
Na gestão da vida diária não devemos esquecer conhecimentos que todos sabemos e aceitamos mas que, por vezes, mesmo em situações críticas e essenciais, desprezamos.
Quando iniciamos uma viagem, temos por finalidade chegar ao destino em boas condições e com os menores custos (de todos os géneros), estudando os itinerários possíveis, escolhendo o melhor e depois conduzindo o veículo de forma permanentemente controlada, com pequenos toques no volante, uso da caixa de velocidades, do acelerador, do travão e da embraiagem, contornando as dificuldades. Em caso de obstáculo não contornável, há que recorrer a itinerário alternativo, sempre com a preocupação de não perder de vista a FINALIDADE pretendida.
Vem isto a propósito da notícia Troika diz que a execução do memorando “vai no bom caminho”, porque surgem dúvidas sobre qual o objectivo que se pretende atingir com esse «bom caminho» ou se ele foi escolhido por tecnocratas com olhos postos apenas nas contas do deve/haver, ou se se dignaram pensar que governar é procurar as melhores condições de vida para as pessoas no momento presente e no futuro.
E tais dúvidas são pertinentes porque o veículo está sendo avisado por sensores credíveis (este 1º e este 2º) de que há necessidade de correcções do rumo. A conduta é essencial tendo em conta as realidades de cada momento e não pode ficar presa obsessivamente à decisão inicial, «custe o que custar». As curvas da estrada devem ser geridas de forma correcta para não haver despistes e, se num cruzamento, se saiu pelo lado errado não deve ser adiado o recuo para voltar e adoptar o melhor sentido para enfrentar o objectivo pretendido. A única coisa que não pode ser alterada é o OBJECTIVO, partindo da hipótese de que foi bem estabelecido e definido, para a consecução da FINALIDADE .
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Ajustamentos são indispensáveis
sexta-feira, 14 de março de 2008
A olhar para trás não se vence a corrida
Os propagandistas do Governo festejam o seu terceiro aniversário com palavras fantasiosas, ilógicas irreais. Dizem que é preciso enfatizar os pontos positivos da governação e fazem-no com o máximo exagero publicitário e, espantosamente, afirmam com pretensioso ar convincente que não é preciso falar do que está mal.
Que erro e loucura essa! Qualquer motorista sabe que, se a viatura vai a circular normalmente na via, não é preciso accionar qualquer comando, nem a caixa de velocidades, nem o acelerador, nem o travão, nem o volante. Mas se algo não está bem é necessário e urgente accionar de forma adequada os comandos respectivos para que a rota seja corrigida a fim de evitar acidente e continuar de forma correcta. Também no atletismo, o corredor não perde tempo a olhar para trás, porque dessa forma arrisca não ganhar a corrida. O que necessita de medidas correctivas é que deve concentrar a atenção e os esforços de quem dirige, com a permanente preocupação de atingir as metas e os objectivos.
Estes exemplos de quem quer avançar mostram que seria sensato e prudente que os governantes perdessem menos tempo com auto-elogios propagandísticos e se concentrassem a fundo na correcção dos aspectos menos positivos a fim de a «viagem» chegar ao fim da melhor forma. Os resultados reais falarão por si. As pessoas saberão analisá-los.
Se os ilustres políticos não conseguem ver claramente aquilo que necessita de atenção, bastar-lhes-á ouvir os protestos da população acerca dos assuntos ligados à Educação, à Saúde, à Segurança Pública, à Justiça, à Defesa, etc. O contacto com as realidades do País, a que não estão habituados, senão para propaganda e captação de votos, poderá ser-lhes útil se procurarem compreender o que está a passar-se. O povo é sábio e, junto dele, pode aprender-se muito.
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A. João Soares
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Labels: conduta, governar, pontos negativos
