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segunda-feira, 30 de março de 2015

CASO BES É O PARADIGMA DA CORRUPÇÃO LEGAL


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sábado, 31 de janeiro de 2015

DESTINO DA FORTUNA DO BES

Transcrição de e-mail recebido em 30-01-2014:

Descobriu-se Quem Tem A Fortuna Desaparecida Do BES!

Alegadamente, mais de 3 mil milhões de euros, transferidos para o BES Angola, desapareceram. Na comissão de inquérito, os ex-administradores do BES disseram nada saber.
A polícia portuguesa parece incapaz de descobrir o destino do dinheiro.

Mas Paulo de Morais, vice-presidente da Associação de Integridade e Transparência, sabe onde está o dinheiro, sabe quem o tem e também quanto cada pessoa recebeu. Neste impressionante vídeo, Paulo de Morais não esconde o jogo e nomeia individualmente cada um dos recipientes da fortuna que desapareceu do BES, a mesma fortuna que as autoridades parecem relutantes em perseguir e que todos nós estamos a pagar.

UNS NÃO SABEM, OU NÃO QUEREM SABER, MAS OUTROS SEM QUERER SABER, SABEM AS COISAS. ISTO NÃO SERÁ DEMAIS PARA AS NOSSAS CABEÇAS?

É esclarecedor ver o vídeo:


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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

DEVIAM ESTAR TODOS PRESOS. E PORQUE NÃO ESTÃO???


Deviam estar todos presos...

Expresso. Nicolau Santos (Recebido por e-mail)

Se deviam estar todos presos – e a maioria dos portugueses pensa que sim – porque é que não estão?
(Resposta no fim)

Até agora considerava-se que, entre todos os bancos portugueses que tiveram problemas, só o BPN era verdadeiramente um caso de polícia. Mas à medida que se conhecem mais pormenores sobre o que se passou nos últimos meses no BES cada vez temos mais a certeza que estamos perante um segundo caso de polícia. Daí a pergunta: porque é que não estão todos presos?

Se não, vejamos. Depois de ter sido proibido pelo Banco de Portugal de continuar a conceder novos créditos ao Grupo Espírito Santo a partir de Janeiro deste ano, o BES continuou a fazê-lo - e, segundo as indicações, fê-lo no montante de 1,2 mil milhões de euros. E das duas uma: ou fê-lo com conhecimento de toda a administração, que sabia da proibição do Banco de Portugal; ou fê-lo por decisão de apenas duas pessoas - Ricardo Salgado e Amílcar Morais Pires.

No primeiro caso, todos deviam estar já presos; no segundo, os dois deviam estar detidos. Para além de desobedecerem ao banco central, lesaram gravemente o património do banco, sabendo conscientemente que o estavam a fazer.

Quanto aos outros membros do conselho de administração, se não foram coniventes, foram pelo menos incompetentes. Tinham responsabilidades em várias áreas de controlo da actividade do banco e ou não deram por nada ou, se deram, não fizeram nada. Por isso, fez muito bem o Banco de Portugal em afastar Joaquim Goes, António Souto e Rui Silveira.

Mas e a Tranquilidade?

A Tranquilidade que também continuou a investir em empresas do GES este ano sabendo do estado em que se encontravam?

O presidente executivo Pedro Brito e Cunha, que é primo de Ricardo Salgado, tomou essas decisões com base em quê?

Na relação familiar, como é óbvio. Devia estar detido igualmente.

Lesou gravemente e de forma consciente o património da seguradora. E Rui Leão Martinho, o presidente não executivo da Tranquilidade e ex-presidente do Instituto de Seguros de Portugal, não sabia de nada?

De novo, das duas uma: ou é incompetente ou foi conivente. Em qualquer caso, já se devia ter demitido ou ter sido demitido. Mas a verdade é que o Instituto de Seguros de Portugal parece estar perdido em combate. O presidente José Almaça não tem nada para dizer?

Não tem nada para fazer?

