sexta-feira, 7 de maio de 2021

A DEMOCRACIA ESTÁ EM EROSÃO

(Public em DIABO nº 2314 de 07-05-2021, pág. 16. Por António João Soares)

Vários pensadores, ao debruçar-se sobre as realidades ocidentais nos aspectos político-sociais, não escondem o receio de que o futuro seja muito difícil. Já há quem preveja que a Europa esteja em vias de ser ocupada e há muitos que encontram sinais claros de que as democracias estão a deixar-se arrastar para ditaduras. Devido à impreparação de governantes frágeis que se deixam dominar por pressões de pessoas alheias aos interesses nacionais, isto é, dos cidadãos que constituem as suas nações, e sobrepondo à defesa das pessoas que dependem de si, a ambição pessoal de riqueza, poder e vaidade.

Perante isto, um grupo de militares franceses já fora da actividade (vinte generais, cem oficiais superiores e mais de mil soldados) escreveram uma carta aberta ao Presidente Macron, considerando que o momento é sério e o país está em perigo e que, mesmo aposentados, não podem ficar indiferentes, nas actuais circunstâncias, ao futuro da sua Pátria, com tão bela história e ricos monumentos, pela qual cumpriram as obrigações que lhes foram atribuídas.

A sua bandeira contém as palavras Honra e Pátria. Mas constatam que a honra nacional está com sintomas de desintegração que infecta a Pátria que sempre serviram e que deve ser honrada por todos os seus cidadãos e, principalmente, pelos que têm esse dever em todos os actos da sua função.

A ideia de anti-racismo avança com o único objectivo de criar mal-estar e ódio entre as comunidades, impulsionado por apoiantes odiosos e fanáticos que falam de racismo, indigenismo e teorias anticoloniais, como ponto de partida para uma guerra racial. Pretendem dissolver o país com as suas tradições e cultura, com o seu passado histórico. 

A discriminação com o islamismo e grupos suburbanos, com aversão à polícia, materializa intenção da separação de muitas parcelas, permitindo-lhes comportamentos alheios às tradições de unidade nacional, embora as leis nacionais devam ser cumpridas em qualquer lugar e por qualquer cidadão. Têm sido detectados indivíduos infiltrados encapuzados a vasculhar empresas e a ameaçar as forças policiais. A violência está a aumentar dia a dia.

Os cidadãos que lideram o país nos diversos graus da função pública devem, forçosamente, obter a coragem necessária para erradicar os perigos que esta deterioração e degradação está a acarretar. Há que aplicar as leis existentes, sem hesitações nem fraquezas. Não devemos ficar fechados pela força da opressão em silêncios arriscados e culpados. Todos devemos dar a melhor colaboração às autoridades da segurança, para que esta cumpra da forma mais eficaz a sua missão, sem receios nem hesitação.

As autoridades não devem adiar as medidas repressivas adequadas, porque a situação é grave, o trabalho é gigantesco e não se pode perder tempo, para não se dar oportunidades ao inimigo de se reforçar e tornar mais activo e eficaz. O povo, as forças de segurança e as forças militares devem estar disponíveis para apoiar políticas que tenham por clara finalidade a salvaguarda da Nação, das pessoas.

Por outro lado, se nada for feito, a frouxidão continuará a espalhar-se na sociedade, acabando por causar uma explosão e a intervenção de militares e polícias na perigosa e difícil missão de proteger valores nacionais e salvaguardar vidas de cidadãos no território nacional, será muito complexa, por se assemelhar a uma guerra civil. As autoridades governativas não podem adiar nem agir com meiguices em casos de violência contra os seus cidadãos. Se não se conseguir evitar a violência, esta acabará com o actual caos crescente, mas com o alto custo de muitas vidas de cidadãos, o que será da responsabilidade dos actuais governantes que não conseguiram evitar a tragédia.

Em democracia, o governo deve respeitar o povo com transparência e informação adequada para que este actue correctamente, com confiança e respeito. ■


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sábado, 1 de maio de 2021

COMO RECUPERAR A NORMALIDADE DEMOCRÁTICA

(Public em DIABO nº 2313 de 30-04-2021 pág 16 por António João Soares) 

O Chega, com os votos adquiridos nas eleições presidenciais, assustou o PS que estava a agir contra a normalidade democrática, com o esbanjamento do dinheiro público em benefício dos muitos ocupantes de cargos públicos desde o governo megalómano, aos observatórios e outras invenções, camufladas apenas com vantagem para os “boys” e as “girls” sem capacidade para obter emprego normal, e o “deixa andar” da lavagem de dinheiro e da corrupção e outras irregularidades toleradas por juízes das simpatias dos notáveis afeiçoados ao PS.

