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sábado, 30 de maio de 2015

PASSOS COELHO - BEST OF 2010 - 2011




Compare-se com aquilo que tem sido a realidade. As promessas vs comportamento posterior. E as palavras com que ataca António Costa. Haja um psiquiatra e um psicólogo que analise este caso patológico.

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quinta-feira, 27 de março de 2014

MENTIRAS E «INVERDADES» ANTES DAS ELEIÇÕES

É habitual que, durante as campanhas eleitorais, surjam promessas pouco sérias a fim de captar votos dos eleitores mais distraídos, crédulos e com menos capacidade de selectividade.
Porém, estamos ainda a quase dois meses das próximas eleições para o Parlamento Europeu e já surgem da parte do Governo promessas díspares denunciadoras de desorientação nos partidos da coligação. É certo que isso foi, em grande parte, devido à precipitada e impensada resposta aos documentos vindos a público dos 70 e dos 74 acerca da reestruturação da dívida pública. Mas esse desnorte demonstra incapacidades, dificilmente desculpáveis em entidades que assumiram tão altas responsabilidades, para reflectir serenamente nos problemas antes de emitir opinião.
Vejamos alguns títulos das notícias vindas a público que evidenciam tal descoordenação: Para ler um artigo deverá fazer clic no seu título. A seguir a alguns títulos está uma nota escrita de improviso na sua primeira leitura

Passos anuncia novos cortes antes das europeias
Expresso. 14:07 Segunda feira, 24 de março de 2014 Ângela Silva


Passos promete anunciar mais cortes antes das europeias
Ionline. Por Rita Tavares. publicado em 25 Mar 2014 - 05:00


Montenegro. “Não é verdade que venham aí mais cortes de salários e pensões” 
Ionline. Por Agência Lusa. publicado em 25 Mar 2014 - 14:13


PSD. Eventual redução de salários será compensada por diminuição de cortes
Ionline. Por Agência Lusa. publicado em 26 Mar 2014 - 17:54
(…)
NOTA:
Afinal, que ideia podemos fazer das intenções do Governo? Ou será que os governantes não têm intenções definidas e falam aquilo que lhes salta à boca sem terem pensado antes??? O Sr Deputado Luís Montenegro, como porta-voz do seu partido, parece querer difundir o que o seu Governo faz ou quer fazer de «melhor». Fica-lhe bem esse desejo, mas falta-lhe apoio, anda a nadar sem pé. Disse ontem que “Não é verdade que venham aí mais cortes de salários e pensões”, o que, aliás, contrariava palavras públicas do PM, Mas hoje já admite «eventual redução de salários». E que virá amanhã???


Passos diz que País conhecerá 'recuperação económica bastante importante' em 2014
Sol.26 de Março, 2014
(…)
NOTA:
PORQUÊ ESTAS PALAVRAS DE OPTIMISMO depois de ter «prometido» mais cortes ? Tudo tem uma razão de ser e ela depende do lado de onde sopra o vento.
Talvez elas sejam motivadas pelo desejo de conquistar investimentos da comunidade portuguesa de Moçambique Realmente o dinheiro deles seria mais sincero e menos interesseiro do que o dos chineses da barragem das três gargantas. Mas receio que depressa os nossos compatriotas se sintam enganados e, depois dos primeiros cortes, arrepiem caminho e prefiram investir em terras africanas. As falácias não costumam ser bom material para construir os alicerces de um futuro estável, promissor e com êxito.


Mota Soares diz que redução de pobreza nos idosos mostra “aposta inequívoca” do governo
Ionline.Por Agência Lusa. publicado em 26 Mar 2014 - 17:18
(…)
NOTA:
A POBREZA É AFLITIVA. O ministro Mota Soares conversou com os deputados sobre o problema da pobreza e, seguindo o fraseamento pomposo habitual nos governantes, falou de uma "aposta inequívoca na proteção aos idosos". Não disse irrevogável, disse apenas inequívoca! Mas não desapareceram os equívocos. Vale a pena ler a notícia, principalmente, os três últimos parágrafos.


