Um governo é suposto ser uma equipa conexa com convergência de esforços tendo por finalidade a realizaçã0 de um programa comum, objectivos bem definidos, tudo em benefício de interesses nacionais bem claros.
Mas, segundo a notícia «Lacão tem «todo o direito» de defender redução de deputados, diz Sócrates», há notáveis dissidências dentro da equipa que não procuram conciliar. Assim:
«O primeiro-ministro considerou, esta sexta-feira, que o ministro dos Assuntos Parlamentares tem «todo o direito» de defender a redução do número de deputados, se bem que o Governo não tenha «qualquer intenção» de avançar com uma proposta neste sentido.
«O ministro Jorge Lacão tem essa ideia há muitos anos, defende esse ponto de vista há muitos anos e tem todo o direito a defendê-lo», acrescentou José Sócrates, à margem da cimeira de chefes de Estado e Governo da União Europeia, a decorrer em Bruxelas.»
Perante isto fica-se perplexo e sem saber se, afinal, o Governo é uma entidade, uma equipa, com objectivos definidos ou é um grupo de adversários, incoerente, desconexo ? Porque é que o líder da equipa não coloca esta a jogar para o mesmo objectivo? O que o obriga a ter ministros com objectivos opostos aos do conjunto? A união faz a força, mas o PM parece querer um Governo fraco, esfrangalhado com ministros a puxar para um lado e outros para o outro.
Em «pensar antes de decidir » é referido que no estudo de um tema, antes de ser tomada a decisão, devem ser avaliadas todas as hipóteses para, de entre elas, se escolher a melhor, mas manda a decência, a ética e a lógica que o que sai dessa equipa de estudo e de trabalho é apenas a decisão final e não a luta interna dos que estão mais inclinados para uma ou outra das hipóteses de solução. Haja decência e autoridade competente do treinador, porque a «equipa é espelho do valor do treinador».
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Equipa ou multidão heterogénea e desconexa?
Posted by
A. João Soares
at
09:41
0
comments
Labels: coerência, competência, sentido de Estado
Início da «explosão social» generalizada
Quando nada se aprende com as crises
Jornal de Notícias. 110205. 00h09m. Por Joana Amorim
Chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) discutiram ontem o futuro do euro, acreditando que a Europa vai sair mais forte da crise da dívida soberana. O mesmo havia sido dito aquando da crise alimentar de 2008. E o resultado está à vista.
Tirando uma ou outra excepção, os estados-membros, Portugal incluído, nada fizeram para prevenir uma nova alta de preços. Como a que está actualmente em vigor - na passada quinta-feira ficámos a saber que o preço das matérias-primas alimentares estava ao nível mais alto dos últimos 20 anos. Num país que importa quase metade do que consome, como o caso de Portugal, soam as sirenes.
As causas são já conhecidas: uma forte pressão do lado da procura, nomeadamente de países emergentes como a China e a Índia; a alta do petróleo, que continua acima dos 100 dólares o barril; as alterações climáticas, como os recentes fenómenos de cheias; o denominado mercado das "commodities", que é como quem diz a acção dos especuladores financeiros, ao que acresce ainda a apreciação do euro; e, por último, a pressão da produção de etanol, nomeadamente nos EUA, no preço do milho.
E o que fazer, então, tendo em conta que as variáveis não estão nas nossas mãos? O titular da pasta da Agricultura entende que "é inviável" Portugal ter reservas alimentares estratégicas, mas várias vozes do sector dizem precisamente o contrário, dando o exemplo francês. Como o defende, aliás, o Programa Alimentar Mundial.
Sem reservas, ficaremos então à mercê da volatilidade dos mercados? Ou ficaremos à espera que a grande distribuição continue a assumir esse aumento, não o reflectindo no consumidor? Sejamos claros, se esta subida se prolongar no tempo vamos, todos, pagar mais caro pela comida que pomos na mesa.
Vamos apostar na constituição das ditas reservas estratégicas e/ou fomentar a produção nacional com vista a uma menor dependência do exterior? Depois do que se passou em 2008, em que se chegou, inclusive, a falar de racionamento, aconselha a prudência a que ponhamos mãos ao trabalho. Para que possamos todos sair mais fortes de mais esta crise.
NOTA: Mas nada de melhor se pode esperar! Os actuais políticos, não só os nossos, salvo eventuais excepções, não possuem preparação, nem moral, nem dedicação pelos interesses das populações para aprenderem e procurarem as melhores soluções. São regidos pela ambição da riqueza pessoal – todos, com eventuais excepções, acabam por ser incluídos nas listas dos mais ricos - e essa ganância coloca-os nas mãos dos poderosos da economia e das finanças que os manipulam à sua vontade e segundo o seu interesse, através de corrupção a que alguns chamam eufemísticamente de «robalos».
Não é por acaso que acontece o que está a passar-se no Norte de África e no Médio Oriente. «O povo é sereno» e muito paciente até atingir o ponto em que se vê obrigado a agir. E este agora parece ser o momento em que o despertador acorda os mais pacíficos. Estamos no patamar de grandes alterações na ordem social mundial.
