Depois de publicado o post A Austeridade é Repudiada deparei com abundante informação referente ao que se projecta em PORTUGAL. Não é fácil digerir aquilo que pode ser considerado perigosa toxicidade perante a sensatez ali expressa. Por isso, ficam apenas os links para facilitar a consulta conforme o tempo disponível ou a necessidade de conhecer.
- Bagão Félix: subida dos impostos é “napalm fiscal” devastador
- Fortíssimo aumento de impostos vai "acentuar fraude e evasão fiscal"
- IRS sobe mais para quem ganha menos
- UGT: Escalões do IRS não procuram justiça social
- Veja aqui os novos escalões de IRS
- Pensões acima de 1350 euros levam corte entre 3,5% e 10%
- Pontos essenciais do OE 2013
- Menos 50% de contratados a termo na função pública
- Subsídio de Natal será pago em duodécimos
- Rendimentos de capitais tributados com taxa de 28%
- Nova taxa sobre cosméticos e produtos de higiene
- Suspensa reserva e pré-aposentação nas FA
- Reduzidas as deduções em IRS com crédito à habitação
- Menos abatimentos com a casa e deduções mais apertadas
- Subsídios de desemprego e de doença reduzidos em 6% e 5%
- Municípios recebem total de quase 2,3 mil milhões
- Trabalho em dia feriado cai de 50 para 25%
- Cortes mínimos nas PPP de 250 milhões em 2013
- Administração local tem de reduzir endividamento
- Programação Militar com corte de mais de 40%
- CGTP: proposta do Governo é uma ofensa
- Contribuições para a ADSE descem para 1,25%
- Controladores aéreos fora dos cortes salariais em 2013
- Taxa do audiovisual mantém-se em 2,25 euros
Perante esta reacção generalizada, perante as palavras que já disse, e perante as posições referidas no post citado, como irá reagir o PR quando o OE 2013 lhe for apresentado para promulgação?
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Austeridade obsessiva em terras de Nuno Álvares Pereira
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A. João Soares
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Labels: austeridade, injustiça social, orçamento, recessão
A austeridade é repudiada
A austeridade morre solteira, pois está a ser repudiada por todos os pensadores «honestos», embora alguns governantes, com menor capacidade inovadora e de análise alargada de todas as possibilidades, se sintam obcecadamente amarrados a ela «custe o que custar».
Aníbal Cavaco Silva diz que obviamente as medidas de austeridade tomadas pelo Governo têm efeito recessivo que afecta o rendimento dos cidadãos e, como tal, o consumo, que «as expectativas dos empresários não são muito positivas” e provocarão “um forte aumento do desemprego, sobretudo entre os jovens, onde atinge os 35%”.
José Manuel Durão Barroso diz que os Governos nacionais são responsáveis pelas medidas de austeridade que aplicam, e não a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu ou o Fundo Monetário Internacional. Sublinhou que "as decisões não são tomadas pelas instituições europeias, mas sim pelos Governos da Europa, e isso é muito importante em termos de responsabilidade, porque esta é parte do problema", já que alguns governos tentam passar a ideia de que as medidas que adotam lhes são impostas, "o que não é verdade". Insistiu que "é muito importante que se clarifique esta questão da responsabilidade", porque "alguns governos dizem ao seu público que têm problemas porque 'eles', aqueles 'fulanos' em Bruxelas, ou em Frankfurt, no caso do BCE, ou em Washington, no caso do FMI" estão a impor-lhes algo, "e isto simplesmente não é verdade", e dificulta ainda mais a aceitação de medidas já de si "dolorosas".
Christine Lagarde, directora-geral do FMI, pediu aos Estados que ponham uma travão às medidas de austeridade, dando sinais de que a sua instituição está a ficar cada vez mais preocupada com o impacto dos cortes governamentais sobre o crescimento.
António José Seguro acusa governo de “condenar o país ao empobrecimento”, com o agravamento das medidas de austeridade.
João Salgueiro, antigo presidente da Associação Portuguesa de Bancos, com a sua vasta experiência nos «Planos de Fomento» da década de 60, diz que «a alternativa às políticas de austeridade é um modelo económico virado para "encorajar o investimento produtivo".
Numa entrevista à Lusa, disse que a solução para a crise terá de passar por um novo modelo para a economia. O Governo devia assim fomentar o "investimento produtivo": "Não há outro [caminho]. É o que todos os países fizeram. Temos de concentrar todas as nossas atenções no investimento produtivo."