PSD garante que ninguém vai ganhar menos no próximo ano
Iopnline. Por Ana Suspiro e Susete Francisco. publicado em 27 Mar 2014 - 05:00
(…)
NOTA:
MAIS UMA PROMESSA A JUNTAR A OUTRAS QUE FORAM ESQUECIDAS E RENEGADAS. Só acredita quem tem memória curta e não vê o jogo de palavras antes de eleições. O que conta não é apenas o valor do salário ou da pensão, mas o rendimento líquido mensal, depois de cortes, de aumentos de saques fiscais, do aumento dos preços de produtos e serviços essenciais. Com todos os saques agravados como já prometeu o PM e já admitiu Luís Montenegro, não interessa apenas o valor ilíquido de salários e pensões mas o valor global do rendimento líquido resultante. Sem poder de compra não se desenvolve a economia, sem um pouco de poupança não se dá aos bancos capacidade de empréstimos e o país não cresce. Não é com carros de luxo que se premeia o pequeno consumidor. Os «sábios» das Finanças ignoram totalmente a qualidade de vida da maior parte dos portugueses.

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

ENGANOS COM PROMESSAS E ESPERANÇAS


Neste momento em que se recomeça a abusar das PROMESSAS e da ESPERANÇA é bom reflectir sobre tais manobras de embrutecimento das pessoas menos prevenidas.

Como parece não haver informação a dar acerca de realizações efectuadas para bem de Portugal e como se aproximam variadas eleições – dentro do PSD, para o Parlamento Europeu, para PR e para a AR – os governantes colocam de lado os verdadeiros interesses nacionais e ocupam-se com os interesses dos partidos e dos que pretendem ser candidatos.

Para isso, sem factos realizados para bem dos portugueses, abusam de promessas e esperanças. Foi o PM a «esperar» que até fins de Julho recomecem os trabalhos no túnel do Marão e agora o MAI a dizer que «quer» ter o dispositivo operacional de combate aos incêndios do verão deste ano aprovado em meados de março, daqui a cerca de dois meses. Para quê fazer tal alusão com tanta antecedência?

Como portugueses interessados, devemos procurar compreender estas manifestações de vontade e de esperança. Mas a realidade é que os funcionários e os reformados públicos recebem hoje, de facto, sem falsas esperanças nem ilusões, muito menos do que recebiam no Governo anterior. Contra factos não há argumentos. E a vida destas pessoas não se gere com a vontade e as esperanças dos governantes, mas sim com decisões e medidas correctas e socialmente adequadas. Os lesados concretamente não estão muito interessados em fantasiosas vontades de ministro para daqui a dois meses ou a esperança do PM para de hoje a seis meses

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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

IDOLATRIA MODERNA OU AUSÊNCIA DE SENSO


O poema de Zélia Chamusca intitulado Como se cria um ídolo recebeu um comentário que por merecer reflexão se transcreve:

Com a proliferação de ídolos, embora efémeros, estamos a regredir para a mais antiga fase da humanidade em que eram criados ídolos e deuses para satisfazer ignorantes e apaziguar espíritos sem informação sobre as realidades circundantes, tendo-se desenvolvido o politeísmo que consistia na adoração de um Deus para cada problema que o homem não percebia, o sol, o mar a lua, o vento a trovoada, etc . Mas o mundo foi evoluindo e a ciência foi dando respostas a muitas dúvidas e, então, surgiu o monoteísmo.

Porém, hoje parece estarmos em regressão e adoram-se muitos ídolos efémeros, desde o dinheiro ao objecto tecnológico com mais capacidades que os anteriores, ao dinheiro, às pessoas que se destacam em actividades populares, mesmo que sem significado cultural e sem contributo para o desenvolvimento mental e científico, como o futebol e os espectáculos alienantes.

