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sábado, 25 de dezembro de 2010

Jovens aderem a conselhos da ANEBE

Neste espaço, tem havido a preocupação de realçar casos que contrariam a ideia de que os jovens pertencem a uma «geração rasca». Não há regra sem excepção e, com vista a fomentar um futuro melhor para as gerações mais jovens, convém sublinhar os casos positivos.

Há muitos meses a ANEBE - Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas – criou um incentivo para os jovens cultivarem o espírito da «taxa zero de alcoolemia». Trata-se de uma iniciativa muito interessante por contrariar o vulgar espírito de lucro através de maior consumo, sobrepondo-lhe a função social de uma empresa, neste caso, zelando pela saúde e pela segurança dos consumidores.

A ANEBE, presidida pelo ainda Jovem Mário Moniz Barreto, promotora da iniciativa "100%Cool", desenvolve acções para promover o consumo moderado de álcool e colabora com a GNR em operações de controlo de taxa de alcoolemia, com fins didácticos nas noites das grandes cidades em locais onde o perigo de excessos pode ser mais provável.

Na noite da passada quinta-feira foram fiscalizados em Lisboa 160 condutores, com idades entre os 18 e os 30 anos, dos quais 144 apresentaram uma taxa de zero gramas de álcool por litro de sangue. De entre os 160 testes realizados apenas um estava em infracção legal, acima dos 0,5 gramas por litro de sangue. A seis dos condutores fiscalizados foi detectada uma taxa de alcoolemia entre os zero e os 0,5 gramas.

É positivo que os jovens se desloquem em grupo para os locais nocturnos e que um deles se comprometa a não ingerir álcool a fim de conduzir os amigos a casa em segurança.

O presidente da ANEBE faz um balanço «extremamente positivo» desta acção e realça que «90 por cento dos jovens fiscalizados tinham conhecimento da campanha e começam a alterar os seus comportamentos».

Imagem da NET

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segunda-feira, 14 de julho de 2008

Código da estrada, um equívoco

A diarreia legislativa, poderá ter um efeito positivo, o de convencer os políticos que podem dormir descansados porque pariram uma lei. Mas, além desse alívio pessoal, raramente uma lei, e são tantas que ninguém conhece, nem o próprio PM (carros eléctricos e seus impostos), produz o efeito que era suposto conseguir. Saiu, há tempos, uma lei sobre armas de que muita propaganda se fez e que não resultou na diminuição de crimes violentos de que todos os dias há conhecimento pelos noticiários e de que, há dias, na Apelação, Loures, resultou o espectáculo que se viu através de vídeos de amadores. E, além disto, tem havido apreensões de centenas de armas proibidas que andam por aí em «boas mãos».

Hoje vem mais uma notícia que mostra a ineficácia do Código da Estrada. Um homem de 60 anos, motorista de profissão, tinha a carta de condução apreendida por força de uma infracção grave, estando, por isso, inibido de conduzir mas, apesar disso, foi «apanhado» a conduzir sob efeito do álcool por volta das 19 horas, apresentando uma taxa de alcoolemia de 2,04 g/l. E, como se isso já não fosse muito grave, foi «apanhado» segunda vez, pouco mais de quatro horas depois, pelas 23,30 horas, com uma taxa de 1,65 g/l. Por isso, além dos crimes de condução sob o efeito do álcool, terá também de responder em tribunal por vários crimes de desobediência.

Qual o efeito do Código que tanto prazer dá, todos os anos, aos legisladores a acrescentarem mais umas pitadas de sadismo para dificultarem a vida a quem conduz? Ninguém é castigado de forma eficiente por infringir o Código, mas sim por ser «apanhado» em falta, o que acontece raramente. Se o homem estava inibido de conduzir é porque isso representava perigo para terceiros, os quais continuaram em perigo, porque ele continuou a conduzir impunemente. Depois foi «apanhado» com álcool a mais, o que pela lei se presume que representa perigo para os outros utentes da estrada, porém, continuou a conduzir até ser «apanhado» quatro horas depois.

Senhores governantes, isto é uma comédia, uma palhaçada, em que a vida das pessoas está em perigo permanentemente porque não sabemos se os outros condutores estão habilitados a conduzir, se estão em boas condições físicas e mentais, se têm seguro, se o carro foi inspeccionado, etc. etc. Afinal que garantia de segurança nos dá a existência de um Código das Estradas?

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