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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

PSD GOSTA DE UNANIMIDADES


Do artigo Co-adopção. Deputados do PSD querem matar referendo extraio a frase «Deputados de peso, como Mota Amaral, Guilherme Silva ou Teresa Leal Coelho acham mesmo que a proposta deve cair.»

O que é mais preocupante é que sendo o PSD um partido com responsabilidades, tenha um bando de deputados que se comportaram como ovelhas sem matéria cinzenta e aceitaram a disciplina de voto numa coisa que não é essencial para os portugueses.

Significativamente isto não é inédito no PSD, pois já no Congresso de 24-03-2010, os participantes votaram POR UNANIMIDADE a «lei da rolha». Depois de chegados à rua todos se confessaram arrependidos (veja os links seguintes). Que irresponsabilidade para não dizer imbecilidade!

Com políticos como estes, qual será o futuro de Portugal? Que país será o dos actuais jovens? Abram-se os links acerca da lei da rolha»:

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1520593
http://videos.sapo.pt/SQcjhupbqV3MnqPEfWog
http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/quotlei_da_rolhaquot_enjeitada_por_notaacuteveis_do_psd.html
http://www.tvi24.iol.pt/politica/psd2010-congresso-mafra-psd-santana-lopes-tvi24/1147122-4072.html
http://expresso.sapo.pt/a-lei-da-rolha-a-estupidez-e-a-asfixia=f571196

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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

TODOS PELA TRELA, «DEMOCRATICAMENTE» !!!


Paulo Rangel reagiu frontalmente à proposta de Aguiar-Branco para o partido ser duro com os militantes que apoiaram outras candidaturas, chegando a argumentar «que o seu ex-adversário à liderança do PSD estava a ter um discurso soviético».

Talvez o modelo seguido pelo ministro da Defesa não seja o soviético, porque esse já pertence à História, ciência para a qual A Branco ainda não evidenciou ter apetência. Mais provável é que, como das Forças Armadas conhece principalmente o aspecto rígido das paradas e guardas de honra, deve ter como ideal a disciplina Norte Coreana imposta pelo «querido líder supremo», visível em diversos vídeos de cerimónias militares. E talvez veja vantagens na técnica dos tuaregues conduzirem as cáfilas através do deserto pela trela ou pela arreata.

E, com tais exemplo, revê-se numa imagem de partido político de acéfalos em que todos obedecem cegamente ao adorado líder, custe o que custar. O seu maior motivo de satisfação terá sido, certamente, a aprovação por unanimidade da «Lei da Rolha» no congresso do PSD em Março de 2010.

E assim vai a nossa «dita democracia».

Imagem de arquivo

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domingo, 2 de dezembro de 2012

Concordam nas piores causas

Transcrição de artigo seguida de NOTA:

Unidos na barbárie
Jornal de Negócios on line. 30 Novembro 2012, 11:24 por Leonel Moura | leonel.moura@mail.telepac.pt

Uma votação no parlamento europeu deu, mais uma vez, conta do desfasamento que existe entre os nossos deputados e os seus eleitores. Na verdade, pouco se sabe do comportamento destes políticos que pretensamente nos representam em Bruxelas. Mas, quando se descobre o sentido do seu voto em determinadas matérias, fica claro que não merecem confiança. Explico.

Algures na Dinastia Ming, um cozinheiro obtuso decidiu inventar a sopa de barbatana de tubarão. Dados a superstições, os chineses acham que esta mistela lhes dá potência sexual, coisa de que se devem sentir muito necessitados. A raridade do ingrediente fez com que, durante muito tempo, a sopa fosse um acepipe só acessível aos ricos e poderosos. O enriquecimento da China levou, contudo, a um consumo desenfreado, tendo por consequência a quase extinção dos tubarões a oriente. Daí que se tenha começado a pescar esta espécie também nos mares europeus.

A técnica de pesca é atroz. Os tubarões são capturados, cortam-lhes as barbatanas e, ainda vivos, são de novos deitados para a água onde morrem lenta e cruelmente, já que ficam sem capacidade de locomoção.

