E se não bastar qualificar será indispensável «requalificar». O cronista Paulo Ferreira gaba-se, no Jornal de Notícias, que já sabe o que é requalificar, mas não fiquei a saber o que é. O meu dicionário apenas fala de qualificar, dizendo que significa atribuir qualidade.
Mas penso que se qualificarmos correctamente, deixará de haver, por exemplo, tantas agressões ao idioma pátrio. Por coincidência, ou por mero acaso, dois ex-colonos do Ultramar e depois colonos do rectângulo lusitano, agrediram impunemente o idioma nacional: Miguel Relvas disse que era preciso «ser ouvisto» e Passos Coelho aconselhou há dias em discurso público que «sejemos» realistas…
Será que o primeiro quereria impor o vergo «ouver» como função dos ouvisdos, à semelhança do verbo que exprime a função dos olhos. E será que Passos pretende criar o verbo «sejar», à semelhança do verbo palrar, actividade em que é exímio?
Ao meditar nestas inovações linguísticas, deparei com o poema de Zélia Chamusca que me mostra que não vale a pena prestar atenção a reformas requalificativas e que transcrevo:
SEM LEI NEM ROQUE
Zélia Chamusca
Num país sem lei nem roque
Nem ladrão a quem se toque,
Cada um mais enche o saco
Do pobre o recurso parco.
Todos os trabalhadores
Estão a sofrer horrores
E os pobres dos reformados
Cada vez são mais roubados.
São só os pobres a pagar
E os do Poder a roubar,
De quem lhes deu o poder
Eles se estão a esquecer.
Não merecem governar
Este país a ficar
Cada vez mais assaltado,
Como não vi no passado!
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013
É PRECISO QUALIFICAR OS POLÍTICOS
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A. João Soares
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terça-feira, 30 de julho de 2013
DESLEIXO GENERALIZA-SE ???
Transcrição de artigo seguida de NOTA:
Conheça os últimos acidentes ferroviários na Europa
Ionline. Por Agência Lusa. publicado em 29 Jul 2013 - 21:5
A colisão de dois comboios esta segunda-feira (29 de Julho) na Suíça, que provocou 44 feridos, quatro deles graves, acontece cinco dias depois da tragédia ferroviária em Espanha que causou 79 mortos e mais de uma centena de feridos.
Lista dos acidentes de comboio mais recentes na Europa:
3 de março de 2012 – 16 pessoas perderam a vida e outras 58 ficaram feridas numa colisão frontal entre dois comboios numa das principais linhas da Polónia que une Varsóvia e Cracóvia. O acidente teve origem num erro humano.
13 de abril de 2012 – Três pessoas morreram e 13 ficaram feridas quando um comboio regional que fazia a rota Frankfurt-Hanau chocou com um trator estacionado na estrada perto de Muhlheim, na Alemanha.
21 de abril de 2012 – Uma pessoa morreu e outras 124 ficaram feridas na colisão de dois comboios entre a estação central de Amesterdão e a de Sloterdijk, na Holanda.
4 de maio de 2013 – Uma pessoa morreu, 93 ficaram feridas e 300 foram evacuadas devido à explosão de vários vagões de um comboio de mercadorias que transportava substâncias químicas inflamáveis entre as localidades belgas de Schelle e Wetteren, perto de Gent, na Bélgica. No acidente, provocado por excesso de velocidade, descarrilaram oito vagões e três incendiaram-se.
12 de julho de 2013 – Pelo menos sete mortos e 30 pessoas ficaram feridas quando um comboio que saía de Paris em direção a Limoges descarrilou em Bretigny-sur-Orge, na região da capital francesa. O Governo francês descartou o erro humano.
24 de julho de 2013 – Setenta e nove pessoas morreram e cerca de 130 ficaram feridas, 3o em estado grave, no descarrilamento de um comboio que fazia a rota Madrid-Ferrol nas imediações de Santiago de Compostela, na Galiza, a maior tragédia ferroviária em Espanha nos últimos 70 anos.
NOTA. Houve 3 acidentes ferroviários em 1912 e, em pouco mais de meio ano, em 1923, já houve 4. É um sinal muitas vezes referido de crescente desmazelo das pessoas no desempenho das suas tarefas. A Humanidade terá perdido o culto da perfeição naquilo que faz? Nos acidentes ferroviários, o desleixo humano constitui um factor importantes quer na operação da máquina quer, antes da viagem, na sua manutenção. Um erro pode ter consequências dramáticas para muitas pessoas e famílias.
