quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

ANIMAIS NOSSOS AMIGOS

Viajando com o meu cão, escrevi antecipadamente ao Hotel Amador Las Cruces, no Estado do Novo México, para saber se podiam acomodar um hóspede de quatro patas.

Eis a resposta:

"Trabalhamos na indústria hoteleira há mais de 30 anos.

Até agora nunca precisamos chamar a polícia para expulsar um cão que promovesse distúrbios até altas horas da noite.
Até hoje nunca vimos um cão pôr fogo na roupa da cama por adormecer com um cigarro na mão.
Nunca encontramos uma toalha ou um cobertor do hotel na mala de um cão, nem manchas deixadas nos móveis pelo fundo da garrafa de um cão.
Está claro que aceitamos o seu cão.

PS: Se ele se responsabilizar pelo senhor, "venha também".

NOTA: Recebido por e-mail. Há boas respostas e há Países onde se respeitam os animais.

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UM SIMPLES CREME DE BARBA

Artigo do Jornal de notícias de hoje que coloca em destaque um aspecto muito negativo do povo português, de nós! É importante meditar no constante do último parágrafo

Um simples creme de barba
Almeida e Sousa, Engenheiro

Há dias mandei comprar um tubo de creme de barba. Como sempre, só pedi que fosse português. Creme de barba, e era uma grande superfície, mandaram-me dizer que, português, não tinham. Não pedi nenhum "Concord", nem nenhum foguetão "Apollo". Pedi um simples creme de barba. Pois nem isso. Somos um povo de 10 milhões de habitantes, seremos quatro milhões de homens dos quais hoje uma parte importante fará a barba todos os dias. Algum mercado interno parece que temos, portanto. Aliás, dantes, os cremes de barba que comprava eram feitos em Portugal, embora pudessem ter alguma inclusão de qualquer produto estrangeiro. Agora, não. Têm de vir de fora. Era um triste indício, mas não era tudo. É que a caixa em que vinha embalado tinha, como agora é habitual, uma explicação num horror de línguas, 13 ao todo. Em Português também por certo. É evidente que não falarei todas essas 13 línguas, mas falo algumas, e, comparando, não era difícil compreender que, em todas elas, os dizeres eram precisamente os mesmos, excepto em Português. Os nossos dizeres eram mais completos. Acrescentava-se, em Português e só em Português, que aquele creme de barba tinha sido produzido em Itália.

Uma distinção que nos faziam? Não. Quem quer que tenha comprado ou vendido sabe como se faz a propaganda. Diz-se o que mais pode enlear o comprador. E a conclusão que se pode tirar é que, para todos os outros povos, para o resto da Europa, afinal, o ser feito em Itália, noutro país que não o próprio, não lhe acrescentaria mais valia nenhuma. Se calhar, antes bem pelo contrário. Só aos portugueses é que se tinha de dizer que era feito em Itália, não em Portugal, que tinha essa mais-valia que, se ali tinha sido escrita, é porque se sabia que teria influência na escolha do comprador. Um simples creme de barba, não um sofisticado produto da mais alta tecnologia.

Fiquei triste. Enquanto assim for, enquanto para se vender um simples creme de barba se tenha de dizer aos portugueses, e a mais nenhum outro povo da Europa, que foi feito em Itália, ah! poderá a Associação Empresarial de Portugal, poderemos todos nós gritar bem alto que "compremos o que é português" que os inconscientes que somos continuaremos a comprar o que for feito seja por quem for, que não pelos portugueses a quem temos o Dever de dar trabalho. Enquanto assim for, meus senhores, não vamos longe, vamos todos para o desemprego.

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BLOQUEIO DE CARROS PARA QUÊ?

Soube da notícia dizendo que um conhecido cantor pediu uma avultada indemnização por o seu carro ter sido bloqueado durante mais de uma hora. O que merece reflexão não é isso ter acontecido a um notável, mas simplesmente por ter acontecido.

