segunda-feira, 16 de julho de 2012

Passos manietado por antigos favores de Relvas ???

O caso Relvas, já com várias facetas, está realmente a provocar «ruído» à volta do Governo, como disse Pires de Lima, e o ministro já devia ter «facilitado a vida» a Passos Coelho, como escreveu Bagão Félix. Também o vice-presidente do PSD Porto quer demissão de Relvas.

O caso parece realmente um espinho cravado no pé do PM, e neste fim-de-semana surgiram mais duas vozes, de muito peso no PSD, que deram um veredicto talvez seja decisivo. Alberto João Jardim, no seu habitual tom irónico, a situação e disse que vai pedir equivalências para ficar com “quatro cursos” Veterinária, Biologia, Informática e Astronomia. A outra voz foi de Marcelo Rebelo de Sousa afirmando que o caso “é para o Governo um desgaste na sua credibilidade”, e que Passos Coelho precisa de um ministro “a sério”, apontando nomes para a sua substituição e, entre Nuno Morais Sarmento e Luís Marques Mendes, inclina-se para este.

A demora em Passos tomar uma atitude clara neste caso parece estranha e levanta a dúvida de se poder estar a sentir-se manietado por favores recebidos de Relvas como Helena Roseta diz no vídeo.



Esperemos que seja tomada a decisão que minore o desgaste da imagem do Governo, já sujeita a indesejada corrosão.

Imagem de arquivo

5 comentários:

Magno disse...

Eu, como antigo aluno desta Instiuição de ensino, estudei lá 4 anos e mei, e paguei os estudos com o meu suor... Sinto me altamente enjoado com esta pouca vergolha e compadrio em volta deste senhor.
Cumprimentos,

A. João Soares disse...

Caro Magno,

Compreendo a sua indignação e o seu enjoo. Na vida actual em que a ostentação, a vaidade e a imitação, principalmente dos políticos, e a ambição das instituições não é de estranhar que sucedam coisas como esta, se bem que esta ultrapassou os limites habituais. Consta que se pode fazer uma lista enorme de políticos licenciados em tempo recorde.
Sugiro que veja o post Carreira política e o artigo de jornal ali linkado.
A corrupção não funciona apenas com malotes de dinheiro, mas também com troca de favores e tráfico de influência.

Abraço
João

A. João Soares disse...

A minha preocupação de isenção, obriga-me a respeitar «o seu a seu dono» e a referir esta notícia:

Miguel Relvas vai processar Helena Roseta por difamação

Anónimo disse...

"O Caso Relvas"

Eu sem nada ter a ver com o caso, apenas como cidadão, vou pronunciar-me, vagamente, sobre o caso "Miguel Relvas".
Nunca fui apologista dos cursos encurtados de facilitismo que para aí criaram. Foi-me sugerido, em devido tempo, a frequência de um ou outro curso superior em moldes semelhantes. Analisei-os e decidi não tirar nenhum ao abrigo de do Processo de Bolonha e não incentivei ninguém a fazer ou deixar de fazer as novas oportunidades. Cada um saberá de si quando existem processos aprovados por um governo, no caso presente por Mariano Gago, ministro do governo anterior do PS. Afinal Relvas pagou o que era de lei na Lusófona. Apresentou os créditos pedidos que lhe deram equivalências e fez as restantes disciplinas que lhe exigiram. O mal está em ter sido o Relvas, ministro deste governo, a tirar o referido curso e não um cidadão comum? E quantos outros tiraram ao abrigo do referido processo de Bolonha? Lembro que Relvas já havia sido secretário de Estado, deputado e secretário geral do seu partido, consultor empresarial, entre outras funções anteriormente exercidas. De certo que algum mérito teriam os seus créditos para a Lusófona lhe ter dado a equivalência. Se houve favorecimento deve ser investigado. Relvas pediu para abrirem o seu processo na faculdade. A Lusófona fê-lo e a o ME está a escrutinar a situação.
Nada mais tenho a acrescentar para lá de dizer que este caso, até agora, foi revelado diferente de o de Sócrates, que ditou o fim da U. Independente. E que os manifestantes, habituais e da ala partidária costumeira -ontem foram cerca de 100- pedem a sua demissão por outros motivos. Contra o governo. Mas não são só esses os incomodados. São muitos os autarcas que não querem a reforma das autarquias. São muitos os jornalistas e empresários a eles ligados com interesses nas televisões privadas e na publicidade. São muitos os que na RTP/RDP se confundem com novos ricos à custa do erário público. São muitos os senhores de clubes (SAD) que não querem que avance a cobrança de impostos que quase todos os clubes devem em farta ao estado. Sim, há muita gente contra Relvas. Não contra o canudo de que não precisou nunca e não precisa. Mas são contra as suas reformas e privatizações. Sim, há muita gente que está contra quem, a seu ver, quer endireitar o país e atingir o primeiro ministro e o próprio presidente da República. Sim, são os do que costume. E até alguns dos outros. Seria engraçado e até justo que se verificassem as condições de todos os bolseiros. De todos os licenciados que o foram ao abrigo do processo de Bolonha e entrelaçados nas novas oportunidades que alguém criou, de todas as universidades públicas e sobretudo privadas.
Quanto a mim, digo que espero para ver as reformas a saírem do papel. O mais rápido possível que o país não pode esperar.
Cumts
Mário

Anónimo disse...

Quatro fora e Relvas nada:

um fora nada... O espião Jorge Silva Carvalho saiu da Ongoing... e o caso envolvia o ministro Miguel Relvas;

dois fora nada... O ex-jornalista Adelino Cunha, adjunto do ministro dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas, demitiu-se... porque mantinha contactos com o espião Silva Carvalho, alegadamente sem conhecimento de Relvas;

três fora e nada... A jornalista Maria José Oliveira deixou o Público... depois de um conflito com a direcção por causa do caso das pressões do ministro Miguel Relvas;

quatro fora e ainda nada... O reitor da Lusófona Fernando Santos Neves, que tratou de todo o processo da "turbolicenciatura", demitiu-se ontem... por causa do curso de Miguel Relvas...

o nada Só Miguel Relvas é que se mantém no lugar, coordenador político do Governo, apesar de falta de credibilidade e das fragilidades políticas cada vez mais evidentes. O primeiro-ministro que exortava os estudantes a trabalhar e a não serem piegas, tem dois critérios de exigência: um, para pedir sacrifícios aos portugueses e para exigir excelência aos alunos de todos os níveis de ensino; outro, para avaliar o comportamento dos seus colaboradores mais próximos.

O problema disto é que as pessoas percebem... e depois deixam de aceitar que também lhe exijam seja o que for.

Guarda-freio: Vítor Matos