacional mas, ao mesmo tempo, os alemães terão que aceitar sem resistência que as mesquitas se tornaram parte da sua paisagem social e cultural.

A vida em sociedade, com civismo exige respeito mútuo e a intenção de evitar atritos e conflitos.

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Alta Finança Europeia


«Tudo para poucos. Nada para o resto»

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domingo, 17 de outubro de 2010

Orçamento ou gestão competente?

Usando da «ética da cidadania» como foi referido aqui, é oportuno desabafar sobre um ponto que parece mais propaganda do que decisão bem estudada e preparada, a de extinguir e reestruturar 50 organismos do Estado. Para já ou se extingue ou se reestrutura um organismo. Claro que a extinção de um obriga a reestruturação de outros que com ele partilham repetições ou convergências de finalidades e procedimentos.

Mas Marques Mendes, num trabalho que merece apreço, referiu aqui e aqui muitos mais institutos, empresas públicas, fundações e outros sorvedouros de dinheiro público, sem outro objectivo do que o de alimentar «boys». Cada um deles exige um estudo sério e isento tendo apenas em vista os interesses nacionais, a lógica e a racionalidade do funcionamento da máquina do Estado que deve ser simples, fácil e económica. Sem tal estudo feito de maneira honesta, a medida anunciada vagamente, provavelmente, não passará de promessa para «enganar» pessoas menos atentas e mais crédulas.

É indispensável avaliar cada serviço, desde as razões da sua criação, aos seus objectivos, a sua integração e interacção com os outros convergentes com as suas finalidades e pensando no estilo que devia ser o do propagandeado «simplex». A simplicidade, com ausência de burocracia e de duplicações e sobreposições desresponsabilizantes, deve ser uma preocupação permanente. Só desta forma se pode contribuir para a redução de custos e para o melhor funcionamento da estrutura administrativa do Estado para bem dos portugueses (todos e não apenas os da oligarquia).

Não se trata de nada que Sócrates desconheça e já tenha aplicado quando da criação da ASAE, que veio substituir três organismos obsoletos que teoricamente faziam o mesmo, mas que na prática nada faziam por cada um argumentar que eram funções dos outros dois. Foi uma iniciativa muito positiva do Governo e só é pena que tal procedimento não tenha sido aplicado a toda a máquina emperrada do Estado. Pelo contrário foram criados, com a abundância dos cogumelos no Outono, institutos desnecessários que tiveram apenas a finalidade de dar asilo a «boys» que era necessário compensar por favores partidários ((ver aqui)).

Mas tais medidas devem ser bem preparadas e haver coragem para as realizar em função da finalidade desejada. Se realmente se pretende reduzir as despesas, haverá que ter pulso, coragem, em relação aos «boys» anichados nos serviços a extinguir e não a sua mudança de ‘asilo’ ou as «indemnizações» no estilo de notícias referidas a responsável da ERSE ou da PT ou da REN. Se isso não for ponderado, será anulada a boa intenção de reduzir as despesas e aperfeiçoar a máquina absorvedora de recursos e geradora de injustiças e emperramento da vida económica.

As realidades que foram infectando a máquina do Estado nas décadas recentes leva a ter dúvidas sobre o verdadeiro propósito de concretizar a promessa de «extinção e reestruturação», pois a cumplicidade e conivência traduzida em trocas de favores entre os governantes e os seus «boys», ‘obriga’ a cuidados para que não se zanguem e não contem as verdades em prejuízo dos responsáveis da oligarquia . Diz o ditado que «quando se zangam as comadres descobrem-se as verdades», e parece que estas muitas vezes são demasiado inconvenientes quando saltam para o público.

Por isso, nenhum partido com interesses em ser governo se arrisca a perder as eleições, por ter abandonado um ou mais dos seus «boys», cúmplices ou coniventes. Por esta razão e porque não se vê grande hipóteses de mudarem os políticos, há quem veja vantagem para o país na vinda do Fundo Monetário Internacional (FMI), porque, tendo mais isenção e independência, porque não precisa de conquistar votos e não arrisca perda de eleições, pode tomar a medidas duras de que o País precisa. Há economistas e gestores que consideram vantajosa a vinda de estrangeiros para sanar todos os vícios e manhas que se foram desenvolvendo nas décadas mais recentes. É lógico que políticos e outros parasitas do dinheiro público detestem a vinda do FMI, mas os portugueses que trabalham e produzem têm grande motivos para o desejarem a fim de verem o País limpo das pestes que o arrastaram para a desgraça.

