Transcrição de post do blogue Revolta das Palavras:
A revolta surda
Publicada por José António Barreiros
Há um sentimento de revolta surda do País, mas há, mais sentido, mais dorido, e talvez mais calado, um sentimento de profundo desânimo. Excepto os que se movem na área dos partidos de governo, que ainda se animam e entusiasmam com velhacarias e outras canalhices do assalto ao poder, a verdade é uma profunda indiferença, uma apática ausência de esperança. O não querer saber passou a ser a filosofia nacional por excelência. Tirando as misérias quotidianas próprias e as oportunidades de golo no futebol, ninguém quer saber de mais nada. Militantes de causas, catequistas de ideias, são cada vez menos, ali os indefectíveis comunistas, além uns exasperados bloquistas, mais adiante uns mansos católicos. No mais misturam-se pregadores de seitas com vendedores ao domicílio. Não há mais.
Há é, para além disso, pessoas que se entusiasmam por crónicas tremendistas à Vasco Pulido Valente ou à António Barreto. Entusiasmavam-se, quero eu dizer. Porque hoje a maioria desses leitores acham que elas não levam a parte alguma e lêem-nas enfastiados para se desenfastiarem.
O livro de Henrique Medina Carreira esgota-se em reedições, mas os problemas que ele ali denuncia, reditam-se ainda mais.
Operações como Vamos Limpar Portugal ainda poderiam abrir via para uma grande limpeza. Mas já nem isso ou a ironia disso acontece. Escândalos escancaram-se. Ninguém é poupado. Primeiro foi a política, hoje a Justiça e também a imprensa que os denuncia. Quem julga é julgado, quem denuncia é denunciado.
Houve tempos em que a alma portuguesa era sebastianista porque esperava um dia de nevoeiro. Hoje não pára de chover.
José António Barreiros
sexta-feira, 19 de março de 2010
Já nem há nevoeiro sebastianista
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A. João Soares
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quinta-feira, 18 de março de 2010
Gestores públicos com prémios chocantes
Segundo o Jornal de Notícias de hoje, o presidente do conselho de administração da Sonae SGPS, à margem da apresentação de resultados do grupo, considerou "absolutamente chocantes" os "abusos importantes" na atribuição de prémios aos gestores de algumas empresas públicas, e defendeu ser "preciso corrigir isso".
Segundo Paulo Azevedo, "não são claros os processos de nomeação, não é claro o mérito" e esta situação arrisca-se a "dar mau nome à actividade de administrador".
O Correio da Manhã noticia hoje que Rui Pedro Soares, ex-administrador executivo da PT e não executivo do Taguspark, é suspeito da prática do crime de corrupção passiva no caso do contrato celebrado entre Luís Figo e o Taguspark, no início de Agosto de 2009.
Ao que o CM apurou, a investigação tem recolhido indícios que apontam para uma forte suspeita: o contrato com o ex-futebolista terá tido como contrapartida o apoio a José Sócrates e ao PS na campanha eleitoral para as legislativas de 2009.
Acerca deste administrador e de José Penedos da REN ver ao crónica do Jornal de Notícias de ontem Fome & fartura. Mas há muitos outros casos escandalosos, que circulam diariamente por e-mail.
É pena que não se moralize o sistema remuneratório seguindo as palavras de Paulo Azevedo, tornando claros, transparentes, os processos de nomeação, exigindo mérito e capacidades nos concursos de admissão, definindo claramente as funções e, em face delas, efectuar uma rigorosa avaliação do desempenho. Sem isto, se continuar esta situação, arrisca-se o descrédito público, o mau nome da actividade de administrador e dos que a desempenham. Para isso já bastam os políticos.
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A. João Soares
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Estudantes premiados
Toda a gente se queixa da degradação social, da violência nas escolas, na superficialidade dos jovens, mas há poucos gestos positivos de enfatizar os casos de valor de mérito que podem servir de exemplo e estímulo. À semelhança do que aqui tem sido feito em outros casos exemplares, não se perde a oportunidade de exaltar este.