Já há tempos escrevi uma carta aos jornais a expressar a «dúvida» sobre a filosofia que assiste a tal repressão. Parece haver uma ausência de lógica nesta actuação das forças policiais. Procurando compreender, tenho de partir da função do Estado e da sua máquina administrativa e policial repressiva que é suposto destinar-se a garantir ao cidadãos os seus direitos, liberdades e garantias constitucionais. A seguir, deduzo que as proibições de estacionamento num dado local destinam-se a facilitar a vida dos cidadãos quanto a circulação de veículos ou de peões. Até aqui a lógica, teoricamente, não é criticável e continuaria a não o ser se os carros mal estacionados, com prejuízos para terceiros fossem rebocados a fim de deixarem de lesar os outros cidadãos.

Porém, ao contrário do reboque, o procedimento dos bloqueios vai contrariar qualquer lógica ou racionalidade, pois acaba, na prática por obrigar o carro a prolongar desnecessariamente a sua permanência num local em que prejudica outros. Além de o motorista causar danos aos interesses alheios, as autoridades prolongam no tempo esses danos.

Porquê esta insensatez?

Sr perguntarmos ao agente, ele, pelas suas palavras, traduz um acto de vingança, dirigido ao motorista por ter praticado uma infracção, a qual não era grave, visto lhe ser dada continuidade desnecessária.

E os pressupostos atrás referidos não passam de meras especulações teóricas, pois:

- O Estado e as máquinas administrativa e repressiva não evidenciam vocação para facilitar a vida dos cidadãos mas, pelo contrário, apenas para lhes sacar mais dinheiro, para o tratar com uma repressão e um sadismo sistemáticos;

- A finalidade da proibição do estacionamento raramente é justificada pelo benefício ao cidadão, mas sim para aumentar os lucro das empresas municipais ou da «confiança» dos autarcas cujo negócio consiste em gerir os parques subterrâneos e o parqueamento à superfície.

- O bloqueamento dos carros, embora agrave o pretenso inconveniente do estacionamento ilegal, é praticado por mero sadismo e desejo se retaliação por parte da lei e dos seus agentes.

- Em tudo isto ressalta a posição incoerente do Estado e seus agentes em relação à população, considerando-a não como objectivo a defender, mas como inimigo a abater (através de multas, coimas e outras sanções, ao mínimo pretexto).

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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

NÓS E OS AMIGOS

No momento em que se procura congregar os bloguistas em torno de um ideal comum de, sem amarras, proceder a um debate de ideias com AMIZADE, com respeito pelos outros, a fim de enriquecer o nosso conhecimento dos problemas da humanidade e, na medida do possível, sugerirmos pistas para melhorar a qualidade de vida dos mais desfavorecidos, trago aqui este pequeno texto que recebi por e-mail.

O que devemos sentir pelos amigos

UM AMIGO...

Ajuda-te

Valoriza-te

Respeita-te

Acredita em ti

Nunca te goza

Compreende-te

Nunca se ri de ti

Aceita-te como és

Eleva o teu espírito

Caminha a teu lado

Perdoa os teus erros

Admira-te no teu todo

Acalma os teus medos

Oferece-te o seu apoio

Ajuda-te a levantares-te

Diz coisas lindas sobre ti

Ama-te por aquilo que és

Explica-te o que não entendes

Diz-te tudo sobre o teu coração

Entrega-se a tí incondicionalmente

Diz-te a verdade, quando precisas ouvi-la

Grita-te, se necessário quando não queres "ver" a realidade

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A (MINHA) MENSAGEM

A (minha ) Mensagem
V.C. (Poeta de Fornos de Algodres)

O PREC que estava no fundo do Mar,
Em noite de Abril (24) ergueu-se a voar,
À roda de Portugal voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,

E disse: “Quem foi que ousou defender vosso Ultramar,
Que ia de Cabo Verde a Timor,
No fim do Mundo ?”
E o Português Honrado disse, sem vacilar:

“Foi ... o outro D. João Segundo.”
Então o PREC rosnou e disse:
“Esse já morreu, é p´ra acabar ! “
E foice ao ar o Ultramar.

Voltou à carga imundo e grosso:
“ Quem vem poder o que só eu posso,
Tirando Portugal de um enorme fosso,
E depois tanto ouro acumular,
Após labor exemplar fecundo ? ”

E o Português Honrado disse sem vacilar:
“ Foi .... um outro D. João Segundo.”
Então o PREC chiando disse:
“Também tudo isso é pr´a acabar
..... Entrámos na CEE (UE) a pedinchar. “

Três vezes ao Céu as mãos ergueu,
Três vezes ao peito as reprendeu,
E o Português Honrado disse, pela terceira vez:
“PREC mefistofélico, escuta bem:
Não matarás no ventre o inocente,
Negando-lhe a Vida, o Pai e a Mãe.
Supremo bem ! Das marcas, já passaste muito além.