É assunto para se meditar seriamente, com sentido de Estado e realismo, porque as promessas ouvidas agora e que contrariam outras relativamente recentes, não merecem credibilidade pelo facto de os actores a quem compete o seu desempenho já terem demonstrado incapacidade na matéria como se vê pelos resultados do afundamento em que estamos.

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sábado, 16 de outubro de 2010

Portugal visto por jornalista do Pravda

Transcrição de artigo do jornalista Timothy Bancroft-Hinchey, do jornal russo Pravda, que mostra bom conhecimento das realidades actuais e merece ser tido em consideração. É curioso que até nos jornais da Rússia (5ª maior economia do mundo) se fala de Portugal e, pelos vistos, até eles sabem o estado a que chegámos. Parece que muitos responsáveis nacionais têm um conhecimento menos perfeito das realidades do País.


Artigo no Pravda (jornal russo), por Timothy Bancroft-Hinchey sobre Portugal
(Recebido por e-mail em 101016)
Source: Pravda.ru

Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal pelo Governo liberal de José Sócrates, um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.

E não é por eles serem portugueses.

Vá ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos, e você vai descobrir que doze por cento da população é português, o povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão….e Austrália.

Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contato com o mundo real, um esteio na classe política elitista portuguesa no Partido Social Democrata e Partido Socialista, traves da má gestão política que tem assolado o país desde anos 80.

O objectivo? Para reduzir o défice. Porquê?

Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?

Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia se deixou ser sugado é aquele em que as agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos estados unidos da América (onde havia de ser?) virtual e fisicamente controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.

Com amigos como estes organismos, e Bruxelas, quem precisa de inimigos?

Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e com medo, apavorada com a Alemanha depois que suas tropas invadiram seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para sua indústria.

E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos por motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de qual país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.

Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata, direita) e PS (Socialista, de centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir) e sua indústria (desapareceu) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas), a troco de quê?

O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza em uma base sustentável?

Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que estavam despejando bilhões através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque ele é considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.

A sua “política de betão” foi bem concebida, mas como sempre, mal planeada, o resultado de uma inepta, descoordenada e, às vezes inexistente localização no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo.

Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.

O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam.

Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini. Maserati. Foram organizadas caçadas de javalí em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Silva ficou a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a participarem. Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político. E ele é um dos melhores.

Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissario para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo diplomata excelente, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, “Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando”) que criou mais problemas com seu discurso do que ele resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha. Resultando em dois mandatos de José Sócrates; um Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado por interesses instalados.

Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projetos de educação).

E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra minoria, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes. Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:

Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%).Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%). Concordo com o sacrifício (1%)

Um por cento. Quanto ao aumento dos impostos, a reação imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afetará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão.

Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar. É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de ratings que o Governo de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português.

Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno para o PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado de suas ideias e propostas.

Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal no ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos. Esses traidores estão levando cada vez mais portugueses a questionarem se deveriam ter sido assimilados há séculos, pela Espanha.

Que convidativo, o ditado português “Quem não está bem, que se mude”. Certo, bem longe de Portugal, como todos os que possam, estão fazendo. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico, e uma classe política abominável

Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.Ru

© 1999-2010. «PRAVDA.Ru». No acto de reproduzir nossos materiais na íntegra ou em parte, deve fazer referência à PRAVDA.Ru As opiniões e pontos de vista dos autores nem sempre coincidem com os dos editores.

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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Em quem acreditar ???

O estilo «cana de bambu», flexível mas resistente, evidenciado em palavras sem «palavra» está demasiado difundido pela ‘classe’ política ao ponto de haver défice de credibilidade e não sabermos se podemos acreditar em alguém.

Depois da notícia de que Marques Mendes denuncia empresas públicas que duplicaram remunerações, surge outra de que Governo desmente Marques Mendes, o que pode ser mais um desmentido por hábito de protocolo. Não parece fácil crer que Marques Mendes tenha caído em erro nessa matéria, depois de ter mostrado capacidade para investigação trabalhosa e cuidada como se vê em «Onde se cortam as despesas públicas???» e em «Dezenas de institutos públicos a extinguir», o que não tem merecido contestação e até parece ter sido aproveitado pelo Governo como se depreende da notícia «Organismos e institutos a extinguir são divulgados hoje».

Por outro lado, também concorrem para o défice de credibilidade os sinais de desentendimentos internos como é referido em «Seguro e Alegre em sintonia ?» e o conflito entre o deputado Victor Baptista e André Figueiredo que parece ter provocado a reunião urgente da Comissão de jurisdição do PS.