Imagem da Net
Posted by
A. João Soares
at
07:10
0
comments
Labels: crise, sensatez, sentido de responsabilidade
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Será que os ministros irão submeter-se à ética???
Segundo a notícia «Tribunal Administrativo permite acesso de juízes aos gastos de dois ministérios», os magistrados, embora por motivo corporativo, o que tira algum valor à iniciativa, querem esclarecer eventuais abusos dos minstros. O texto seguinte apoia-se muito de perto na notícia.
Os magistrados da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) tomaram a iniciativa de interpor 17 acções com o objectivo de tornar possível o acesso aos documentos relativos às despesas de cada ministério do executivo, no que respeita ao pagamento de ajudas de custo e às despesas de representação ou com cartões de crédito.
A associação dos juízes quis saber, face aos cortes salariais na função pública, quanto gastam os ministros e outros elementos dos seus gabinetes com telefones pessoais, cartões de crédito e outros gastos de representação. Requereu também o acesso às resoluções do Conselho de Ministros que autorizaram estas despesas, já que a sua divulgação não foi permitida.
O acesso a estes dados, que se tratam de documentos administrativos, está previsto por lei e, além disso, as informações são necessárias para a negociação com o Ministério da Justiça relativamente à sua situação, alegaram os juízes que, em consequência da política de reduções salariais, são afectados com cortes de 20 por cento no subsídio de renda de casa.
A posição dos magistrados foi também uma reacção face às alterações do seu estatuto que resultam em perda de regalias em diversos campos. Nesse sentido, decidiram interpor as 17 acções no Tribunal Administrativo, uma por cada ministério.
Nos requerimentos solicitam fotocópias das resoluções do Conselho de Ministros desde 2009, ano em que o Governo tomou posse, que autorizam a atribuição de cartões de crédito e de telemóveis a membros do Governo. Pedem igualmente fotocópias de documentos de pagamento das despesas de representação e dos subsídios de residência de todos os ministros e dos seus chefes de gabinete - elementos que, segundo os responsáveis ministeriais, constam do que está estabelecido na lei e nos Orçamentos de Estado.
Vale a pena ver toda a notícia aqui.
Imagem da Net
Posted by
A. João Soares
at
16:22
0
comments
Labels: Abuso, ética, sensatez, sentido de responsabilidade
Confusão nos números das presidenciais
Mas mais estranha é a discrepância de números posteriores às eleições presidenciais de 23 de Janeiro passado que agora vêm a público nas notícias Confusão no resultado das Presidenciais e Acta do Tribunal Constitucional "apaga" 500 mil eleitores.
Tratar-se-á da tradicional falta de rigor e de dedicação na execução de tarefas? Será que se abusa do empirismo de fazer coisas importantes levianamente, em cima dos joelhos, com desleixo, sem cuidado? Como seria se Portugal fosse um Estado com a dimensão da Alemanha ou da França? É tão pequeno e tão mal controlado. Apesar de haver tantos «boys» a ganhar fortunas, não se vê que deles resulte melhor funcionamento da máquina estatal. Não há líder, não há timoneiro. Anda-se ao sabor de ventos e marés, sem controlar nem responsabilizar. Assim não vamos para um futuro brilhante.
Imagem da Net
Posted by
A. João Soares
at
11:42
0
comments
Labels: eficiência, rigor
Eliminação de despesas públicas inúteis
Em 4 de Fevereiro, no âmbito do desejo de controlo da crise, o PSD quer saber o que foi feito para reorganizar organismos públicos, o que apresenta coerência com aquilo que, em 8 de Outubro, Luís Marques Mendes dizia em onde se cortam as despesas públicas??? e escrevia a lista de dezenas de institutos públicos a extinguir.
É indispensável que seja visível a vontade e as decisões que contribuam para criar confiança e reduzir o descontentamento dos portugueses.
Imagem da Net
Posted by
A. João Soares
at
11:05
0
comments
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Segurança e precaução devem merecer mais cuidados
Ontem, depois de almoço, em Vouzela, dois homens, de 56 e 59 anos, deslocavam-se, num trator, para a propriedade agrícola de um deles quando tiveram um acidente. Iam num caminho estreito, o trator terá resvalado e depois capotou", e quando os bombeiros chegaram ao local encontraram as duas vítimas próximas da viatura, com aspecto de terem sido esmagadas pela máquina num dos seus tombos.
Talvez tenha sido uma fatalidade imprevista, ou talvez fosse resultado de imprudência, de falta de cuidado. Já neste espaço foi referi várias vezes que é imperioso, desde as escolas, convencer as pessoas que o rigor e a perfeição na execução das tarefas deve começar por uma boa preparação e precaução com respeito pela saúde e vida dos próprios e de terceiros. Citam-se agora, por exemplo, os artigos Incúria em vez de segurança e Segurança votada ao desprezo. Nas consequências de muitos acidentes com prejuízos para terceiros, se os custos são transferidos para as seguradoras, os autores do acidente devem ser penalizados pela negligência que possa ter estado nas causas. Não devemos ficar indiferentes à quantidade de mortes que bem podiam ter sido evitadas.