O Papa Francisco tem-se referido muitas vezes a esse retrocesso cultural e civilizacional, que denominou culto dos ídolos efémeros que impedem o relacionamento construtivo com os familiares, colegas e vizinhos, e por vezes criam separações e conflitos clubísticos e obscurantismo aproveitado por grupos e indivíduos que, depois, se servem da deficiente formação e informação das massas populares que são arrastadas atrás de palavras como, por exemplo, liberdade democracia.

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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

NÚMEROS USADOS PARA PROPAGANDA


Acerca da notícia «Número de insolvências desceu pela primeira vez desde o início da crise» parece ser lógico que os cidadãos mais atentos não gostarão de tal propaganda. As empresas mais fracas foram as primeiras a falir. Das restantes, em número mais restrito do que as antes existentes é natural que a intensidade percentual de ocorrências seja menor e incidindo sobre um universo mais limitado.

E, em caso extremo, se a crise continuar, a quantidade de insolvências passará a ser cada vez menor até chegar a zero, depois de falir a última.

É um fenómeno semelhante ao dos óbitos por carência alimentar, por dificuldades de tratamentos de saúde e por suicídio devido a desespero.

Ressalta a lição de que convém não abusar dos números para propagandas ilusórias, porque a credibilidade perderá sustentação.

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sábado, 5 de outubro de 2013

FALSO OPTIMISMO VS REALIDADES


Transcrição de notícia que merece meditação acerca das realidades que nos pretendem ocultar:

Conselho Económico e Social demarca-se do optimismo do Governo nas Grandes Opções do Plano
Negócios. 04 Outubro 2013, 21:30 por Lusa

O Conselho Económico e Social (CES) demarcou-se do optimismo manifestado pelo Governo na proposta de Grandes Opções do Plano (GOP) para 2014, referindo o aumento do desemprego, das falências de empresas e da pobreza.

"O optimismo do Governo contrasta fortemente com os números do desemprego, com o número de empresas falidas, com a redução do poder de compra das famílias e com o aumento da pobreza. Contrasta ainda com o continuado aumento da dívida pública", diz o projecto de parecer do CES, a que agência Lusa teve acesso, que vai ser discutido e aprovado segunda-feira pela Comissão Especializada Permanente de Política Económica e Social (CEPES).


Segundo o projecto de parecer, que será posteriormente aprovado pelo plenário do CES, as condições de financiamento da economia portuguesa "são extremamente penalizadoras" e, apesar da afirmação do governo de que estão a ser criadas as bases para uma economia mais competitiva e dinâmica, "estão a ser criadas preocupantes condições de ruptura social".

"A ideia optimista de "fim de ciclo" e de que se inicia uma nova fase da vida nacional de que o documento se encontra imbuído não é, assim, partilhada pelo CES", é assumido no projecto de parecer.

O CES manifesta ainda o receio de que as intenções expressas de criação de condições para o relançamento do investimento privado sejam goradas pela debilidade do mercado doméstico, pela instabilidade fiscal e pela incerteza da consolidação orçamental e da reforma da administração pública.

Para o Conselho, a reforma da administração pública referida nas GOP limita-se a "uma redução de pessoal e de remunerações". "No entender do CES é uma visão redutora do que se espera de uma reforma deste sector", diz o projecto de parecer.

O Governo aprovou a 5 de Setembro o anteprojecto das Grandes Opções do Plano (GOP) com as grandes linhas orientadoras para o próximo ano e enviou-o dia 10 ao Conselho Económico e Social (CES) para que este órgão emita o respectivo parecer.

Após o parecer do CES, o Governo aprovará a proposta final de GOP para 2014 e, juntamente com a proposta de Orçamento do Estado, enviá-las-á para a Assembleia da República até 15 de Outubro.

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domingo, 31 de março de 2013

Palavras de político para recordar e comparar com a realidade




O Dr Miguel Relvas, quando era oposição... para agora recordarmos e compararmos com a realidade actual.

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terça-feira, 26 de março de 2013

Governo já viu o mar !!!


O secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, defendeu que o mar «ainda não é» um «fator determinante» na economia nacional e que há que «inverter esta situação».

