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sexta-feira, 31 de maio de 2013

POEMA DE VIÇOSO CAETANO - 10 DE JUNHO


CARTA ABERTA AO COMBATENTE DO ULTRAMAR PORTUGUÊS

Digníssimo e nobre combatente:

Em romagem vieste ao Monumento,
que consagra a Coragem e a Bravura
daqueles, como Tu, qu´heroicamente
se bateram p´lo Amor Pátrio que perdura,
muito p´r´àlem do que a Razão consente,
fazendo venturosa a desventura.

São disso exemplo, AQUELES qu´ali estão.
Nomes gravados a ouro no PAREDÃO,
atrás do Mausoléu que simboliza
duas mãos postas, ao Céu, em oração
que assim os GLORIFICA e ETERNIZA.

A CHAMA DA PÁTRIA os alumia!
Como a Chama qu´em Teu peito ardia:
- de fervor patriótico e galhardia –
no Teu JURAMENTO DE BANDEIRA,
em qu´A juraste defender, até morrer,
se tal ousasse esse SAGRADO DEVER
de o exigir como “entrega” derradeira.

Foi esse Teu comportamento exemplar
de Respeito, Pundonor e Disciplina,
que canta agora o HINO NACIONAL:
- Heróis do Mar, da Terra e do Ar –
De qu´a nossa História há-de rezar,
p´los Teus feitos na EPOPEIA ULTRAMARINA.

Que a PÁTRIA TE MEREÇA E NUNCA ESQUEÇA,
de TE manter vivo em seu coração,
para que possas Levantar Hoje de Novo,
o Esplendor de PORTUGAL como NAÇÃO!


Viçoso Caetano
Ex-Oficial Miliciano
10 de Junho de 2013

Imagem de arquivo

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Viçoso Caetano - Poema para o PM

Dá que pensar!
O poeta de Fornos de Algodres, Viçoso Caetano escreveu, em verso, uma carta ao primeiro-Ministro que é um autêntico «programa de governo» para sairmos da actual crise.

CARTA ABERTA AO PRIMEIRO-MINISTRO (DO QUE RESTA) DE PORTUGAL

Oh Senhor “Nosso” PRIMEIRO!
Diz-se agora à boca cheia
Que um “tal” de engenheiro,
Que deu o “salto” p´ra França,
Lhe deixou como HERANÇA,
Um País qu´é um vespeiro,
Na mais completa astenia
E só preso por um triz!

Enquanto ele, em Paris,
Caçoando da pobreza
E de toda a tropelia
Feita à gente portuguesa,
Vive à “grande e à francesa”
Entregue à Filosofia
Do…”manso é a tua tia”….
Com champagne sobre a mesa!

E agora oh “Nosso” PRIMEIRO,
P´ró Senhor poder limpar
O esterco qu´ele deixou,
Vai ter que “OS TER NO LUGAR”
Para cortar a direito
E levar tudo a eito,
Sem poder tergiversar
Nem contemplar excepções,
Muito menos compadrios.
É tempo de decisões:
Inflexíveis! Sem desvios!
QUE SE LIXEM AS ELEIÇÕES !!!

Sem DINHEIRO NÃO HÁ VÍCIOS.
Outrossim há sacrifícios
E os que forem pedidos,
Terão que ser repartidos.

O Senhor é o timoneiro!
Mas porque NÃO TEM DINHEIRO
E o que tem FOI-LHE EMPRESTADO,
A primeira obrigação
É cumprir com devoção
O que ficou acordado
Por escrito e assinado.
Isso não tem discussão:
POBREZINHO, MAS HONRADO!

Depois é seguir em frente,
Sem qualquer hesitação.
Quem é JUSTO E COMPETENTE
Não dá ouvido às vozes
Que nunca bradam ao Céu,
- apesar do escarcéu –
Pois que não passam do chão…

E p´ra que nad´o deprima,
Comece logo a colheita
- à esquerda e à direita –
MAS COMECE-A POR CIMA.
Corte sem vacilação
Seguindo à risca o rifão:
“MAIS PRIMA? MAIS SE LH´ARRIMA”.

Já só se resolve a crise
Causando-lhe hemoptise.
E olhe que o tempo urge
E o Povo nunca s´insurge
Quando lhe falam verdade
E lhe mostram que há justiça.
Qu´a gente é BOA E SUBMISSA!

Caso contrário reclama,
Nem aceita falsidade
Disfarçada d´equidade,
Que o engana e o trama
À pala da Liberdade.
ACABOU-SE O REGABOFE!
Por mais que se filosofe,
Só nos resta UMA SAÍDA:
TEMOS QUE MUDAR DE VIDA!

EIS A 1ª MEDIDA:

1ª - ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
O número de Deputados
É largamente excessivo
E isso não faz sentido.
Então, se NÃO HÁ DINHEIRO,
Reduzam-se a metade
Ou cortem-se os ordenados
Na mesmíssima proporção.
Tal como está é que não!