Impõe-se que no ensino se preparem as crianças para virem a ser adultos cuidadosos, eficientes e responsáveis. E, depois, a Justiça deve punir severamente os responsáveis pelos acidentes, ao mesmo tempo que as empresas devem sancionar qualquer pequena deficiência e premiar os trabalhadores impecáveis. A tão falada avaliação de desempenho deve ser uma realidade, mas é indispensável que seja efectuada com a finalidade de conseguir os melhores resultados do trabalho para bem dos utentes, da população em geral e da empresa.
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quinta-feira, 27 de junho de 2013
O PAIS PRECISA DE MENOS PALAVRAS OCAS E DE MAIS TRABALHO
A notícia Passos Coelho: “País precisa menos de greves e mais de trabalho” suscita algumas reflexões que os pensadores não devem deixar de nos transmitir. Mas, para um simples cidadão, surge desde logo a legalidade das greves como direito concedido aos trabalhadores de lutarem para melhorar as suas condições de trabelho e para os cidadãos evidenciarem o seu desagrado e indignação perante atitudes menos convenientes das autoridades.
Seria bom que a vida social e empresarial não oferecesse motivos para tais paragens que, por mais contidas qye sejam, causam sempre prejuízo a cidadãos isentos de culpas e, o que é muito grave, é que desperdiçam tempo e energias que seriam mais úteis se fossem aproveitadas em trabalho dedicado e rigoroso para produzir a riqueza de que os portugueses necessitam. Mas, neste aspecto, também podem surgir pontos a polir, pois do trabalho a maior parte do benefício não reverte para quem o faz, mas para aqueles que usam e abusam do seu resultado, por deficiente ou ausente justiça social.
Por outro lado, com uma pequena mudança no título da notícia, poderá dizer-se : O Pais precisa de menos palavras ocas e de mais Trabalho. E recordo o vídeo de Constança Cunha e Sá em «Não percebo de que êxitos o Governo fala».
Dele se poderá concluir e deduzir que tem havido muita promessa não cumprida, muitas previsões insistentemente falhadas, como a da Reforma estrutural da função pública, ou do Estado, a redução da burocracia ao mínimo indispensável; etc.,
- Necessidade de agilizar a concertação social, tonificar o diálogo com confederações patronais, com sindicatos e com outras estruturas dos cidadãos,
- Conveniência de ajustar a política às realidades nacionais e colmatar o falhanço da política dos dois anos mais recentes de que, apesar de arrogâncias e «orgulho do trabalho feito», se vêm perigos no défice, na dívida, no desemprego crescente, no aperto exagerado e asfixiante da austeridade, nas falências (enfim, parece que, para os cidadãos, tudo está pior),
- Tem sido falado da intenção de aperfeiçoar o combate à corrupção, ao tráfico de influências e ao consequente enriquecimento ilícito, mas, segundo consta, a Justiça continua pouco eficaz por falta de ferramenta legislativa adequada,
- Fala-se pela rama na descida dos impostos (IRC, IRS, IVA) mas demora saber-se como, quanto, para quando?
E de palavras balofas temos dois exemplos recentes que são o cúmulo de todas as ouvidas em dois anos:
Gaspar admite reduzir impostos assim que possível e
Passos diz que Governo trabalha para baixar IRS mas não faz "promessa".
Realmente, o País precisa de menos palavras ocas e de menos referências a «projectos», ideias, intenções de que não se vislumbram acções concretas e muito menos de resultados, mas precisa, imperiosamente, de medidas bem preparadas, consistentes, eficazes, das quais se possa mostrar resultados para benefício dos cidadãos e dos quais, isso sim, o Governo se possa confessar justificadamente orgulhoso.
Os tempos actuais são difíceis, com grandes e imprevistas variações dos factores da decisão, pelo que só os objectivos estratégicos (crescimento e bem-estar) devem ser imutáveis, mas os objectivos tácticos, as medidas concretas não podem ser decididas a título definitivo «custe o que custar», pois são indispensáveis retoques para ajuste às realidades, à maneira do motorista que não tira as mãos do volante para manter o veículo dentro da estrada a fim de evitar acidentes e poder chegar com segurança ao fim da viagem (objectivo pretendido). Nada se perde em recordar a metodologia «Pensar antes de decidir»
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quinta-feira, 11 de abril de 2013
HOLLANDE COMBATE A CORRUPÇÃO
O Presidente francês François Hollande cria procurador especial anticorrupção e vai lançar operação «mãos limpas» o que constitui uma lição para os países que pretendem combater a crise com a redução das despesas, pois a CORRUPÇÃO constitui uma despesa criminosa, imoral, anti-ética, por representar um escoamento fraudulento do dinheiro público para benefício do corrupto.
