Em países como a Espanha, Itália e Irlanda, deixar uma turma entregue a si própria quando um professor falta é uma ideia considerada, no mínimo, inconcebível. E há muito que existem soluções para o evitar. "Do ponto de vista penal e administrativo, os professores são responsáveis pelo que se passa com os seus alunos no tempo de aulas", explica o italiano, que pede para ser identificado como fonte do ministério. "Desde que chegam à escola até ao momento em que saem, os alunos devem ser seguidos. Quer pelos professores, nas aulas, quer pelos administrativos." Uma regra que se aplica "até aos 18 anos".
NOTA: Este extracto de uma notícia do Diário de Notícias de 2 de Dezembro torna bem evidente do atraso da nossa sociedade e a tendência para se prolongar por muitos mais anos. É considerado ponto assente que o principal motor do desenvolvimento económico e social de um País é a educação, o ensino. Ora se os professores só pensam em chegar ao «generalato» da sua carreira, sem serem avaliados, e se opõem às aulas de substituição que em países mais desenvolvidos são consideradas coisa não só normal como absolutamente lógica e indispensável, quem será que vai ensinar as nossas crianças a tornarem-se adultos responsáveis e capazes de gerirem as suas vidas, as suas empresas e o Estado? O que nos reservará o futuro?
Penso que vale a pena meditarmos nestes pormenores, tendo em vista os interesses nacionais, numa perspectiva de amanhã.
De cabo de esquadra
Há 10 horas
