sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Reflexões, poesia de Viçoso Caetano


REFLEXÕES

Portugal é um País,
Onde qualquer badameco
Pouco mais que analfabeto
Se julga gente importante,
E ocupa os mais altos cargos
Fazendo dos outro parvos,
Ainda que mentes brilhantes.

Basta para isso que seja:
Republicano assumido,
Filiado num partido
Que se diga anti-Igreja,
E que tenha na inveja
O seu prato preferido.

P´ra o curriculo sublimar,
Deverá acrescentar:
Ser desertor militar,
Anti-guerra do Ultramar,
Dizer mal de Salazar,
- Se for mulher abortar -
E alguma vez ter sido
Pela PIDE perseguido.

Se a isto adicionar
A aptidão especial
De ex-preso do Tarrafal,
Não tem nada que enganar:
Neste País pervertido,
- Onde a virtude é pecado -
Tem futuro garantido
E será condecorado !!

Março de 2007
V.C. (O Poeta de Fornos de Algodres)

4 comentários:

Daniel Santos disse...

Março de 2007 e continua cada vez mais actual.

A. João Soares disse...

Caro Daniel,
Daqui a 10 anos as tecnologias serão impensavelmente diferentes das actuais. Mas os comportamentos das pessoas, colectivamente, em sociedade, não evoluem. É uma característica antiga deste povo pobre e que só pensa em ninharias.
Um abraço
João Soares

Unknown disse...

Caro amigo João,
Daniel Santos tem razão!
Está a fazer dois anos que Viçoso Caetano escreveu este poema, e ele continua actualíssimo. Daqui a 10 anos continuará provávelmente tão actual como hoje, porque infelizmente mudam- se os governantes mas as atitudes permanecem. Por outras palavras, o embrulho é diferente, mas o conteúdo é exactamente o mesmo!

Beijinhos,
Ana Martins

A. João Soares disse...

Querida Ana Martins,
Temos de fazer justiça aos políticos, que são uma amostra e não a melhor, da sociedade portuguesa. Portanto sofrem dos mesmos vícios e virtudes, mas neles os vícios são mais exagerados porque as tentações do enriquecimento são mais fortes. Veja os casos de políticos bem instalados na Finança: Fernando Nogueira, José de oliveira e Costa, Dias Loureiro, Armando Vara, Mira Amaral, Paulo Teixeira Pinto,António Vitorino,Rui Machete, Celeste Cardona, José Silveira Godinho, João de Deus Pinheiro, Elias Costa, Joaquim Ferreira do Amaral, Jorge Coelho, Vítor Constâncio, etc., cujos nomes têm merecido destaque na Comunicação Social e circulam nos e-mails.
Não se pode negar a sua «inteligência» muito prática, embora nada tenham produzido para o Pais, nos termos referidos há dias por Belmiro de Azevedo. O partido a que pertenciam ou pertencem não tem significado, porque os políticos são todos iguais, salvo eventuais excepções.
E, perante este panorama de competências, daqui a 10 anos, Portugal estará muito pior, a não ser que haja um movimento nacional como o que nas Filipinas derrubou o Presidente Joseph Estrada, em 2004, e colocou em seu lugar Gloria Arroyo.
Mas nós estamos mais atrasados nesse campo do que as Filipinas!!!
Abraço
João Soares