Há que eliminar tal tipo de crimes, controlando rigorosamente os contratos, o tráfico de influências e o enriquecimento ilícito para evitar a austeridade em níveis brutais» como refere Christine Lagarde e que provoque tensões sociais como teme o FMI.
Devem ser adoptadas alternativas, de entre as muitas sugeridas: A propósito Luís Marques Mendes publicou vários artigos sobre este tema que já foram retirados dos arquivos respectivos mas que de um deles pode ver-se o conteúdo aqui.
Medidas como o despachos de Gaspar que foi considerado ir pôr em causa o futuro de Portugal ou de transformar o País em cinzas, são evitáveis se forem adoptadas medidas correctas, como têm sido sugeridas em vários sectores e que aqui muitas têm sido referidas.
Além do exemplo de Hollande no combate sistemático e rigoroso à corrupção e da eliminação de institutos inúteis, há o tecto salarial para os altos funcionários do Estado (ver o caso do IGCP, dos carros dos juízes do TC, etc) e olhe-se para casos como os dos deputados britânicos e do seu Primeiro-Ministro que viaja em transportes públicos.
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domingo, 17 de fevereiro de 2013
Decisões mal preparadas obrigam a recuos
Todos os dias vemos exemplos crassos de erros desprestigiantes. Hoje deparei com a notícia Ministério recua em várias questões do Ensino Especial, o que nunca pensei que acontecesse num pelouro de que é responsável professor de boa reputação.
É muito estranha a incapacidade e imprudência de os ministros tomarem decisões antes de as prepararem devidamente com a consulta dos interessados, directamente ou através dos seus representantes. Andamos a perder tempo, recursos, energias e prestígio, com estas tácticas de tentativas e erros, avanços e recuos. Deviam ler a metodologia descrita em Pensar antes de decidir para saberem bem preparar as decisões e evitarem tão escandalosa sucessão de avanços e recuos.
Imitando um professor que ouvi em 1971 no Curso Superior de Management do INII, em Lisboa, tenho procurado ser um «optimista preocupado», mas hoje a preocupação é tanta que já não tenho a certeza de conseguir ser minimamente optimista. Não é fácil encontrar um pequeno iceberg neste mar de poluição em que à tona de água só vemos incapacidades inexplicáveis, onde possamos apreciar exemplos de dignidade, com busca da perfeição, da excelência e competência.
Como está a ser frequente ouvir que existe o perigo de a crise vir a ser solucionada na rua, não com cantigas mas com violência, fico preocupado, pois, em tais «soluções», os estragos recairão sobre inocentes, enquanto os reais culpados sairão ilesos e passar-se-ão para Paris, Cabo Verde ou outro paraíso. Por isso, seria desejável que se recorresse a uma solução doméstica antes de ser tarde demais, mas os governantes não querem molestar os seus boys e os seus futuros patrões nos habituais «asilos» de velhos ex-políticos. No post anterior há várias sugestões que merecem ser ponderadas, a fim de levar Portugal para a frente sem «tentativas e erros» nem «avanços e recuos» nem, por outro lado, a arrogância do estilo «custe o que custar» em soluções por capricho de bruxaria. Convém pensar cuidadosamente e de forma abrangente antes de decidir, a fim de ser escolhida a melhor solução para cada problema por mais pequeno que pareça..
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Comunicar com objectividade
Se o aparecimento de responsáveis políticos nos órgãos de comunicação não for para comunicar com verdade, clareza e precisão, pode tornar-se perda de tempo, propaganda ou pantomina de diversão.
«O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, criticou nesta quinta-feira os anos de governação socialista e acusou o PS de ser o responsável pelo Orçamento do Estado que o Governo apresentou na segunda-feira ao país.»
No momento actual, nada adianta estar a tomar culpas aos causadores da crise. Esses deveriam estar a contas com a Justiça se ela funcionasse. Os actuais governantes é que têm responsabilidade de resolver todos os problemas agora existentes e procurar, para eles, as melhores soluções. Foi para isso que nos pediram o voto. É para isso que lá estão.