Enfim, em quem poderemos acreditar? Que esperança podemos ter de que os sacrifícios que nos são exigidos irão produzir efeitos positivos no futuro dos portugueses?

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Globalização. Prós e contras

Como tudo neste mundo, a globalização tem vantagens e inconvenientes que saltam á vista a cada momento. É pena que os governantes mundiais não tenham resistido às pressões dos poderosos agentes económicos e financeiros, por forma a darem prioridade ás condições de vida dos povos.

Aspectos positivos:

Neste momento está bem visível o efeito altamente positivo da aldeia global na forma como, em poucos dias, se congregaram esforços, além de todos os organismos estatais, de empresas e entidades de muitos países para socorrer os 33 mineiros chilenos soterrados a 700 metros de profundidade na mina de S. José. Sem esse esforço colectivo e bem coordenado os mineiros teriam sucumbido, porque os recursos locais, a começar pelos da empresa mineira, estariam muito longe de serem suficientes.

Aspectos negativos:

A geoeconomia, avançou rápida e despudoradamente pelo mundo, ignorando fronteiras e regras, sem controlo e, além de ter causado a grave crise de que ainda não se levantou a cabeça, tem impedido uma reestruturação eficaz dos circuitos financeiros e, pelo contrário, tem feito surgir «soluções» que aparentam ser factores de maior perigo no futuro, Quem sofre, quem serve de mexilhão e de relva dos estádios de futebol são os países com maiores debilidades e as populações mais desprotegidas.

Já circulam notícias de compra das dívidas públicas dos países europeus em maior dificuldade pela China para resolver o seu próprio problema cambial. Daqui resultará um pormenorizado acompanhamento das contas públicas de tais países, um pressionamento mais ou menos discreto e a dependência progressiva e em espiral do novo «protector». Trata-se de uma forma de colonialismo pacífico, sem armas nem guerras, mas muito dominador e sem dar lugar a formas de luta e reivindicações com hipóteses de êxito.

A ONU deve, sem demora, encarar este grave problema que ameaça a humanidade nos próximos tempos, colocando em perigo as condições de vida dos nossos descendentes que dirão o pior das gerações dos seus pais e avós.

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Poeta fala por metáforas

Notícia datada de dia 13 cita Alegre, candidato a PR e Chefe Supremo das Forças Armadas a acusar “O Presidente [da República] tem feito deslocações, visitas aos seus bastiões eleitorais, inclusivamente em sítios onde, segundo me disseram, vão recrutar crianças às escolas com bandeirinhas, como em tempos que deviam estar no passado”.

Notícia do dia seguinte informa que «O director da campanha de Manuel Alegre, Duarte Cordeiro, desvalorizou hoje as acusações do candidato apoiado pelo PS e BE. Segundo Cordeiro, as declarações do escritor, proferidas após a inauguração da sede de campanha em Lisboa, foram “em sentido metafórico”: “O que o candidato queria dizer era que há iniciativas cénicas num momento difícil, obviamente, numa perspectiva de montar cenários”.

De um poeta aceitam-se fantasias, metáforas, imaginações oníricas e outros artifícios que valorizam e dão cor às suas obras literárias. Mas de um candidato a PR seria de esperar rigor e verdade e não constatar que o que diz são metáforas. Como saberemos quando fala com verdade e convicção? Como saberemos quando fala das realidades nacionais e não das suas fantasias poéticas e metafóricas? Como saberemos que na sua mente já está ultrapassada a fase da propaganda «metafórica» da Rádio Argel? Estas incertezas não beneficiam o valor do candidato, segundo a apreciação das pessoas que ultrapassam o âmbito da propaganda ilusória e vão até ao fundo da avaliação das capacidades para o cargo a que se propõe.

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palavras sem «palavra»

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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Decisões devem ser bem preparadas

Um amigo de há mais de meio século que muito admiro e respeito não gosta de se expor em comentários nos blogs, como acontece com muitos outros, mas costuma enviar por e-mail comentários muito relevantes e profundos sobre temas de grande interesse nacional.

