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quinta-feira, 6 de junho de 2013

SEGREDOS DO SISTEMA FINANCEIRO


Refúgios fiscais ou paraísos fiscai



Convém saber que existe um mundo secreto que controla as energias vitais da humanidade, com a conivência dos poderes político, eleitos pelos cidadãos. A actual crise permitiu despertar a curiosidade pelo facto.
Será que os eleitos farão algo de eficaz para sanar esta questão???

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domingo, 9 de novembro de 2008

Reforma do sistema financeiro

Muito se tem falado da crise financeira global, mas raramente são focadas de forma aberta e clara, perceptível ao cidadão comum, os seus contornos, as suas causas e apontadas pistas para ser evitada a sua repetição.

No entanto, quem não se prenda às palavras dos entendidos, geralmente tendenciosos, por fazerem parte do problema, e começar a pensar, colocar interrogações e tentar procurar respostas, começa a ver que o problema não é tão simples como querem mostrar nem a solução é fácil porque os fautores da crise não estão interessados em moralizar o sistema.

Por onde andaram os eméritos economistas que deixaram chegar a imoralidade, a ilegalidade de procedimentos gananciosos em busca de dinheiro fácil e avultado, ao ponto de lesar todo o ser humano, principalmente aqueles que já tinham pouco a perder e que ficam sem nada? Assistiram impávidos e serenos ao desenrolar da actividade financeira sem regras nem princípios nem valores éticos nem respeito pelos seres humanos menos protegidos, sem a sua elevada inteligência vislumbrar os perigos que viriam a resultar dessa imoralidade. Muitos deles, senão todos, estariam interessados nos benefícios advenientes de tal situação caótica que não olha a meios para obter riqueza.

Se as crises devem ser aproveitadas para fazer remodelações profundas, qualquer voz de viciados no sistema que se opõem a soluções que lhes façam perder regalias deve ser sonoramente rebatida, com argumentos convincentes. Espera-se que isso aconteça, e já há sinais de mudança. Começa a aparecer no horizonte uma onda reactiva a exigir a reforma do sistema. Há que garantir segurança, confiança e capacidade de planear o futuro, sem o receio de riscos incomportáveis.

Na sexta-feira 7 de Novembro, após uma reunião com os seus homólogos dos países dos BRIC (Brasil, China, Índia e Rússia), o ministro brasileiro da Economia, Guido Mantega , declarou que os principais países emergentes, do BRIC, querem "uma reorganização do sistema financeiro mundial". Segundo ele, estes países consideram que o G7, que reúne as economias mais avançadas, não pode enfrentar sozinho uma crise como a que afecta actualmente todas as economias. O G20, grupo dos países mais industrializados e potências emergentes, devia ser reforçado para supervisionar o grupo dos países ricos. Porém, estes também não devem considerar-se donos do mundo e ditar leis à medida dos seus interesses, ignorando todos os outros, mais necessitados. Há que fazer convergir todas as boas vontades mesmo vindo dos países mais pobres.

No comunicado conjunto do BRIC consta, entre outros alertas, que "a crise revelou a fraqueza da gestão dos riscos, da regulação e da supervisão dos sectores financeiros de algumas das economias avançadas", "consequentemente, apelamos a uma reforma dos quadros de regulação e de supervisão, assim como a regras mais claras e à transparência".

Também o presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick , afirmou no sábado que os países do G20 estão perto de um consenso sobre a necessidade de reformar o sistema financeiro, numa altura em que as economias estão a entrar "numa zona de perigo. Zoellick afirmou aos jornalistas, à margem da reunião ministerial do G20, que reúne os países mais avançados do Mundo e os grandes países emergentes, que todos defendem a necessidade de uma resposta coordenada à crise financeira mundial. Parece que há consenso quanto à criação de uma nova arquitectura financeira mundial.

No entanto, em Portugal, reina a apatia e a ausência de posições claras e bem explicadas para informar de forma correcta os cidadãos. Antes, abundam as mentiras «piedosas» que, ao serem contraditórias, perdem credibilidade e agravam as preocupações das pessoas anónimas e dos agentes económicos. No entanto, merece justificado realce a Dr Maria José Morgado , directora do DIAP, que, como aqui já foi referido , preconiza "a eliminação dos paraísos fiscais", que agindo à margem da lei e da ética, servem de apoio a actos criminosos de vária ordem, e até do terrorismo que usa técnicas do crime económico.

Esses paraísos poderão ser apenas uma pequena ponta do iceberg constituído pelas actividades perversas do actual do sistema financeiro mundial que age sem controlo, regulação e supervisão eficazes, com a táctica do «salve-se quem puder» ou glosando a imagem de um humorista brasileiro, «enriquece hoje porque amanhã poderá não ser possível». Mas eles, tal como qualquer outra actividade nociva à segurança financeira dos pequenos aforradores e agentes económicos devem se banidos sem dó nem piedade.

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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

E o que dizem os economistas honestos?

Maria José Morgado, directora do Departamento de Investigação de Acção Penal de Lisboa (DIAP), que há oito anos sugeriu publicamente "a eliminação dos paraísos fiscais", o que na altura foi um escândalo, voltou a fazer a mesma afirmação. Sublinhou que, agora, "até Durão Barroso defende o controlo ou o fim" da aplicação global do dinheiro sujo.

Segundo ela, os paraísos fiscais financiam o narcotráfico, o tráfico de pessoas, a pedofilia e a pornografia. São muitos e especializados. Em tais destinos, acrescentou Morgado, "depositam-se subornos, erguem-se fortunas ilícitas, lava-se dinheiro". Nessas "fortalezas o terrorismo usa as mesmas técnicas do crime económico".

As palavras de Maria José Morgado, não trazem novidades. Pergunto quem é que não concorda com ela? Quem se opõe ao que ela preconiza? Então, porque razão os políticos e economistas dos países ditos civilizados não estabeleceram normas que os eliminem?

O que dizem a este respeito políticos e os economistas honestos? O que têm feito para tornar a actividade financeira mais ética e mais segura, menos atreita a crises como a actual?

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