 Esse susto agravou as dificuldades da democracia e, agora, com a numerosa manifestação nacional, em Lisboa em 18 de Abril, contra a pretendida ilegalização do partido do deputado André Ventura, o sobressalto tornou-se mais desagradável para o PS. Realmente tal partido, com o seu índice de engrandecimento, pode alterar de sobremaneira o actual regime, pressioná-lo a combater a corrupção e evitar o esbanjamento do dinheiro público, saído dos bolsos dos cidadãos mais desfavorecidos.

Mas que solução menos má pode ser aplicada pelo actual poder para garantia de melhor segurança da população, nos seus direitos, liberdades e garantias?

À falta de melhor, será preferível deixar o povo decidir sobre a continuação do Chega. Já chega de tanto esbanjamento do dinheiro sacado aos cidadãos com a vida mais difícil e mais desprotegidos das “amizades” dos donos do poder, que o aplicam em benefício de novos-ricos e do maior enriquecimento daqueles que já o eram e viviam principescamente.

Não é por acaso que o PR considera que “já se esperou tempo demais para criminalizar o enriquecimento injustificado”.

Já há quem compare o regime de Costa à actual anormalidade da Venezuela. Mas se a intenção de ilegalizar o partido de Ventura for para a frente, há que temer a reacção popular que pode ser violenta. Nada dura sempre e a sonolência tolerante e o despertar forçado podem produzir demasiados estragos.

A prudência aconselha ao cumprimento das boas regras de ética, da moral, do civismo, traduzidas no devido respeito pelas pessoas que constituem a nação multissecular.

A manifestação em apoio do Chega foi mantida em bom recato o que mostra a qualidade de educação dos seus simpatizantes. Mas, se o partido for ilegalizado, depois de terem sido permitidos pequenos partidos que não se apoiam em perfeita organização, nem conseguiram suficiente apoio popular, nem líderes eleitos por significativa quantidade de votos, então, será de recear uma reacção violenta, proporcional ao vasto apoio popular de dia 18.

Como observador independente e neutro, tenho verificado que o líder do Chega tem dado provas suficientes do seu valor como representante dos cidadãos, bom analista de várias situações preocupantes, sem promessas, nem fantasias exageradas, evidenciando valor para defender e liderar muitos portugueses.

Os votos obtidos nas eleições presidenciais e a quantidade de pessoas de todo o país que participaram na manifestação constituíram uma expressão muito significativa.

As diferenças de ideologias e mesmo de simples opiniões devem ser convenientemente conduzidas por argumentação civilizada, de forma educada, orientada para o interesse nacional, em vez de violências, mesmo que apenas verbais. Do diálogo podem ser aproveitadas ideias positivas que contribuam para um futuro mais agradável para os cidadãos poderem beneficiar de segurança, progresso e justiça social. Em suma, para o desenvolvimento do país dos pontos de vista económico, cultural, social e outros.

Cada português tem o sublime dever de contribuir para um Portugal melhor e este texto, como muitos outros que já publiquei, procura contribuir para tal objectivo. O somatório de opiniões dos bons portugueses, se bem aproveitadas são um manancial inesgotável para a definição da rota estratégica para uma boa recuperação da nova imagem do país que, em tempos idos, “deu novos mundos ao Mundo”. ■


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sexta-feira, 23 de abril de 2021

PARA SERMOS FELIZES

(Public em DIABO nº 2312 de 23-04-2021, pág 16.Por António João soares)

Cada pessoa deve orientar a sua vida por meio de um comportamento gerador de felicidade. Esta é fruto da forma como planeamos permanentemente os actos da vida, independentemente da riqueza material, porque esta tem pouca importância na vida espiritual. Por vezes, a riqueza financeira e de outros bens materiais trazem mais preocupações do que felicidade e quando falecemos isso fica cá tudo e nem sempre para bem dos herdeiros, que não estão isentos de discórdias, por vezes dramáticas geradas pelas partilhas.

Sendo mais realistas e conscientes, concluímos que, para vivermos com felicidade, são fundamentais três factores, a amizade, a sensação de autoestima e a ausência de “stress”.

A amizade, para este efeito, não se mede pela quantidade de amigos mas, principalmente, ela é movida e engrandecida pelo bom relacionamento, harmonioso, pacífico, compreensivo, tolerante, com solidariedade, disponibilidade para dar bons conselhos e opiniões sensatas, etc. Convém saber perdoar e evitar ódios, mal-entendidos e retaliações ou vinganças que não beneficiam a desejada convivência indispensável à pretendida harmonia, em que a amizade deve ser desenvolvida.

A sensação de autoestima resulta das boas acções efectuadas habitualmente, com a precaução de serem convenientes e sensatas e de obterem bons resultados. O comportamento orientado para o bem público e a justiça social, bem como os afectos referidos no parágrafo anterior, criam em nós uma paz interior, que em muitos pode ser interpretada como vaidade, mas que na verdade é a satisfação de viver feliz. Constitui o prémio de amar os outros como a si próprio e de não viver ao acaso, mas de agir de forma bem ponderada.