Declarou que se pretende com a Estratégia Nacional para o Mar (ENM) promover a «valorização» económica, social e ambiental com «benefícios de prosperidade« para «todos os portugueses».


Disse que está em fase de discussão pública, a pesquisa e conhecimento, exploração dos recursos que o meio ambiente do mar oferece e a preservação.

Destacou que se pretende que sejam criados uma série de projetos para estes vetores da ENM.


Um governo, depois de 21 meses de actividade, devia ter vergonha de, em vez de mostrar medidas já decididas e acções já em desenvolvimento, se limitar a vir com desejos, intenções e promessas vagas como se ainda estivesse em campanha eleitoral.
As palavras do secretário de Estado do Mar, ficariam bem num elemento da oposição a fazer crítica ao Governo e a mostrar o que já devia ter sido feito.
Palavras vagas como estas e a meio do mandato são impróprias de um Governo que devia procurar merecer a confiança dos cidadãos, através de melhoramentos realizados e em curso.

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Gaspar ouviu a «Grândola»


Gaspar tomou ontem parte nas «segundas jornadas da consolidação, crescimento e coesão», num hotel de Lisboa onde, depois de uma intervenção inicial, respondeu a perguntas de militantes do PSD, que continham azedas críticas. À porta do hotel estiveram concentrados manifestantes que entoaram «Grândola, vila morena» e exibiram uma faixa em que se lia «Fora, Passos» e «Fora, Portas».

O ministro abandonou a conferência sem prestar declarações aos jornalistas e saiu do hotel de carro através da garagem, enquanto manifestantes que ainda se concentravam junto à unidade hoteleira gritaram, à passagem do carro do governante, os impropérios vulgarizados nos últimos dias.

Para ler mais sobre este assunto, sugerem-se alguns artigos da Comunicação Social:

- Gaspar ouviu críticas e foi apupado
- Gaspar admite em evento do PSD que vai antecipar medidas de reserva
- "Zigue-zague" de Gaspar "retira confiança à política", Por Luís Marques Mendes
- "Não há ventos favoráveis se o marinheiro não conhece o rumo", Por Henrique Monteiro
- Vítor Gaspar bateu com a cabeça na parede, Por Bruno Proença
- Gaspar estatelou-se, Por Pedro Silva Pereira

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Álvaro. Verdades e Factos ou apenas Marketing Político?


Transcrição de artigo:

Álvaro, explica-nos o BPN e TGV
Jornal de Notícias. 07-02-2013. Publicado às 00.00. Por Daniel Deusdado

1. O ministro Álvaro tem um problema com os factos. Ontem, no Parlamento, a propósito de Franquelim Alves e do BPN, lá voltou ao estilo do tonitruante soundbyte, habituado a dizer o que quer sem que haja real contraditório mediático. A TVI 24 abriu o Jornal das 9 com a frase do ministro "Franquelim Alves ajudou a desmascarar a fraude do BPN" e a RTP, à mesma hora, puxou pela palavra "linchamento". Funciona sempre. Felizmente a SIC, no Jornal da Noite, desmentiu ponto por ponto o que disse Álvaro Santos Pereira sobre o novo secretário de Estado do Empreendedorismo e a TVI fez o mesmo. Claro, entre os muitos factos que desmentem o ministro, há um, claríssimo: Miguel Cadilhe (quando assumiu a presidência do banco, pós-Oliveira e Costa) enfrentou Franquelim Alves porque este não lhe comunicou a dimensão da fraude no grupo BPN. Além disso, a carta que o ministro invocou como tendo sido escrita por Franquelim Alves para desmascarar as trapaças no BPN, não foi, afinal, escrita por ele, como lhe demonstraram os deputados da Oposição. Que respondeu Álvaro aos factos? Nada.