O nosso papel de eleitores e contribuintes deve ser a crítica civilizada e construtiva para os pressionar a reparar aquilo que não está bem. Um político, por norma, como ser humano, é avesso à mudança, às alterações, e preguiçoso e, diz a experiência que, nada fará se não for pressionado e empurrado.
O nosso dever é estimular a sua acção para defender os interesses nacionais e melhorar a vida dos portugueses. Fazer isso não é ser do contra, nem revolucionário, é ser patriota, amigo de Portugal.
O ministro da economia, mostrou grande incompetência ontem por ter dito mal do governo anterior, já saído há quase ano e meio, em vez de mostrar obra feita neste já largo tempo de governação do actual Governo. Ou será que, ao fim de todos estes meses, não tem resultados a mostrar, de que se orgulhe? É pena ver políticos no poder a perder tempo fazendo guerras partidárias, em vez de falarem dos reais problemas que afectam os portugueses. Em momento de grave crise, todos os esforços devem ser orientados para atrair todos os sectores a colaborar na escolha das melhores soluções com consenso alargado, a fim de serem obtidos os melhores resultados para bem dos portugueses. Lutas partidárias não são, neste momento, o que o país mais precisa nem são patrióticas. Façam e digam os resultados, mostrem as razões que os levam a tomar cada decisão. Tal informação, com verdade, transparência e objectividade, é que deve ser o tema das suas palavras em público, para conseguir a maior convergência de esforços.
Essa é que será a mais eficaz propaganda que os eleitores gostarão de ouvir.
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
Improviso Imperfeito
Governo corrige e completa simulações de IRS entregues aos deputados da coligação, numa reunião á porta fechada. Tratava-se de «simulações da autoria do Governo - também distribuídas aos jornalistas que esperavam pelo fim da reunião - onde mediam os impactos das alterações introduzidas na proposta de orçamento em matéria fiscal.»
«As simulações contêm algumas incorrecções e estão agora a ser alteradas para os corrigir, assim como para completar o documento. Em causa está a introdução de mais um quadro de simulações onde é incluído o exemplo de um casado com um filho, explicou a mesma fonte.»
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Concurso fantasioso
Tem sido aqui referido que o amiguismo se evita com concursos públicos, com especificações não direccionadas a um «boy» ou «girl» do clã, sendo as propostas recebidas seladas e abertas por um júri imparcial e idóneo, para que os resultados mereçam credibilidade e não originem polémica. Todos nós, a começar por governantes, autarcas, e responsáveis por organismos públicos devemos, sempre, procurar contribuir, da melhor forma, para a boa imagem de Portugal perante os cidadãos em geral e perante o exterior. E tais concursos servem para que todos os cidadãos tenham igualdade de oportunidades e que o Estado seja bem servido por poder escolher aquilo que tem de melhor, com mais mérito.
Mas parece haver pessoas sem idoneidade em cargos de responsabilidade que partem da hipótese de que todos são estúpidos menos elas e procuram camuflar o amiguismo com simulações de concursos, eivadas de falácias, fantasias e fantochadas, acabando por criar situações de faz-de-conta, de «gato escondido com rabo de fora»
A notícia IEFP divulga oferta de emprego com nome de possível vencedor (para ler a notícia basta fazer clic neste título) refere um caso gritante que espantosamente é considerado «perfeitamente normal» por uma responsável.
Transcreve-se um parágrafo:
«“Outros conhecimentos: só a admitir a Vera Pereira”. Esta referência era visível até à manhã de hoje numa oferta de emprego para educador de infância publicada no site do Instituto do Emprego e Formação Profissional. A directora de comunicação do instituto, Fátima Cerqueira, reconhece a existência de um “lapso registado no procedimento” mas afirma que “a situação identificada é perfeitamente normal”».
Isto, por mais que se queira esconder, foi uma nódoa na imagem do IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional. Será que o autor deste caso fica imune e impune? Quem vai ser penalizado por esta nódoa? Como reage o Estado a esta sabotagem à imagem que deve ser de moralidade, verdade, transparência, num momento em que tandos portugueses têm o futuro dependente do IEFP?