Representantes (?) do Povo
A viverem ricamente,
Enquanto os Representados
Passam fome?! É INDECENTE!
Por isso oh “Nosso” PRIMEIRO,
Faça favor, NÃO ESQUEÇA:
É POR AQUI QUE COMEÇA!
E já, antes que arrefeça.

2ª – CÂMARAS MUNICIPAIS JUNTAS DE FREGUESIA
Deixe-as ficar como estão
E acaba a contestação.
Mas porque NÃO HÁ DINHEIRO,
Ser autarca, d´ora avante,
Deixa de ser profissão.
Só pode exercer o cargo
Quem tem outro ganha-pão.
Do Governo só terão
Verba pré-estabelecida
Para representação,
Na devida proporção
Do tamanho da autarquia
E sua população.

Enfrente-as de peito aberto!
É que por cá, na autarquia,
Tem sido uma tontaria
A estragação do dinheiro
Em gasóleo e transportes
E demais quinquilharia
P´ra levar ao PREÇO CERTO.

Por falar em Preço Certo …
Ora aqui está um programa
Paupérrimo de conteúdo
E que passa pelo drama
De ter de continuar
Até voltar…. O ESCUDO!

3ª – ASSEMBLEIAS MUNICIPAIS
Se há vereadores nas Câmaras
P´ra resolver os problemas,
P´ra quê aqui deputados?
Dinheiros malbaratados
Fazem falta noutros lados…
Menos um estratagema!...


4ª _ EMPRESAS MUNICIPAIS
Só podem continuar
As que se gerem por si,
Com seus próprios capitais.
As outras estão a mais!

5ª – COMO A MAIS HÁ ASSESSORES,
DELEGADOS, CONSULTORES,
INSTITUTOS, FUNDAÇÕES,
AUTOMÓVEIS, TELEMÓVEIS,
VIAGENS E REFEIÇÕES,
MAIS O ALUGUER D´IMÓVEIS,
MOTORISTAS, SECRETÁRIAS
E NOMEAÇÕES SECTÁRIAS
Só para satisfazer
As cliques partidárias?!...

Oh Senhor “Nosso” PRIMEIRO:
Fale lá com o seu Parceiro,
Depois “puxe” p´los galões
P´ra acabar co´este atoleiro
Que sorve muitos milhões,
Qu´o “está porreiro, pá”
Nos deixou ficar por cá.
E sem comiserações
QUE SE LIXEM AS ELEIÇÕES !!!

6ª – CONTRATOS COM AS PPP
São para “limpar” de vez

7ª – TAP, METRO, RTP,
CARRIS, TRANSTEJO, CP
Empresas com prejuízo
Sempre, sempre acumular,
Deveriam era fechar.
Em vez de pagar “balúrdios”
A gajos, q´inda p´ra mais
Estão sempre a reivindicar.

Qualquer Governo com siso
Terá que os enfrentar
E não ficar indeciso
Quando lhes COMUNICAR
Que ONDE NÃO HÁ DINHEIRO
Não adianta reclamar.
….ou terão qu´ir “bugiar”….

8ª – PARTIDOS
É a hora da verdade!
Deixemo-nos de pruridos.
S´o STADO NÃO TEM DINHEIRO
P´ra pagar os subsídios
Aos seus próprios funcionários;
Nem sequer aos Reformados,
Que são os menos culpados;
Ir depois meter milhões
Nos alforges dos partidos?
! Seria deslealdade!
Até desonestidade!
QUE SE LIXEM AS ELEIÇÕES!!!

9ª – BANCO DE PORTUGAL
Activos e Reformados
Com soberbos ordenados?!
Alguns a ganharem mais
Do qu´a Reserva Federal,
Lá nos Estados Unidos,
Paga aos seus empregados…
Então se NÃO HÁ DINHEIROS
E os que há são emprestados,
Como é que isto é possível?
Serão dinheiros roubados?!...

10ª - REFORMAS
Reformulem-se as NORMAS:
- Só aos 67 anos
Ou TOTAL INVALIDEZ –
E só para quem trabalhou
E p´ra elas descontou
Tempo que as justificou.
Fica o tecto em 3 MIL EUROS,
Nunca mais qu´isso POR MÊS.
Seja uma ou sejam três
E seja lá p´ra quem for:
- Diplomata, operário
Engenheiro ou lavrador.

Autarcas e deputados,
Ao cabo dos três mandatos,
Regressam á profissão
E desta se reformarão
Nos prazos reformulados.

Ás malvas as excepções!
Foi por essa e por outras
Qu´o País foi p´ró “galheiro”
E AGORA NÃO TEM DINHEIRO
QUE SE LIXEM AS ELEIÇÕES!!!

11ª – DIREITOS (ADQUIRIDOS ?)
Num País qu´stá falido
E pior, hipotecado;
Com um endividamento
Nunca antes igualado;
Que o pão que come à mesa
É com dinheiro emprestado;
Ouvir falar de direitos,
Às greves e às “manifes”
E a outras mandriices,
Deixa-me agoniado!