2. Bastava ao ministro da Economia ter dito uma verdade de La Palice no Parlamento: o senhor secretário de Estado não se demite porque se o primeiro-ministro mantém a confiança no dr. Relvas, ninguém neste Governo tem vergonha do que quer que seja. E pronto, bastava. Não por acaso, o dr. Relvas veio a correr defender a "vítima" de mais uma "cabala política"...

3. Sejamos francos: o dr. Franquelim Alves era até há dias o gestor principal do milionário programa comunitário Compete (colocado lá pelo PSD em fevereiro último) e onde se podem decidir candidaturas em função dos mais variados critérios. Agora é secretário de Estado do Empreendedorismo onde, no essencial, é um ajudante do ministro Álvaro. Há uma diferença muito grande?

4. Aliás, como sabemos, ninguém vai parar a determinados lugares sem ser "de confiança". Por onde andou o dr. Franquelim Alves? Foi diretor financeiro da Lusomundo no início da década de 90, grupo que havia comprado por atacado os principais jornais portugueses privatizados pelo cavaquismo, passou depois pelo grupo Jerónimo Martins e PT. E foi finalmente parar à Sociedade Lusa de Negócios (do grupo BPN), uma sociedade que transformava os prejuízos do BPN em lucros chorudos. Repare-se então no currículo oficial do novo secretário de Estado: "Dezembro 2007 - Outubro 2008: CEO de um Grupo de participações sociais envolvendo as áreas da saúde, hotelaria, retalho automóvel e sistemas de informação". Zero de BPN/SLN. Álvaro e Relvas querem fazer de nós todos burros. E cegos. E surdos.

5. Aliás, um ponto extra sobre Álvaro, Gaspar e o Governo: afinal o TGV anunciado ontem já não é "TGV". É uma "linha de comboio apenas para mercadorias". E afinal é importante, mas só arranca em 2015... Mas há três falsidades na notícia:
-A primeira é de que o arranque em 2015 só serve para esconder que o dinheiro que existia atualmente para o projeto foi desviado em parte (600 milhões) para mais um buraco do Estado, a Parpública. Portanto, adia-se.
-Em segundo lugar: não há linhas ferroviárias apenas para mercadorias (como não há autoestradas apenas para camiões). Obviamente, haverá, o Lisboa-Madrid para passageiros, mas não se pode dizer já.
-Por fim, Gaspar não conseguiu fazer passar os apoios europeus de 25 para 85%. A percentagem de comparticipação europeia para redes transeuropeias de transportes sempre foi altíssima como se comprova em Espanha.

6. "Já alguém teve o bom senso de elucidar os portugueses por que estamos a investir milhares de milhões de euros num TGV, em vez de os gastarmos em novas escolas, hospitais mais modernos ou mesmo numa redução da carga fiscal?". Sabe quem escreveu isto? O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, em "O medo do insucesso nacional", 2009. Era altamente demagógico e politicamente incendiário já que Sócrates cavalgava o TGV Lisboa-Madrid em ano eleitoral. Não havia, da parte de Álvaro, nesse livro, um esclarecimento sério sobre a componente "mercadorias" e "bitola europeia". Mas o marketing político é isto mesmo: areia para os olhos. E resulta quase sempre em boas carreiras políticas.

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Falsa esperança de crescimento positivo

Há quase onze meses, o Dr Frasquilho dizia “O que é que isto significa? Que se se concretizar este cenário é possível que no início de 2013 estejamos em condições de regressar ao crescimento positivo” Como depreendi que o adjectivo «positivo» subentendia haver um crescimento negativo perguntei o que é um crescimento negativo???. Fui à procura de resposta do autor da ideia e obtive como sua explicação que se trata do idioma (calão) «economês» e fiquei com a ideia de ser um «crescimento» do género do afogado que, em vez de estar a 20 metros de profundidade, passou a estar apenas a 10 metros.