E como é que se encoraja o investimento produtivo? "Não tem nada que saber", responde Salgueiro. "O capital para nós é ilimitado. A competência técnica é ilimitada. A capacidade empresarial é ilimitada. Temos todo o capital de que precisamos, se o atrairmos." Quanto às formas de atrair capital, Salgueiro diz que basta "criar condições para isso": "Vamos ver as boas práticas dos países que tiveram sucesso. Até o Vietname está a atrair investimento americano, tendo um Governo comunista!" Salgueiro aponta uma série de obstáculos ao investimento em Portugal que na sua opinião poderiam ser rapidamente afastados. Refere a excessiva burocracia para instalar um negócio produtivo.
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012
210 mil euros para carros de deputados
Notícia do JN diz que Carros novos da bancada socialista custaram 210 mil euros
«O grupo Parlamentar do PS renovou a frota automóvel, adquirindo quatro viaturas - um Audi A5 e três Volkswagen Passat - cujo valor total rondará os 210 mil euros. O dinheiro é proveniente do Orçamento da Assembleia da República.
Confrontada com esta informação, a assessoria do Grupo Parlamentar socialista explicou que foram comprados carros novos porque finalizaram os contratos de aluguer das quatro viaturas - dois Audi e dois BMW - utilizadas pelos deputados.»
NOTA:
Os deputados precisam mesmo de carro? E não podem servir-se de caros mais baratos e económicos? Entretanto a crise empobrece o país, como socialistas mais esclarecidos afirmam:
- Fiscalista Carlos Lobo defende "alteração do paradigma de política fiscal”
- “O massacre fiscal é gigantesco”, diz o fiscalista António Costa Santos, antigo governante do PS
- Seguro: próximo Orçamento do Estado "insiste no empobrecimento"
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Labels: austeridade, défice, despesas, dívida
Há alternativa para austeridade
Transcrição de notícia:
"Há que encorajar o investimento produtivo", diz João Salgueiro
Expresso. 8:31 Quinta feira, 11 de outubro de 2012
Para o ex-presidente da Associação Portuguesa de Bancos o programa da troika pode ajudar o país a criar uma alternativa à austeridade, que passe por um novo modelo para a economia que "encoraje o investimento produtivo."
A alternativa às políticas de austeridade é um modelo económico virado para "encorajar o investimento produtivo", considera o antigo presidente da Associação Portuguesa de Bancos João Salgueiro.
Numa entrevista à Lusa, Salgueiro disse que a solução para a crise terá de passar por um novo modelo para a economia. O Governo devia assim fomentar o "investimento produtivo": "Não há outro [caminho]. É o que todos os países fizeram. Temos de concentrar todas as nossas atenções no investimento produtivo."
E como é que se encoraja o investimento produtivo? "Não tem nada que saber", responde Salgueiro. "O capital para nós é ilimitado. A competência técnica é ilimitada. A capacidade empresarial é ilimitada. Temos todo o capital de que precisamos, se o atrairmos." Quanto às formas de atrair capital, Salgueiro diz que basta "criar condições para isso": "Vamos ver as boas práticas dos países que tiveram sucesso. Até o Vietname está a atrair investimento americano, tendo um Governo comunista!" Salgueiro aponta uma série de obstáculos ao investimento em Portugal que na sua opinião poderiam ser rapidamente afastados.
"Fale com algum empresário, dos poucos que ainda andam aí a mexer-se e pergunte quantos anos é que leva a montar uma fábrica. Na aquacultura, são precisas 32 autorizações, para fazer um hotel são não sei quantas, é preciso andar de repartição em repartição", afirma.
Atrair mais investimento estrangeiro
"Depois temos uma fiscalidade que todos os anos muda - quem é que quer investir num país que está sempre a alterar [o código fiscal]?" Mas não leva muito tempo a fazer essas reformas? "Não leva nada! A Autoeuropa ficou com uma fiscalidade fixa quando assinou o contrato [com o Governo português]. Os contratos de investimento preveem a fiscalidade, leva dois a três meses a negociar um acordo."
Salgueiro acha que o programa da troika não é um obstáculo para este novo modelo, antes pelo contrário: "Até torna mais fácil atrair o investimento. Se há um programa que nos obriga a ter contas equilibradas e apoia a exportação, isso é ideal para quem queira vir para cá."
O antigo presidente da Caixa Geral de Depósitos considera que a dimensão do país não é um problema para a captação de investimento: "Esse choradinho de que o país é pequeno não é verdade. E também não é periférico, é mentira, estamos entre duas grandes regiões do mundo", os Estados Unidos e a Europa Ocidental.
"Um país como a Coreia [do Sul] está muito mais longe dos EUA e da Europa, e desenvolveu-se bem", conclui Salgueiro.
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Frase de 1920
Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na segunda metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa:
"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada;
quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores;
quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você;
quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício;
então poderá afirmar, sem temor de errar, que a sua sociedade está condenada".