Notícia do Correio da Manhã fala dos três melhores alunos de 2009 do ensino secundário que foram premiados pela ministra da Educação, Isabel Alçada, na Academia das Ciências de Lisboa cabendo a cada prémio cinco mil euros.
Foram premiados:
-Lígia Santos com o prémio Pedro Nunes, melhor a Matemática,
-Teresa Neves com o prémio Padre António Vieira, melhor em Português,
-Pedro Espírito Santo com o prémio Alexandre Herculano, melhor em História.
Tiveram todos 20 valores nas disciplina em que foram premiados e também conseguiram 20 na média final do Secundário.
Segundo as declarações de cada um ao jornal, o segredo do seu êxito resulta de atenção nas aulas e apoio próximo de pais e professores. Foram unânimes em que essa é a receita para o sucesso na escola. Não sendo necessário ser «marrão» e privar-se do convívio com os amigos e das distracções próprias da idade
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quarta-feira, 17 de março de 2010
Circo para animar a malta !!!
Transcreve-se o seguinte artigo, por constituir um retrato trágico da injustiça social reinante. Note-se que 1, 533 milhões de euros são cerca de 3.500 salários mínimos nacionais e que 243.750 euros correspondem a cerca de 550 salários mínimos nacionais e 27.000 euros por mês são cerca de 60 salário mínimos por mês!!! Que tal!!! Batam… palmas.
Fome & fartura
Jornal de Npotícias. 17-03-2010.
Por Manuel António Pina Nestes dias de (diz-se) crise, e em que nunca como hoje um Governo conjugou tantas vezes o verbo diminuir (diminuir o Rendimento Mínimo, diminuir o subsídio desemprego, diminuir o Complemento Solidário para Idosos, diminuir os apoios aos deficientes, diminuir as pensões, diminuir os salários, diminuir as deduções com a saúde e educação...), é reconfortante saber que alguma coisa cresce, e não apenas a revolta e os lucros da banca e das "empresas do regime".
Congratulemo-nos, pois, por os gestores da PT terem, em 2009, recebido 7 milhões em salários e "prémios" e por, desses 7 milhões, 1,533 terem cabido ao meritório "boy" Rui Pedro Soares (que bem os mereceu pelo esforço com que se terá dedicado a levar a TVI ao bom caminho). E por também a REN ter contemplado outro dos arguidos da "Face oculta", José Penedos, com 243 750 euros de "bónus", mais um salário de quase 27 mil euros por mês, o que dá qualquer coisa como meio milhão e picos. Com efeito, como profetizou há meio século Cesariny, "afinal o que importa não é haver gente com fome/porque assim como assim ainda há muita gente que come".
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Lisboa oculta
Há quem diga para fins turísticos que a beleza de Lisboa reside nas encostas e na vista que oferece a quem dela se aproxima pelo rio, nomeadamente nos cruzeiros que a visitam, com muita frequência.
Mas se as entidades responsáveis pelo turismo têm essa opinião, as outras ligadas a empresas de construção com boas relações com o Governo não se importam de ocultar a face da cidade, por detrás de uma muralha de contentores.
Repare-se bem na fotografia e leia-se a notícia que se abre fazendo clic no seguinte título «PS quer evitar "coligação negativa" no caso dos contentores». Afinal Jorge Coelho continua a ter muito poder, talvez agora, ainda mais!!!
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terça-feira, 16 de março de 2010
Pais educadores e alunos
Depois de ter aparecido em público de forma chocante a violência e indisciplina nas escolas aqui reflectida em alguns posts (Valores éticos são pilares da sociedade, Ressuscitar os valores éticos, Futuros cidadãos no Portugal de amanhã, Professores educadores), vale a pena referir a notícia do JN de hoje «Professor do ano diz que "pais, às vezes, demarcam-se das suas funções"».