 O terceiro factor, a ausência de “stress”, está ligado às decisões sensatas perante os factos menos agradáveis e, por vezes, inesperados da nossa realidade. Tudo deve ser resolvido com oportunidade e da melhor forma e, quando algo inesperado ocorre, é conveniente procurar solução lógica. Se a não conseguirmos, será melhor pôr de lado, sem enervamento, e esperar inspiração para nova tentativa.

Tenho conhecido pessoas que vivem permanentemente infelizes, atormentadas por minúsculos problemas seus e de outros, de mínima importância que, por vezes, se resolvem por si ou pelo efeito de pequenas intervenções de técnicos de saúde. Lamentar-se de pequeno mal-estar, acaba por ser um acto infantil de criança mimada que procura carinhos.

A aceitação das pequenas dificuldades e de contrariedades que ocorram na vida deve servir para tomar precauções que evitem novas ocorrências semelhantes e não devem servir para gerar um “stress” permanente, que traz graves inconvenientes e elimina a felicidade que devemos merecer.

Não quero competir com o meu amigo Armando R, que age como um autêntico apóstolo bíblico, mas sem semelhante ênfase sinto conveniência em todos procurarmos agir da forma mais correcta, segundo os bons princípios da moral social, do civismo, da solidariedade, por isso ser um contributo positivo para a paz global de que a humanidade está a necessitar, para bem das gerações futuras.

Aliás, tenho materializado estes propósitos na generalidade dos textos quetenho publicado através da “Internet”, quer neste semanário, quer em “posts” e comentários no “facebook”, nos “blogs” e na troca de mensagens pelo “gmail”.

Não uso linguagem insultuosa contra políticos ou jornalistas menos cuidadosos, procuro dar sugestões para melhorar e, quando não domíno o tema e não quero arriscar-me a sugerir, exponho dúvidas com intenção de incitar a reflexão e desenvolvimento de outras formas melhores de actuar. E os comentários elogiosos que tenho recebido reforçam, de forma muito agradável, a autoestima atrás referida como um dos três factores da felicidade. Essa minha maneira de pensar e de agir é que me levou a aproveitar o tema que originou este texto.

Aprendamos a ser felizes e a difundir felicidade em nosso redor. ■ 

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domingo, 18 de abril de 2021

O QI ESTÁ A BAIXAR

(Public em DIABO nº 2311 de 16-04-2021, pág 16. Por António João Soares)

Há psicólogos dedicados à investigação que, com base em dados estatísticos, afirmam que o QI (quociente de inteligência) está a baixar nas novas gerações, em relação às dos seus pais. Consideram que isso se deve ao actual sistema de vida social, com as gerações jovens mais isoladas, entretidas com as novas tecnologias e o uso intensivo da Internet, exigindo menos esforço de memória e de raciocínio em busca da compreensão da realidade e, por isso, com menos actividade do cérebro.

O cérebro é uma parte do corpo que, à semelhança das mais visíveis, como os músculos das pernas e dos braços, precisa de actividade e exercício para não perder energia e capacidade. Em 13-11-2020 publiquei um texto intitulado “manter o cérebro activo aumenta a longevidade” e reduz ou adia o risco de demência senil e da doença de Alzheimer. O cérebro exige muitos cuidados.

Agora, a par da referência feita no início deste texto, aparece a argumentação de que a baixa do QI se deve em grande parte ao pequeno esforço exigido ao cérebro, quer no ensino, quer nos meios da comunicação social, quer no uso do computador com a Internet e a ausência de contactos sociais, de conversas e de diálogos sérios.

Quanto ao ensino, vi há dias um conselho aos professores de crianças pequenas: não se lhes deve dizer algo que já se lhes ensinou, nem lhes ensinar algo que já têm capacidade para saber com base e dedução daquilo que já lhes foi ensinado. Assim se contribui para lhes desenvolver a memória e o raciocínio.

Mas tem havido acções governamentais, tendentes reduzir o QI dos cidadãos. É, por exemplo, o caso da reforma do alfabeto, com a eliminação de letras como o “c” e o “p”, que fazem parte da origem etimológica latina e que ainda continuam a permanecer em palavras da mesma origem usadas em alguns países europeus. Como perceber, numa leitura rápida, o significado de fato, de ação, de seção, de Egito e de egípcio. O facilitismo que pretenderam com tal eliminação contribuiu para diminuir a acção do cérebro e, portanto, para a redução da sua actividade e a consequente queda do QI.

Mas, curiosamente, ao mesmo tempo que vemos este facilitismo, notamos a manifesta vaidade dos donos do poder quando aumentaram palavras, talvez para se mostrarem eruditos ou para que o povo menos conhecedor perceba o significado de palavras que eram pequenas e agora aparecem com acrescentos desnecessários.