S´há tanto desempregado…
Gent´a passar privações…
Num País co´s pés p´ra cova,
Esses “democratas” pedem
É qu´ALGUÉM LHES FAÇA A PODA
Sem contemporizações!...
QUE SE LIXEM AS ELEIÇÕES!!!

12ª – JÁ´GORA…ENTÃO E DEVERES?!
E QUANTO ÀS OBRIGAÇÕES?!
Isso era antigamente.
Vocifera o sindicato!
Isso eram imposições
Do explorador patronato.

Posto isto, oh “Nosso” PRIMEIRO,
Concatenando e em suma:
- A QUESTÃO É APENAS UMA:
- OU HÁ OU NÃO HÀ DINHEIRO
O resto é coisa nenhuma!


13ª – CRESCIMENTO
Avançar co´este argumento,
Neste preciso momento,
É conversa de jumento
Ou então cavalgadura.
Num País sem contextura,
Que vive na dependura
Da esmola e compaixão;
A um passo da sepultura
Sem dinheiro p´ro caixão;
É mesmo uma aberração!

Na actual conjuntura
Ninguém cá invest´um tostão…
Por fim oh, Senhor PRIMEIRO!
É com toda a humildade,
Que deixo à sua bondade,
Ler as minhas sugestões,
Para que as ajuíze
E, se quiser, utilize.
Como e quando lh´aprouver
E se assim o entender.
Se não todas, uma parte.
Com elas liquida a crise.

Precisa é d´engenho e arte
E da ajuda do PARCEIRO,
Que também é BOM GUERREIRO,
P´ra “CORTAREM” TODO O MAL,
Que nos enleia e gangrena.
É que “TUDO VALE A PENA
SE A ALMA NÃO É PEQUENA”.
ESTÁ EM CAUSA PORTUGAL !

Viçoso Caetano
(O poeta de Fornos de Algodres)
27.07.2012

Exactamente no dia
em que fez 42 anos
Que a OLIVEIRA secou
E o SAL deixou de temperar.
Só o AZAR cá ficou,
Mas esse está para durar!...

Foto de arquivo

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domingo, 12 de junho de 2011

De Viçoso Caetano - Desabafo


Esta canalha vil, reles, espúria,
Que arrastou nossas gentes p´rá penúria,
P´ró desemprego, p´rá fome, p´rá miséria,
Deveria ser presa ou deportada,
P´rá acabar de vez com tanta incúria,
Que deixou esta Pátria quase funéria,
Sonâmbula, macambúzia, destroçada.

Corja de mentirosos e trafulhas,
Uns mais vigaristas, outros pulhas,
Adamastores de boca fedorenta,
Carteira recheada, suculenta,
Qu´a via p´ró socialismo abarrotou.

Verdadeira praga ou cataclismo,
Cáfila de dromedários e camelos,
Herdeiros directos do charlatanismo,
- A roçar p´lo analfabetismo –;
Imbecis a falar p´los cotovelos.
Sem conteúdo, sem substância, sem um fim.
- Qu´os problemas sérios, esses sim,
Terão que ser, outro a resolvê-los ! –

Esmolando, mundo fora, rastejando,
Caídos no buraco da insolvência,
Sem apelo nem agravo e só dum trago,
Qu´os cinco quintos dum zero esquerdeado,
Transformaram nesta funesta indigência.

E aqui me quedei a meditar:
No passado glorioso e imperial,
Na grandeza qu´então tinha Portugal,
No respeito qu´infundíamos ao Mundo.
Na bandeira onde a esfera armilar,
Drapejando por todo esse imenso mar,
(Guinéu, maubere, landim, bailundo)
Nos fazia a alma revibrar,
Nos penetrava o coração até ao fundo !

E não resisti a comparar:
A Honradez, a Dignidade, a Inteligência,
A Nobreza de carácter, a Eloquência,
A Seriedade, o Respeito, a Competência
E o Patriotismo desse excelso SALAZAR,

Com esta negregada pestilência,
Dos herdeiros vencidos d´Alcácer Kibir
(Sem passado, sem presente, sem porvir)
Que depois de perdido o ULTRAMAR,
Vêm agora redescobrir o mar…

E deu-me vontade de chorar !!...

Viçoso Caetano
O Poeta de Fornos de Algodres
10Dez2010

NOTA: Embora recente, tem aspecto de premonição daquilo que veio a acontecer no nosso Portugal. Não era difícil «adivinhar»!
Mas a «pestilência» ainda não acabou, como se pode ver numa
notícia de ontem no PÚBLICO.