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sábado, 16 de junho de 2012
Avanços e recuos são sinal e imaturidade
Mas, infelizmente, são frequentes tais comportamentos por tentativas, erros e novas tentativas, como se vê na notícia Educação recua e já não defende cobrança de IRS aos bolseiros, com a agravante de, neste caso, serem afectados indivíduos em plena formação para a vida activa de elevada responsabilidade. Constitui mau sistema de ensino e sensibilização para os melhores comportamentos profissionais futuros.
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sexta-feira, 1 de junho de 2012
Gaspar cai na real ???
Parece ir longe o tempo em que Gaspar abusava repetidamente dos verbos «garantir» e «assegurar», como aqui foi várias vezes referido. Pessoa medianamente atenta veria que não havia lugar para tais garantias, antes pelo contrário, as dúvidas eram muitas e as competências não se apresentavam á altura das necessidades para encarar a realidade e encontrar soluções adequadas. Tratava-se apenas de arrogância de governante caloiro vítima de exagerada autoestima e demasiado confiante nos livros por que aprendeu. Esquecia que tais livros fioram publicados há alguns anos e assentavam em factos muito anteriores, o que pouco ajudava a decifrar situações actuais de um mundo muito diferente do de ontem. Mais do que regras desactualizadas, são necessários métodos de análise e de preparação das decisões, sem nunca esquecer que governar é defender o bem-estar e a felicidade das pessoas, dos portugueses, principalmente os mais modestos agentes da economia.
Mas, agora, já admite que andava nas nuvens e que a redução da dívida é tarefa para "muitos anos" e que, em vez de medidas avulso e desconexas,
"Portugal terá de concretizar uma trajetória sustentada de redução de dívida pública durante muitos anos". Tal afirmação não foi surpresa, só sendo de estranhar que demorasse quase um ano a surgir, depois de insistir nos números que desencadearam a tragédia nacional de reduzir o poder de compra das classes mais desfavorecidas, com consequente quebra na facturação do comércio, encerramento de firmas comerciais e industriais, desemprego, com menos impostos recebidos e mais subsídios de desemprego a pagar. Enfim, uma austeridade que, por ser mal preparada e decidida, em vez de curar, agravou a patologia.
As notícias faziam esperar do ministro a sua descida ao terreno prático, pois, por exemplo, o défice orçamental terá ficado nos 7,4% no 1º trimestre quando havia o compromisso (garanto que… asseguro que…) de ser de 4,5%. E o fisco enganou-se nas contas e receita de IRS pode não ser tão boa. Um esforço indispensável deve ser orientado para evitar erros e para prepara com muito rigor qualquer decisão, mesmo que pareça trivial, seguindo o método de pensar antes de decidir.
E para melhorar a eficiência da acção governativa, nem é preciso espreitar o que pensam os «sábios» estrangeiros, pois temos cá quem (Teodora Cardoso) tenha ideias práticas, como estas «é preciso um programa claro, não bastam listas de medidas, isso não vale a pena fazer, mas uma lógica de medidas que tem de ser acompanhada pela prestação de contas. O Governo tem de empenhar-se na explicação das medidas que toma em matéria de finanças públicas e de política económica.»
«É preciso tornar muito claro que nós não estamos a tentar unicamente corrigir algumas coisas para depois voltar ao passado mas estamos efectivamente a propor-nos mudar de vida». «Portugal tem de «pensar pela própria cabeça e ir além do que nos mandam».
Esperemos que Gaspar assente bem os pés na realidade e, a partir daí, utilize uma boa metodologia de preparação de decisões, não para voltarmos ao «statu quo ante» mas para reorganizarmos o País de forma mais adequada a maior justiça social e ao crescimento da riqueza nacional.
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segunda-feira, 28 de maio de 2012
Em crise, há abusos imperdoáveis
É inquestionável a necessidade de moralidade e seriedade na administração do dinheiro público, em qualquer circunstância, mas com maior e mais rigorosa justificação em situação de crise em que são exigidos enormes sacrifícios a grande maioria da população. Com quase um ano de exercício do actual Governo e depois das promessas feitas na campanha eleitoral, era de esperar que tivesse sido travada a descida para o abismo. Mas, apesar de palavras de fantasioso optimismo, a informação que chega, embora cautelosamente dissimulada, mostra que a descida continua embora, talvez, com velocidade menos acelerada.
Por exemplo, não pode passar despercebida a notícia de que A classe média também já vai buscar comida às cantinas sociais.