Mas isto vem a propósito de constatar que tal esperança do douto deputado, falhou e não passou de uma fantasia para iludir a esperança dos cidadãos, coisa em que os políticos são exímios. Mas agora, como «gato escaldado de água fria tem medo», já não podemos acreditar da promessa contida na frase «O vice-presidente da bancada do PSD Miguel Frasquilho considerou esta terça-feira que as novas previsões do Banco de Portugal incluem "boas notícias" para 2014 e permitem manter a esperança na inversão da atividade económica este ano

A publicidade enganosa é árvore de folha caduca e tem a sua temporada limitada.

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Atoleiro profundo

Costumo seguir o princípio de não recusar opiniões, independentemente da sua origem, desde que possam contribuir para melhorar a minha visão dos problemas, sem desprezar as facetas menos expostas. Se assim não for acabamos por ter os nossos neurónios a funcionar apenas na submissão aos condicionamentos da fumaça, politicamente correcta, que usa as promessas (desmentidas a curto prazo), tentativas, erros e recuos, perdendo tempo (o recurso mais precioso por não ser recuperável) e adiando a hipóteses de soluções adequadas.

Acresce que a conversa balofa que sustenta a fumaça obscurantista gira à vilta da macroeconomia, de números de dívida e de orçamento sem abrir uma fresta para as realidades da maioria dos cidadãos para quem o mês tem mais dia do que salário e que não tem a mínima possibilidade de poupar para a reforma, por mal terem hipóteses de ir sobrevivendo no dia-a-dia.

Nestas condições transcrevem-se algumas frases do artigo que se refere ao relatório do Banco de Portugal:

“Estamos num atoleiro, sem qualquer capacidade de transformar o nosso perfil económico e a nossa capacidade de crescimento, com um Governo que apenas está determinado em fazer cortes de tal maneira que são absolutamente desastrosos para a nossa capacidade de crescimento económico”

“Há uma contracção tal do que é o consumo interno, uma estagnação das nossas exportações, que há esta sensação de sufoco, em que a economia portuguesa agrava a sua queda, agrava a sua capacidade de criar riqueza. E, portanto, vamos ter um aumento do desemprego sem que haja no horizonte qualquer perspectiva.”

“O Governo há dois anos que nos vem prometendo que, se for implementado um conjunto de reformas, isto vai melhorar, e à medida que as previsões se vão sucedendo, elas são sempre para pior”.


Estas palavras devem ser inseridas nas nossas análises pessoais a fim de os nossos neurónios ficarem mais habilitados a formular opinião mais fundamentada e perfeita, e ficarmos mais imunes a propaganda falaciosa.

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domingo, 18 de novembro de 2012

Propaganda enganosa

Algumas frases extraídas da notícia Seguro acusa Governo de propaganda enganosa:

"A propaganda do Governo tenta dar a ideia que os portugueses vão pagar menos 0,5 por cento de impostos no próximo ano, não é verdade"

"O Governo apresenta uma proposta de Orçamento de Estado que é a proposta que mais aumenta os impostos desde o 25 de abril. Um aumento de 30 por cento no IRS dos portugueses, o aumento de impostos maior da nossa história",

"Este caminho (austeridade) vai pôr o país numa situação muito mais difícil do que já está actualmente, e nós já estamos numa situação de pré rutura social, por isso, mudança, mudança, mudança, é a palavra-chave".

É preciso uma "mudança" das políticas de austeridade para uma "estratégia de crescimento económico".

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domingo, 16 de setembro de 2012

Para recordar e meditar



Para comparar o antes com o depois.
Havia uma canção intitulada «Há sinceridade nisso? não há. não há.»
Comprámos a banha de cobra e agora vemos que não melhorámos o eczema e este se transformou num melanoma fatal.