No último, a propósito de um tema que anda a circular por e-mail, diz:«Vê-se que a coisa não tem cor, vê-se que há muita gente sem decoro, vê-se que é – ou parece – um trabalho profundo de jornalismo num objectivo louvável, mas que contém muita mesquinhez e populismo jornalístico (…) Acho que se deve olhar para a questão com um olhar muito crítico e corrector, em que estou suficientemente à-vontade. Queres considerar um aspecto positivo no meio de tanta porcaria ? (…)»

Em resposta, disse-lhe que a troca de e-mails é um direito e, nalguns casos, dever dos cidadãos. Faz parte da democracia, da ética de cidadania. O cidadão não é obrigado ao rigor dos dados nem da sua apresentação. Quanto a rigor, os nossos legisladores e governantes, apesar de serem responsáveis, também não o conhecem em absoluto e, depois de decisões, têm de fazer sucessivas alterações e recuos. E hoje negam o que disseram ontem.

Vejo estes casos que podem repugnar os mais radicais na adoração do rigor, com tolerância interpretando-os como alertas, embora toscos, para que os responsáveis os esmiúcem e ponham de lado ou aproveitem, nas suas preparações da decisão, se é que preparam as decisões.

Aos responsáveis pela preparação das decisões é imperiosa a ponderação dos problemas, dos dados condicionantes, dos efeitos previsíveis, para não empurrarem os responsáveis finais para decisões desastrosas. Porém, não devem deixar de ter em atenção dicas que permitam ver aspectos que inicialmente poderiam ficar ignorados. Isso deve passar-se agora com o orçamento e com a prometida revisão constitucional

Esse amigo teve, como eu, um professor que, quando se tratava da preparação de decisões, ao chegar ao ponto 3. da metodologia referida em «Pensar entes de decidir» dizia «agora, durante cinco minutos a asneira é livre», a fim de na elaboração da lista das hipóteses de solução, nada ficasse por analisar por parecer menos lógico. Mas depois, nos pontos seguintes, tais hipóteses são analisadas com pormenor, comparadas, quanto a custos, a resultados previsíveis e efeitos subsequentes, a fim de ser escolhida a melhor que depois é esmiuçada por forma a elaborar o planeamento, a programação para a cabal concretização.

Com isto quer dizer-se que convém deixar que «a asneira seja livre», deixar que as pessoas se habituem a criticar tudo o que lêem e ouvem, para não se deixarem enganar por artimanhas de propagandas falaciosas. Esta maneira de ver a ética da cidadania repercute-se no voto para que não caia, cegamente, no candidato bafejado pelas sondagens, pela boa aparência, pelas palavras que, pelo tom são mais convincentes mesmo que não sejam compreendidas, mas sim que ele traduza o resultado de um raciocínio livre de cada cidadão, com base na informação de que disponha e num raciocínio orientado para os interesses nacionais. E assim, só deve acreditar-se naquilo que se compreenda e seja aprovado pelo crivo do próprio raciocínio.

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Políticos parecem estar a adquirir bom senso !!!

Segundo a notícia PCP quer reduzir pessoal nos gabinetes do Governo, é preciso combater o desperdício dos dinheiros públicos, para o que tem que haver redução para metade do número de pessoal dos gabinetes dos membros do Governo e de todos os altos cargos do Estado com gabinetes equiparados ao de ministro.

Também o CDS-PP tinha já defendido que os cortes nas gorduras do Estado também passam pela redução para um máximo de cinco membros dos Conselhos de Administração de Empresas Públicas.

É sinal de que o bom senso está a penetrar no crânio hermético dos políticos e estão a ter coragem de apontar pistas para soluções racionais.

Para este blog tais ideias não são originais e pecam por serem tardias, pois já aqui, por diversas vezes, publicámos posts estimulando análises no sentido que parece que os políticos estão agora a defender. Oxalá encarem as soluções os problemas do País com sentido de Estado e de responsabilidade, imbuídos de sólida ética de cidadania.

Eis alguns dos posts sobre este tema:

- Onde se cortam as despesas públicas???
- Em Portugal não é assim !!! Somos um País «rico» !!!
- Dezenas de institutos públicos a extinguir
- A crise exige líderes válidos
- Para salvar Portugal

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Portugal no Conselho de Segurança

Os portugueses estamos de parabéns por Portugal ter sido eleito para o Conselho de Segurança da ONU, o que representa um êxito da diplomacia, uma honra, uma oportunidade e uma responsabilidade de contribuir para o futuro da humanidade.
Esperemos que no principal areópago mundial os nossos compatriotas actuem de forma mais sensata do que têm feito dentro de portas.
Se for bem aproveitada, pode ser a oportunidade de restaurar o prestígio do canto mais ocidental do Velho Continente.