Como podemos compreender o ambiente em que vivemos, se nos são mostradas versões falseadas pelas vantagens do “politicamente correcto”. Como podemos compreender o funcionamento do nosso corpo se nos são impingidos medicamentos cujo interesse principal é a ganância do negócio dos grandes fabricantes à custa do consumidor. A “tintura de iodo” era um medicamento de efeito rápido para curar pequenos ferimentos mas, como era barato e não dava lucro a quem o fabricava e vendia, foi retirado do mercado e substituído por produtos de preço mais elevado, que se limitam a ir melhorando o ferimento, deixando passar alguns dias até sarar. É a intenção de preferir doenças crónicas e evitar resultados rápidos. Por exemplo, perante a actual pandemia houve uma corrida ao fabrico de vacinas, mas não houve o mesmo interesse em criar um medicamento para a sua cura. Não foi divulgado o medicamento usado em Portugal com bom resultado, nem foi muito conhecida a preparação de medicamentos no Japão e em Israel. Iriam prejudicar os ganhos de grandes produtores mundiais de vacinas.

Defendamos o nosso cérebro, mantendo-o activo até ao fim, enquanto nos for possível. Procuremos evitar a chegada do Alzheimer e da demência senil. Tal como devemos usar e exercitar os músculos e as articulações, exercitemos também a nossa mente, para não deixarmos morrer o QI. 

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sexta-feira, 9 de abril de 2021

SITUAÇÃO CLIMÃTICA

(Public em DIABO nº 2310 de 09-04-2021, pág.16.  Por António João Soares)

Há vários políticos em altas posições do poder internacional que pretendem tomar decisões sobre as alterações climáticas. É certo que as notícias recentes mostram que o clima está muito agressivo em várias partes do Mundo. Também aparecem opiniões de que a vida da humanidade é resultado dos comportamentos humanos.

Os cuidados com o ambiente acabam por ter incidência nas condições de vida local. Mas o clima surge, em todas as suas mais graves manifestações, por “decisão” da Natureza: sismos, granizo, inundações, ventos, tempestades, frio, calor, etc. 

Mas há cientistas que atribuem a maior parte desses fenómenos desagradáveis à actividade humana, pouco citada, da alteração das condições do espaço astral que nos circunda, por efeito de grande excesso das radiações electromagnéticas que recentemente têm inundado o espaço de forma muito acrescida. Os automatismos, os telecomandos e outras emissões de radiações para telecomunicações constituem um veneno que afecta todos os seres vivos de forma infelizmente muito desprezada e desrespeitada, talvez mesmo por ignorância e inconsciência. 

Disse-me há dias um cidadão bem informado que cada ponto da Terra, cada pessoa, está permanentemente a ser atingido por radiações diversas vindas de milhões de pontos do planeta ou de pequenos satélites artificiais que foram colocados a circular em redor da Terra. Em qualquer sítio, o nosso telemóvel pode receber mensagens e estas podem ter vindo de qualquer local, de onde foram emitidas, em todas as direcções. 

Os sistemas de automatismos são dotados de sensores ou radares, que emitem indiscriminadamente em contínuo. Há dias foi-me descrito um caso do Centro de Apoio Social de Oeiras, do IASFA, que dispõe de um túnel a fazer a ligação entre cinco edifícios, agora com muita utilização devido ao confinamento imposto em defesa da pandemia do Covid-19, que impede a circulação pelo exterior. 

Além de permitir o percurso entre os quartos e o refeitório, é utilizado para os diversos serviços e para o exercício físico da marcha de residentes que precisam de evitar a estagnação. Nesse corredor há uma porção de portas e de luzes que se abrem e fecham automaticamente à passagem de pessoas, o que significa que os sensores, radares, estão permanentemente a funcionar, emitindo as suas radiações electromagnéticas. Como estes, nas cidades, existem por todo o lado inúmeros casos. 

Será que os bem-intencionados que querem condicionar os climas conseguem reduzir este tipo de poluição do espaço astral? Um automóvel moderno tem vários sensores permanentemente activos (sempre que o motor está ligado) que avisam o seu condutor sempre que se aproxima, de qualquer dos lados, um corpo estranho. 

Isto significa que toda a atmosfera que nos cerca está poluída, contaminada por milhões de radiações e a Cintura de Van Allen, que é um conjunto de astros de pequena dimensão que vigiam as condições do espaço astral circundante do sistema solar, reage por “ordem da Natureza” às suas condições higiénicas. Daí as tempestades, as reacções climatéricas e as pandemias. 

É pena que a comunicação social não publique os vídeos que por vezes surgem, com palestras ou entrevistas de cientistas que se preocupam com estes temas sérios e a que devia ser dada mais atenção, devido à importância que têm para a cultura geral e para podermos contribuir de forma mais adequada para a continuidade da humanidade. Tem havido vários “entusiastas” a prometer lutar contra as alterações climáticas e, por vezes, a ignorância de políticos com elevada responsabilidade sociopolítica é chocante, por darem mais credibilidade à sueca Greta Thunberg do que a cientistas catedráticos. ■

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sábado, 3 de abril de 2021

PROCURAR MELHOR ENTENDIMENTO E HARMONIA

(Public em DIABO nº 2309 de 02-04-2021, pág 16. Por António João Soares)

Tem havido bons sinais de harmonia e tolerância entre países com ideologias ou regimes políticos diferentes. Isso não é muito difícil, nem exige sensatez extraordinária, já que acontece entre animais selvagens que convivem pacificamente, mesmo pertencendo a espécies diferentes.