Imagem da Net
Posted by
A. João Soares
at
10:06
0
comments
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Número de deputados
AR. PS não avança para já com redução de número de deputados
Destak. 01 | 02 | 2011 20.11H DESTAK/LUSA | DESTAK@DESTAK.PT
O Grupo Parlamentar do PS não vai avançar a prazo com qualquer iniciativa legislativa para rever o sistema eleitoral para a Assembleia da República, designadamente no sentido de reduzir o número de deputados.
Em entrevista ao Diário Económico, hoje publicada, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, admitiu a possibilidade de haver uma redução dos atuais 230 deputados e uma mudança no sistema eleitoral das legislativas para permitir uma maior aproximação entre eleitos e eleitores.
Na sequência da revisão constitucional de 1997, acordada com o PSD pelo próprio Jorge Lacão quando desempenha as funções de líder parlamentar do PS, passou a ser possível diminuir o número de deputados dos actuais 230 até 180, bastando para tal uma revisão do sistema eleitoral para a Assembleia da República.
No entanto, fonte da direção da bancada do PS considerou estar perante “uma reflexão pessoal” do ministro dos Assuntos Parlamentares, que não vincula nem o Governo, nem a bancada do PS”.
“Estamos abertos a fazer uma discussão série e profunda sobre essa matéria, mas, por enquanto, o Grupo Parlamentar do PS não tomará qualquer iniciativa nesse sentido”, frisou à agência Lusa o mesmo dirigente da bancada socialista.
Hoje, ao fim da tarde, o líder da bancada socialista, Francisco Assis, esteve reunido na Assembleia da República com o ministro dos Assuntos Parlamentares.
NOTA: Entretanto recebem-se reflexões que merecem ser objecto de meditação:
Os partidos deixaram de ser instrumentos de progressão do país e passaram a ser quase agências de emprego.
Quando o poder e o povo são adversários, tornam-se inevitáveis mudanças radicais.
Uma transição ordeira tem que ser significativa, tem que ser pacífica e tem que começar agora.
Imagem da Net
Posted by
A. João Soares
at
10:23
1 comments
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Denunciar é preciso
Posted by
A. João Soares
at
19:10
0
comments
Para sair da crise - 2
Temos o direito de ser diferentes, mas temos o dever de não sermos indiferentes.
Perderei a minha utilidade no dia em que abafar a voz da consciência em mim.
Imagem da Net
Posted by
A. João Soares
at
17:38
0
comments
Labels: crise. liberdade, expressão
Cândido Ferreira candidato da mudança no PS
Aproxima-se o Congresso do PS em que poderá ser escolhida uma nova equipa directiva com projectos de moralização do partido tornando-o um factor de desenvolvimento de Portugal dos portugueses e não uma agência de emprego para boys que, dada a sua incompetência, precisam dessa bengala para poderem sobreviver.
O médico e antigo presidente da Federação de Leiria, Cândido Ferreira é candidato à liderança do PS, e quer reduzir a quantidade de agentes políticos a viver à custa do orçamento que, com as pressões do amiguismo, acabam por condicionar e asfixiar o PM.
Sugere-se a leitura das notícias «Candidato a líder do PS defende que partidos são “agências de emprego”» e «Cândido Ferreira candidata-se contra Sócrates por «desencanto» com o PS» em que aponta o dedo a deficiências de que discorda e sugere soluções para revitalizar o partido por forma a que, com o seu peso perante os portugueses, seja um vector de grande poder de reorganização e desenvolvimento de Portugal com benefício para os portugueses.
Entre outras afirmações refere que «“As pessoas não entendem que, no momento em que estão a cortar nos abonos de família, há tanta reforma milionária. As pessoas não entendem que num momento em que proliferam os ‘boys’ como é que estão a cortar as isenções de propinas e as bolsas aos estudantes”».
Pretende uma escolha com liberdade e verdade eleitoral e diz: “Houve no distrito de Coimbra alterações ao normal funcionamento eleitoral, uma verdade testemunhada por centenas de militantes do Partido Socialista”, afirmou, acrescentando que foram reflectidas nas “denúncias feitas pelo deputado Vítor Baptista”, candidato derrotado, por dois votos, às eleições para a federação socialista de Coimbra, de que saiu vencedor Mário Ruivo.
Segundo ele, tem que haver mudanças de políticas do partido, por «mudar o actual secretário-geral do PS por António Vitorino ou António José Seguro é o mesmo que mudar Durão Barroso por Luís Filipe Menezes, Pedro Passos Coelho ou Santana Lopes no PSD»..
Imagem da Net
Posted by
A. João Soares
at
10:15
0
comments
Labels: acção psicológica, Cândido Ferreira