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sábado, 21 de agosto de 2010

De Viçoso - Terrível Profecia

Baseado no texto de José Luis Seixas (Advogado)
Publicado em “Destak”


Finda a Segunda Guerra Mundial,
Surgiram políticos excelentes,
Porque probos, honestos, competentes,
Pés assentes na terra, diligentes.
Lideranças fortes e bem apoiadas
Na ciência política das Academias
E em sociedades bem estruturadas,
Na cultura firme das ideologias,
E nas alternâncias tão bem demarcadas –
- (Por eticamente bem diferenciadas) –
De tal modo estavam nelas cimentadas,
E assim afastadas de demagogias.
Nisso os seis de Roma estavam em sintonia.

Depois alargou-se e aburguesou-se,
Perdendo virtudes e ganhando vícios,
Dissimulando-se em mil artifícios,
Fez-se perdulária e esbanjadora,
Dos fundos comuns uma sorvedoura,
Colhendo os frutos desses malefícios.

Enjeitou valores, renegou as bases
Judaico-cristãs tão tradicionais.
Não há sacrifícios, paga-se a preguiça.
Trabalhem os outros, poucos vão à missa.
Políticos fracos e oportunistas.
Sem valores de base, antes carreiristas.
As independências são coisa postiça.
Isto está no FIM. Vai implodir.
De presente incerto já não há porvir.

Até qu´aparece um “senhor” qualquer,
Deita a mão a isto como lhe aprouver
E depois será o que ele quiser.

Este é que é o drama da Democracia !
Não vem longe o dia?. Fica a profecia.

Viçoso Caetano,
O Poeta de Fornos de Algodres
Agosto de 2010

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

De Viçoso - Às Armas !!!!

Oh infelizes, falhados !
Oh trânsfugas, renegados !
Oh esquerdoides, safados !
Oh País de complexados !
Oh corruptos, sem vergonha !
Já chega de fazer ronha.

De tanto facilitismo,
De tanta venalidade,
De tanto amadorismo,
De tanta mediocridade,
E de tanto videirismo.

Já chega d´incompetência
De falta de transparência
De tanta subserviência
E de tanta fraudulência.
Já chega de excremência !

Agora chegou a hora
De realizar com Fé,
De expulsar a ralé,
De a mandar “borda fora”.

Portugal quer exigência,
Portugal quer excelência,
Portugal quer atitude,
Quer Honra e Honestidade,
Portugal quer é Virtude.
Isso é que é LIBERDADE !


Viçoso Caetano,
O Poeta de Fornos de Algodres
Agosto de 2010

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domingo, 15 de agosto de 2010

de Viçoso - Manifesto Anti Esquerda

No manifesto anti-Dantas
Redigido p´lo ALMADA
Duma forma genial,
- A que não faltava inveja
Nem um ódio figadal - ,

Arrasava o escritor,
E de tudo o acusava:
- Era uma besta quadrada,
- Era um bajulador,
- Um escriba sem valor,

- Que a sua voz era rouca,
- Que a sua escrita era oca,
- Que cheirava mal da boca,
- Um refinado impostor,
Etc…, coisa e tal…..

Terminava o manifesto
Duma forma original
Com veemente protesto,
Que salvo erro era assim:
Morra o Dantas! Morra! Plim.

Com base em tal documento,
Sem hesitar um momento,
Também lavrei meu protesto,
Que em forma de lamento,
Por baixo assino e atesto.

Nesta correria louca
Em direcção ao abismo
Onde mora o ateísmo
(Malhas que o destino tece….)

Esta gente taralhouca,
Que o País ensandece
E o mergulhou no lodo,
Não cheira só mal da boca,
Cheira mal do corpo todo.
Um cheiro nauseabundo
Porque cheira a excremento,
- mesmo quando não há vento -
Cheira a chulé e a sovaco,
Do tipo terceiro mundo.
Cheira a esquerda. Ipso facto!

E já está a sobrar p´ra mim.
Por isso também eu quero,
E o peço em desespero,
Que morra esta gente toda,
Morra, Porra, Bosta !! Plim

Viçoso Caetano,
O Poeta de Fornos de Algodres
Julho de 2010

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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

de Viçoso - Homenagem a Hugo dos Santos


HOMENAGEM

Hugo tem H de Honrado,
De Homem, Honesto, Humano.
Dos Santos – Sacrificado,
Sensível, Simples, Soldado
- de porte palaciano,
quando uniformizado –
Em amizade o decano,
Por sempre a ter cultivado,
Cada dia, cada ano.

Austero, Disciplinado,
Respeitador, Educado,
De carácter persistente,
Exigente, responsável,
Mas humilde e sempre amável,
Nascido p´ra ser alguém.

Breve, afronta o destino,
Tão cedo lhe rouba o Pai,
Quão cedo lhe rouba a Mãe.
Sofre, mas não perde o tino.

Depois segue o seu caminho,
Determinado e com fé.
Vence espinho após espinho,
Até chegar ao que é:
Senhor Tenente General,
Militar de corpo inteiro,
Infante de Portugal !

Os teus Amigos de infância,
Sempre em total consonância,
Deixam-te aqui um abraço,
Sou eu o seu porta voz.
E com que orgulho o faço !!...

