sexta-feira, 1 de março de 2013

Propostas exequíveis serão aplaudidas


Depois das Palavras inócuas e inúteis serão benvindas sugestões realistas exequíveis que contribuam para retirar o País do lamaçal em que se vem enterrando, cada vez com maior gravidade, desde há anos.

Por isso, merece realce a notícia Seguro apresenta "cinco propostas concretas para sair da crise", deque se extraem as seguintes frases:

É preciso
"parar com a austeridade" e
lançar programas de estabilização económica e
apoio a desempregados,
uma "estratégia realista" para diminuir a dívida e o défice e
uma agenda para o crescimento.

Propôs, por exemplo:
A redução do IVA para a restauração,
O aumento de salário mínimo nacional,
O aumento das pensões mais baixas negociado na concertação social,
Um plano de reabilitação urbana que dê "a prioridade à eficiência energética, com aproveitamento dos fundos comunitários".

São ideias viáveis e, certamente, o seu autor poderá colaborar na sua pormenorização e na elaboração de planos e programas de pormenor, com vista à sua completa realização e supervisão, de que resultará benefício para o País e para a imagem do seu próprio partido, pela activa colaboração num pacto de regime semelhante ao proposto por Luís Marques Mendes e delineado a contento dos intervenientes.

Imagem de arquivo

4 comentários:

Fernando Vouga disse...

Caro João soares

Por estranha coincidência, Marques Mendes e esse tal Seguro andam-se a bater ao mesmo tacho.

Cadastrado nº 69 disse...

Reparem que esta é boa: Hugo Costeira, antigo guarda da Polícia Municipal de Braga foi expulso através de processo disciplinar que lhe foi instaurado pela hierarquia e é agora acessor do Grupo Parlamentar do PSD na Assembleia da República. Recebe mais de € 3000/mês. É uma valente vergonha o que se passa nesta república das bananas...

Mário Relvas disse...

Caro João Soares,

Lamento mas essas propostas de Seguro não resolverão nada. É mera teoria. A situação é grave demais para demagogia. Urge um plano nacional de fundo. Que se saiba de onde se vem e para onde se quer ir. Não adianta baixar o IVA da restauração se não houver consumidores. A lei da oferta e da procura é imbatível. E quem nos garante que a restauração baixará os preços? Mais ainda? O importante é que se não produzirmos mais, aumentando o PIB e o consumo de produtos nacionais, e controlando o que vem de fora dos países do oriente, que não têm segurança social nem direitos no trabalho, de nada adiantará tantos cortes do governo e da troika, nem a demagogia de Seguro. É uma pescadinha de rabo na boca!
A UE será solução de continuidade ou resta-nos bater a porta? Estas questões são de vital importância no presente tendo em vista o futuro de todos nós em especial dos mais jovens e dos mais carenciados. Tem de haver um rumo a dar ao país e não andarmos a navegar à vista a ver onde vai bater o casco já gasto e com muitos furinhos...

Bom fim de semana

A. João Soares disse...

Caro Fernando Vouga,

A corrida aos tachos está em «sprint» para a meta, porque o trem de cozinha já tem poucos tachos disponíveis.
Mas eles não desarmam, porque sabem que há sempre a possibilidade de ser criado mais um observatório para vigiar outro que já existe!!!

Veja-se a história contada pelo «Cadastrado nº 69» Os amigos coniventes ou cúmplices dos políticos altamente situados nunca ficam na rua e vão ser muito bem pagos pela sua incapacidade mental.

O amigo Mário Relvas diz verdades já aqui repetidas várias vezes, mas falta vontade política para encarar a solução. As pessoas vão dando sugestões, alertas, a massa nas ruas mostra a sua indignação, a oposição, mesmo dentro da coligação vai dando dicas, mas o Governo está obsessivamente fixado no saque aos portugueses mais pobres e vai dando força aos menos capazes como o caso atrás referido e... não há sinal que dê esperança de recuperação.

O buraco é tão profundo e as bordas tão friáveis que nem os bombeiros se atreverão a tentar tirar-nos de lá com vida. Passos deve ter pesadelos e decide: «morro como político, mas levo os portugueses comigo»

Seria importante uma «conjugação de esforços para dar um rumo ao País», mas a teimosia do Passos só aceita um rumo que ele escolha e, dessa maneira, não tem a colaboração da oposição. E continuamos a assistir a repetidos agravamentos da austeridade, até ao último português que teimar em sobreviver.

Abraços
João