A selvajaria ocorrida numa aula de francês entre uma aluna malcriada, sem ponta de civismo, que agrediu, pelo menos verbalmente, a professora, a quem não respeitou nem obedeceu, dando testemunho de não saber o que é educação e não ter pais competentes, é um trunfo impagável a favor dos professores.
Não estou a brincar, senhoras e senhores professores. É que cenas piores do que estas fazem parte do vosso quotidiano nas escolas sob tutela da ministra Maria de Lurdes, segundo dizem os órgãos da Comunicação Social, mas ninguém estava sensibilizado para a gravidade do problema. Por mais manifestações, comunicados, listas de assinaturas e entrevistas, nunca os senhores professores obteriam o efeito desta cena imprópria de um País do primeiro mundo, da forma com que o vídeo do Youtub conseguiu.
Com este vídeo, os professores podem argumentar junto dos assessores do ME, ignorantes das realidades, que é necessário e urgente estabelecer normas de comportamento cívico nas escolas, dando autoridade aos professores para utilizarem meios convincentes, responsabilizando os encarregados de educação pelos actos dos seus pupilos e criando um sistema de faltas disciplinares que conduzam à perda de ano escolar.
Uma escola em que aparece uma aluna a tomar a atitude que foi tornada pública no Mundo da Internet e em que os restantes alunos, não intervieram para evitar o prolongamento da indisciplina da malcriada menina (que poderá vir a ser assessora de ministro, deputada, governante, juíza ou qualquer outra função que, pela amostra, será mal desempenhada), não está a preparar para amanhã os adultos responsáveis de que Portugal precisa.
Há que dar uma volta ao funcionamento das escolas e isso é tarefa do ministério com a colaboração de professores. Estes devem, desde já, pressionar nesse sentido explorando os efeitos deste vídeo antes que o assunto arrefeça.
A Decisão do TEDH (553)
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