É neste contexto que o parlamento europeu votou uma lei que proíbe o corte de barbatanas em alto mar. A lei, moderada, nem sequer é contra a pesca destes animais mas obriga a que os mesmos sejam "desmanchados" em terra. Foi aprovada com 566 votos a favor e 47 contra. Ou seja, 47 deputados acham legítima uma tal selvajaria. E quem são eles? Na sua maioria, espanhóis e portugueses. E, nestes últimos, quem votou a favor desta prática vergonhosa? Espante-se. Todos os deputados portugueses, de todos os partidos. Menos um, honra lhe seja feita, o deputado independente Rui Tavares. Sim, Maria de Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, Mário David (do PSD), Capoula Santos, Correia de Campos, Edite Estrela, Ana Gomes, Vital Moreira (do PS), Diogo Feio (do PP), Marisa Matias, Alda Sousa (do Bloco), João Ferreira, Inês Zuber (do PC), votaram em uníssono do lado errado da história e da civilização. Mostraram um raro momento de unidade das várias forças partidárias portuguesas. Só é pena que o tenha sido em defesa da barbárie.

O argumento deste bando de trogloditas é simples. Prende-se com a razão económica. Os pescadores portugueses, coitados, com a nova lei não conseguem carregar tanto tubarão nos seus barcos, quantas barbatanas que é só o que lhes interessa. A defesa de um modo de pesca inqualificável sobrepõe-se a qualquer sentido de ética e decência humana. Estes deputados portugueses deram assim, à Europa e ao mundo, sinal de que somos um povo primitivo, atrasado e insensível a questões fundamentais do nosso tempo. Representam o quê? A mim não certamente. E, estou certo, nem a muitos outros portugueses que já vivem no século 21, alguns dos quais votaram neles.

Temos assim que a mesma razão económica que conduziu à desgraça social que se abateu sobre a sociedade portuguesa e que tantos deles dizem combater pouco tem a ver com reais diferenças de civilização. No fundo, estão todos de acordo no mesmo princípio de exploração dos recursos sem olhar a meios e sem que lhes toque o mais leve sentimento de humanidade. Aqui não há consciência ambiental, não há quem deseje um mundo melhor, quem se preocupe com a devastação que a humanidade provoca nas espécies animais e na própria natureza. Tudo se resume ao vil dinheiro.

De direita e de esquerda, moderada e radical, estamos perante uma classe política que merece o nosso desprezo mais absoluto. Imagino que alguns deles tenham filhos e gostaria de os ver explicar porque defendem que se corte barbatanas a tubarões vivos para gáudio de uns quantos imbecis que se deleitam com tão frívolos petiscos. Os próprios chineses acabam de banir dos banquetes oficiais a sopa de barbatana de tubarão. Muitos hotéis e restaurantes na China e no Oriente também já o fazem. Pela mão destes deputados mostramos que estamos no fundo da escala da barbárie. É esta a imagem que queremos do nosso país?

Que se engasguem na barbatana é o que sinceramente lhes desejo. A todos sem excepção.

NOTA: Mas ainda havia dúvidas sobre as motivações e os valores que movem o funcionamento das mentes dos políticos, salvo eventuais excepções? Recordem-se da votação na AR da lei de financiamento dos partidos que acabou por ser vetada pelo PR, em fins de Abril de 2009, aprovada por unanimidade com a excepção de António José Seguro, referida no artigo O regresso ao tempo das malas cheias de notas de José Manuel Fernandes, transcrito em E todos concordaram!!!.

Recorde-se também os fracassos no combate à corrupção e ao enriquecimento Ilícito, no corte das gorduras do Estado, nas reformas para moralizar o regime, etc. etc.

Enfim merecem o nosso total desprezo e o VOTO EM BRANCO em qualquer tipo de eleições, dado que os candidatos que aparecem, salvo eventuais excepções, não têm valores morais para se dedicarem ao BEM colectivo, por terem interesses opostos aos interesses nacionais, dos seus eleitores.

Imagem do Negócios

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