Viçoso Caetano,
O Poeta de Fornos de Algodres
Julho de 2010

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domingo, 31 de janeiro de 2010

Poesias de Viçoso Caetano, Links

Depois das poesias mais recentes de Viçoso Caetano, o poeta de Fornos d’Algodres, vários visitantes me disseram que gostariam de consultar as já publicadas, sem terem de perder muito tempo na pesquisa. Realmente, verifiquei que não era fácil encontrar todos os poemas, por não ter havido uniformidade nas etiquetas. Tal dificuldade está ultrapassada e, para maior comodidade, coloco aqui os links para abrir de imediato qualquer dos poemas, bastando fazer clic sobre o seu título.

O poeta Viçoso Caetano merece esta atenção.

Ser Militar
Desabafo
Homenagem a Hugo dos Santos
Terrível Profecia
Às Armas !!!!
Manifesto Anti Esquerda
Amigos e Companheiros, poema de Viçoso
Saramago
Pensar melhor
Eleições 2009
CART 566-RAP 2
Presidência Portuguesa da UE
De Belém
Reflexões
Trova do vento que passa
Conversa fiada
Portugal, diz Presente!!!
Que se passa?
Ao Combatente do Ultramar Português
Reflexões
A (Minha) Mensagem
Democracia

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sábado, 30 de janeiro de 2010

Amigos e Companheiros, poema de Viçoso


AMIGOS E COMPANHEIROS

O País de marinheiros
D´heróis e conquistadores
Onde Inês morreu de amores
E Camões cantou louvores;

O País ensoalheirado
À beira-mar plantado
Que tem a areia mais fina
Com a água cristalina
E beleza quase divina;

O País de todos nós
Onde o sol nunca se punha,
Com ouro às toneladas,
Instituições respeitadas
Geridas por mãos honradas,
Patriotismo às carradas
- Deus é minha testemunha –
Orgulhosamente sós
Significando altivez
Vaidade em ser português
Honrando nossos avós !

O Portugal d´outras eras,
- agora lançado às feras –
Está mesmo no fim da linha
Onde exangue se definha !

Hoje, quando olho à volta
Sinto enorme revolta !

Vejo um País democrata
Atirado p´rá sucata.
Um País sem substância
Onde impera a jactância
Em primores de ignorância,
E onde tudo acontece.

Até a Educação
Já se escreve com “S”
E a juventude rasca
Vai p´rá escola vestida
Como se fosse p´rá tasca !


Um País onde a Justiça
Anda a dormir com preguiça,
A premiar malfeitores,
Ladrões e salteadores,
Corruptos e vigaristas,
Desertores e arrivistas,
E outros oportunistas
Como alguns camaleões,
Cambada de rufiões
Corja de laicos poltrões,
Súcia de parlapatões,
Uns coveiros de nações !

Vomitam ódio e inveja
Anti-Cristo, anti-igreja
Anti tudo o que não seja
D´acordo com seus programas.

Uma récua de sacanas,
Tinhosos e fraudulentos,
Raivosos e lazarentos,
Pseudo-intelectuais
- P´lo que aprendem nos jornais –
Muitos homossexuais,
- Aos saltinhos e aos ais….
E uns quantos desgravatados
- Uns tristes, pobres, coitados –
Que como os gatos pingados
Vêm aos restos mortais….

Falta o grupo de rapazes
Com tendência p´ró sinistro
Que de nada são capazes
- a não ser colar cartazes –
E hão-de chegar a ministro !

Gente em tudo pamonha
Sem bases e sem vergonha
Que nasceu contra-vontade
Quando o aborto era crime.
Co´a nova lei aprovada
- que nesse ponto a redime –
Já não nasce mais cambada
- que é desde logo abortada –
P´ra Portugal renascer
E tornar a vir a ser
A "velha" Nação sublime !

Viçoso Caetano
( O Poeta de Fornos de Algodres )
29Jan2010

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Saramago, poema de Viçoso

J. Saramago
(poesia de Viçoso Caetano, o poeta de Fornos d'Algodres)

É José, mas não é São,
É Sara e ninguém diria,
É Mago e não faz magia
Sendo ateu por opção,
Já que nunca a Bib…lia !

Dizem qu´escreve umas coisas
Sem fazer pontuação.
Será falsa afirmação
Mas é o qu´ouço dizer.

Eu nunca li nada dele
Nem faço tenção de ler,
Essa promessa solene
Aqui vos quero fazer.

É comuna e não parece
Pois gosta do capital
Que lhe entra no bornal.
Quando lhe cheira a “pilim”
Logo o partido esquece
e até reza uma prece,
Até faz….. Caím, Caím

NOTA: O autor pode parecer intolerante, mas é homem de letras e patriota!!!

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pensar melhor, de Viçoso Caetano


É hora de pararmos p´ra pensar,
Para pensar melhor e analisar,
O que os políticos nos têm oferecido:
Se nos têm sabido governar,
Se olham só p´ra si e p´ro partido !