Já agora, António Souto, que o BdP suspendeu da administração do BES é membro do conselho de administração da Tranquilidade. Vai continuar neste cargo?

E Rui Silveira, igualmente afastado da administração do BES, é do conselho fiscal da Tranquilidade. Também se vai manter na seguradora?

Por tudo isto se vê o polvo em que se tornou o GES, tendo no seu centro o BES. Nem todos têm as mesmas responsabilidades. Mas há vários dos seus dirigentes que já deviam estar detidos e sem direito a caução pelos danos que estão a causar a muitos dos que neles País confiaram e ao próprio País.

Então, a pergunta é:
- Porque é que não estão todos presos?

E a resposta, óbvia, só pode ser:
- Porque eles são, de facto, os donos disto tudo. Das leis, da Justiça, dos governos, do parlamento. E, por consequência, de todos nós.

Não ouviram, na passada terça-feira, na Assembleia da República, a propósito da destruição da PT devido ao caso BES – e às opções dos seus gurus – Pedro Passos Coelho dizer que não é nada com ele?

Mesmo que o país perca milhões com isso, nacionalizar está fora de questão?

Só se podem nacionalizar os prejuízos, não é verdade?

E tu deixas…?

Imagem do Google

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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

SALGADO TEVE AZAR E MERECE A NOSSA CARIDADE !!!

Os portugueses, estamos na perspectiva de novos sacrifícios, ou na continuação agravada daqueles que temos sofrido durante os últimos três anos, porque está a desenhar-se uma sintonia preocupante para «salvar» Ricardo Salgado. Usa-se conceito igual ao dedicado ao amigo que morreu de cancro nos pulmões, coitado, porque fumava desalmadamente, ou a outro que morreu de cancro no fígado, coitado, porque bebia demasiado whisky.

Além de Portugal e dos portugueses em geral, via danos na economia, também são atingidos os depósitos de ex-gestores e grandes accionistas do BES sem direito ao fundo de garantia, e também os familiares, pois,  nenhum membro da família Espírito Santo está a conseguir levantar dinheiro do BES, mas o ministro Pires de Lima não hesitou em tomar a atitude de caridade semelhante aos casos de cancro atrás referidos, dizendo que "é seguramente uma adversidade o que aconteceu no BES".

E Salgado, o homem honesto e cuidadoso que sempre geriu os negócios com muito rigor, sem projectos que não pudesse cumprir com honra e oportunidade, sem ambições irrealistas. procura merecer as palavras de Pires de Lima ao prometer que “vou lutar pela honra e dignidade, minha e da minha família”.

Curiosamente, parece que a nova equipa do Novo Banco, talvez em discordância com a intenção inicial do BdP concorda com a caridade atrás referida ou foi a isso obrigada por pressões do sistema financeiro nacional ou talvez mundial e assim saiu a notícia Novo Banco pode reembolsar dívida do GES para manter a confiança dos clientes. Em que irá ficar este tiro de pólvora seca? A opacidade do caso e a malha demasiado enredada, com muitos interesses em conflito, não é de bom agouro para os portugueses que são os ternos pagadores dos erros da «elite iluminada».

Entretanto João Semedo, um indivíduo zeloso pelos interesses de Portugal e dos portugueses, estando atento e não querendo comer gato por lebre, ficou com dúvidas como é que Carlos Costa do BdP comunicou uma decisão com dados adquiridos à última hora quando 24 horas antes ela tinha sido anunciada com muito pormenor e perguntou "como soube Marques Mendes 24 horas antes o que ia ser dito?". Com esta dúvida e os movimentos de caridade esboçados, justifica-se o título do artigo BES/GES um caso cada vez mais opaco.

E o que nos leva a fazer esforço para procurar ver através da opacidade é o facto de esta ser cada vez mais espessa, principalmente quando o PSD afirma com ar autoritário que Governo “está fora de suspeita” nas fugas de informação. Estará mesmo? Em que se baseou Pires de Lima quando disse o que ficou atrás e como se justificam as palavras de muito rigor ditas pelo Conselheiro de Estado e comentador considerado «porta-voz» do Governo?