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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Desemprego e recessão

Dados do fim de Julho mostram o agravamento do desemprego desde igual mês do ano anterior, em que o actual Governo já estava em funções. Segundo a notícia Desemprego de licenciados sobe 49,5%, os centros de emprego apresentaram os seguintes números:

- desempregados inscritos: 655 342, aumento de 131 224 (25%),
- jovens licenciados: 74 416, aumento de 24635 (49,5%),
- os inscritos há menos de um ano aumentaram o tempo de permanência 35,4% ,
- o número de desempregados de longa duração subiu 11,2%,
- as ofertas de emprego por satisfazer nos centros de emprego eram 11 417, menos 19%,
- as colocações realizadas ao longo de Julho fixaram-se em 5422, mais 0,4% do que em Julho de 2011

Interessa também ver a notícia Número de professores nos centros de emprego duplica

No entanto, apesar desta situação aterrorizadora, Passos anuncia o fim da recessão em 2013, o que só poderá verificar-se por milagre de medidas altamente inspiradas e adequadas ao problema dramático que se vive. Como não podia deixar de ser, surgiram logo comentários acerados e alguns a camuflar a frase como uma intenção, visando acalmar os espíritos. A crítica com mais crédito por vir de dentro do Governo foi a do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, não está tão seguro como o primeiro-ministro quanto à recuperação económica já em 2013 que justificou o seu pouco entusiasmo, dizendo que “temos de estar atentos à evolução da economia internacional, nomeadamente da economia europeia.” “Há sempre imponderáveis, sempre uma incerteza bastante grande, especialmente quando estamos a viver a maior crise mundial das últimas décadas”. E acrescentou: “De qualquer maneira estamos convictos de que as reformas que já estão no terreno, que as políticas que estão a ser implementadas e que a continuação do ímpeto reformista (…) irão dar os seus frutos”.

São medidas já decididas e experimentadas que o povo precisa de ouvir para ficar informado e poder aderir conscientemente à acção do Governo. Mas, concretamente, os números atrás referidos são demasiado eloquentes para poder permitir ilusões.

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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Frasquilho parece menos esperançoso


Segundo a notícia, de 23 de Fevereiro, PSD diz que é possível voltar a “crescimento positivo” em 2013, Miguel Frasquilho, vise-presidente da bancada do PSD, estava esperançado que «no início de 2013 será possível haver condições para “regressar ao crescimento positivo”»

Disse que “é evidente que tivemos uma revisão em baixa para o conjunto do ano de 2012, mas esta trajectória ascendente, continuamente, ao longo do ano de 2012 deixa-nos a esperança de que de facto estas políticas, estas opções, este ajustamento, que tínhamos sempre de realizar, vão ter consequências positivas e elas podem ser positivas já no início de 2013”.

Ao falar aos jornalistas no Parlamento sobre as previsões económicas da Comissão Europeia para 2012, disse querer “deixar esta janela de esperança e encorajamento à população portuguesa, porque é sinal que os sacrifícios que estão a ser pedidos vão no sentido certo e vão ter resultados a muito curto prazo”.

Frasquilho assinalou que os dados da Comissão Europeia mostram que no primeiro trimestre de 2012 “haverá um decréscimo face ao trimestre anterior de 1,4%, que será o mais desfavorável para Portugal”, mas que “o segundo trimestre já terá um decréscimo de 0,6”, no terceiro trimestre “teremos um decréscimo de 0,3 e no quarto trimestre teremos zero por cento de crescimento”.

Agora, segundo notícia de hoje "Vice" da bancada do PSD defende mais dois anos para cumprir acordo da troika, Frasquilho mostrou-se com menos esperança considerou que “o Governo está a fazer um trabalho competente no controlo da despesa pública”, mas que do lado da receita há “um desvio orçamental considerável, pelo que dificilmente se conseguirá cumprir o défice de 4,5%” no final deste ano.

«Pensa que seria justo a troika aceitar uma flexibilização de prazos que não impusesse mais austeridade aos portugueses” porque «o país não aguenta mais austeridade, sobretudo do lado da receita. Portugal já ultrapassou a exaustão fiscal”.

Pode concluir-se desta quebra da esperança, a qual corresponde ao sentimento da quase totalidade dos portugueses, que o trabalho da governação do último ano não foi devidamente planeado e efectuado e os resultados não são satisfatórios. Aliás, como se nota em muitos e-mails que circulam, não foram cortadas as gorduras inúteis do Estado, não foi iniciada a luta contra a corrução, começando redução da burocracia exagerada, etc., e, pelo contrário, continuou a inflação de assessores, de comissões e de «observatórios» que, perante alguns indícios e a opinião geral, têm como principal finalidade dar «tacho» a coniventes.