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Crise e Orçamento

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

No Portugal, País de Históría

Transcrição de ficção que, ao contrário da que lançou o Lobo Antunes em guerra com os ex-combatentes, tem muito de comum com a realidade recente e actual:

A história da carochinha

DN. 101011. por João César Das Neves, naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

Era uma vez uma carochinha que um belo dia andava a varrer a casa e encontrou uma moeda nova. Bem, não era propriamente uma moeda, mas apenas um papelinho, chamado Tratado de Maastricht, que dizia que, se ela se portasse bem, um dia podia ter a moeda única. A carochinha ficou muito contente, vestiu o seu melhor vestido e pôs-se à janela a cantar:

- Quem quer casar com a carochinha, que é formosa e bonitinha?

Passou por ali naquela altura um leão, chamado Cavaco, que disse: "Quero eu! Quero eu!" Mas o leão rugia muito alto, e garantia que para ter uma moeda única era preciso trabalhar, ter competitividade e vencer o desafio europeu. A carochinha respondeu:

- Ai que voz essa? Com tanto barulho não me deixas dormir! Contigo é que não quero casar!

O leão foi-se embora, voltando para a sua universidade, e a carochinha tornou a cantar:

- Quem quer casar com a carochinha, que é formosa e bonitinha?

Passou então um pato chamado Guterres, que disse "Quero eu! Quero eu!" O pato Guterres tinha uma viola e cantava muito bem sobre diálogo, coração, paixão da educação e outras coisas lindas. Foi então que veio a notícia de que a carochinha tinha sido aceite na moeda nova, o euro. Ficaram os dois muito contentes e, como estavam mesmo a planear casar-se, o pato comprou um grande caldeirão.

Durante um tempo os dois pareciam muito felizes mas, como o caldeirão tinha um furo, o pato gastava cada vez mais dinheiro para o encher e começaram a endividar-se nas mercearias das redondezas. A dívida externa da carochinha, que era de 8% do PIB quando o pato chegou, já ia nos 50%. Então o pato fugiu. Diz-se que foi cantar para a ONU, e de vez em quando ainda se ouvem as suas músicas na televisão.

A pobre carochinha, com a moeda única e a dívida do caldeirão a subir, foi de novo pôr-se à janela à procura de marido, cantando a sua canção. Nessa altura passou por ali o coelho Barroso, muito saltitão, que disse "Quero eu! Quero eu!"

Quando viu a situação, o coelho Barroso achou que a carochinha estava de tanga e começou a rugir como o leão. Só que agora, como de qualquer maneira não conseguia dormir de aflição por causa da dívida, a carochinha lá se conformou com o barulho, desde que se fizesse alguma coisa para resolver o buraco no fundo do caldeirão.

O coelho até tinha bons planos, mas um belo dia passou por ali uma carochinha belga, muito bonita e muito rica. Ela e o coelho apaixonaram-se e fugiram juntos, deixando a carochinha outra vez sozinha com a moeda única e o caldeirão. E já voltou a pobre à janela e à sua canção.

Até que passou por ali o belo galo Santana, que cantava muito bem. Só que o pai da carochinha, que não gostava nada de galos, expulsou-o rapidamente e eles nem tiveram tempo de conversar.

Mais uma vez a pobre carochinha teve de regressar à sua janela e à sua canção, enquanto a dívida externa do caldeirão já ia nos 65% do PIB. Passou finalmente o José Ratão, que disse logo que resolvia tudo. Este não rugia, como o leão ou o coelho, nem cantava, como o pato ou o galo. O que ele fazia era falar. Falava, falava muito. Tinha imensas ideias excelentes. Dizia que a solução era o Simplex, as reformas da administração pública, Segurança Social e outras coisas, e até ia conseguir tirar do caldeirão grandes obras, como o TGV, aeroportos e auto-estradas, tudo em parcerias público-privadas baratíssimas.

A carochinha ficou apaixonada e decidiu casar-se depressa até porque, apesar da conversa do José, as coisas estavam cada vez pior. Não só a dívida já ia acima dos 100% do PIB, mas na aldeia falava-se de uma vizinha, a carochinha grega, também solteira e com um caldeirão ainda maior, a quem as mercearias já ameaçavam atirar ao lobo FMI. Mas o Ratão sossegou-a, garantindo que a culpa da situação era das agências de rating e que ele resolveria tudo com PEC. Só que, quando se debruçava no caldeirão para tapar o buraco com o terceiro PEC, caiu lá dentro.

Assim acaba a história da linda Carochinha que achou uma moeda e do seu José Ratão, que morreu cozido e assado no caldeirão.

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