A proposta de mexer nos feriados com argumentos que manipulam “os conceitos de produtividade e competitividade” está a confundir os opinadores. Se por um lado poderá ter vantagens no aumento de assiduidade ao trabalho, por outro contraria os hábitos da população o que pode significar perda de votos e este é um argumento muito forte para uso dos partidos.
Quanto á perda ou ganho de votos, tem-se notado que os partidos costumam decidir em favor dos piores defeitos da população muito avessa ao trabalho, ao rigor, à cultura, ao conhecimento, etc. Por isso, em tom irónico, há pouco mais de 20 meses apresentava uma sugestão que granjearia muitos votos!
Voltei a referir tal solução em 19 de Maio em Feriados mais «produtivos». Que tal, senhores políticos? Como encaram tal solução? Acham que o desenvolvimento se atrasaria muito mais com isso? Ou será que estão convencidos de que, uma vez por outra, devem olhar para os interesses nacionais? Agora parece que começa novamente a falar-se da Pátria!!!
Imagem da Internet.
sábado, 19 de junho de 2010
Feriados e pontes
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A. João Soares
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sábado, 4 de outubro de 2008
Feriados. Sugestão à CGTP
É suposto que a CGTP se preocupa com a defesa dos interesses dos trabalhadores. Porém, é estranho que nada tenha feito quanto à comemoração dos feriados a fim de se evitar que se repitam casos como dia de amanhã, 5 de Outubro que, caindo num domingo, seja uma perda significativa para os trabalhadores.
Há que, com a máxima urgência e aproveitando a lição desta perda grave, legislar sobre a comemoração dos feriados quando caiam em dias menos convenientes para os interesses dos trabalhadores.
Assim, sem esquecer a data e o respectivo significado histórico, todos os feriados devem passar a ser comemorados na terça ou na quinta-feira que lhes esteja mais próxima. Perguntarão os mais observadores: e aqueles que caiam na quarta-feira? Respondo: Esses devem ser celebrados na terça-feira anterior, porque mais vale um pássaro na mão do que dois a voar.
A razão da terça e da quinta-feira assenta na possibilidade que daí advém de uma ponte ligando ao fim-de-semana adjacente.
Esta solução seria do agrado da totalidade dos trabalhadores e granjearia muitos votos para o partido do Governo que tomasse tal decisão. A economia pouco se ressentiria porque a produtividade é, por tradição, muito baixa, e será maior quando a mão-de-obra não está contrariada.
Porque se espera? Não se adiam as soluções de que o povo gosta!
Quero advertir que, com esta sugestão, não pretendo uma estátua nem o nome numa rua. Estou apenas a tentar fazer ironia!!!
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A. João Soares
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