A João Soares. 14-08-2014
Imagem de arquivo

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quarta-feira, 18 de junho de 2014

BES ESTÁ A ENGANAR CLIENTES MENOS INFORMADOS

BES está a enganar clientes menos informados

Transcrição de texto recebido por e-mail. Peço a quem tenha melhor informação para a divulgar em complemento desta. É nosso dever contribuir para evitar que o povo seja enganado.

Banco Espírito Santo (BES) - o novo BPP ?

Nota: Leiam com atenção este blog. Mantive-o curto e espero que de fácil entendimento. Para protecção de todos nós, divulguem-no ao máximo possível. Os dados descritos são 100% factuais e de fácil verificação.

O BES está a usar as mesmas tácticas que o BPP.
O BES está a comercializar, de forma agressiva, um produto obrigacionista do próprio BES, para se auto financiar, fazendo com que os clientes do BES transformem Depósitos a Prazo, que estão cobertos pelo Fundo de Garantia (até 100,000 euros) em Obrigações do BES, sem qualquer protecção!

Factos:

1) O BES está a telefonar aos clientes com Depósitos a Prazo CR7

 2) O BES está a sugerir em vez do CR7 uma Obrigação BES (ISIN: XS0782021140). O ISIN é o identificador do Produto registado na CMVM. Corresponde ao ISBN dos livros.

3) Esta Obrigação BES, por ser uma Obrigação, não é um Depósito a Prazo. Os clientes não tem qualquer protecção, se o BES for à falência ou se houver problemas graves.

 4) Os comerciais do BES apenas falam dos juros da Obrigação BES, mas não referem:

 4a) Que a Obrigação BES não tem qualquer protecção para os depositantes

 4b) Que existe uma penalização na venda da Obrigação de 3%, O que quer dizer que, se comprar a Obrigação e a vender um mês depois, perde imediatamente 3% do Capital. Estamos a falar de 3% do Capital, não dos juros.

 4c) A Obrigação não tem qualquer liquidez, mesmo em mercado secundário, porque é uma colocação privada. Isto é, o BES controla totalmente o preço. Pode acordar um dia e ver que perdeu 50% do capital. Quem ganhou? O próprio BES !!! Esteve a trabalhar uma vida inteira e as suas poupanças estão agora a ser utilizadas para capitalizar o BES.

 4d) Ou seja, a valorização do seu dinheiro agora depende do que o próprio BES acha que vale, pois tem uma capacidade imensa de manipulação do preço, uma vez que tem uma baixíssima liquidez.

 5) O BES é o único dos 4 grandes Bancos Portugueses que não teve (ainda) ajuda do Estado. Mas está a usar manobras agressivas e ilegais de financiamento.

6) Os comerciais do BES não estão a respeitar os deveres impostos pela CMVM e pelo Banco de Portugal de explicação do produto, perfilagem do risco do cliente e explicação dos riscos. Aproveitam-se das relações de confiança e emocionais com os clientes. Isto é especialmente verdade com a população sénior, mais vulnerável pelo seu conhecimento mais limitado de mercados. 

 7) O Dr. Ricardo Salgado na apresentação de resultados em finais de Julho de 2013 comunicou prejuízos de mais de 200 milhões de euros. Os rácios de solvabilidade desceram de 10,9% para 10,4%, pouco acima dos 10% exigidos. Disse que tem ao seu dispor "um número de alavancas para capitalizar o Banco". Sabemos agora quais são, transformar os Depósitos a Prazo em Obrigações do BES com uma maturidade a perder de vista (2018 ou 2019). (já que os comerciais não informam que a maturidade é a altura em que as obrigações vencem, ou seja, quando lhe devolvem finalmente o capital ... caso contrário se não esperar até 2018 fica sem 3% do capital como já vimos).

