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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sua Eminência?

José Sócrates, no final do encontro com Sua Santidade, o Papa Bento XVI, referiu-se ao mesmo como " Sua Eminência" .
Por três vezes!

Como eu sei que a assessoria de José Sócrates não passa um dia sem ler o Devaneios, deixo aqui um pequeno segredo para contarem ao Primeiro-Ministro:
Eminência, do latim eminentĭa, designa pessoa de alta posição social ou reputação; no domínio da anatomia, significa elevação ou saliência, especialmente em osso; é também a forma de tratamento que se usa ao dirigir-se a cardeais.
Já Sua Santidade, é o pronome de tratamento próprio para líderes religiosos notáveis, especialmente o Papa.

Vá, vão lá dizer ao Primeiro-Ministro.
Publicada por Pedro Coimbra em Devaneios a Oriente

Transcrição da origem acima referida e linkada. Sugere-se uma visita e leitura dos comentários que já ali se encontram!!!

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domingo, 18 de novembro de 2007

Luz – Poesia de José Amaral

LUZ

Naquele quintal,
encavalitado entre as casas
De uma aldeia beirã,
há dois diospireiros.

O verde das folhas
há muito
que se tornou avermelhado
e caiu.

Agora o alaranjado
Dos diospiros
Ilumina
- como o sol –
aquele pobre e triste aldeia
de gentes velhas,
trajadas de negro.

NOTA. Transcrito do livro «Outonalidades» de José Amaral, amigo bloguista do ad litteram , a quem felicito pela sua obra literária já constante em três livros e outro textos publicados.
Além de um retrato da sociedade de uma aldeia do interior desprezado do nosso País, este poema constitui uma imagem interessante do Outono, das ressonâncias luminosas da cor predominante desta estação – símbolo da beleza do amadurecimento em que é enfatizada a sabedoria acumulada durante uma existência. Nesta região beirã, os vinhedos e pomares apresentam-nos, à luz do dia e ao entardecer, os reflexos barrocos do ouro enriquecedor da Natureza.
Mas, por outro lado, caro Amaral, a perfeita integração da cor do diospiro na ambiência das folhas laranja faz pensar também na obediência incondicional e acomodada do funcionalismo público, em que as ameaças do género da que vitimou o professor Charrua são uma constante, mais ou menos velada, a ter em conta, as quais constituem um travação à inovação e à produtividade voluntariosa.
Tudo nas realidades da vida pode suscitar reflexões do tipo «prós e contras».

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