A notícia Bispo do Funchal alerta para a necessidade de um "compromisso social", embora se refira a um acto litúrgico de grande significado conduziu o pensamento para o tema várias vezes aqui tratado sobre a conveniência de um entendimento entre as forças políticas e sociais orientado para a convergência de esforços para o desenvolvimento de Portugal, para a defesa dos interesses nacionais, que neste momento de crise, devem ser posicionados à frente dos interesses partidários e privados. Estes são legítimos mas devem contribuir para o futuro mais auspicioso do País.
A solidariedade para o bem comum cria a união que faz a força e deve ser especialmente orientada para vencermos as dificuldades colectivas que são maia gravosas para aqueles que mais sofrem com a crise.
Recordo alguns dos posts aqui colocados sobre esta tema:
Oposição patriótica eleva o País
Código de conduta
Para um código de conduta dos políticos
Reconstruir Portugal
Ética na Política
Código de bem governar
Reforma do regime é necessária e urgente
Como, onde todos ajudam, nada custa, será o momento de cada um colaborar da forma que estiver aio seu alcance no esforço de restauração de Portugal, no mínimo com uma crítica construtiva com sugestões, ideias propostas para se melhorarem os pequenos os problemas que forem notados à nossa volta. Cada gesto pode ter boas ou más repercussões no futuro do País, fadas nossas vidas e dos vindouros.
As entidades que estão em funções de visibilidade devem procurar merecer o apreço dos cidadãos, ganhar prestígio, merecerem confiança, estimularem a esperança no amanhã.
Não devemos deixar que sejam cometidos erros de lesa-Pátria, erros que comprometam o futuro dos nossos descendentes.
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sexta-feira, 24 de junho de 2011
Todos por Portugal
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A. João Soares
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
Alguns não gostam da verdade
Do estudo da história da antiga Grécia ficam na memória nomes como Sócrates, Aristóteles, Platão e outros que por gostarem de saber, de conhecer a verdade, foram designados por filósofos. E tal apetência para desvendar dúvidas e esclarecer curiosidades, a ciência foi sendo aprofundada, originando tecnologias cada vez mais desenvolvidas de que a humanidade tem colhido benefícios de inovação e modernidade. Porém, no meio de algumas sociedades mais retrógradas, há quem pretenda viver na sombra, na escuridão, nas trevas da ignorância, com medo da luz como toupeiras e vampiros.
Essa incongruência é notória entre os políticos portugueses em que uns pretendem esclarecer, tirar dúvidas evitar suspeitas, iluminar o campo de batalha, enquanto alguns detestam a verdade, pretendendo os boatos e as dúvidas que causticam nomes que deviam ser honrados e respeitados mas que ficam denegridos com o fumo que os encobre.
As notícias angustiantes sobre o desemprego e os «erros» de estatísticas são demasiado abundantes, sendo de salientar os seguintes títulos: «PS inviabiliza ida do presidente do Instituto do Emprego à Assembleia da República», «Cavaco Silva reconhece "grande aumento" nos números do desemprego», «BE garante que recente “apagão” de desempregados não é caso único», «BE acusa PS de "recusar esclarecimentos" e ter "delírio persecutório"».
Também sobre a proposta audição do presidente do Eurojust há quem tenha medo do esclarecimento e prefira que a opinião pública continue a navegar nas dúvidas, suposições, suspeitas, boatos, insinuações, como se deduz dos seguintes títulos: «Eurojust fora das investigações do Freeport», «Eurojust diz não ter sido notificado de decisão do PGR», «PSD culpa Governo por afastamento do Eurojust da investigação do Freeport», «CDS-PP insiste em ouvir Lopes da Mota no Parlamento»
Entretanto o PR na recente «Mensagem do Presidente da República à Assembleia da República» sublinha a vantagem para a democracia do «estabelecimento de compromissos na definição das regras que assegurem o seu funcionamento, como é o caso da liberdade de informação e da regulação da comunicação social». Refere também a «importância de um amplo consenso interpartidário em matéria de regulação da comunicação social». E «aconselha uma atenção especial relativamente a matérias de particular relevância para a qualidade da nossa democracia plural e para a salvaguarda do Estado de direito».
Em consonância com estas palavras do PR, já aqui tinha sido sugerido, por outros termos mais plebeus, a conveniência de haver um «Código de bem governar» que levasse a comportamentos de consensos e de compromissos em decisões com repercussões para além de uma legislatura a fim de evitar o faz e desfaz como por vezes acontece e de que resultam prejuízos por vezes graves para o País.
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A. João Soares
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