A publicidade e o marketing, embora sirvam interesses de quem os acciona, são actividades normais e credíveis quando respeitam a verdade, quando não procuram induzir em erro as pessoas a quem se dirigem.
Raramente se pode dizer o mesmo, quando nos querem impingir a pomada milagrosa da banha da cobra que serve para tudo desde as dores de calos aos males de amor, ou de inveja. Quando se procura influenciar o pensamento das pessoas visadas a aceitar coisas fantasiosas, promessas irrealizáveis, atributos falsos de produtos deficientes, é uma propaganda enganosa, é logro, é vigarice.
Infelizmente, é frequente tal tipo de propaganda ser-nos dirigida por pessoas em quem votámos, com a convicção de irem defender «com lealdade» os nossos interesse de cidadãos. Por isso, a palavra dos políticos que despreza a nossa capacidade de pensar, perdeu credibilidade.
Hoje na comunicação social, o tema do emprego e do desemprego é tratado em vários artigos, sendo expressiva a simples análise dos títulos que a seguir transcrevo, devidamente linkados para os leitores interessados poderem encontrar e apreciar por si com calma conveniente à meditação.
E depois concluam pelo grau de credibilidade que pode ser atribuído aos governantes e outros responsáveis, incluindo os jornalistas, de quem se espera isenção.
- Novas inscrições no IEFP dispararam 13% em Julho
- CGTP: 1200 empregos anunciados para Sto Tirso podem ser embuste
- TSD acusam Sócrates de ser habilidoso em manipular números
- Jardim: Sócrates «mandou para o desemprego» quase meio milhão
- Açores: Costa Neves promete criar 14 mil empregos até 2013
- Número de inscritos nos centros de emprego em queda
- O número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu 2%
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Propaganda enganosa
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A. João Soares
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Não podemos acreditar em nada!!!
No artigo do Jornal de Notícias com o título Mitos médicos desmontados pela ciência, da autoria de Helena Norte, é lançado o alerta oriundo do British Medical Journal (www.bmj.com) contra determinados mitos com que temos sido bombardeados insistentemente.
São disto exemplos «beber oito copos de água faz bem à saúde» ou «apenas usamos 10% do nosso cérebro» ou «ler com luz fraca prejudica a visão» ou «cortar cabelo faz com que cresça mais forte».
Segundo o BMJ, apesar de os médicos procurarem convencer os seus clientes destas «verdades», elas carecem de fundamento científico.
Os autores desmontam algumas crenças comuns a partir da evidência científica existente, com o objectivo de alertar os médicos para a necessidade de questionarem as suas convicções e práticas.
A ingestão excessiva de água pode ser perigosa para a saúde. Segundo a mais moderna imagiologia, tanto de cérebros normais como lesionados, mostram que não há qualquer área do nosso encéfalo que esteja completamente adormecida ou inactiva. A baixa luminosidade cria a sensação de dificuldade de focagem e obriga a um esforço maior, mas os efeitos negativos são temporários e é muito pouco provável que causem alterações permanentes na estrutura do olho. Os estudos que procuraram correlacionar o corte do cabelo com a espessura e a rapidez com que renasce demonstraram que não existe qualquer ligação.
Para mais informação, pode ser lido o artigo referido ou o BMJ de que se indica o acesso.
Tira-se a conclusão de que devemos pôr em causa toda a informação que nos chega, comparando com outras origens, principalmente as ligadas a centros científicos ou publicações com credibilidade. Já vi na TV um médico dizer que o melhor óleo alimentar era o de girassol e, alguns anos mais tarde vir afirmar com o mesmo ar doutoral que o melhor óleo é o azeite. A mesma pessoa, movida pelo dinheiro dos contratos, não teve escrúpulos de invocar a ciência que o seu diploma lhe outorgava para nos enganar, de uma das vezes ou das duas.
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A. João Soares
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