E perante os sinais de crise aguda, continuam os vícios de corrupção, compadrio, negociatas em favor de amigos, à custa de abusos imperdoáveis de mau emprego do dinheiro dos impostos, como diz a notícia de que o Estado gasta por mês 130 milhões de euros sem concurso o que, para mais, prejudica o bom funcionamento da economia que era suposto e desejável basear-se na livre concorrência e na iniciativa individual.
Mas os abusos vão muito mais além e, por exemplo, a notícia Aulas no privado dadas pelo chefe diz que a empresa «Estradas de Portugal (EP) pagou formação a, pelo menos, sete funcionários do departamento de informática numa universidade privada. O director do curso era o superior hierárquico dos trabalhadores em questão.» Há instituições públicas em que se usa o sistema «on the job training» e, no caso versado, isso até seria fácil porque ao superior hierárquico foi reconhecida capacidade para ministrar a instrução.
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sábado, 11 de fevereiro de 2012
Gestão Pública precisa de profunda reforma
O que dizer de serviços públicos que demonstram, pela sua actuação, não terem o mínimo respeito pelo dinheiro dos impostos dos portugueses? Ao gerirem o seu orçamento sem respeito, sem rigor, sem disciplina, sem dignidade, como esperam depois encerrar as contas honestamente? Porque não existe um sistema eficaz de controlo, inspecção e sancionamento dos resultados da gestão? Qual tem sido o papel da Justiça perante estes desmandos?
Surge a grande dúvida, talvez certeza, do mau critério da nomeação dos gestores. Qual o seu laço de cumplicidade ou compadrio com o responsável da tutela que os nomeou? Em que critério se fundamentou quem os nomeou? Foram escolhidos por concurso público, para seleccionar os portugueses mais idóneos e capazes?
Com estas decisões mal preparadas não se estranha que o País esteja afundado nesta crise que nos esmaga. Há que reformar profundamente o sistema de gestão pública, com a máxima urgência.
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Má gestão. Esbanjamento
Assim vai o «Carnaval» nos serviços públicos pagos com os nossos impostos.
Custos evitáveis nos centros de saúde podem atingir os 900 milhões de euros
Temos que acabar com isto seguindo os sábios conselhos do PM, quando «apelou, esta segunda-feira, aos portugueses para serem "mais exigentes", "menos complacentes" e "menos piegas" e disse "Temos de ser ambiciosos e exigentes com o ensino, com a investigação e o saber, com as empresas".., "hoje, mais do que nunca", é preciso "enfatizar a relevância" de os portugueses serem "totalmente exigentes e nada complacentes com a facilidade", apelando à "transformação de velhas estruturas e velhos comportamentos muito preguiçosos ou, às vezes, demasiado autocentrados", por outros "descomplexados, mais abertos, mais competitivos".»
Exijamos, «custe o que custar», que os políticos cumpram rigorosamente o seu dever de zelar pelos interesses da população portuguesa, dos cidadãos, dos eleitores.
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Como os serviços (não) funcionam !!!
Enquanto os serviços públicos não tiverem um desempenho exemplar, não se cria na população confiança e respeito. Pelo contrário, pelo mau exemplo, estimulam-se as pessoas a serem desleixadas e golpistas, fugindo às suas responsabilidades e deveres cívicos de cidadania, na esperança das vantagens ilegítimas, com impunidade.
Os actuais funcionários dos serviços, estão a trilhar bom rumo e espera-se que não percam o entusiasmo de cumprir com eficácia e persistência os seus deveres profissionais exigidos pelas suas funções,em defesa dos interesses nacionais.
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domingo, 1 de janeiro de 2012
Governar com rigor é possível !!!
É reconfortante a notícia de que a Câmara de Almada termina o ano com saldo positivo e sem dívidas porque nos mostra que é possível governar uma autarquia com rigor e sentido de responsabilidade e respeito pelo dinheiro pago pelos contribuintes. E se isso pode acontecer numa autarquia, também o pode ser no Governo do Estado.
Para tal, não são necessários complicados conhecimentos de matemática. Apenas é preciso ter as qualidades atrás apontadas e vontade de as aplicar a bem dos cidadãos que pagam impostos, contribuições, taxas, licenças, etc. A ciência necessária é apenas a aritmética básica com as contas de somar e sde subtrair, o que vier a mais ajuda mas é dispensável, pois com o devido respeito pelas proporções de escala, gerir uma autarquia exige cuidados semelhantes aos que devem estar presentes na gestão de uma mercearia de bairro ou de aldeia, ou a vida privada de cada um em que as despesas devem ser inferiores às receitas, para que não haja défice e consequentes dívidas.