Vamos pensar melhor depois votar,
Mostrando-lhes de forma exemplar
Que o País tem que mudar de rumo.
Os Governos devem ser fios de prumo !

Nunca mais maiorias absolutas
- Essas sim, ditaduras camufladas,
Que geram compadrios descarados,
Perpetuam interesses instalados,
Propiciam ligações as mais corruptas.

E se acaso sentes como eu sinto,
Deves pensar melhor e perguntar:
- Foi para isto que se fez o 25 ?
P´ra tirar da ponte o nome SALAZAR !
Para entregar à “súcia” o ULTRAMAR ?
P´ra deixar PORTUGAL hipotecado ?

Tens d´agir de forma a evitar
Que te venham dizer: Isso é passado !
É que pensar melhor faz sempre bem,
Sobretudo quando, como agora,
Tás orgulhosamente acompanhado
Mas triste, sem emprego e sem vintém.

Viçoso Caetano, O Poeta de Fragosela
Set09
Recebido por e-mail do amigo de velhos tempos Adry, com pedido de publicação

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Eleições 2009 por Viçoso Caetano


Português, Irmão, Amigo
Ouve bem o que te digo:
- Vais ser chamado a votar
P´ra ajudares a decidir
Quem nos irá governar.

Não me quero imiscuir
Tão pouco t´aconselhar,
Só te quero é ALERTAR
Para a conversa fiada
Com que te vão “encharcar”
A fim de te arrastar
E entregar à bicharada.

Mas tu és inteligente
E sabes bem distinguir
Entre a ÁGUIA e a serpente
Entre o falso e o VERDADEIRO
Sem te deixares iludir
Pelo lobo qu´há-de vir
Disfarçado de cordeiro
Prometer o Mundo inteiro !

Essa gentalha lasciva
Que glorifica o aborto
E nega o direito à VIDA;
Que mete no mesmo saco
O casamento normal
E o homossexual;
Que chama modernidade
e progresso cultural
à derrocada moral !

Viçoso Caetano, poeta de Fornos de Algodres, com vários poemas aqui publicados

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terça-feira, 3 de março de 2009

CART 566-RAP 2, por Viçoso Caetano


Dado que fui convidado
Pelo vosso Capitão
Aqui estou muito honrado
Com tão grande distinção
Que agradeço penhorado
Com uma ponta de emoção.

Sou só mais um entre vós
P´ra vos dizer viva voz
Aquilo que bem sabeis
- P´ra que sempre recordeis –
Pois que tudo mereceis.

Militares do meu País
- (Porque o destino assim quis) –
Vós fostes dele a raiz.
Quando olho e vos contemplo
Eu vejo em vós o exemplo
Da coragem e valentia
Que no vosso peito ardia
Da 566 Companhia
Da Arma d´Artilharia
Lá da Serra do Pilar
- (Onde se formou um dia) –
Para depois embarcar
Cabo Verde, Ilha do Sal
E aí se fixar.

Depois outra ordem veio
E lá fostes mar acima
- (Contratorpedeiro Lima) –
Arrostando a tempestade
Que vos bateu forte e feio
- (Mesmo sem dó nem piedade) –
Mas não vos quebrou a Fé
Nem vos esmoreceu a vontade.
- (Só angústia de permeio) –
P´ra aportardes finalmente
Sãos e salvos na Guiné.

E aqui foi o Olossato
Onde nunca entrara gente
Só havia Céu e mato.

“Bravos e Sempre Leais”
Destes tudo e muito mais
Do que a Pátria vos pedia
Em actos de heroicidade
Grandes na simplicidade
Que a qualquer ufanaria.
Mereceis toda a honraria!

Deus sabe que isto é verdade
E na sua majestade
Vos há-de pagar um dia.

P´ra terminar faço um voto
- (Que me sai do coração) –
Eivado de nostalgia:
Que Deus guarde o Capitão
Que Deus guarde a Companhia
Como eu vou guardar p´ra sempre
A lembrança deste dia.

NOTA: Aqui fica o último poema desta remessa que o Adry me entregou. Espero mais! Caro Vic, ao ler estas palavras sentidas de um convidado pelo comandante, senti-me soldado desta Companhia a recordar com os companheiros e suas famílias os melhores momentos de camaradagem e bom convívio. Sim, só esses, porque os momentos de dor e sofrimento próprios dos riscos e perigos quew correram não são para reviver na memória.
Embora não tenha sido soldado da Cart 566 e agradeço os teus belos contributos para dares brilho a este espaço humilde e discreto.

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domingo, 1 de março de 2009

Presidência Portuguesa da UE, Viçoso Caetano


PRESIDÊNCIA PORTUGUESA DA UE

Por cá na nossa Lisboa
Houve cimeira Africana.
Nunca vi tanto sacana
A conviver numa boa.