E além do sim que a minha alma teme,
È a obsessão quão cega quanto infrene,
Que depois virá a pôr na Lei,
O casamento “gay”,

E de seguida,
Nos lançará nas trevas do fim do Mundo.
Manda a vontade que me ata à Vida,
Que por isso eu sou por um NÃO rotundo”

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REFERENDO AO ABORTO PROVOCADO DEFINITIVO

Excerto do artigo de «mentiroso» em Mentira

Nos outros países criou-se uma autêntica rede de apoio às famílias, à maternidade, aos nascimentos, à formação das crianças, creches gratuitas e instrução adequada e especializada. Promoveu-se o aconselhamento e a planificação familiar, a educação sexual, a ajuda às mães menores e jóvens. Este conjunto de medidas formou uma juventude com qualidades superiores e melhor preparada. Abriu outros caminhos para além do aborto.

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terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

O TAPETE ROLANTE É UMA CLAUSURA

A ausência de liberdade é inerente a situações do género clausura, tapete rolante, ideias fixas, fanatismo, «cassete», ódio, amor.

Houve um rei português que foi vítima de um golpe palaciano perpetrado pelo irmão e acabou enclausurado numa sala do palácio de Sintra onde único exercício possível era caminhar segundo uma diagonal, sempre a mesma, acabando por deixar no chão um sulco provocado pelo desgaste do uso. Por mais quilómetros que andasse não saía daquela cela. Hoje, há quem utilize o tapete rolante e faça corridas intermináveis que acabam por atingir distâncias tão grandes como a reprodução alcançada pela masturbação ou onanismo.

Há dias, deparei com um texto que atacava Bush de forma cruel, embora justa, pelo fracasso da guerra do Iraque, uma posição que já há muito é do consenso geral, mesmo dos americanos e até dos representantes do partido do presidente, o Republicano. Continuar a bater na mesma tecla, a propósito do mínimo pretexto é representativo da incapacidade de dar um passo para sair do tapete rolante e andar em solo fixo sempre em frente à procura de novas paisagens merecedoras de crítica ou aplauso, mas variadas, diferentes.

Se tal texto se destinava a chamar a atenção das pessoas para as vítimas inocentes dos poderosos insensatos e ambiciosos, há infelizmente, muitos outros casos como, por exemplo, no Sudão, na Somália, em Angola, etc. E se as observações pretendem focar casos de violência mais aguda e duradoura ou preparação para ela, há o Sri Lanka, o Irão, a Coreia do Norte. No caso de se pretender enfatizar os abusos dos ditadores, há também Myanmar (Birmânia), Cuba, Venezuela e outros países da América do Sul.

Não faltam, pois, motivos para atacar o capitalismo, o abuso dos detentores do poder (político, económico, religioso, etc.) e a versatilidade, isenção e seriedade de comentadores e críticos deve ser uma qualidade a procurar obter. Também será de elogiar as sugestões realistas para melhorar a qualidade de vida dos mais desprotegidos de todo o Mundo.

E, quanto ao Iraque, os textos mais desejados pelos iraquianos mais carentes de paz, pelos americanos incluindo Bush e por todo o Mundo, seriam aqueles que apontassem, de forma sensata e credível, bem fundamentada e explicada, a maneira de acabar o conflito violento e iniciar uma nova era de normalidade social, paz e desenvolvimento para a felicidade das pessoas que tanto têm sofrido.

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INFANTILIDADE INOPORTUNA

O ditado «pela boca morre o peixe» continua a ter actualidade impressionante, sinal da fraca capacidade de aprendizagem das pessoas. Não vou agora referir-me às múltiplas «gaffes» de M Pinho e outros governantes e seus compadres nos areópagos políticos, mas tão somente àquela criança que um dia, em terras transmontanas se queixou de ter sido bebé prematuro e de os irmãos e familiares darem pontapés e encontrões na incubadora. O rapaz cresceu mas, dado o mau funcionamento do ineficaz ensino nacional (muito preocupado com TLEBS e inquéritos sexuais), ainda não aprendeu as regras sociais nomeadamente as que se referem às formalidades da «democracia» em que é suposto vivermos.

