O título da notícia de hoje do jornal «Público» transcreve a frase do PM «Já alguém se lembrou de perguntar aos 900 mil desempregados de que lhe valeu a Constituição até hoje?» que é demasiado preocupante.
Sr. PM, De que valeu aos reformados haver as leis que lhes asseguravam as pensões de reforma em função dos descontos que tiveram em tudo o que receberam ao longo de toda a vida activa?
Sr. PM, De que valeu aos funcionários públicos a lei que criou os subsídios de Natal e de Férias e, e os considerou irrevogáveis?
Sr PM, De que valeu aos portugueses ter votado no PSD na mira de promessas positivas se estas foram esquecidas logo que conhecida a vitória eleitoral desse partido?
Sr. PM. De que valeu aos portugueses, idosos, reformados, da «periferia social» (Papa Francisco), desempregados, etc a «iluminada» interpretação de V.Exª, as sua as promessas, as suas previsões, as suas «sábias» decisões «custe o que custar»)?
Sr. PM, Segundo a sua maneira de encarar a legalidade, de que valem aos portugueses a Constituição, as leis e as promessas de governantes que seria suposto merecerem confiança e respeito?
Parece não estarmos em democracia bem gerida mas numa autocracia, «sem rei nem roque», tendo à frente um déspota iluminado que impõe a sua interpretação e os seus caprichos como verdades absolutas, indiscutíveis a que tudo tem que se subordinar obedientemente, provavelmente pressionado pela «podridão dos hábitos políticos» (Rui Machete), sem coragem para deles se afastar.
Imagem de arquivo
António Lobo Antunes
Há 48 minutos

2 comentários:
Recebi de AMF, por e-mail, este comentário que transcrevo:
«Está provado e comprovado que este Governo convive mal com a Constituição como Lei Fundamental do País e que faz do Tribunal Constitucional o "bode expiatório" dos seus desgovernos e desvarios em termos de política económica e financeira e da sua incapacidade para reduzir o déficite e a dívida pública, apesar dos colossais aumentos de impostos e dos cortes nos salários e pensões dos actuais e ex-funcionários públicos!...Mas tal não resulta da necessidade de cumprir o famoso «memorando» e, antes, obedece a uma opção político-ideológica propositada daqueles que se "servem" do Estado contra aqueles que são ou foram seus "servidores" na sua convicção de que o Estado era «pessoa de bem» e merecedor de «confiança dos cidadãos».
Dito isto, a questão fulcral seria acabar com este Governo e suas políticas desastrosas, nas urnas ou nas ruas!
Nas urnas, acho que a ABSTENÇÃO nada resolve (nem sequer, talvez, o VOTO EM BRANCO, por não lhe ser reconhecido o seu significado político). Assim sendo, parece que, pela sua natureza ideológica e opção política, este Governo não será derrotado nas urnas antes de 2015, pelo que só pode ser derrubado nas ruas, antes que consiga "rasgar" a Constituição e "fechar" o Tribunal Constitucional, para instituir um «Estado Novo» assente em nova «União Nacional» a fim de se arvorar em «Governo Totalitário»!
Por tudo isso, conviria "actuar" enquanto é tempo!...Infelizmente, receio que tal não se resolva com "petições" na internet!
Abraço amigo,
AMF»
O antigo deputado social-democrata, Bacelar Gouveia, considera que Passos Coelho “não tem competência, nem estatuto” para avaliar decisão do Tribunal Constitucional.
O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia considera que as palavras do primeiro-ministro sobre o Tribunal Constitucional são totalmente infelizes e quer que o Presidente da República intervenha.
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