Abraços, beijos na boca
Numa afinidade louca
Nunca vi tanta harmonia
Quem diria, quem diria !

Magreb, Líbia e Guiné
Mauritânia, Tanzânia
E os camelos do Kadafi
São iguais aos do “jamais”.

Ao regressarem a casa
Voltou tudo à bordoada
E como é malta aprumada
Só dão a sua cacetada
E uma ou outra facada,

Em perfeita sintonia
Com aquela confraria
Que campeia no Quenía
Isto é que é Democracia !!!
E há quanto tempo a não via…

Também cá houve tratado
da´Europa dos 27.
2 e 7 nove nada
3 x 9 vinte e sete
Quem não pode não promete.
Mas é tudo só fachada !

Feito nas costas do Povo
Abre caminho à ETA
Abre caminho ao Kosovo
E já agora peço vénia
Abre caminho à Tche Tchénia
Bem nas barbas de Moskovo….

Mas Sócrates conseguiu
E já que foi feito em Lisboa
É bom que o tratado vá
P´rá Lisboa que o pariu….
Se isto é que é “porreiro pá”
Só mais tarde se verá….

Viçoso Caetano (O Poeta de Fornos de Algodres), Fev2008

NOTA: «Só mais tarde se verá...», diz muito bem. E como tudo o que nasce, morre, á preciso ter muito cuidado com a saúde das pessoas e das organizações. A história já conta coisas pouco edificantes, como os dinheiros que a CEE enviou para modernizar os equipamentos e a organização das indústrias e que foi esbanjado em fausto ostensivo de faz-de-conta e as empresas continuaram obsoletas sem capacidade de concorrer com as de ouros países, tendo a crise vindo dar-lhes a certidão de óbito.
Fraca gente a deste País que não haverá forte rei que consiga dar-lhe força e juízo. Quem devia pôr o tempero no cozinhado, procura governar-se à custa dos incautos.

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

De Belém, poesia de Viçoso Caetano


Publico mais uma poesia do Amigo Viçoso Caetano, um beirão, patriota até ao tutano, septuagenário, que continua coerente com aquilo que foi na juventude, na estada em Moçambique e na actividade aqui desenvolvida, sempre evidenciando eficiência e cultivando o mérito da exigência e da excelência, não desprezando os mínimos pormenores nem a linha estratégica que para si definiu.

DE BELÉM

Deste local zarparam as caravelas,
Que arrostando, temerárias, as procelas,
Demandaram Novos Mundos, Novos Sóis.
Porfiando com denodo, lá chegaram
E por plagas ignotas se espraiaram….
Missionários e Soldados foram nelas,
Que voltaram como Santos, como Heróis.
Mas a Língua e os afectos que deixaram,
Resplendentes para sempre se tornaram,
Da ditosa Pátria amada os seus Faróis.

Viçoso Caetano (O Poeta de Fornos de Algodres)
Fevereiro 2008

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Reflexões, poesia de Viçoso Caetano


REFLEXÕES

Portugal é um País,
Onde qualquer badameco
Pouco mais que analfabeto
Se julga gente importante,
E ocupa os mais altos cargos
Fazendo dos outro parvos,
Ainda que mentes brilhantes.

Basta para isso que seja:
Republicano assumido,
Filiado num partido
Que se diga anti-Igreja,
E que tenha na inveja
O seu prato preferido.

P´ra o curriculo sublimar,
Deverá acrescentar:
Ser desertor militar,
Anti-guerra do Ultramar,
Dizer mal de Salazar,
- Se for mulher abortar -
E alguma vez ter sido
Pela PIDE perseguido.

Se a isto adicionar
A aptidão especial
De ex-preso do Tarrafal,
Não tem nada que enganar:
Neste País pervertido,
- Onde a virtude é pecado -
Tem futuro garantido
E será condecorado !!

Março de 2007
V.C. (O Poeta de Fornos de Algodres)

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Trova do vento que passa, por Viçoso Caetano

Viçoso Caetano (Poeta de Fornos de Algodres) autor já velho conhecido deste espaço, teve a ousadia de, no seu poema mais recente, «actualizar» o poema de Manuel Alegre, por forma a fotografar a situação actual pelo prisma que o «velho trovador» agora utiliza nas suas campanhas de reflexão social.

Trova do vento que passa
(actualização)

Pergunto ao vento que passa
Notícias do meu País,
O vento FALA em desgraça
O vento TUDO me diz.

E diz isso e muito mais
P`ra quem o quiser ouvir,
Fala em corja e outros que tais
Que querem tudo engolir.

S´o vento traz nuvens pretas,
Diz-me baixinho em segredo:
Só os “boys” mamam nas tetas,
Os outros chucham no dedo.

E quando o vento é mais forte,
Assim tipo vendaval,
Ele diz qu´é o passaporte
Para o juízo final.

Perante um quadro tão triste,
De total depravação,
Há sempre alguém que resiste,
Há sempre alguém que diz , não!

