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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

NÚMEROS USADOS PARA PROPAGANDA


Acerca da notícia «Número de insolvências desceu pela primeira vez desde o início da crise» parece ser lógico que os cidadãos mais atentos não gostarão de tal propaganda. As empresas mais fracas foram as primeiras a falir. Das restantes, em número mais restrito do que as antes existentes é natural que a intensidade percentual de ocorrências seja menor e incidindo sobre um universo mais limitado.

E, em caso extremo, se a crise continuar, a quantidade de insolvências passará a ser cada vez menor até chegar a zero, depois de falir a última.

É um fenómeno semelhante ao dos óbitos por carência alimentar, por dificuldades de tratamentos de saúde e por suicídio devido a desespero.

Ressalta a lição de que convém não abusar dos números para propagandas ilusórias, porque a credibilidade perderá sustentação.

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Acabaram os tempos de ilusões

Os ilusionistas têm sempre muita audiência e são tidos como ídolos por muitos dos apreciadores das suas habilidades, por muitos dos seus fãs. Coisa parecida se passa com o espectáculo das campanhas eleitorais em que as promessas são sementes de tal produto aliciante. É que a ilusão ajuda a viver suportando as dificuldades que, com ela, ficam secundarizadas perante as perspectivas do «milagre».

Por isso, anunciar que «acabaram os tempos das ilusões» constitui uma grande machadada psíquica, um terrorismo psicológico que nos torna a vida mais amarga.

Estou a procurar imaginar como me irei sentir quando forem destruídas as minhas ilusões, alimentadas pelos actuais políticos, de que:

- A corrupção e o enriquecimento ilícito vão ser combatidos com rigor e eficácia, sem olhar a quem tem sido tradicional beneficiado;
- A justiça social vai melhorar a vida dos mais pobres e reduzir o fosso astronómico entre os 100 mais pobres e os 100 maia ricos;
- Os gestores do dinheiro público, dos nossos impostos vão usar de mais competência e capacidade e passar a gastar e investir menos do que as receitas do erário público, por forma a deixar de haver défice e dívidas;
- Os governantes e autarcas, por respeito aos cidadãos, democraticamente soberanos, passarão a ser transparentes nas suas decisões com efeitos nacionais, na vida das pessoas e no património de Portugal;
- A saúde vai procurar evitar despesas dispensáveis e abusivas, mas vai centrar a atenção no estado sanitário das pessoas, principalmente crianças , idosos e carentes de meios financeiros, para criar maior bem-estar, felicidade e capacidade para engrandecer Portugal;
- O ensino vai passar a orientar-se por objectivos permanentes visando a preparação dos futuros cidadãos para uma vida eticamente perfeita e competente e não para dar notas altas com a finalidade de obter belas estatísticas;
- A Justiça vai ser mais rápida e eficaz com menos burocracias e entraves, e igual para todos os cidadãos sem branduras para os melhor colocados na máquina do poder (político, financeira, etc.;
- As Foças de Segurança vão passara interessar-se mais pela segurança dos cidadãos e dos seus bens do que pelos recordes de colheita de coimas e multas
- Etc.

Enfim, estou a ficar muito preocupado após o anúncio de que «acabaram os tempos de ilusões», de que estas minhas ilusões vão ser destruídas, porque elas, além de me darem ânimo, contribuiriam para uma saudável saída da crise que resultou de erros e vícios estruturais das sociedades modernas. Tais ilusões, à medida que fossem concretizadas, levantariam nos portugueses o já muito falado e hoje muito ignorado orgulho de ser português.

Sem ilusões, sem esperança, a vida perde estímulo… e não pode ir longe.

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