Quando houver um mês com défice deve haver cuidado de no mês seguinte evitar continuar essa excepção e recuperar a normalidade. A acumulação de défices não é saudável.
Este caso de eficiência da Câmara Municipal de Almada constitui um exemplo que deve ser seguido, em todos os casos em que está em jogo o dinheiro público, dos cidadãos.
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sábado, 8 de outubro de 2011
Confusão no Parlamento
Em qualquer momento, é exigido aos governantes a boa prática do sentido de responsabilidade e do sentido de Estado, com o estudo rigoroso dos problemas e com a cuidada preparação das decisões.
Mas se tal comportamento deve ser seguido sistematicamente, ele é absolutamente indispensável em tempo de crise. Durante esta não se pode errar, não há recursos a desperdiçar e as pessoas já atingiram o limite máximo de sacrifício e qualquer gota faz transbordar a taça.
Um ministro não deve sujeitar-se a falar de um assunto do seu pelouro que não tenha sido perfeitamente estudado, não pode ficar-se pela generalidade, pelas intenções, por palavras vagas, por ideias gerais e promessas. Não pode ter dúvidas nem hesitações. Deve conhecer bem o objectivo que deve ser atingido e a estratégia mais adequada para lá chegar, sem deixar ao acaso qualquer dos efeitos de eventuais falhas.
E é fundamental que não pode perder de vista que as pessoas são prejudicadas por omissões ou erros de decisão e de execução Não pode actuar como um jogador de lotaria que, com fé e esperança, confia na sorte de acertar na taluda.
Isto aplica-se à ida do ministro ao Parlamento para não voltar a acontecer confusão total que ocorreu com o ministro da Economia para apresentar o plano estratégico dos transportes.
Mas, neste caso, houve um aspecto muito positivo, o de os deputados terem a noção da gravidade das atitudes de noviço ou de aprendiz ou de caloiro que não fez o trabalho de casa e ia crente no «logo se verá!». Os deputados mostraram estar conscientes daquilo que atrás ficou exposto e exerceram a sua praxe punitiva.
Espera-se que tenha sido um caso para esquecer e que não mais se repita. Portugal está num momento em que não pode haver erros. Oxalá os governantes assimilem todos os aspectos das responsabilidades que pesam nos seus ombros.
Alguns títulos da comunicação social sobre o assunto:
- Corte drástico no sector dos transportes em 2012
- 'Não percamos tempo com querelas inúteis'
- Todas as SCUT com portagens até final do mês
- Oposição queixa-se de não ter recebido Plano Estratégico dos Transportes
- Maioria chumba requerimento do PS para adiar audição do ministro
- Plano estratégico será aprovado em Conselho de Ministros na quinta-feira
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Rigor «corrigido» por palavras doces
Tem sido aqui expresso que o mal actual do País não são as pessoas mas o regime e os vícios e manhas de que padece, há cerca de quatro décadas. Foi criada uma espécie de «tradição» a que os partidos se submetem, em prejuízo dos cidadãos, como se vê nos inúmeros buracos espalhados por todo o sítio e naquilo que o povo traduz pela frase «só mudam as moscas…».
Agora o ministro das Finanças, um economista, felizmente ainda verde nos tais «vícios e manhas», diz que maiores dificuldades estão para vir, mas logo é «corrigido» por um colega, inteiramente sintonizado com o regime, que recusa alarmismo e garante que Gaspar queria era dizer que ainda há um longo caminho a percorrer.
O primeiro vê a frieza dos números o outro joga com as palavras procurando adoçar a pílula para os cidadãos não sentirem todo o amargor da realidade.
Não terá sido o uso das palavras em «acção psicológica» e o surgimento de múltiplos buracos abertos pelo caruncho em toda a madeira podre do País que levou o Cardeal Patriarca a dizer que ninguém sai da política "com as mãos limpas"?
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terça-feira, 6 de setembro de 2011
Como compreender ???!!!
Segundo a notícia do Jornal de Notícias Professor foi nomeado para direcção 'extinta', o Ministério da Educação, no preciso dia em que anunciou a extinção dos directores regionais de Educação, nomeou novos directores. Entre os nomeados destaca-se o até agora presidente da Associação Nacional de Professores, João Grancho, que vai liderar a Direcção Regional de Educação do Norte até ao final de 2012.