Através das redes sociais da internet, tenho recebido vídeos diversos com casos que merecem ser considerados como exemplares para os humanos, especialmente entre estados considerados civilizados e respeitáveis em ambiente internacional. Mas grande parte dos responsáveis pelos governos são altamente condicionados pelo egoísmo, por interesses inconfessados e por ambição de mais riqueza, e menos pela moral, pela ética e pelo respeito pelas pessoas, esquecendo o seu próprio dever, assumido ao tomar posse do cargo, de procurar melhorar a qualidade de vida dos seus concidadãos.

Muitos destes tais carentes de capacidade e de sensatez têm desencadeado actos de violência inqualificável, usando potentes meios letais contra monumentos, edifícios religiosos, de utilidade pública, sem olhar a perdas de vidas de pessoas, sem repararem que são inocentes e inofensivas, que são transformadas em vítimas da brutalidade por gente sem a mínima sensibilidade.

Os cidadãos de países africanos asiáticos e da América Latina têm sido as maiores vítimas de tal violência selvagem. Agora, tem chamado mais atenção o agravamento da violência no Iémen, com a utilização de meios aéreos não tripulados, com o apoio técnico oferecido pelo Irão, país que parece estar com a ambição de recuperar a capacidade territorial do antigo Império Persa, uma ambição lunática, como se fosse viável recuar tantos séculos depois de a Humanidade ter dado tantas voltas, por efeito da evolução das sociedades, das culturas e das tecnologias. Para mais usando tanta brutalidade e tão destruidora de vidas humanas. O responsáveis por estas situações precisam de ser aconselhados a visitar as reservas de caça do centro de África, hoje exploradas pelos turistas e manter-se por lá o tempo suficiente para aprenderem o bom convívio entre animais muito diferentes.

Nos tempos de hoje em que já, praticamente, não há memória dos impérios Romano ou Persa, temos uma autoridade internacional respeitada por todos, a Organização das Nações Unidas, ONU, que algo tem feito para melhoria da PAZ de que os seres humanos sentem uma necessidade permanente. Mas os seus esforços não têm sido tão eficazes como é desejável. Há que reforçar os processos de terminar com o terrorismo, reduzir o risco de guerra e o emprego de armas letais contra populações pacíficas e ordeiras.

O respeito pelas pessoas e pelos seus legítimos direitos e liberdades deve constituir um dogma para qualquer detentor de autoridade. E este deve zelar para que todas as pessoas compreendam os limites dos seus direitos, de forma moral e ética, a fim de contribuírem activamente para que a vida possa ser vivida da melhor forma, para felicidade de todos.

Ninguém, nem outro estado, deve passar uma fronteira e ir impor um regime diferente contra a vontade dos residentes. Nem deve, por meios ocultos, forçar a uma mudança contra os interesses colectivos do Estado, com inconfessada intenção de o tornar uma aquisição fácil e útil.

Não é por acaso, antes por sensatez e amor ao seu país, que no Sudão, o líder do Comité Supremo para a Recolha de Armas anunciou, há poucos dias, o início de uma campanha de “recolha forçada de armas” – que se estimam em cerca de quatro milhões nas mãos de cidadãos –, a fim de desarmar a população civil e terminar com o flagelo de conflitos tribais no país.

A ONU deve tornar esta medida generalizada, de forma que só possam ser usadas armas por militares e forças policiais, de maneira moderada, bem justificada e controlada. Assim se evitarão os múltiplos actos de violência que ocorrem diariamente pelo mundo. ■


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sexta-feira, 26 de março de 2021

PENSAR NO FUTURO É INDISPENSÁVEL

 (Public em DIABO nº 2308 de 26-03-2021.pág. 16. Por António João Soares)

O ser humano vulgar, não se preocupa muito com a inovação, com a evolução, com a mudança, dando mais importância à rotina, aos hábitos, às tradições e deixando o futuro a um palpite, a uma aventura e não a uma decisão bem pensada e preparada, seguida de uma acção bem planeada. Na realidade, o acaso e a esperança na sorte originam os palpites e as falsas decisões.

Por isso gostei de aprender a metodologia para preparar a decisão e que consta no artigo que publiquei neste semanário, em 29-09-2016, pouco depois de ter sido convidado para nele colaborar.

O facilitismo e o improviso usado em muitas gestões de que costumamos esperar sentido das responsabilidades, rigor e respeito por aqueles que vão ser as vítimas das imperfeições do trabalho de preparação, só criam desilusão, desagrado e perda de respeito por quem dirige.

