O comentador da SIC, José Gomes Ferreira, está de novo em destaque nas redes sociais, depois de hoje no “Primeiro Jornal” ter explicado, sem meios-termos, o porquê da subida constante do preço dos bens e serviços em Portugal.
Fica a saber quem “mama” e como tudo funciona!
quarta-feira, 27 de março de 2013
Preço da electricidade
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A. João Soares
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Não param de mexer na nossa carteira
Os indivíduos considerados CCCC – cidadão, contribuinte, consumidor, cliente – estão permanentemente a ser roubados, sem terem quem os defenda e sem poderem defender-se.
Já aqui se referiu a exploração dos bancos que, para terem elevados lucros, não têm escrúpulos que os impeçam de extorquir cada vez mais, a pretexto seja do que for.
Agora é a Entidade Reguladora dos Serviços de Energia (ERSE) que pretende fazer a conversão dos actuais contadores da luz para a telecontagem o que deverá avançar a partir de 2010. É uma medida lógica do ponto de vista de gestão económica das distribuidoras de energia que irá reduzir os custos com o pessoal encarregado da leitura dos contadores. Esta que outrora era mensal, agora passou a ser feita com intervalos de 4 meses, sendo a facturação bimensal. A telecontagem vai originar grandes economias à empresa, sendo de seu inteiro interesse implementá-la.
Mas, ilogicamente, a factura será paga pelos consumidores via tarifas de electricidade ao longo de 20 anos, a partir de 2010. Segundo a ERSE, este encargo vai agravar a factura em 3,1% no máximo a partir de 2015 entre o sexto e o décimo ano. Portanto, o consumidor (CCCC) vai pagar uma medida que apenas traz benefício à empresa, por lhe ocasionar poupanças em pessoal e trabalho administrativo. É inacreditável!!!
E os CCCC continuam indefesos, desprotegidos, porque o Governo, que era suposto zelar pelos seus direitos e garantias, assiste impávido e sereno à roubalheira sem tugir nem mugir. Porquê? Porque estão em jogo interesses de grandes empresas que serão generosas na compensação aos governantes que lhes forem dóceis, oferecendo-lhes tachos dourados quando deixarem a política activa.
Antes que se diga que este raciocínio é exagerado, convém fazer a lista dos tachos daqueles que passaram por altos cargos nos governos e em outras instituições políticas. Na realidade e em geral, a política constitui apenas uma etapa intermédia na corrida aos tachos em grandes empresas, com prioridade para as que têm algum capital público.
E, desta forma, os CCCC continuarão a ser explorados, porque todos os interesses estão contra eles e nada está a seu favor. Como dizia o humorista Camilo de Oliveira, «toma que é democrático»!!!
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A. João Soares
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terça-feira, 26 de junho de 2007
Portugal poderá exportar electricidade
Portugal poderá exportar electricidade dentro de 4 a 5 anos
O ministro da Economia, Manuel Pinho, afirmou hoje que Portugal tem condições para se tornar exportador de electricidade dentro de 4 a 5 anos, reafirmando a intenção de avançar com a construção de mais 5 barragens no país.
Manuel Pinho confirmou ainda as expectativas dos dois consórcios concorrentes na segunda fase do concurso eólico, ao afirmar que o vencedor será conhecido em Julho.
O ministro, que falava aos jornalistas após a sua intervenção na conferência organizada pelo semanário Sol sobre o futuro do sector energético em Portugal, afirmou que Portugal importa actualmente 15% de electricidade, mas que dentro de 4 a 5 anos, com os projectos que estão a ser desenvolvidos, poderá tornar-se exportador de electricidade.
Manuel Pinho referiu os objectivos de Portugal para a energia hídrica, reafirmando a construção de mais cinco barragens, mas sem especificar quais, das renováveis e das centrais de ciclo combinado que vão permitir aumentar a produção de electricidade.
Para assegurar a exportação, Pinho afirmou que a capacidade de interligação com Espanha será duplicada entre 2005 e 2008.
O ministro da Economia anunciou para Julho novidades relativamente aos painéis solares, energia das ondas e certificação energética dos edifícios.
Diário Digital / Lusa
NOTA: Oxalá se cumpra esta previsão e não seja optimismo a mais. Certamente, as 5 barragens não estarão prontas em tão curto prazo. Portugal precisa de fazer exportações para equilibrar a balança comercial.
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A. João Soares
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