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domingo, 5 de agosto de 2012

Os bancos e a sociedade

Horta Osório, o banqueiro português mais internacional, em entrevista ao Diário de Notícias diz que "Há um contrato mútuo entre a sociedade e a banca, porque a sociedade apoiou a banca e a banca agora deve apoiar a sociedade e as empresas através da concessão de crédito às empresas saudáveis e aos projetos viáveis, de maneira a estimular a economia."

Afirma que "os bancos têm que ter à frente as pessoas mais capazes, com altos valores éticos e que liderem pelo exemplo" e que, para "uma economia ser forte, tem que ter um sistema bancário que apoie com crédito as empresas e proteja os depositantes, transferindo as poupanças para bons projetos de investimento".

Imagem do DN

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Crédito, bancos e dinheiro

De «Dinheiro, a pior droga» transcreve-se:
«A pior ferramenta, nesse sentido é o DINHEIRO que foi eleito o produto final de todas as acções e ao qual toda a gente presta homenagem de maneira fanática, dependente, imperiosa. É, com defeito, a pior droga tóxica e demolidora. O ser humano despreza todos os valores morais e éticos de respeito por si e pelos outros, quando pensa no dinheiro e no poder que dele obtém. Só aspira por esse poder e nem pensa nas permanentes preocupações e servidões que ele impõe aos seus adoradores. É um deus tirano, que exige sacrifícios desmedidos e imolações da própria personalidade, demolidor dos valores que deviam nortear a s relações entre as pessoas e entre estas e a Natureza.»

Ultimamente, a esta divindade mefistofélica têm sido feitos muitos «sacrifícios» incentivados pelos bancos, com o incentivo ao consumismo, com pagamentos a prestações, ao crédito para tudo e mais alguma coisa, ao «viver acima das possibilidades». Na ânsia de lucros, os bancos têm usado slogans do género «vá para férias e pague depois». E martelam aos ouvidos dos detentores de telefone com insistência para os convencer a usar o cartão de crédito do banco Xis ou Ypsilon, etc. Com tal tipo de propaganda para aumentar os negócios e o consequente lucro, os bancos foram a principal causa da crise que está a esmagar-nos. Muitas pessoas só repararam que estavam a viver muito acima das suas possibilidades quando a rotura lhes fez abrir os olhos mas, nessa altura, já a vida se tinha transformado num drama.

Pode dizer-se que as pessoas não estavam preparadas para gerir com segurança os seus rendimentos ao ponto de não calcularem os riscos das despesas que estavam a fazer, o que é um efeito do ensino deficiente de que os políticos também padecem por não terem evitado o défice orçamental. Mas os bancos aproveitaram em seu benefício essa deficiência de informação e exploraram-na ao máximo

Em consequência disso a Deco recebeu 5700 reclamações sobre crédito à habitação até Junho e o Banco de Portugal anuncia que Incumprimento das empresas leva crédito malparado a bater novo recorde e, entretanto, surge a notícia Bancos cortam para metade financiamento às famílias o que pode traduzir uma medida sensata de reduzir os riscos mas que vem em contraciclo das afirmações do presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Faria de Oliveira, quando promete que "Bancos portugueses vão ser motor do crescimento económico".

Será bom que os bancos desempenhem tal factor de crescimento. Mas isso não se apresenta muito claro pois implica alterações estruturais nos esquemas de funcionamento da gestão financeira privada, estatal e global e, em consequência, a actuação do sistema bancário, o que não será fácil para os bancos dependentes dos seus vícios actuais!!!

Imagem de arquivo

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