 Mas quando se refere “pensar no futuro” não se trata apenas de planos, programas ou projectos que se prolongam por muitos meses ou anos, pois a ideia aplica-se a qualquer tarefa de que se deseja um bom resultado. Significa que não devemos perder tempo a trabalhar ao acaso, justificando “depois se verá”. Cada passo deve ser dado com vista ao objectivo pré-definido.

Uma situação que merece ser considerada ao abordarmos este tema é a forma como as autoridades têm encarado a actual pandemia. Quase toda a humanidade se enamorou da propaganda de muitos milionários ligados à indústria químico-farmacêutica que, com os olhos no lucro, apenas falou em negócios de máscaras e vacinas. No entanto, há países que focaram seriamente o sofrimento das pessoas e pensaram em medicamentos que combatessem o mal.

Em Portugal, vários médicos confirmam, ao semanário Expresso, que têm usado a substância Ivermectina para tratar “centenas” de doentes com Covid-19 e com resultados positivos. Trata-se de um antiparasitário usado contra piolhos e lombrigas. Os médicos que a prescrevem também a tomam a título preventivo, embora não esteja aprovada pela demorada burocracia como terapêutica contra a infecção, que tem semelhanças com a gripe em complicações respiratórias.

Também o Japão acaba de anunciar a disponibilidade de Avigan, um anti-inflamatório na fase final de experiência para tratar a infecção Covid-19, já com bons resultados e que pretende disponibilizar gratuitamente aos países que o solicitarem para testes.

Mas, quanto a novos medicamentos, quando o seu preço é baixo, a grande indústria dificulta a sua venda. Os grandes capitalistas querem controlar os seus lucros. Não esqueçamos, por exemplo, a saída do mercado da tintura de iodo por ter um preço baixo e ser muito eficaz na cura rápida de pequenos ferimentos, tendo sido substituída por novos medicamentos que, em vez de tratamento rápido, apenas acompanham as melhoras fazendo adiar a cura uma porção de dias. Esses homens de negócio odeiam resultados rápidos e pretendem tornar coisas pequenas em doenças com tendência crónica.

É a sua maneira de preparar o futuro, sem olhar ao interesse dos clientes. Isto faz pensar nas excepções a esta realidade. Como numa mensagem que recebi, vinda de Israel, que enumera dez boas notícias para a Humanidade. Cada uma destas contém uma inovação no âmbito da saúde, que torna a detecção de doenças mais expedita e simples e a sua cura mais oportuna e rápida, tudo com menos intervenção de médicos e mais acção da informática.

Estas dez notícias, e outras que aparecem a citar variados aparelhos informáticos para detecção e cura de diversos males, fazem prever a redução de médicos, o que constituirá uma ameaça para o futuro de muitos jovens.

A preparação do futuro está difícil, pelo que exige muita análise, que deve ser cuidadosa e aberta à inovação, de forma bem ponderada e olhando para todos os factores reais e potenciais.

A apatia deve ser posta de lado e a tolerância deve ser bem ponderada. ■


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sexta-feira, 19 de março de 2021

RESPEITAR A NOSSA HISTÓRIA

Respeitar a nossa história

(Public em DIABO nº 2307 de 19-03-2021, pág 16, Por António João Soares)

 Portugal foi grande no mundo, mas não conseguiu manter a sua posição.

Do contacto dos nossos navegadores com a China, esta arrancou para o desenvolvimento e tem continuado em ritmo acelerado. Mas, pelo contrário, no Ocidente temos verificado um adormecimento, ou um exagerado repouso, no gozo de êxitos obtidos, esquecendo a conveniência de os continuar e tornar extensivos a novas situações e oportunidades, para bem das gerações vindouras. Em Portugal não se conseguiu evitar a queda nas listas em relação aos outros países, onde temos vindo a baixar de nível económico. Esta nossa queda tem sido aproveitada por jovens que se consideram “donos da verdade absoluta”, para condenar todos os nossos valores, história e tradições, esquecendo os pontos altos e dignificantes do passado, que errar é humano e que tais erros ocasionais não devem eliminar os actos positivos que dignificam a nossa história e devem ser motivo de orgulho dos nossos compatriotas.

Um dos pontos altos da nossa história, além de termos sido o farol que ajudou a despertar a China para o seu desenvolvimento, é a referência ao facto, citado pelos historiadores recentes, de que Portugal foi o autor das condições básicas para a criação da globalização, ao dobrar o Cabo das Tormentas, depois denominado da Boa Esperança, que permitiu a ligação entre o Atlântico e o Índico ou, na prática, entre a Europa e o Oriente, dando “Novos Mundos ao Mundo”. Este nosso passo histórico, e o conjunto de outros com ele relacionados, deve ser recordado com prazer, vaidade e orgulho das coisas grandiosas da nossa História. E não devemos pactuar com migrantes sem vergonha que nos pretendem enxovalhar e que se comportam como colonialistas que nos querem privar do nosso património histórico, das nossas tradições e valores éticos e chegam ao ponto de dizer que “deve ser morto o Homem Branco”.