Nela é divulgado que o professor de Física Alexandre Costa de 45 anos, docente há duas décadas, recebeu hoje o Prémio Nacional de Professores, numa cerimónia realizada na Universidade de Évora e presidida pela ministra da Educação, Isabel Alçada.
No seu discurso fez várias afirmações que merecem ser meditadas e aplicadas na prática.
"Os meus alunos e eu temos uma relação de grande empatia no trabalho, mas não é de amizade. Não sou amigo no sentido em que eles são amigos dos seus colegas adolescentes. Sou tão amigo quanto um pai ou um educador pode ser", afiançou.
Confessou manter uma relação de "grande empatia", mas não de amizade, com os alunos e defendeu que pais e docentes não se devem demitir das suas funções educativas.
Considera importante que estes papéis não se confundam e que pais e encarregados de educação não se demitam do papel que têm como educadores.
"A educação não se pode isolar da sociedade", alertou, sustentando que um dos "maiores problemas" actuais, neste âmbito, é a existência de "uma certa demissão das pessoas" relativamente ao que são "as suas funções".
"Os pais, às vezes, demarcam-se de ser pais e da sua responsabilidade na educação, transferindo isso para a escola" e, noutros casos, é o professor que "está mais preocupado em ser amigo dos alunos do que em ser seu professor".
"Há um contexto social no seu todo que leva a que, neste momento, o ensino tenha algumas deficiências".
Este cenário, defendeu, só se ultrapassa através da "educação da própria sociedade" e da "redescoberta" do que é "ser pai, professor ou aluno" e das "regras básicas de convivência entre as pessoas".
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segunda-feira, 15 de março de 2010
Lei da rolha convida ao voto em branco?
Com o unanimismo e a acefalia exigida por esta norma do PSD a todas as pessoas pensantes do partido, e com a votação, que não esquece, da lei de financiamento dos partidos, vê-se que os políticos, salvo eventuais excepções, não se preocupam com o país mas sim com os partidos e, acima deles, com a imagem intocável do seu líder. Para isso, não há por onde escolher, e estão a merecer o voto em branco, porque eles próprios dizem que os outros não são melhores.
O caso é tão chocante que deu oportunidade a quatro cronistas do Correio da Manhã, tão acusados pelo PS de serem demasiado críticos do governo, de certamente por iniciativa própria, terem escolhido o tema para as crónicas de hoje , mostrando a sua preocupação de independência e isenção e equidistância.
A sombra dos medíocres
Correio da Manhã. 15 Março 2010, por Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto
A fechar um congresso que projectou uma imagem de vitalidade do PSD para o País os sociais-democratas borraram a pintura. O que vale um partido obcecado com o autoritarismo de Sócrates quando aprova para os seus próprios estatutos uma abjecta restrição aos mais elementares valores da política e da liberdade de expressão? Um partido que se consola com uma lei da rolha para dormir mais descansado, para embalar no sono celestial do unanimismo e aceita portar-se como uma manada acéfala, não merece a confiança dos portugueses.
Impor o silêncio e a sanção como castigo aos prevaricadores tem uma lógica puramente inquisitorial. É a sombra dos medíocres que se abate sobre o PSD, empurrando-o para o espaço do fanatismo, de um holiganismo político que tem da vida e da sociedade uma visão insuportavelmente maniqueísta. É assumir, de vez, que os partidos não servem para discutir ideias e projectos de sociedade, mas meramente apoiar homens providenciais que hão-de levar-nos a todos a um qualquer paraíso. Há, na verdade, gente que tem da política essa concepção e pulula por aí. Só servem para reproduzir os argumentários limitados que lhes servem. Têm a mentalidade dos No Name Boys, dos Super Dragões e da Juve Leo. Mas não é com gente assim, com as leis da rolha deles e partidos destes, que vamos a algum lado decente.
A asfixia democrática
Correio da Manhã. 15 Março 2010, por António Ribeiro Ferreira, jornalista
O congresso do PSD acabou da pior maneira possível. O partido de Sá Carneiro e das liberdades revelou ontem ao País que se encontra num estado lamentável. Depois de uma boa discussão política dominada pelos ex-presidentes Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes e Santana Lopes, o congresso aprovou uma alteração estatutária que pune até à expulsão quem criticar a direcção 60 dias antes de um acto eleitoral.
