sábado, 12 de março de 2016
domingo, 6 de março de 2016
COLHEITA DE NOZES NA AUSTRÁLIA
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Este vídeo deve ser mostrado aos agricultores do nosso interior, principalmente a jovens desempregados que desejam produzir e obter rendimento, dentro do propósito do Governo que quer restaurar a economia do interior. http://expresso.sapo.pt/economia/governo-destina-256-milhoes-a-investimentos-no-interior-do-pais=f772071
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A. João Soares
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
Desertificação do interior
O «Portugal profundo» está a ser deixado aos bichos ou servirá de campo de treino de grupos terroristas internacionais, onde viverão calmamente a sua vida ascética no intervalo das missões. O problema já é velho e, na NOTA final, estão links para posts aqui publicados desde há mais de três anos. Vejamos o artigo transcrito:
O teatro do abandono
Jornal de Notícias. 09-06.2010. Por Paula Ferreira
Em Setembro, milhares de alunos não regressam à sua escola. Migram, como certas aves, para outro estabelecimento de ensino. A razão é simples. A escola que frequentaram tinha menos de 21 estudantes. A medida, anunciada pela ministra da Educação, pode ter a melhor das intenções. Isabel Alçada argumenta com o sucesso das crianças. Algo que nos interessa a todos. O sucesso delas será o sucesso do país.
A titular da Educação alicerça, com certeza, a sua decisão em estudos sérios: a taxa de insucesso das crianças integradas em turmas com menos de 21 alunos é superior à das que frequentam turmas maiores.
Até aqui, tudo bem. Mas o problema é mais basto. Começou a definir-se há décadas. Esta última medida do Governo - há poucos anos fecharam as escolas com menos de 10 alunos - é apenas mais uma a contribuir para a criação de dois países diferentes, até antagónicos. O país do litoral, densamente povoado, demasiado até; e o outro, o país dos velhos, que resiste até ao dia em que esses velhos conseguirem resistir.
Um país por muitos de nós já esquecido, onde nada existe: fecharam as urgências hospitalares, os serviços de atendimento permanente, maternidades, as comarcas, as escolas. Alguém terá a veleidade de acreditar que isto é um país igual para todos, um país democrático? Será, quando muito, um sítio pitoresco, onde os portugueses, cansados da vida das cidades, mostram aos filhos como era antigamente. Com um pequeno senão. As crianças encontrarão uma espécie de teatro do abandono, só as pedras e os campos por cultivar parecem reais. Tudo o resto será criado por personagens, importadas, muitas delas.
Não venham, então, dizer-nos que é preciso combater a desertificação. Ninguém acredita. Se de facto a intenção existisse, a Administração deixaria de ser tão centralista e começaria, de verdade, a travar o despovoamento. E em vez de fechar serviços, abria-os. Alguém acredita ser possível convencer um jovem casal a ir viver para o interior se não encontrará um sítio para dar à luz um filho, nem escola para aprender as primeiras letras?! E isto é o básico, o resto é a paisagem.
NOTA: Este, como todos os problemas, principalmente os que condicionam a vida de muitas famílias, deve ser bem ponderado, com achegas de pessoas sensatas (no estilo utilizado pelo actual PM britânico) que compreendam as realidades. Fechar todas escolas com menos do que 21 alunos e obrigar essas crianças a deslocarem-se diariamente à sede do concelho, nem sempre será a melhor solução, pois podem passar a frequentar a escola de uma aldeia próxima, de forma a que a rede escolar cubra de forma geométrica e geograficamente aceitável o interior do País. O Rei D. Sancho I iniciou o povoamento do país e os actuais governantes não se devem mostrar menos inteligentes e patriotas do que ele foi há mais de oito séculos.
Não se pode ter uma coisa e o seu oposto: combater a desertificação e fechar escolas e outros serviços de apoio à população.