E ao falarmos da História, não devemos limitar-nos aos séculos mais antigos. Pois é curiosa a comparação feita por alguns escritores entre o pós-25 de Abril e igual período anterior. Até 1974, não havia dívida externa e foi deixado um bom pecúlio, que depois foi esbanjado sem deixar rasto e substituído por dívida, por crises que obrigaram a ajuda externa, como na solução da criada pelo Governo de Sócrates. No período anterior enriqueceu-se o património público, criando-se hospitais, estabelecimentos de ensino superior, escolas primárias em muitas aldeias, palácios de Justiça em muitas cidades, novos quartéis militares e instalações para forças de segurança e bombeiros, construíram-se pontes, estradas, etc. E depois? Houve aumento de impostos e o benefício daí resultante foi mais emprego nos governos, em ministros, secretários de Estado e inúmeros “boys” e “girls” das jotas, cuja vantagem foi reduzir o desemprego de quem não tinha preparação para se empregar, e que obtiveram amizade com pessoas interessadas nos seus favores como intermediários. Assim, se aumentou a corrupção.

O esbanjamento, com 119 observatórios e outros tachos parecidos, sem utilidade visível, chegou ao ponto de alguém do PS pedir o encerramento de observatórios para desenvolvimento, por custo exagerado e ausência de resultados.

A reeleição do PR e a actual responsabilidade do PM na gestão da EU devem ser aproveitados pelos mais altos responsáveis para aperfeiçoarem os actos públicos na preparação das decisões oportunas para corrigir muitas coisas erradas e organizar as funções públicas, de forma a tornarem- -se menos burocráticas, com menos gastos, com mais rapidez e eficácia, enfim, mais úteis aos interesses nacionais. Para este efeito, será necessário que o sistema de controlo garanta correcta execução, a todos os níveis, das decisões tomadas, evitando duplicações e corrupção, com o máximo respeito pelos interesses dos contribuintes, isto é, do interesse nacional. ■


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sexta-feira, 12 de março de 2021

RESPEITO PELO PASSADO

Sem respeito pelo passado não há futuro

(Public em DIABO nº 2306 de 12-03-2021, pág 16. Por António João Soares)

A loucura de brincalhões inconscientes e irresponsáveis, que querem destruir a História e os monumentos que respeitam e honram a memória dos heróis que tornaram Portugal no “maior” País ocidental, que deu novos mundos ao Mundo, fazem-nos pensar seriamente, nesse período de glória e compará-lo com a miséria actual, em que estamos na cauda da Europa. Houve alguém com sabedoria e amor ao seu povo que contribuiu para que o mundo desse um grande passo em frente, para que o saber que estava concentrado na Europa se expandisse para lá dos oceanos.

A própria China, que vivia numa antiguidade adormecida, totalmente artesanal, despertou para o saber do Ocidente, após o contacto com os portugueses, e deu os primeiros passos para a ciência, a arte e a cultura, de forma tão consciente e resiliente que não mais abrandou a velocidade do seu avanço e, agora, está no auge da vida científica, tecnológica e económica mundial. Permitam que cite do artigo no Diabo de 05-06-2018: “A China que cresceu como Império do Meio, ... e que procurou a defesa pacífica, bem traduzida na Grande Muralha para evitar a invasão pela Mongólia. Depois, aproveitou a abertura ao Ocidente, originada pelos portugueses, e conseguiu ser hoje uma potência comercial de grande importância em todo o mundo, sem ter necessidade de usar violência nem o poder de armas de grande poder destrutivo do agrado de outras potências”.

Mas acerca da destruição do monumento aos descobrimentos, houve um humorista que sugeriu a substituição das fisionomias dos 16 heróis que nele constam pelas de políticos actuais. Foi um incentivo muito interessante que nos leva a pensar na comparação desses antigos heróis nacionais, ali representados e venerados ao longo de cinco séculos, com os de hoje que não durarão muitos dias na mente dos futuros portugueses e nunca com saudades – a dívida pública, a ausência de obras públicas e de melhorias das vidas dos cidadãos, além das vendas de instituições públicas e das promessas da continuidade do empobrecimento – que não serão motivadoras de veneração pelos vindouros.

O passado não deve ser repetido cegamente, porque os factores dos diversos acontecimentos são diferentes, mas os sistemas de gestão merecem ser bem observados. É imprescindível saber analisar os problemas actuais e procurar a solução mais válida, que deve ser decidida com coragem e convicção, para ser seguida pelos portugueses. Depois de bem analisado o problema e escolhida a melhor solução, será tomada a decisão, são organizados os recursos necessários à acção, é elaborado o planeamento e programadas as tarefas. E, após iniciada a acção, é indispensável o controlo eficaz do qual pode resultar a necessidade de ajustamentos, para cuja decisão deve ser utilizada a metodologia igual à inicialmente empregue, por forma a não se perder o rumo que conduz à finalidade pretendida.