Esta norma asfixiante não só mostra que o partido de Cavaco Silva perdeu a cabeça e os princípios como revela que o próximo líder será com certeza um homem fraco que não consegue resistir à mínima brisa. O PSD da liberdade de expressão, da verdade e da democracia deixou de existir ontem à tarde em Mafra. Agora é um grupo desesperado e sem Norte à procura de uma qualquer bóia que o salve da morte.
Laranja azeda
Correio da Manhã. 15 Março 2010, Por Joana Amaral Dias
Que fracasso. Em Mafra, não surgiram novos candidatos, como muitos ansiavam. Perderam-se aspirantes. Já Marcelo Rebelo de Sousa mostrou como nenhum deles está à altura. Em Mafra, pretendia-se alterar estatutos. Mas não se tocou na eleição do líder. Sem discussão de moções políticas, as suas ideias terão que ser aceites. E ponto final.
Em Mafra, defendia-se um debate aberto. Mas aprovaram--se sanções para os críticos da direcção. Enfim, tentou-se resolver os ataques às lideranças criando um problema ainda maior. Que mostrou que as preocupações do PSD sobre a "asfixia democrática" e sobre a liberdade de expressão (na Comissão de Ética) são apenas circunstanciais. Para uso externo. Em Mafra, os candidatos aceitaram este "cheira a salazarismo". Cá fora, demarcaram-se. Muito revelador. Oxalá nenhum chegue a primeiro-ministro.
Congresso da rolha
Correio da Manhã. 15 Março 2010, por Carlos de Abreu Amorim
O Congresso falhou o objectivo de quebrar Passos Coelho. Também, a ideia de ouvir as bases não prevaleceu: as vozes audíveis foram as dos ex-presidentes, as de alguns (ditos) notáveis e as dos candidatos a líderes.
Aguiar Branco não levou claque e perdeu nos valores do ‘palmómetro’.
Rangel empolgou à tarde mas decaiu à noite – insiste em proclamar fins sem mostrar como lá chegar.
Passos Coelho quase derrapou na ‘gafe’ com Jardim mas recuperou no último discurso: a proposta de adiamento do PEC foi o facto político mais relevante do Congresso.
Marcelo dissipou-se no esforço de querer condicionar o futuro líder.
O pior aconteceu no final: a santanista ‘Lei da Rolha’, para além de um disparate político, é uma agressão à tradição de liberdade do PSD e uma prenda que o PS não merecia.
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A verdade fere más consciências

O Público de hoje traz a notícia do desaparecimento da câmara do processo de reconstrução de um prédio.
Para saber da localização do prédio e das pessoas e circunstâncias com ele relacionadas, faça clique aqui. O único comentário que faço é que se preste atenção às dúvidas e interrogações contidas no texto e que este assunto estranho vem mostrar o pouco respeito existente pela verdade e pelos valores éticos e cívicos referidos nos seguintes posts aqui colocados recentemente:
Valores éticos são pilares da sociedade, Ressuscitar os valores éticos, A Luz faz doer os olhos a alguns políticos, Falar verdade pode ser chocante, Nos EUA os políticos estão sujeitos à lei geral.
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domingo, 14 de março de 2010
Valores éticos são pilares da sociedade
Começa a levantar-se um coro bem audível em defesa do ressurgimento do respeito pelos valores morais e éticos e, neste espaço foram publicados entre outros, recentemente o post Ressuscitar os valores éticos e, em relação á indisciplina e violência nas escolas, os Futuros cidadãos no Portugal de amanhã e Professores educadores.
Hoje, António Freitas Cruz publicou no Jornal de Notícias ao seguinte crónica que se transcreve na íntegra
Crise, sim: de valores
É porventura a palavra que mais anda na boca dos portugueses: crise disto e crise daquilo. Ora, crise há, sim, mas é de valores e de princípios - valores e princípios que, entre sorrisinhos, são associados ao conservadorismo de quem os invoca.
