sexta-feira, 26 de maio de 2023

PORTUGAL PRECISA DE BOA POLÍTICA

PORTUGAL PRECISA DE BOA POLÍTICA


(Public em  DIABO nº 2421 de 26-05-2023. pág 16, por António João Soares) 

 

A competição eleitoral não deve ser encarada pela troca, mesmo que não seja demasiado acesa, de insultos e impropérios arremessados entre partidos, como se estes fossem clubes desportivos ou grupos rivais de indesejáveis, enfim rivalidades de baixo nível.

 

A conquista de votos não deve sujeitar-se a esses meios de luta mas, pelo contrário, basear-se na demonstração de reconhecida competência e boa preparação, com ideias e iniciativas que demonstrem a capacidade governativa dos candidatos eleitorais. Os cidadãos eleitores gostam de participar com o seu voto, tendo a mais garantida esperança de um futuro mais prometedor para o interesse nacional e para uma melhor qualidade de vida da população. Quando não vêm sinais convincentes de tais valores. Decidem-se pela abstenção. Não é por acaso que esta tem atingido valores muito elevados.

 

Para ser obtido o melhor resultado eleitoral, em cada dia que passa, o cidadão precisa de ver a capacidade dos partidos, na preparação do futuro que deseja para o País que já foi exponencialmente brilhante e que hoje se encontra muito abaixo desse êxito e com necessidade de restaurar valores dignos dos momentos mais altos da história. Recordo-me de que no primeiro texto que aqui publiquei, em 20 de setembro de 2016, onde expus algumas ideias para se encarar de forma positiva a estratégia da obtenção dos melhores benefícios para o País e para o futuro de um partido que esteja na oposição, esperando obter condições para um bom resultado eleitoral. Essa estratégia foi repetida várias vezes em textos posteriores. O facto de, na oposição, não estar em condições de tomar decisões legislativas, não impede a liberdade de análise isenta dos problemas fundamentais do País e de esboçar soluções adequadas à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e ao desenvolvimento da economia e enriquecimento nacional. E se isso for objecto de proposta e for materializado e se o poder em função utilizar esses dados, nada prejudica os direitos de autor que os difundirá de forma visível, servindo-se disso para a valorização da sua imagem.

 

A passagem pela oposição deve ser aproveitada como estágio de preparação para uma futura governação. Será uma forma de promoção que não ofenderá ninguém. Sem críticas ignominiosas mostra aos eleitores que existe uma boa estratégia, bem estruturada, organizada e com possibilidade de ser programada que atrai votos por ser geradora de um futuro promissor, com benefícios para o Estado e para a generalidade dos cidadãos. Os colaboradores do líder devem ser pessoas com boa qualidade moral e intelectual, competência profissional e terem preparação política.

 

Mas, infelizmente, em vez deste procedimento, eficazmente positivo, construtivo e patriótico, depara-se com a crítica destrutiva e negativa, própria de mentalidade de miúdos traquinas, em luta pelo poder que atrasa ou impede a construção que desejamos e que beneficiará Portugal.  É conveniente mentalizar os cidadãos para a preparação do dia de amanhã, com o futuro mais risonho possível, pois este resultará do esforço colectivo de todos. E, assim, se preparará um estado de governação fruto de profunda meditação, com a ajuda de vasto leque dos melhores colaboradores. Esse tem sido o meu objectivo ao preparar os meus quase três centenas e meia de textos já publicados.

 

Temos que ter presente que um político deve habituar-se e treinar-se a colocar o interesse nacional acima de qualquer interesse pessoal. Deve ter presente que a amizade, a paz, a harmonia e o respeito mútuo são mais importantes do que os benefícios financeiros ou a obtenção do poder.

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