Se a crise ainda não existisse, viria agora. Que gente é esta? Que equipa é esta? Como se pode alimentar a confiança e a esperança dos portugueses? Será trabalho dos «especialistas» recentemente nomeados sem concurso público? E tantos «especialistas» não são suficientes para evitar estes «lapsos»? Será necessária uma interinidade tão prolongada até o processo de extinção ser encerrado? Tem sido referido que para sair da crise é preciso não perder tempo, uma semana ou um mês de demora tem consequências indesejáveis. O povo diz que «depois de cavalo morto, cevada ao rabo». É preciso tratar o moribundo com urgência para procurar adiar a morte.
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
Via dolorosa do próximo Governo
Transcrição seguida de NOTA:
Coragem e patriotismo
Destak. 14 | 06 | 2011 19.36H. JOSÉ LUÍS SEIXAS
O silêncio que tem rodeado a formação do novo Governo pode ser um bom augúrio. Mais importante do que as linhas programáticas – as quais, em bom rigor, se acham desenhadas no memorando de entendimento que contratualiza o auxílio financeiro internacional – são as pessoas que irão assumir o timão deste barco tão frágil perante uma tempestade com a dimensão da que se avizinha. O governo destes tempos exige muito músculo, muito prestígio e muita determinação.
E, sobretudo, um enorme desprendimento e um grande patriotismo. Quando os portugueses sentirem na pele os sacrifícios de que, por enquanto, apenas se fala, os ‘rostos do poder’ serão apupados e vilipendiados. Então já ninguém se recordará do Eng. Sócrates, do memorando ou da crise internacional.
Nesse momento o governo em formação converter-se-á no bode expiatório do passado que colocou o País à beira do abismo. Serão os nomes dos seus ministros os pronunciados nas praças públicas como os responsáveis das muitas desgraças que baterão à porta de todos os portugueses. É bom ter presente que a memória histórica dos povos é um breve instante que se esvai como o fumo de um cigarro.
NOTA: Este texto não é profecia, antes um conclusão lógica da situação actual e recente. Nada se poderá resolver por um gesto de varinha mágica. É preciso inspirar a confiança do povo, através de verdade e transparência, de explicar as razões dos sacrifícios exigidos e os benefícios deles esperados, agir com rigor e bom senso para não cometer erros que possam afectar a confiança e a esperança das pessoas e o prestígio dos governantes. Para isso ,não pode esquecer-se o patriotismo, não se deixar pressionar por políticos partidários de baixa estatura ética que não sabem o que são os interesses nacionais e apenas visam regalias pessoais, como ficou visível nas palavras de Sílvia Ramos
E é preciso muito músculo, coragem e determinação para enfrentar as reformas indispensáveis para emagrecer o Estado e conter as despesas dentro das possibilidades das receitas, como por exemplo a eliminação de instituições inúteis que além dos custos financeiros acarreta aumento de burocracia e de ineficácia dos serviços públicos.
Portugal precisa que o Governo não fraqueje nesta via dolorosa e consiga vencer todas as dificuldades e escolhos que se lhe apresentarem no percurso.
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segunda-feira, 6 de junho de 2011
Sem Margem para Erro
Transcrição de artigo:
A dúvida razoável
Correio da Manhã. 06-06-2011. 0h30. Por: José Rodrigues, editor de Política/Economia
José Sócrates sai de cena ao fim de seis anos, pela força do voto dos portugueses, que recusaram dar uma nova oportunidade ao líder que conduziu o País para a quase bancarrota, preferindo apostar na mudança personificada por Pedro Passos Coelho. Mas a escolha não exclui uma dúvida razoável: será ele o homem certo, capaz de resgatar o País da profunda crise em que se encontra?
Só o tempo o dirá, mas para já há uma certeza: o mais difícil está para vir. Na verdade, a tarefa do novo Governo (previsivelmente de coligação PSD/CDS) é enorme, pois não basta aplicar as medidas draconianas impostas pela troika, honrando o compromisso assumido pelo Estado português, é preciso ir mais longe, e pôr Portugal a crescer.
Exige-se, para já, rigor nas contas e criatividade nas estratégias, e uma atenção particular ao problema do desemprego, que assume proporções cada vez mais dramáticas. Sob o "espartilho" da troika, o novo Governo não terá margem para errar, e Pedro Passos Coelho nem sequer poderá contar com a ‘lua-de-mel' dos recém-eleitos.
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