segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

REGIONALIZAÇÃO É CASO A PONDERAR


Regionalização poderá ser uma solução a escolher de entre outras possíveis. Um amigo, pessoa muito esclarecida, receia que ela «não passe de um expediente para aumentar os tachos políticos» E que, «perante casos como a Madeira, com a tendência portuguesa para as coisas correrem mal, o melhor (e mais barato) será deixar as coisas como estão».

Não me comprometo com qualquer solução sem que sejam bem apreciadas todas as possibilidades para, de entre elas, ser escolhida a melhor quanto a quociente de vantagens e inconvenientes. Mas não consigo deixar-me vencer pela tentação da rotina, do deixa andar, do mudar para ficar tudo na mesma. Parar é morrer. É certo que a mudança traz riscos e obriga ao esforço da adaptação da vista à nova paisagem, à criação de novas rotinas. Não me comprometo com um qualquer tipo de mudança, mas no artigo aqui publicado anteriormente, citei vários pensadores para se meditar que a mudança não deve ser um faz-de-conta, mas sim uma alteração profunda de procedimentos de sistemas, de pessoas, de partidos.

Há que acabar com um Estado despesista e inoperante, que vive da política de fachada e nada muda, promete reformas e nem lhes toca. Onde está a limitação do abuso de «FUNDAÇÕES» financiadas pelo Estado?. Onde está o decisivo corte da burocracia e da CORRUPÇÃO que ela gera? Onde está a legislação que permite condenar o enriquecimento ilícito?. Parar é morrer. A mudança é significado de vida, de seguir a lição da Natureza. A água do rio não para (a não ser ocasionalmente, para ganhar força e vencer um obstáculo que não pode tornear. Quando pára, morre, num pântano pestilento.

Imagem de arquivo

2 comentários:

Fernando Vouga disse...

Caro João Soares

Estou a lembrar-me de Cavaco Silva, ao tempo PM em vias de perder o cargo, a afirmar que a regionalização só servia para criar mais tachos para os políticos. As palavras não eram decerto estas mas a ideia era.
Claro que se torna urgente uma reforma do Estado. Mas para simplificar e não para complicar. O que é preciso é haver menos ministérios, menos burocracia, menos gente a mandar.As leis terão de ser mais simples, fáceis de entender, impossíveis de tornear e iguais para todos. Há que acabar com as imunidades e outros privilégios. E por aí fora.
O exemplo da Madeira é paradigmático. Foi um desastre que estamos a pagar muito caro. E se Jardim, com o seu feitio mandão e prepotente, fez o que fez, é porque o sistema o permitiu. Algo impossível no tempo "da outra senhora".
E lá diz o Murphy: "se uma coisa pode correr mal, vai correr mal de certeza"...

A. João Soares disse...

Caro Fernando Vouga

Não posso deixar de concordar contigo e com o Murphy. A imperfeição humana, a tendência para o erro e a degradação acentuada de que temos vindo a sofrer leva-nos a não esperar boas intenções. Por outro lado, não podemos curar a patologia existente na nossa «classe» política usando os agentes infecciosos que a geraram. Esta malta que só sabe viver à custa do dinheiro dos contribuintes, tem que ser afastada dos cofres de que tem abusado. O sistema tem que ser todo o revisto. A REFORMA ESTRUTURAL DO ESTADO tem que dar os resultados que esperados da sua designação. Tem que ser elaborada com cabeça, tronco e membros. Quem constituirá o grupo de trabalho que a levará a efeito?
Será que antes disso seremos islamizados?
Todas as achegas que pudermos dar poderão ser um contributo para o despertar de valores éticos que a
estão adormecidos.
Abraço
A João Soares