O título parece uma brincadeira de mau gosto. Mas não é. Os governantes, em consenso com a oposição, devem responder seriamente a esta pergunta, e, se a reposta for afirmativa, deverão responder a outras duas. Para quê? E, em face da resposta a esta, qual a sua dimensão?
Os tradicionalistas e viciados em raciocínios congelados, nem pensarão nas respostas a dar pois lhes parecem lógicas, mas o problema é muito complexo e o mal-estar dos militares tem sido demasiado notado e publicitado na Comunicação Social. E este post resulta de duas notícias preocupantes retiradas, hoje, de dois jornais diários, que nos mostram que os governantes não estão conscientes dos custos que as Forças Amadas acarretam, do que resulta quererem a sua existência mas ignorarem as suas necessidades para terem a conveniente operacionalidade. Vejamos uns tópicos dessas notícias.
Metade dos novos hélis parada por falta de peças
Manuel Carlos Freire
FAP equaciona colocar os 'Puma' a voar outra vez
A Força Aérea Portuguesa (FAP) tem "cerca de 50%" dos seus helicópteros EH101 parados por falta de peças, alguns dos quais "já foram canibalizados" para manter os restantes a voar.
Diferentes fontes da FAP adiantaram ontem ao DN que o ramo está a viver "uma situação crítica e muito melindrosa": por um lado, a empresa Agusta-Westland não consegue fornecer sobressalentes em número suficiente para manter a frota de 12 helicópteros a voar; por outro, o Ministério da Defesa continua sem celebrar o contrato de manutenção e operação dos aparelhos, que não foi assinado aquando da sua compra pelo então ministro Paulo Portas.
Militares contestam assistência na doença
O alegado mau funcionamento da Assistência na Doença aos Militares (ADM) está na origem de um encontro, no dia 18, em Lisboa, para "impedir o Governo de levar por diante os seus sinistros intentos", segundo um apelo da COMIL - Comissão de Militares. Citado pela agência Lusa, o documento sublinha que, "como a experiência já ensinou, só a luta poderá travar tal caminho".
A generalidade das associações tem denunciando a alegada incapacidade da ADM para assegurar igualdade de tratamento com o resto da população e atrasos no pagamento de comparticipações das despesas de saúde, acrescenta a agência, referindo a "desarticulação deliberada" do antigo sistema de saúde dos militares.
Isto é um assalto
Há 2 horas