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Verdade e sinceridade? Onde? Quem?



Mas, como escreveu o poeta, temos:
UM POVO IMBECILIZADO E RESIGNADO...


"Um povo imbecilizado e resignado,
humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo,
burro de carga,
besta de nora,
aguentando pauladas,
sacos de vergonhas,
feixes de misérias,
sem uma rebelião,
um mostrar de dentes,
a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas
é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante,
não se lembrando nem donde vem,
nem onde está,
nem para onde vai;
...........................................
Guerra Junqueiro, in "Pátria", escrito em 1896

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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

palavras sem «palavra»

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sábado, 20 de março de 2010

O desejável e o real

Para serem tomadas decisões eficazes, bem ajustadas às realidades, para dar solução aos problemas, nomeadamente, quando estes são complexos, com efeitos determinantes nas vidas de outros, é preciso ter os pés bem assentes no chão, ajustando o real ao desejável. Isto é, tem que se «pensar antes de decidir», tem que se medir as palavras para que valham mais do que o silêncio.

Há um mês, o Sr. PM disse, veio nos jornais, «confio muito em mim», o que embora ele o dissesse, não o aponta como um líder, pois este é a pessoa em quem os outros confiam, de tal forma que são capazes de o seguir, sem hesitações, correndo os maiores perigos e enfrentando o sacrifício máximo. Isto seria desejável, mas a realidade, o que as suas palavras traduziram não passou de um sentimento de debilidade, de uma tentação de se gabar hedonisticamente.

Agora, em entrevista publicada no Jornal de Notícias afirmou que a «Comissão de inquérito só serve para me atacar». Mais uma declaração de fragilidade: considera-se atacado, vítima de ‘bullying’. Certamente, algumas razões existirão para isso, mas o desejável seria que houvesse motivos para se regozijar de os portugueses o elogiarem, por verem nele um líder, terem por ele admiração, apreço, respeito, e vontade de o defender perante eventuais críticas ácidas.

Como homem público e responsável político, o seu real valor não assenta naquilo que diz de si próprio mas naquilo que os portugueses pensam e dizem acerca das suas decisões e actos governativos.

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Como se gera a dívida pública

Transcrição de artigo do blog «Kerodicas»

Estado paga 99,500€ por um site baseado em open-source

Para quem não sabe, no passado dia 5 de Outubro passaram-se 99 anos da Implantação da República em Portugal. Ainda antes das comemorações oficiais, em Julho, foi lançado um site, o Centenário da República (uma antecipação à comemoração do centenário da data em 2010), cujo agora se sabe que o custo total foi de 99, 500 euros, apesar de ser totalmente baseado em ferramentas open-source, ou seja, totalmente grátis.

O site baseia-se nomeadamente no CMS (Content Management System) Drupal, totalmente gratuito, e utiliza o tema Zen, igualmente gratuito.

Por mais adaptações visuais e modificações que a empresa responsável possa ter efectuado no site, o que é certo é que tanto o Drupal como o Zen já ofereciam uma base bastante sólida e completa para trabalhar, portanto é deveras exagerado este valor final do projecto. São quase 100 mil euros!

Quantia essa retirado dos cofres do Estado, onde, adivinhem, sim, está o dinheiro dos contribuintes.

A empresa responsável pelo projecto é a Henrique Cayatte – Design, Lda, e o seu Presidente é também, por mera coincidência, Presidente do Centro Português de Design.

Agora fica a questão: valerá este investimento a pena? Não será em tempos de crise algo demasiado “casual” (sim 100,000 não é quase nada nos milhões dos cofres do Estado, mas seguindo essa linha de pensamento…)?
Este artigo foi publicado no dia 30 Novembro, 2009 às 23:16.

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