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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Rotundas perigosas

De entre vários escritos sobre segurança rodoviária, encontrei uma carta que enviei a directores de vários jornais e foi publicada no DN em 22 de Fevereiro de 2004 e, 3 anos mais tarde, transcrita em blog com o título «utilidade das rotundas».

Como estamos no início da época balnear em que muita gente vai perder a vida ou ficar estropiada para sempre, devido a acidentes rodoviários, todos os alertas e cuidados são poucos para minorar a tragédia que afectará muitas famílias. Isto são as previsões a que nos levam as experiências de vários anos. Seria bom que este ano, a realidade fosse mais benévola. Para isso, é indispensável que se reflicta nas circunstâncias em que se circula nas estradas e ruas de Portugal.

Seguindo de perto o texto da referida carta e atendendo a que as rotundas devem servir para «evitar excessos de velocidade e facilitar a distribuição do trânsito em cruzamentos de muito movimento, definindo claramente as prioridades», conclui-se que muitas rotundas não são propensas a esta finalidade, porque embora seja obrigatória a cedência de prioridade por parte de quem entra, o acesso é muitas vezes aliciante para não abrandar a marcha, pois a orientação da via convergente, no sentido da tangente à circunferência em vez de ser no sentido do raio, está desenhada para facilitar o excesso de velocidade. Tenho parado, na qualidade de peão, para observar o trânsito nos locais de que apresento fotografias e por vezes é apavorante ver carros com velocidades próximas dos 100 à hora se não for mais a passarem ao lado de rotundas sem sequer aconchegarem o travão. O traçado da via não concorre para evitar tais excessos. Esta situação é muito frequente em rotundas por todo o País, pelo que se torna impoortante alertar para os perigos inerentes.

foto 1
foto 2
foto 3
Repare-se nas fotos 2 e 3 em que nem se vê a rotunda que fica muito à esquerda fora da via fotografada. Claro que não se deve conduzir distraidamente, mas a realidade mostra que há muitos condutores distraídos e com falta de civismo.
foto 4
foto 5
As fotos 4 e 5 mostram rotundas em que ter prioridade é um direito a usar com o máximo de precaução, porque no sentido fotografado pode aparecer um condutor convencido de que a alta velocidade dá prioridade, e os outros que se cuidem.
foto 6
foto 7
foto 8
Além das fotos referidas, as 1,6,7 e 8 mostram o arredondamento dos passeios para facilitarem a entrada na rotunda, ao invés de serem traçados para obrigar o automóvel a reduzir a velocidade, a fim de propiciar uma eventual necessidade de paragem.

As fotografias não mostram, mas há a preocupação dos urbanistas em obterem uma simetria perfeita dos traçados da via de acesso e da de saída, quando, na realidade, a primeira deve ser redutora da velocidade e a segunda deve ser facilitadora da marcha para rápido afastamento da zona de conflito.

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segunda-feira, 23 de junho de 2008

Modernizar. Como? Para quê?

Depois de ter colocado um comentário no post «Estar-se-á realmente a criar riqueza?», achei que teria aqui colocar as linhas de raciocínio que segui e recordar um post já antigo aqui colocado sobre a «Utilidade das rotundas».

A vida não pára, as circunstâncias alteram-se e é preciso modernizar, acompanhar o progresso, não para tornar diferente, mas para tornar melhor, utilizando os desenvolvimentos tecnológicos em benefício da população.

Para modernizar sensatamente, é preciso começar por identificar com rigor e isenção a situação actual, o ponto de partida, passando pelas actividades da região (urbanas e rurais), a população (quantidade, grau de escolaridade, aptidões profissionais prevalecentes, gostos culturais, etc.), valor dos rendimentos, etc. E, depois, com um adequado grau de ambição realista e viável, estabelecer objectivos dentro de uma previsão de evolução bem planeada, seguido de decisão, e acção (coordenada e controlada), não perdendo de vista a finalidade, o objectivo pretendido.

É preciso exercer um esforço permanente para fugir à ostentação (não produtiva de bem-estar social), à imitação dos outros e à má competição pela vã visibilidade. Não se deve perder a noção das realidades vigentes e há que procurar, a cada momento, rentabilizá-las em benefício da população. Esta deve estar sempre presente no espírito de um líder político, por ser o alvo e a razão de ser de toda a acção política e por constituir o principal recurso, o capital mais precioso, a empregar nestas tarefas de modernização.

Isto são ideias que saltam ao correr da pena a estas horas matutinas. Mas que julgo merecerem ponderação.

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