Agora, ao contrário dos nossos antigos heróis da época gloriosa dos descobrimentos, os nossos decisores mais destacados só sabem fazer promessas, ou nem isso, e esperar que um milagre lhes traga solução para as suas funções ou o acaso as venha resolver. Esperam que a “continuidade” dos actuais declínio e degradação receba o benefício de um milagre que livre os vindouros da fome e da miséria.

Para a ilusão de inconscientes e imaturos pode ser que esperem que, depois de substituídas as fisionomias do monumento dos descobrimentos, continue a haver quem o queira destruir. Mas esse prémio não significa que detentores de poder ali representados desapareçam. Para isso só uma eutanásia bem argumentada em termos de “excepção”, mas mesmo esta só costuma ser aplicada se beneficiar a partidocracia.

O passado não deve servir para cópia, porque a mudança faz parte da Natureza, mas deve servir de lição para a metodologia da estratégia e da preparação da decisão. ■

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sexta-feira, 5 de março de 2021

BULLYING NA VIDA SOCIAL

(Public em DIABO nº 2305 de 05-03-2021, pág 16. Por António João Soares)

 O “bullying” tem sido citado na vida escolar como a manifestação de alunos menos classificados, roídos pela inveja do êxito dos mais estudiosos e que obtêm melhores classificações. Ultimamente, este fenómeno tem-se estendido a outros grupos sociais, como aconteceu na campanha das eleições presidenciais em que a candidata Ana Gomes se queixou, usando o termo, de palavras desagradáveis de rivais na actividade da campanha.

Agora, já pensando na campanha para as autárquicas que, por estarem distantes, evidencia-se que os partidos pensam principalmente em manter-se no poder e pouco se interessam pelos problemas nacionais, embora muitos sejam graves e já façam classificar a situação actual de declínio ou degradação, mas perante as eleições, os menos seguros e tendo receio de que o Chega possa repetir o seu crescimento tido nas presidenciais, estão já a procurar destruir o valor dos seus militantes, numa autêntica manifestação de “bullying”, em que tudo é válido para tentar afastar os votos dos seus eleitores.

Como referia no artigo, publicado em 12 de Fevereiro, em que defendia que a melhor propaganda dos partidos seria “agir para Portugal e não contra os partidos rivais”, não acho inteligente nem funcional, a manobra de destruir a imagem de militantes de outros partidos, sem olhar a meios, de um partido cujo valor é tal que eles se sentem por ele ameaçados. A vitória deve ser encontrada através da apresentação de ideias construtivas, de planos de acção que conduzam à melhor resolução dos graves problemas que atravessamos. Depois, os eleitores, devidamente esclarecidos sobre os vários planos e de os considerarem realizáveis por quem os promete, escolherão o melhor candidato.

Isto seria verdadeira democracia, com seriedade e honradez, própria de país civilizado. Mas a inveja vem habitualmente dos menos válidos, como é característico do “bullying” e criam maus hábitos que se vão expandindo e criando o tal declínio que se tornará de difícil retrocesso. Em vez de serem beneficiados por mostrarem mais valor, procuram obter benefício de malandragem da destruição prévia do moral e do valor dos indesejados adversários.

Mas a intimidação, mesmo que pouco agressiva, quando direccionada repetidamente contra alvos específicos pode afectar a personalidade, a reputação e a habilidade da vítima

Um caso curioso é a notícia de que o professor japonês de fisiologia ou medicina, Dr. Tasuku Honjo, prémio Nobel, apresentou aos media uma comunicação dizendo que o vírus corona não é natural. Se o fosse ele não teria afectado o mundo inteiro, indiferente aos climas, temperaturas e outras condições naturais. E terminou dizendo que se o que ele disse se revelar falso agora ou depois da sua morte, o governo do seu país pode lhe retirar o seu prémio Nobel.

Transcrevi a notícia com toda sua argumentação científica, num e-mail, e recebi uma resposta que transcrevo: “Nos tempos que correm, todas as notícias que causam sensação e perplexidade valem dinheiro. Seu valor é directamente proporcional ao número de pessoas que (supostamente) as vão ler... Sendo assim, tudo vale para se ‘inventarem notícias’ que possam causar muitas partilhas nas redes sociais... e ‘se tornem virais’. Quanto a esta notícia, eu não acredito na sua autenticidade porque não foi confirmada pelo ‘mainstream científico’”.

Sobre isto a minha reacção em e-mail a médico amigo foi a seguinte: “Aquilo que o prof. Doutor Dr Tasuku Honjo, prémio Nobel afirma com argumentação científica é credível e dificilmente contrariado, pelo menos por tipos como … que comentou antes, mas sem contrariar nenhum dos argumentos do Professor. Foi um comentário sem a mínima consistência que não valoriza minimamente quem o tentou fazer”.

Com comentários assim se pode iniciar um “bullying”, no ambiente em que este Nobel vive!!! ■


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