Eis os links referidos na introdução:
- O interior português está ostracizado
- O Interior abandonado pelo Governo
- Desertificação do interior - 1
- Desertificação do interior - 2
- Desertificação do interior - 3
- O interior precisa de atenção
- Encerramento de Escolas
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A. João Soares
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Labels: desertificação, escolas, interior
domingo, 30 de agosto de 2009
O interior precisa de atenção
Não abona a favor dos políticos que nos têm governado o facto de o Pais com um território da forma de um estreito rectângulo ter tão gritantes diferenças entre uma delgada tira litoral e o interior do País a que ironicamente de chama o Portugal profundo. Onde estava a inteligência e a dedicação aos portugueses dos governantes que decidiram sistematicamente acumular na estreita tira litoral todos os factores de desenvolvimento em detrimento do Interior?
Por vezes, em desgarrados actos inaugurais de pequenos empreendimentos no inetrior surgem palavras bonitas que logo são esquecidas, em vez de darem lugar a estudos cuidadosos de todos os factores conducentes à redução da brecha entre o interior e o litoral. Mas nada surge nesse sentido.
E parece que o estudo não deve ser difícil de esquematizar. As empresas precisam de boas estradas para receberem as matérias-primas e os equipamentos, e para escoarem os produtos acabados, e nesse aspecto não há muitas carências. Precisam também de mão-de-obra e, para isso, é preciso criar condições de vida: escolas, centros de saúde, segurança, justiça, finanças, e outros serviços públicos que não obriguem a percorrer grandes distâncias para resolver os pequenos problemas que sucedem frequentemente.
O factor mais importante será certamente o da fixação da população que arrasta a ocupação dos elementos da família, portanto uma economia que deve desenvolver-se para absorver os recursos humanos existentes. E havendo o mínimo e continuando o desenvolvimento este torna-se imparável.
Parece haver falta de vontade ou incompetência e ausência de capacidade para avançar com consistência e coerência na boa senda previamente definida com clareza.
Estas reflexões foram estimuladas pelo artigo Jovens declinam possibilidade de viver no Interior. Mas já por várias vezes este assunto foi abordado neste espaço, como se pode ver dos links seguintes:
- O interior português está ostracizado
- O Interior abandonado pelo Governo
- Governo sem bússola nem leme?
- Desertificação do interior - 1
- Desertificação do interior - 2
- Desertificação do interior - 3
- Lição da China contra a desertificação
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A. João Soares
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Labels: assimetria, deserção, interior
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Desertificação do interior
O PSD faz saber que pretende debater o processo de desertificação em curso no interior do País. Tal intenção merece aplausos, porque, mais do que muitos temas de que os políticos se ocupam, este reveste-se de uma importância grande para as populações ainda ali residentes e para a segurança em geral. Com efeito, as grandes extensões de mato abandonado podem vir a ser ocupadas por bandos marginais para se organizarem e treinarem e como ponto de partida e de reagrupamento para a consumação de actos indesejáveis. Quem pode garantir que ainda não vivem por ali alguns desses grupos?
Porém, a esperança que esta notícia atiça pode vir a gerar mais uma frustração. Na realidade, estamos habituados a que os políticos não vejam os cidadãos como seres humanos, mas apenas como contribuintes todos os dias e eleitores de tempos a tempos. Ora, como as políticas usadas, de há muitos anos a esta parte, têm estimulado a fuga para o litoral, é aqui que se encontra a grande massa de fornecedores de impostos e de votos, o que leva os políticos, partidariamente pragmáticos, a centrar na faixa junto ao mar todas as suas atenções. Até já há quem diga que não compensa fazer campanhas eleitorais no Portugal profundo!
E, nos sucessivos governos, não tem faltado tal pragmatismo monetarista, o que se tem manifestado pelo encerramento, no interior, de locais de apoio de saúde, de escolas, de tribunais, de estações de caminhos de ferro, de postos da GNR e de outros serviços administrativos.
Mas não devemos perder a esperança de ver Portugal ser governado com inteligência e democracia, dando a cada hectare do País as mesmas possibilidades de desenvolvimento e qualidade de vida. Os habitantes do interior do País devem ser considerados tão portugueses como os de Lisboa e Porto. Oxalá esta boa intenção do PSD dê os resultados que o País deseja.
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A. João Soares
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Labels: desertificação, interior, regionalização