Mas princípios e valores que consubstanciam justamente o que nos falta hoje.
Por exemplo, a verdade.
Mente-se muito nos nossos dias. Sem pudor. Vergonhosamente. Descaradamente. Não se trata da pequena aldrabice de feira. Muito menos da mentira piedosa disfarçada de boa acção.
Não! Do que se trata é da mentira objectiva, destinada a obter um efeito desejado por meios desonestos. Meios ilícitos que se chamam fraude.
Dar exemplos é, infelizmente, a tarefa mais fácil deste tempo no espectáculo diário da mentira. Daí, de modo irresponsável e grotesco, a destruição da credibilidade das pessoas e das instituições, cuja principal obrigação é falar verdade - sejam quais forem as consequências.
Duas pequenas, mas expressivas, ilustrações.
Há menos de seis meses, tudo estava bem na economia, para Portugal eram boas as notícias: os portugueses foram a votos sem saberem que, pelo contrário, tudo estava mal e só havia más notícias.
Vem agora o Programa de (duvidosa) Estabilidade e (inexistente) Crescimento e todos os dias nos dizem que os impostos não aumentam. Mas vamos pagar mais.
É indispensável? No ponto a que nos conduziram, parece que sim. Então, porque mentem?
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A. João Soares
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Pedido de esclarecimento
Transcreve-se esta carta de pedido de informação dirigida ás mais altas entidades do Estado depois de o autor, Sr Coronel Matos Guerra ter autorizado a divulgação. O autor aguarda resposta que considera de elevado interesse.
Assunto: Pedido de informação.
Exmo Senhor
Por que isto do "diz-se" e "consta" é muito sério, na medida em que se pode caluniar quem o não merece, e por que o velho aforismo do "caluniai, caluniai que sempre fica algo" é uma realidade insofismável, antes de fazer qualquer juízo de valor, não só por quem executa mas, muito especialmente, por quem, tendo o poder de tal interditar, o consente, agradeço me mande esclarecer sobre estes 2 pontos que passo a enumerar:
1. É verdade que o sr Rui Pedro Soares após ter renunciado ao cargo de administrador da PT, além de ficar com um lugar de director, tem direito a uma indemnização de 600.000 € ?
2. É verdade que o sr José Penedos tem direito a receber (ou já recebeu) da REN uma indemnização de 244.000 € ?
Peço desculpa pelo tempo tomado e pelos inconvenientes levantados, mas sabe, isto de um reformado militar que passou vários anos em comissões em África ao serviço do País, com todas as respectivas consequências nomeadamente no âmbito da saúde, e vê nos seus impostos (IRS) ser absurdamente diminuída a dedução específica da sua pensão (que não se encontra indexada ao vencimento do activo, como, sucede, pelo menos em 2 profissões) com respaldo em falacioso argumento de equidade com o pessoal ao serviço, não se sente rigorosamente nada agradado com semelhante situação, para não referir, o vómito que lhe causa, os prémios e não só, autorizados em empresas públicas, comparados com o congelamento de pensões obtidas por anos de trabalho e comprovada dedicação à causa pública e à Nação.
Com os melhores cumprimentos
Eduardo Matos Guerra - Coronel de Cavalaria ( reformado )
NOTA: Para possível alívio do Sr coronel, transcrevo um pensamento do Padre António Vieira:
"Se serviste a Pátria e ela te foi ingrata, tu fizeste o que devias, ela o que costuma."
E, para compreender que os cidadãos não são todos iguais, sugiro uma visita aos posts (para os abrir basta fazer clic nos títulos seguintes): Amizade ou honra e dignidade, As peias do legalismo, Carreira dos políticos, Nos EUA os políticos estão sujeitos à lei geral, Ressuscitar os valores éticos.
Imagem da Internet.
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A. João Soares
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