segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Dívida é Poder

Transcrição integral do comentário colocado por MENVP, no post Conceitos a definir para os políticos, por merecer espaço de mais visibilidade.

Quando Manuela Ferreira Leite anunciou que a dívida estava a crescer demasiado, e que era necessário tomar medidas sérias contra esse crescer da dívida... os investidores entraram em pânico: sem Estados endividados... não seria possível ter acesso a privatizações selvagens.

Consequentemente: trataram de dar a volta à situação: Manuela Ferreira Leite foi enxovalhada pelos Media e apoiantes seus foram silenciados (nota: os Media são controlados pela superclasse)... em simultâneo... os Media deram amplo destaque a marionetas/bandalhos: «há mais vida para além do deficit».

Muito mais importante do que 'Vira o Disco' (leia-se, eleições atrás de eleições) e do que 'Greves Gerais'... interessa aprender com o know-how islandês : o poder político e financeiro não são lá muito de fiar... leia-se, a Islândia não é de esquerda nem de direita: é avessa a desvarios capitalistas...

Na Islândia (a revolução censurada pelos Media, mas vitoriosa!) podemos aprender o seguinte: não se pode passar um cheque em branco... quem paga (vulgo contribuinte) tem que ter uma palavra a dizer!

Resumo (foi tudo feito pacificamente):

- Renegociação/reestruturação da dívida;- Referendo, de modo a que o povo se pronuncie sobre as decisões económicas fundamentais;
[Sugestão 1: blog « fim-da-cidadania-infantil » - Direito ao veto de quem paga (vulgo contribuinte);
Sugestão 2: emissão de dívida pública... só mediante... uma autorização obtida por meio de um referendo]

- Reescrita da Constituição pelos cidadãos.{Obs 1: Os políticos e os partidos políticos vão ter que se aguentar... leia-se, têm de passar a ser muito mais controlados pelos cidadãos}

Anexo:
Paulo Morais, professor universitário - Correio da Manhã – 19/6/2012"Com estas artimanhas (...) os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters."

Publicada por menvp em Do miradouro a 5 de Novembro de 2012 01:38

3 comentários:

A. João Soares disse...

A MENVP agradeço a sua visita e este óptimo comentário.

O exemplo da Islândia constitui uma bela lição e já aqui foi referido várias vezes

- Islândia realizou revolução pacífica
- é um caso a estudar
- Islândia, um Estado de Direito
- Islândia dá lições

Nunca é demais apontar os bons exemplos. Esse é o meu método utópico e idealista que reconheço não ser suficiente para convencer os eleitos a resistirem aos «banksters» e serem mais conscientes das suas responsabilidades perante o POVO.

Por isso publiquei este comentário em lugar mais visível como post.

Um abraço especial para menvp
João

Mário Relvas disse...

Caro João Soares;

Agora a Manuela tinha razão. E quando disse que precisávmos de pelo menos seis meses sem democracia? Não seria para tomar medidas sérias sem que as greves e condicionalismos de alguns estagnassem a politica económica e financeira a implantar? Pois mas ela foi abanada por todos os lados incluindo o Sr. Sócrates ao partido do qual pertence o Sr. Seguro...

Cumprimentos

A. João Soares disse...

Caro Mário Relvas,

Agradeço a sua presença neste espaço. A Drª Manuela Ferreira Leite é uma «sábia» muito participativa na opinião pública, transmite ideias muito positivas e é pena que, com o poder que lhe dá a função de conselheira de Estado, não se bata mais pela concretização delas, para bem de Portugal.

Claro que depara com muita oposição, principalmente vinda de jovens «políticos profissionais», vulgarmente conhecidos por «jotinhas», fabricados pela «Carreira Política» que rejeitam qualquer ideia vinda dos «cotas» sem terem argumentos ou alternativas a apresentar. É a ignorância, prosápia, arrogância e falsa ostentação de nada que tem governado o País e que nos conduziu à actual crise que se vai prolongar por muitos mais anos, para mal dos portugueses que não emigrem.

Eanes tem razão ao sugerir que o PR se apoie num grupo de sábios» independenetes e de boa vontade com dedicação aos interesses de Portugal e que se estabeleça um pacto de crescimento e modernização.

Na crise que estamos a atravessar, mais do que numa situação normal, todas as opiniões devem merecer atenção, porque servirão para tomar decisões bem fundamentadas com base no pensamento da população «soberana». O grande erro é decidir com base em palpites pessoais ou sonhos fantasiosos mantidos «custe o que custar» «doa a quem doer», no bom estilo das velhas ditaduras.

Abraço
João