O artigo PSD acusa Seguro de defender "política de bancarrota" vem na sequência do referido no post Façam propostas. Ajudem a sair da crise no qual se sugere que os partidos da oposição apresentem propostas para melhor solução dos problemas mais significativos em espírito de cooperação, de equipa, de colaboração, de convergência de esforços, para bem da Nação, para termos um futuro com melhores dias, novas auroras.
Convém ler o artigo indicado inicialmente que indica que o PS não quer apresentar alternativas, não quer cooperar na consolidação orçamental e na manutenção de um equilíbrio financeiro permanente.» "É lamentável que o PS, num momento em que se discutem as perspectivas financeiras no plano europeu, não esteja connosco a apresentar soluções que possam garantir a todos em Portugal e na Europa as condições que um Governo, seja ele qual for, deve assegurar no presente e no futuro"
Mas temos que encarar o facto de que colaborar, fazer trabalho, de equipa não é apoiar incondicionalmente uma ideia com que não se concorda, mas sim apresentar propostas e sugestões para que essa ideia seja consensual, adequada às realidades e tornada eficaz para bem da Nação.
É pena que os partidos não se esforcem por colocar acima de tudo os interesses nacionais, numa data em que todos somos poucos para resolver a crise que nos esmaga. É pena que não se use de lealdade a PORTUGAL e de verdade e transparência perante os cidadãos, para podermos ter «melhores dias e novas auroras» em vez de escuridão e convulsões.
Oxalá, as inteligências dos nossos políticos se iluminem a fim de saberem encontrar o caminho mais adequado para os portugueses de hoje e de amanhã.
Imagem de arquivo
domingo, 25 de novembro de 2012
Convergência entre partidos para bem da Nação não é fácil
sábado, 24 de novembro de 2012
Façam propostas. Ajudem a sair da crise.
Segundo esta notícia OE 2012. Líder do PS diz que "derrapagem orçamental podia ser evitada", o líder da oposição afirma aquilo que tem sido muitas vezes defendido por comentadores e opinadores conceituados, e que foi aqui referido várias vezes. A austeridade excessiva tem sido bloqueadora da economia e lesiva da qualidade de vida da maior parte da população.
Aplica-se aqui a frase de Manuel Carvalho da Silva em acordar do pesadelo: «A soberania do povo tem de ser assegurada e os portugueses terão de confrontar, mais do que nunca, cada partido com as suas propostas. Terão de exigir que todos apresentem programas de governação muito concretos e assegurar que os compromissos sejam respeitados.»
Segundo ela, seria bom que o líder do PS traduzisse as suas ideias em propostas positivas, expressas de forma clara e convincente com vista às medidas adequadas para a saída da crise, para o crescimento da economia e para a melhoria da vida dos portugueses. Há quem diga que não o faz, com receio de que tais medidas possam ser postas em prática pelo Governo. Mas, se fizer das suas propostas a devida publicidade terá o apoio dos eleitores que em devida altura lhe mostrarão de forma conveniente a sua gratidão.
Uma oportunidade que tem sido mal aproveitada pela oposição é a permanente evidência da sua capacidade de governar melhor para captar os votos em futuras eleições. Apresentem propostas positivas, porque o povo precisa de medidas correctas e saberá liga-las sempre aos seus autores. Os portugueses saberão confrontar os partidos com as propostas concretas que apresentarem, e não gostarão de camuflagens com promessas falsas, geradoras de esperanças ilusórias que se esfumam a breve prazo.
Precisa-se de cooperação, colaboração, convergência de esforços, enfim, espírito de equipa para bem da Nação. Precisamos de melhores dias, novas auroras.
Imagem de arquivo
sábado, 8 de dezembro de 2007
Debate de ideias é necessário
É vulgar ouvir-se dizer que o povo está desmotivado, que não se interessa em pensar nos verdadeiros problemas do País e que no momento do voto, ou se abstém ou vota em obediência aos slogans do partido com que simpatiza, sem pensar nos programas apresentados, nem na viabilidade das promessas de campanha.
Mas surgem indícios de que este panorama está a mudar. Se é verdade que a mudança será lenta e os resultados demorados, não deixa de ser um bom sinal a existência de vontade de mudar.
Hoje, o Diário de Notícias traz o artigo «Bases do PS querem mais ‘debate de ideias’» Segundo ele, em Grândola, à semelhança do que tem acontecido noutros pontos do País, os militantes socialistas lamentaram a carência de "debate de ideias" existente no partido e dizem ser chegada a hora de o PS procurar "reforçar o seu ideário". Segundo eles, há "alguma debilidade a este nível", faltando o tradicional debate "que está na génese deste partido", alertando para a importância de o PS voltar a "abrir-se à sociedade".
Segundo um dirigente, "as respostas imediatas que o mundo tem de dar aos grandes problemas secundarizam a concepção do ideário dos partidos". Ora, não se pretende um partido demasiado teórico e afastado dos grandes problemas que preocupam as populações, antes se torna necessária uma linha estratégica assente em valores definidos em debates de ideias largamente participados, tendo em vista os objectivos a atingir nos diversos sectores da actividade da sociedade.
Sem essa linha estratégica e um sistema de valores bem definido e estruturado numa interacção lógica e coerente, os problemas são resolvidos aos esticões, em zigue-zague, com avanços e recuos, de que resulta grande desperdício de recursos e atrasos impeditivos de um crescimento rápido. Parece um automobilista que numa viagem longa não previu o itinerário e, em cada cruzamento, pára, hesita e muitas vezes decide da pior forma.
Essa linha estratégica dará coerência às grandes e pequenas decisões dos diversos sectores da governação, em benefício do aumento de bem-estar da população e da boa imagem do Executivo. Evitam-se as contradições que têm existido e os recuos devidos às manifestações de descontentamento, que acabam por decisões pontuais discordantes de outras desinseridas do conjunto.
Posted by
A. João Soares
at
18:49
0
comments
Labels: coerência, debate, estratégia, ideias
