quarta-feira, 30 de março de 2011

Fundações são cancro sem sontrolo

Transcrição de artigo pequeno mas que contém um tema de elevado significado para a crise que nos aperta o estômago

António Barreto acredita em irregularidades nas fundações públicas
TSF. 29-03-2011. às 22:49

Na TSF, o presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos disse acreditar que há irregularidades em fundações públicas, apesar de não estarem em causa valores significativos.

António Barreto, também sociólogo, reage, assim, aos resultados de uma auditoria do Tribunal de Contas que confirmam que não é possível identificar o número de fundações em Portugal.

Apesar de não haver um número rigoroso, António Barreto estima que são 800 as fundações que deveriam ter as suas contas públicas e auditadas.

O sociólogo considera «desagradável o Estado fazer para si instituições com menos legitimidade». E esclarece que «se o Estado dá o mau exemplo, ele propaga-se a toda a sociedade».

Sobre a falta de um número que quantifique as fundações que existem no país, o especialista concluiu que esta situação «lança a suspeição para quem quer ser honesto».

Imagem da Net

4 comentários:

Mário Relvas disse...

As "fundações" mereciam um juíz/magistrado do MP a trabalhar incansavelmente para as fiscalizar de alto a baixo, em conjunto com a IGF e a PJ. A TODAS. Assim como a muitas associações que por aí proliferam. As fundações são algo que ninguém percebe muito bem como funcionam. E como chapéus há muitos, também as fundações são mais que muitas... Tal como os concessionários automóveis, pelo país fora, que criaram empresas de rent a car para depois venderem os veículos com benefícios diversos...
Um país em que a justiça fiscal é directamente proporcional à justiça dos tribunais e se fica pelo papel, mas quem tem dinheiro e conhecimentos a tudo foge.

Cumpts

Mentiroso disse...

São metástases: «se o Estado dá o mau exemplo, ele propaga-se a toda a sociedade».
A fundação, tal como é, é uma invenção nacional para os parasitas partidários, amigos, famílias, etc., sacarem dinheiro roubado ao estado. Como a do Mário Soares.

Magno disse...

As fundações deveriam apenas ser criadas com fundos privados provenientes do seu patrono. Tudo o resto é centro de empregos para boys...

A. João Soares disse...

Caros Amigos,

Portugal só não parece um enxame ou um formigueiro, porque aí todos os elementos procuram aumentar o cofre colectivo, enquanto por cá no rectângulo todos os que têm acesso ao cofre sacam o mais que podem para eles e para os amigos. E infelizmente os amigos são mais do que os 40 do Ali Babá, e mais insaciáveis.

Todos procuram obter o máximo por qualquer forma, esquecendo que aquilo não lhes pertence mas sim aos portugueses, a todos os contribuintes.

Não há vergonha, pudor, ética, moral, respeito pelos outros. Há apenas ambição pessoal, egoísmo e procuram fazer tudo pela calada sem controlo. Falam em transparência, mas ficam pela palavra e não explicam o significado que lhe dão.

É por isso que não querem o FMI que viria destapar muita porcaria.

Abraços
João
Do Miradouro