Incompreensivelmente, aparece agora a sugerir que o Presidente da República antes de introduzir na urna o voto do «sim» ou «não» do próximo dia 11 (nem é o das Torres Gémeas nem dos comboios de Madrid, mas...) o mostre a quem estiver à vista ou através da comunicação social.

A serem verdade estas notícias, trata-se de uma infantilidade inoportuna e inexplicável (para não utilizar outros adjectivos), pois este acto é proibido pelas normas vigentes que impõem o secretismo do voto e proíbem qualquer acto de propaganda ou aliciamento ao voto desde as 24 horas da antevéspera até depois do encerramento das urnas. Também não seria curial que antes desse período de reflexão o PR de todos os portugueses viesse fazer propaganda por uma das opções num problema que é apenas do foro íntimo de cada eleitor.

Não espero que o PR caia em tal armadilha, e parece que ao prematuro mais valia estar calado e talvez esteja a necessitar de continuar por mais algum tempo na incubadora, para evitar precipitações impróprias e prejudiciais dos objectivos que se propõe.

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A VERDADE DE M.PINHO

A verdade de Pinho
Sérgio de Andrade, Jornalista, JN, 070206

Fui acordado pelo rádio-despertador e até julguei que continuava a dormir. Porque, entre atónito e revoltado, ouvi que o ministro da Economia se dirigira a uma assembleia de empreendedores chineses e os convidara a investir em Portugal, alegando que somos razoavelmente qualificados nisto e naquilo e ainda por cima baratinhos.
Usando a imaginação, vi Manuel Pinho a piscar o olho aos chineses e a frisar-lhes este pormenor muito longe de ser uma glória nacional - ou seja, que os nossos salários são mais baixos do que a média da União Europeia. E mais ainda que a pressão para a sua subida é muito menor do que, até, nos países de alargamento.

A minha imaginação continuou à desfilada. Vi os chineses olharem uns para os outros e comentarem "O homem deve estar maluco! Vem dizer-nos que os portugueses trabalham baratinho e não sabe que as multinacionais nos pagam uma média de 16 contos mensais por 70 horas de trabalho semanal?! Isto é o mesmo que tentar vender a areia da Caparica à Arábia Saudita ou o turismo às ilhas Seicheles" (mas aqui já estou a usar o comentário corrosivo de um deputado do CDS/PP...).

Sucede que, entretanto, a "gaffe" de o ministro da Economia ir para o estrangeiro lavar roupa suja nacional levantou semelhante onda de indignação em Portugal que neste momento me apetece mais defendê-lo do que atacá-lo. Piedosa intenção na qual sou aliás secundado pelo primeiro-ministro, que já veio a público acusar-nos de - fora ele, primeiro-ministro - ninguém ter percebido nada do que verdadeiramente o ministro quis dizer.

De resto, e calmamente, vejamos disse Manuel Pinho alguma mentira? Infelizmente, não disse, disse a verdade. Pena é que tenha ido assumir essa verdade para a China e, entre nós, não tenha a coragem (ele, ou qualquer outro governante) de, com frequência q. b., assumir que "Sois uns desgraçados, ganhais abaixo da média da União Europeia e ainda por cima pressionais menos a subida do vosso nível de vida do que a Lituânia ou a Roménia. Face a isso, o que mereceis, portugueses?".

Responderia eu que merecemos um ministro da Economia como Manuel Pinho, não tivesse vindo, felizmente, o eng.º Sócrates demonstrar que o problema não é dele, ministro, é nosso, pobres infelizes incapazes de descodificar discursos ministeriais.

Sérgio de Andrade escreve no JN, semanalmente, às terças-feiras.

NOTA: Será que o primeiro-ministro não tem ninguém mais capaz e sensato para colocar no lugar deste?

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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

ENSINO-FERRAMENTA DO DESENVOLVIMENTO

O convite para ombrear com escritores tão competentes, tanto no aspecto literário como na capacidade de investigação e análise e na explanação de raciocínios bem elaborados de forma lógica e racional constitui para mim um desafio difícil mas também uma oportunidade de aprender com eles, com as suas opiniões orientadas para o aprofundamento de assuntos que virão enriquecer os meus conhecimentos.

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