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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Crescimento e exportações

Vítor Gaspar disse em Washington que o Estado pode estimular o crescimento através do “financiamento regular” de pequenas e médias empresas, “em particular as que estão activas no sector das exportações”. Esta focalização das exportações como vector fundamental do desenvolvimento da economia tem sido referido com insistência.

 Será de esperar, atendendo à conveniência de «lealdade institucional», de coordenação e de convergência de esforços que a distribuição de prémios no próximo dia 10 de Junho, coloque em realce estimule os sectores mais marcantes nos aspectos mais significativos para se vencer a crise, como recentemente foi referido no post Coerência entre palavras e actos.

 Imagem de arquivo

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domingo, 4 de dezembro de 2011

Susto com o fantasma de Américo Tomaz

Pareceu-me ter ouvido no rádio do carro em que me deslocava que o PM não tem medo de greves e de súbito saltou-me à memória a voz de Américo Tomaz «Estamos orgulhosamente sós a lutar contra os irreversíveis ventos da história». E os ventos eram de tal forma irreversíveis que acabaram por nos arrastar e, depois, ter sido perdido o «Ultramar».

O povo, na sua vetusta sabedoria diz que «a união faz a força» e as grandes reformas devem ser feitas com as pessoas nelas implicadas e não contra essas pessoas e, se a decisão for correctamente preparada, não será difícil explicar e atrair as vontades de todos os que serão afectados pelas medidas da mudança. Depois, todos unidos por um ideal comum que a todos beneficiará, será mais fácil atingir o objectivo escolhido.

Mas, infelizmente, a tal voz nada tem do fantasma do passado, pois é real e está bem traduzida na frase «O primeiro-ministro garantiu não ter «medo de greves» e prometeu «travar todas as batalhas» para alterar uma lei laboral que actualmente apenas gera «desemprego e precariedade»».

Recordo também que as reformas prometidas por Sócrates no início do seu primeiro Governo, e que eram bem-vindas para modernizar o País através da estrutura administrativa, foram todas goradas por terem sido iniciadas com a confrontação com as pessoas que as teriam de levar a cabo, os professores, os juízes, e, na Saúde, os médicos, os enfermeiros e os farmacêuticos, em vez de procurar beneficiar da sua colaboração activa e entusiástica.

As reformas não podem ser aventuras por capricho ou inspiração onírica, porque devem ser sistemas bem eficazes que possam manter-se sem alterações profundas durante largos períodos. Para tal, devem ser bem preparadas com as opiniões e sugestões de um leque muito alargado de pessoas e seguir uma metodologia semelhante à explicada em Pensar antes de decidir;. Parece ser uma ideia correcta que só se defende aquilo que se ama e só se ama aquilo que se conhece e se compreende.

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Vítor Gaspar garante ...

O verbo garantir tem sido muito mal utilizado, ficando o seu significado, na prática, apenas ao nível de desejar ou pretender. Por exemplo, no título da notícia Vítor Gaspar garante que não há excepções aos cortes de subsídios, não será fácil concretizar tal garantia. Será que vai anular o despacho n.º 15296/2011 do SEAF, abaixo transcrito? Será que demite o o SEAF pela leviandade de criar uma excepção que mina a coesão e coerência que deve existir, numa equipa governamental, principalmente quando se vive numa crise grave?

Os jovens governantes precisam de uns colóquios em que aprendam as regras de trabalho de equipa, no que talvez o José Mourinho possa dar uma ajuda.

Além dos 14 meses de salário, há o acréscimo de 2000 euros mensais, segundo parece por ter diploma de mestrado, e não pela complexidade das tarefas que lhe são confiadas. Não é remunerado pelo mérito ou pelas tarefas mas pelo diploma que, como tem vindo a público, poder ser obtido por métodos diversos, nem sempre defensáveis.

Eis o documento

Diário da República, 2.ª série — N.º 217 — 11 de Novembro de 2011
Gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Despacho n.º 15296/2011
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Nos termos e ao abrigo do artigo 11.º do Decreto -Lei n.º 262/88, de 23 de Julho, nomeio o mestre João Pedro Martins Santos, do Centro de Estudos Fiscais, para exercer funções de assessoria no meu Gabinete, em regime de comissão de serviço, através do acordo de cedência de interesse público, auferindo como remuneração mensal, pelo serviço de origem, a que lhe é devida em razão da categoria que detém, acrescida de dois mil euros por mês, diferença essa a suportar pelo orçamento do meu Gabinete, com direito à percepção dos subsídios de férias e de Natal.


O presente despacho produz efeitos a partir de 1 de Setembro de 2011.


9 de Setembro de 2011. — O Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais,


Paulo de Faria Lince Núncio.

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domingo, 6 de maio de 2007

Criança desapareceu no Algarve

No editorial do Diário de Notícias de 6 e Maio é afirmado que, «para além da dimensão policial do caso, e respeitando a dor dos pais, há no entanto uma reflexão que não deve deixar de ser feita: é pura irresponsabilidade deixar três filhos de tão tenra idade (um par de gémeos de dois anos e Madeleine de três) sozinhos em casa, ainda para mais num país estrangeiro e por isso desconhecido.
Um casal de médicos tem maior obrigação de o saber porque, para além de conhecer o mundo e a maldade que se esconde no ser humano, pode e deve avaliar todo o conjunto de problemas e acidentes que crianças dessa idade têm tendência a provocar estando libertas da necessária vigilância de um adulto.» É realmente um ponto de reflexão a sublinhar que mostra que os próprios ingleses, com tanta fama de eficientes, não são todos menos medíocres do que os portugueses.
Mas desta lamentável ocorrência ressaltam outros aspectos que podem levar a suspeitar da falta de sensibilidade e de sentido das responsabilidades por parte de polícias e órgãos da Comunicação Social.
Admitamos que a criança não foi vítima de acidente, por ter saído de casa e caído num poço, por exemplo, e que foi raptada com o intuito de obtenção de um resgate. Neste caso a melhor reacção da família e dos polícias seria manter o caso em segredo para deter o raptor no momento e local por ele indicado para o pagamento que, logicamente, seria próximo em termos de distância e de data. Se essa fosse a finalidade, depois de tanta publicidade, o raptor já não se arriscaria às consequências da obtenção do resgate e a sua preocupação passaria a ser libertar-se da criança, do que poderia resultar a morte desta.
Porém, a finalidade do rapto poderia ser outra como o tráfico para utilização em actos de pedofilia ou para o negócio de órgãos para transplante, casos em que a busca e o bloqueio da fuga não deveria demorar para ter eficiência, sem que isso viesse impedir a manutenção do segredo, dentro do princípio de informar apenas quem tem necessidade de saber. Porém, dada a sensibilidade do caso, e os interesses em causa, inclusivamente diplomáticos e da indústria do turismo e o desejo de novidades da parte dos jornalistas, não se trata de uma acção de fácil coordenação e controlo, pelo que são de evitar críticas e juízos apressados e com pretensão de correcção.

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