Ayn Rand - Alisa Zinov'yevna Rosenbaum; February 2, 1905 – March 6, 1982)
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Labels: ética, justiça social, moral
Criar um «grupo de sábios»
Transcrição de notícia, seguida de NOTA:
Ramalho Eanes alerta os perigos da passagem da resignação à indignação
Ramalho Eanes lançou nesta terça-feira à noite um forte apelo ao Governo para que não deixe que os cidadãos fiquem completamente desapoiados pelo Estado, porque isso “põe em causa a unidade do país”.
Em entrevista à Rádio Renascença, o antigo presidente da República salienta mesmo que “quando não há unidade num país, os homens passam muito rapidamente da resignação à indignação e a indignação é a mãe de todos os disparates”.
Ramalho Eanes diz também que a Igreja católica devia neste momento ter “uma voz mais activa”, porque quando alguns dos “filhos de Deus e nossos irmãos estão em grande sofrimento a Igreja deve fazer ouvir a sua voz”.
Ramalho Eanes sugere ainda na entrevista à Rádio Renascença que seja criado um “grupo de sábios”, que inclua pessoas como Silva Lopes e Bagão Félix, para apresentarem aos partidos “um projecto de pacto de crescimento e de estado” que possa reunir o mínimo de consenso em torno do qual se possam realizar as reformas necessárias no país.
Para o antigo presidente, é impensável que se venha a abrir uma crise política, mas diz também que “em situações de emergência não pode haver tabus”, por isso não rejeita uma solução à Italiana, embora sublinhe que o melhor é a estabilidade em torno deste Governo.
NOTA:
Por convergirem com estas preocupações e sugestões do Ex-PR António Ramalho Eanes, referem-se os seguintes posts
- Código de bem governar
- Código de conduta
- Código ou compromisso alargado e duradouro
- Ética na Política
- Oposição patriótica eleva o País
- Todos por Portugal
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A. João Soares
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Labels: código, ética, governar, grupo de sábios
Miguel Relvas, há mais de ano e meio
Durante o Governo anterior. Promessas, sonhos, para agora recordar e comparar com o presente.
Será que alguma coisa melhorou???
Palavras de políticos são tão inconsistentes que esvoaçam à mais ligeira briza.
Origem ânimo
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A. João Soares
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Labels: Miguel Relvas
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Ministério da Educação recua
Segundo notícia do Público, Ministério da Educação recua na questão dos exames do 12.º ano, o que não melhora a imagem do Governo, num momento de crise nacional em que a confiança nos governantes está muito em baixo. Mas, já que errou, é louvável que corrija o rumo.
Porém evitaria ter de recuar se tivesse preparado bem a decisão, dialogando com quem estaria interessado no assunto e que depois o fez recuar. Devia ter utilizado um método de preparação da decisão do género do preconizado em Pensar antes de decidir.
E a precipitação de decidir sem a devida ponderação conduz à interrogação para que lhe servem todos os seus assessores e especialistas, que tão caros ficam aos contribuintes e que não evitam ter de fazer recuos???
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A. João Soares
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Assessores incompetentes ???
Segundo notícia do Jornal de Notícias, um movimento de patriotas observadores atentos apresenta queixa contra Cavaco e António Costa pelo episódio da bandeira nacional, «tendo em conta uma base legal, que existe no código penal. Trata-se do ultraje de símbolos nacionais, e a bandeira é um símbolo nacional». Sublinha que há "responsabilidades que tem que se apurar e o povo merece uma explicação»
Com a queixa, aquele movimento cívico pretende "saber o que é que aconteceu". "Porque existem equipas, não só da Câmara, como também do dispositivo do Presidente da República, que tentam garantir a segurança e a legalidade de todos os actos que ele faz - são equipas pagas por dinheiro dos contribuintes - e houve esta falta de respeito para com todos os portugueses, ao hastear uma bandeira ao contrário".
Realmente, isto levanta a dúvida sobre se existe racionalidade na existência de tantos e tão exageradamente pagos assessores, especialistas e consultores, cuja eficácia não é visível nos resultados das acções das entidades que é suposto deverem apoiar.
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16:26
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Labels: assessores, dedicação, dignidade, sentido de responsabilidade
Austeridade tem efeito recessivo
Na mensagem Cavaco Silva adverte para “efeito recessivo” da austeridade e fracas expectativas dos empresários, o PR alertou para os riscos das decisões de austeridade “obviamente, já que são medidas com efeito recessivo que afectam o rendimento dos cidadãos e, como tal, o consumo”.
Veja-se referência ao efeito recessivo em
Vítor Gaspar surpreendido com a realidade nacional em 27-04-2012
Leia-se também:
Governo esteve reunido 13 horas para preparar Orçamento
Marcelo: Passos Coelho “tem 15 dias” para remodelar o Governo
António José Seguro acusa governo de “condenar o país ao empobrecimento”
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