(Bis, tris……até à exaustão)

PS. A m……úsica é a mesma, só a letra é que muda.

Viçoso Caetano
(Poeta de Fornos de Algodres)
Fev2009

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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Poesia de Viçoso Caetano, mais uma


Conversa fiada

Quando convosco converso
Para vos dizer, em verso,
O que acho controverso,
Eu bem queria ir p’lo anverso
Qu’é o lado menos perverso.
Só que logo de transverso
Não sei que lei do Universo
M’empurra para o reverso
Exactamente o inverso
Adverso, maniverso
Do atrás dito obverso.

Isto não está fácil, não
E é apenas o sermão.
Ainda falta dizer missa
Depois sai a procissão
Honrando SANTA JUSTIÇA.

Àparte o Vale e Azevedo
E o patriota Machado,
Aqui mais ninguém vai preso
Tão pouco será julgado.
Mas se for a tribunal
- O que duvido aconteça –
Nem lhe passa p’la cabeça
Que venha a ser condenado.
Por mais que seja culpado
E maior seja a ofensa
Lá vem a «douta » sentença:
Ou o réu é ilibado
Ou leva pena suspensa.

Fazem-se assaltos a Bancos
Outros a gasolineiras
Os sacos azuis são brancos
Trafulhices financeiras
Peculatos, roubalheiras
Assaltos à mão armada
Não lhes acontece nada!

Tráficos de influências
Com as devidas conivências
E outras tantas manigâncias
Sem disfarce e à luz do dia
As «virtudes» que faltavam
A «esta» democracia
Que tem por base os partidos
Que nunca serão arguidos

Mas é tempo d Natal
Vem aí a consoada.
Eles levam 100 milhões
Os pobres uma patada!
A Justiça outra facada!
(Tudo o resto é pó… é nada)
Boas Festas Portugal!!

Viçoso Caetano (O Poeta de Fornos de Algodres), Fev2009

NOTA: Do mesmo autor foram aqui publicadas as poesias: Democracia, A (minha) mensagem, Ao Combatente do Ultramar Português, Que se passa, Portugal, diz Presente!!!

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segunda-feira, 9 de junho de 2008

Portugal, diz Presente!!!

Publico aqui um poema de J M Viçoso Caetano, poeta de Fornos de Algodres, ex-oficial miliciano que já no ano passado, por esta data, nos presenteou com o poema «Ao Combatente do Ultramar Português», de homenagem aos ex-combatentes. Em nome dos leitores deste espaço, os meus agradecimentos a este patriota que viveu e vive numa auréola de acrisolado Amor a Portugal.

10 DE JUNHO

Dez de Junho é dia de Portugal.
É dia de Camões, Heróis e Santos
E de Bravos, Audazes e Valentes
- Negros, mestiços ou brancos –
É dia de Orgulho Nacional.

É pois o dia dos Combatentes,
Que na mata ou na picada escaldante,
Cumprindo o seu dever exemplarmente,
Igualaram a epopeia do Infante
Com desvelado amor à Pátria Mãe,
Por quem deram a juventude e o sangue quente
Quando não, em holocausto, a própria vida.

E por isso esta homenagem tão sentida
Que por vossa Honra e Glória aqui nos tem
- Num misto de respeito e emoção –
Pelo exemplo que vós sois em carne viva
Da Raça que fez grande esta Nação.

Se a memória do passado o consente,
Levanta-te Portugal e diz
PRESENTE !!

J. M. Viçoso Caetano
Poeta de Fornos de Algodres
Ex-Oficial Miliciano

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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Que se passa. Poema de Vicky

Trago aqui mas um poema de Viçoso Caetano, o Poeta de Fornos de Algodres, a adicionar aos que foram aqui publicados, de que se referem, por exemplo, Democracia, A (minha) Mensagem e Ao Combatente do Ultramar Português, todos impregnados de um grande Patriotismo e profundo Amor a Portugal, o que nos dias de hoje vem sendo raro.

QUE SE PASSA ?

Afinal isto não é uma ameaça,
É antes o prelúdio da desgraça
Que a falta de decoro e de respeito,
De algum modo assim se denuncia
Nas palavras de um Homem insuspeito
Que veio por a nu a hipocrisia
Que and´aí a torto e a direito
A encher “bocas” com a Democracia.
Como s´esta palavra, com efeito,
Não fosse de conceitos tão vazia
Que´o Zé Povo simples e escorreito
Nela já só vê demagogia….

E por mais que lhe digam qu´é perfeito
O sistema que a poucos privilegia,
Em contrição, bate com a mão no peito
E jura com um ar insatisfeito,
A que empresta alguma ironia,
Que jamais votará na utopia.
Pois quem quer que venha a ser eleito,
Outro não é, senão mais um sujeito,
Que “come” da mesma confraria,
Uns milhõezitos que são uma ninharia.

Viçoso Caetano (O Poeta de Fornos de Algodres)
Fev2008

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