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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

CONSENSO SERÁ «MISSÃO IMPOSSÍVEL»???


Será que o consenso não será atingível, tal como tem acontecido e como foi um desapontamento em julho de 2013? Em vez de assédio ao PS, os oradores do congresso do PSD alinharam pela hostilidade. A agressividade ao seu principal opositor e alvo do desejo de entendimento. Contradição entre a ideia e as palavras, como tem sido timbre da actual coligação.

Tal contradição e ataques já foram denunciados pelo PS. Seguro explica a dificuldade de encarar as negociações por haver diferenças acentuadas das ideologias do Governo e do PS mas, das suas palavras, ressalta a possibilidade de procurar pontos de vista comuns em alguns aspectos práticos, com vista a melhorar a recuperação da crise.

Mas, do outro lado, Marco António Costa, no seu papel de mensageiro ou porta-voz do Governo, limita-se, com a arrogância, autoritarismo e teimosia habitual, a acusar o PS de não querer fazer consenso, sem explicação, evidenciando que o Governo não está disposto a fazer a mínima cedência e apenas querendo a submissão e o aplauso aos seus caprichos teimosos determinados, as suas «verdades», as suas «convicções»,etc. Foram estas «certezas que fizeram a dívida pública passar de 94,0% do PIB em 2010,para108,2% em 2011,124,1% em 2012 e 127,8% em 2013.

Observando as palavras de Seguro, parece poder concluir-se que, bem conversado, poderá chegar-se a uma solução desejável para bem dos portugueses que assente em cedências mútuas que aproximem as duas posições aparentemente irredutíveis por forma a adoptar medidas que possam merecer a concordância das partes em negociação. Mas, em vez de arrogância e altivez, terá de haver um namoro assente em patriotismo, sentido de responsabilidade e sentido de Estado.

Com a obsessão de evidenciar hostilidade permanente, não se gera esperança de ser dado um passo no sentido do entendimento. O certo é que, para este ser conseguido, nenhum dos possíveis desejados companheiros se mostra disposto a ser simplesmente muleta com total cedência, submissão e apoio gratuito a medidas que considera desadequadas e continuadoras dos erros anteriores.

Um conterrâneo, conhecedor da vida agrícola de outrora, sugere que se pense no trabalho da junta de bois, antes de haver tractores na agricultura, em que um na direita e outro na esquerda ambos puxavam convergentemente para a finalidade que lhes era importa pelo agricultor. Bom exemplo de trabalho de equipa, de cooperação. No caso actual o destino do País justifica as cedências que cada um deverá fazer.

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

CONSENSO ANTES QUE SEJA TARDE. PORQUÊ ???


Há pormenores curiosos e nada acontece por acaso. Porque será que Passos quer «consenso com o PS «antes que seja tarde»? O que significa ser tarde?

Não esqueçamos que o governo está na mão de uma dupla de inteligência diabólica mais teimosia determinada e, daí podem surgir grandes iniciativas em termos de golpes na manipulação mediática ou na propaganda para ofuscar a mente dos cidadãos menos selectivos.

Ora vejamos: O PS é a principal oposição ao Governo e vice-versa, como se deduz de múltiplas intervenções no Congresso do PSD. O PS, por interesse próprio ou por alegado interesses nacional,está interessado em que o Governo seja substituído, o que tem sido difícil por o PR ser um protector do PSD e um indeciso quanto a grandes decisões. Mas como o PS já foi vencedor das autárquicas, se vencer também as europeias, pode com tais resultados conseguir convencer o PR a decidir a realização de eleições antecipadas.

Ora, por isso, a dupla Passos-Portas tem todo o interesse em que o PS não vença as europeias e uma das várias tácticas será conseguir o consenso «antes que seja tarde», isto é, antes das europeias. Feito o consenso, o Seguro será desapoiado por muitos dos seus militantes que não gostam de o ver na posição der muleta da coligação actual.

E pode ficar a dúvida: Porque é que, então, muitos oradores do congresso não se contiveram de fazer ataques, exagerados ao PS e a Seguro? Pode haver duas razões, possivelmente acumuladas. Primeira, é que o PM e o VPM quiseram manter secreta esta sua manobra maquiavélica e não tiveram confiança nos papagaios do PSD para os informar (até por duvidarem que eles percebessem) do jogo arquitectado. Segunda, porque qualquer ataque a Seguro e elogios a António Costa ou a Sócrates (para não falar em outros virtuais candidatos) contribuirão para afectar a posição dos eleitores e, consequentemente, os resultados obtidos pelo PS nas europeias

Podem dizer que eles não são inteligentes e que não são defensores dos interesses nacionais, mas não deixam de ser espertos e diabolicamente maquiavélicos na defesa dos interesses próprios e dos seus partidos. Mas não evitaram deixar escapar o «antes que seja tarde».
O PS que se cuide.

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