 Lembram-se do BPP ? Dos depósitos maravilha do BPP que supostamente davam 8% ?

 Afinal não foram considerados depósitos! Afinal não estavam garantidos! Afinal os clientes ficaram sem nada.

Só pode ser consideradas acções de negligência grosseira ou má-fé as políticas extremamente agressivas de comercialização destas obrigações. (se precisarem de se lembrar de mais episódios lembrem-se das Obrigações Covertíveis BES onde os detentores das Obrigações perderam mais de 50% também... foi mais uma "alavanca de capitalização" agressiva).

 Acções a Tomar:

1) NUNCA converter Depósitos a Prazo em outros produtos, nomeadamente Obrigações ou Acções do BES. Em Depósitos a Prazo não corre riscos,a não ser que lhos venham a considerar como não depósitos a prazo, como no BPP!... Em Obrigações ou Acções do BES se algo correr mal ao BES fica sem o dinheiro (lembre-se do Banco Privado Português) ?

 2) Se lhe apresentarem um impresso "Operações Sobre Instrumentos Financeiros" é porque a coisa já está a correr mal. É precisamente esse impresso que indica que quer fazer a subscrição das Obrigações e que conhece o risco de mercado. Não Assine.

 3) Se o impresso tiver o ISIN: XS0782021140, é precisamente destas obrigações que estamos a falar. Mas podem existir outras!!!

 Cuidado. 

 4) Se tiver no seu Extracto "Compra Fora de Bolsa BES LDN6", já correu mal. Já tem Obrigações. Era mesmo isso que queria, ficar sem a protecção do seu dinheiro ao abrigo da Garantia de Depósitos? Se não era, reclame ! Junto do BES, mas mais importante junto da CMVM e Banco de Portugal, onde já não está o Victor Constâncio e, por isso, talvez valha a pena reclamar:  
5) Agora, que já verificou a sua situação, ajude a comunidade.

 O BES está a transformar milhares de depósitos de idosos e pessoas com menos conhecimentos em Obrigações BES, para seu proveito próprio.
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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

EM QUE MÃOS ESTÁ O PODER REAL?


Transcrição de artigo:

O regime treme com o BES
17 de Novembro, 2013por Pedro d'Anunciação

A propósito da crise no BES, que começou com as denúncias de comportamentos pouco éticos do seu presidente, Ricardo Salgado, e acabou com enfrentamentos fortes e públicos dentro da família, alguém escreveu que se trata do Banco do Regime. Mas logo houve quem fosse mais longe, especificando que o BES é o próprio Regime em que vivemos.

Gosto desta última ideia. Afinal, foi o BES que movimentou peças essenciais do Regime, desde a PT à Controlinvest, passando pela Ongoing. E, muito antes de Sócrates querer atropelar jornais e jornalistas, já o BES fazia chantagem com estes, através da publicidade que controlava.

Quando imaginamos a corrupção do Governo, estamos a vê-la no BES – que troca animadamente gestores do grupo com membros do Executivo ou das empresas essenciais do País.

E ao sabermos que o presidente do BES assumiu calmamente, e sem complexos nenhuns, ter-se esquecido simplesmente de declarar uns milhões de ganhos, apressando-se sem mais problemas a emendar a situação, porque lhe convinha, podemos estar certos de que algum ministro ou ex-ministro poderia não se coibir de fazer o mesmo.

Pior: ficámos a saber que o presidente do BES considera natural, e fá-lo, um presidente de um Banco acumular com o seu super-ordenado uns gordos extras a assessorar pessoalmente clientes do próprio Banco. Podridão que não nos admiraríamos de ver em políticos do Regime.

Sim, o BES não é apenas o Banco do Regime, mas o próprio Regime. Se a zanga da família Espírito Santo vai ao ponto de levar a investigações minuciosas dentro do GES, talvez não seja apenas o BES, e a família dos seus proprietários, a dar um enorme trambolhão – talvez seja o Regime todo a escancarar-se no chão.

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